setembro 16, 2003

Renúncia à renúncia

O presidente do Instituto de Estradas de Portugal foi borda fora mas logo se desenrascou. Tinham já passado os 10 meses limite para poder retomar o lugar de deputado – sim, é verdade, ele era deputado – e ele já escrevera uma carta de renúncia. Só que o parlamento estava de férias. E a borboleta da IC19 não se acanhou: escreveu uma carta em que renuncia à renúncia. Reconheçamos que homem é coerente: se só depois de cair se pode saber se uma ponte cai, só depois de se ser demitido se pode saber que se está desempregado.

Publicado por danieloliveira em | TrackBack
Comentários

É uma vergonha sem nome. Aliás, a maneira como os deputados gerem os mandatos para que foram eleitos é obscena e imoral. Começando no Bloco de Esquerda, cujas três cadeiras disponiveis parecem os bancos de baloiço de um parque infantil em que o tempo de utilização é equititativamente gerido pelo encarregado municipal (como aconteicia nos meus tempos de miudo em Faro), acabando no CDS, em que cada um entra ou sai consoante vagam os lugares de admnistradores nas empresas dos amigos que vão fazendo na politica, vai tudo para o mesmo saco: o dos portugueses, cada vez mais cientes de que a politica é um meio.

E quem se fode é a politica: a mais nobre das actividades do homem (depois da de medio-centro criativo, claro está)

Afixado por: maradona em setembro 16, 2003 06:08 PM

Fora daqui (qu não é lugar de campanha) posso explicar-te a rotatividade do BE - que é seu compromisso eleitoral - as suas vantagens e desvantagens e como ela, a ser má para alguém, é para os próprios. Mas isso será fora daqui.

Afixado por: Daniel Oliveira em setembro 16, 2003 06:14 PM

A Polícia Judiciária comunica o desaparecimento da democracia representativa (DR) que foi vista pela última vez antes do Cavaquistão se ter implantado. Os membros dessa DR foram, uns exilados para Bruxelas, outros corridos das altas esferas dos partidos e outros simplesmente reduzidos a colunistas de fim de semana ou professores universitários. A DR ficou nas mãos do novo-riquismo da política. Para estes patos bravos a riqueza da política limita-se à forma de alimentar lobbies que os ajudam a perpetuar-se poder enquanto vão alargando a sua teia. Os tentáculos estendem-se e a malta cá da rua já percebeu que nem adianta votar. Façam-se sovkozes, kolkozes e kibutzs, UCP's, clubes de escoteiros e associações de bairro. Votem-se refrendos, tudo de braço no ar. Voltamos à democracia popular. O PC, claro, extingue-se. Volte-se à democracia popular, mas primeiro ganhem lá consciência daquilo que pretendem, povo meu, e não vale pedir para baixar o preço do maço de cigarros...
http://maltadarua.blog-city.com/

Afixado por: malta em setembro 16, 2003 06:18 PM

maradona desculpa lá mas esta foi um bocado metida a martelo.
Tanto quanto eu saiba o Bloco não tem nada a ver com esta palhaçada do demite desdemite que é completamente diferente, como tu sabes, da rotatividade.

Afixado por: tchernignobyl em setembro 16, 2003 06:35 PM

Conheço a justificação do bloco de esquerda. Imagino as desvantagens para o Bloco desse compromisso eleitoral (que NÃO pode ser justificação para nada - mas esta é uma discussão longa para a qual, aliás, não tenho arcaboiço), embora não esqueça as vantagens (que também sei enumerar).

Admito alguma maledicencia em ter juntado as motivações de um exemplo com as de outro.

Mas continuo a achar imoral as trocas (e baldrocas) que se fazem com os eleitos para a Assembleia da republica: é uma vergonha, é causa de descrédito, é sinal de desrespeito para com a democracia.

É mau para todos.

Um abraço

PS: tchernignobyl- não precisas de te desculpar antes de apelidares as minhas opiniões da maneira que achares justa! acho que eu não merecia esse cuidado! Ataquemo-nos homem!

Afixado por: maradona em setembro 16, 2003 10:01 PM
Comente esta entrada









Lembrar-me da sua informação pessoal?