Curiosa a lástima que desperta (aqui e aqui) o facto de haver quem se permita cascar (aqui e aqui) em Helena Matos, só por que esta, coitadinha (retorcendo tanto quanto lhe foi possível uma deixa de Manuel Alegre) minimiza alegremente a repressão da ditadura: "E estes últimos [os polícias] sabiam bem que nos calabouços não se tratava da mesma forma um trabalhador rural ou um frequentador da Brasileira." Claro, bastava frequentar-se A Brasileira para tudo ser uma brincadeira na hora da PIDE. Hoje, de facto, é diferente: quem vai à guerra dá e leva.
Publicado por ruitavares em | TrackBackela não diz nada disso
Afixado por: maradona em setembro 23, 2003 11:57 AMEstava para comentar no meu blogue, ligando a este, que Helena Matos, além de escrever mal, ou era parva ou vendia prosa a metro. Fica aqui.
Afixado por: Nuno em setembro 23, 2003 12:07 PMClaro que ela não diz só isso o problema é que também só consegue ver as coisas a preto e branco. Que interessa pegar no ramalhete da esquerda e contrapô-lo ao ramalhete da democracia?
Que é isso do ramalhete da democracia? Não há mais nada? Não há formas de governo, não há variações políticas? Não há mutações históricas para ninguém?
O que ela faz é precisamente pensar como um velho comuna – por cassete – e atirar com a cassete à tola do velho comuna pensando que está a acertar em tudo o que não é o outro ramalhete em que se encontra.
O texto da HM não me incomoda, porque não me sinto na obrigação de defender tudo o que não é de esquerda como se estivesse a falar de futebol.
e também não preciso de invocar casos do foro psicológico para ninguém ":OP
há outro factor que me preocupa sempre mais- a inteligência eehhehe ":OP