Há gente que está muito zangada com isto dos estudantes ocuparem senados e, veja-se bem, porem a possibilidade de cortar estradas. Houve mesmo quem aqui, na blogosfera, se indignasse por eu, supostamente, achar isto normal. Desminto. Calúnias. Acho anormalíssimo. Eu sou temente a Deus e à Lei. Já não há respeito? Já não há ordem? Pildra com eles todos. Cambada de arruaceiros. Manifestações e ocupações e cortes de estrada? Está tudo louco? Isto está entregue aos bichos. Olha, como dizia um senhor que eu costumo acompanhar atentamente, no Fórum TSF, isto já lá não vai com um Salazar. Um Marquês de Pombal é que era preciso. Quem diz o Pombal, diz o Pacheco ou o Veiga Simão. Alguém que ponha estes putos a estudar.
Publicado por danieloliveira em | TrackBackEntre o saudosista de Salazar e o Daniel que com a piada fácil que é este post faz a apologia dos meios agora eleitos pela luta estudantil, venha o diabo e escolha!
Afixado por: Rui MCB em outubro 14, 2003 06:32 PMSou pelo direito à indignação. Não vejo ninguém ser magoado, agredido, etc. E irrita-me este moralismo legalista. O governo decidiu mandar a batata quente para os reitores. Esta parece-me uma resposta à altura, por parte dos estudantes. Não tenho dúvidas que se os estudantes escolhecem outra forma de luta, logo arranjariam um outro motivo de indignação. A verdade é esta: o problema de quem critica os estudantes não são as suas formas de luta, são as razões da sua luta.
Afixado por: Daniel Oliveira em outubro 14, 2003 06:43 PMA um golpe baixo do governo responde-se com baixaria? Eu falo por mim e indigno-me com os métodos e não com a causa. Manifs com cadeados?
Nos meus tempos de estudante ainda houve quem tentasse fechar a escola a cadeado (ISEG Manuel Ferreira Leite/Couto dos Santos) mas felizmente apercebemo-nos da estupidez completa do significado desse acto.
Pôr um cadeado na porta é prova de prepotência, nega o direito à liberdade de expressão, dá argumentos ao "inimigo" permitindo-lhe lançar a suspeita que são só dois ou três gatos pingados arrogantes e desmiolados a fazer chavascal.
A malta é nova, não pensa, mas há símbolos que quando violados nos desautorizam por completo quando exigimos o direito a exercer a nossa cidadania.
Tomar como aceitável, normal e agora banal fechar uma universidade a cadeado devia envergonhar todos os estudantes, particularmente aqueles que querem demonstrar a sua indignação perante a política que criticam.
Ó Daniel, você conhece aquela do leão que estava a cagar todo lampeiro da vida... acabada a leonina cagada mirou em redor na busca de algo para limpar o real olho do cu. De repentemente aparece saltitante um coelhinho branco... pim... pam... pum... com um sorriso sacanola nos bêços, inquire o leão: ó puto largas pêlo?
Afixado por: Isidoro de Machede em outubro 14, 2003 07:22 PMO sr. do Fórum (e não o do bolo) também acha que a lei é só para cumprir às vezes.
Afixado por: vpb em outubro 14, 2003 07:32 PMontem, um noticiário deu a seguinte notícia:
uma empresa fechou por uns dias para fazer uma desbaratização. quando os 11 trabalhadores foram avisados, já as máquinas tinham sido desmontadas e "alguém" se preparava para dar à sola.
Foram os moradores da vizinhança da fábrica que bloquearam o portão e não deixaram que se concretizasse a fuga das baratas.
Ao que parece isto é comum, mas ninguém se dedicou a inventariá-lo, e sobretudo não vi nenhum dos GNR de serviço denunciá-lo ou sequer reclamar a execução de "medidas expeditas" ( já para não falar de "preventivas") contra os donos dessas empresas.
O que é que nos custa protestar numa manif, inventar slogans e sketchs chamativos para media ver e com isso mostrar a nossa discordância para com a política seguida pelo actual governo na educação? Quem põe cadeados e ameaça com desobediência civil é no minimo pouco inteligente, falta-lhe engenho para imaginar alernativas de protesto mais eficazes e sujeita-se a afastar tipos como eu (devemos ser poucos) que recusam ponderar argumentos com a ameaça de um tiro a pairar no ar.
Eu e os meus contemporâneos fizemos ouvir o nosso protesto e sem ganhar a guerra (que continua) ganhámos a batalha. Suponho que haja alguns por aqui, até. Para quê perturbar a ordem pública violando a lei? Provocar até ter reacção? Extremar posições para criar vítimas, martires? Para vermos estudantes apanhar porrada, para termos vítimas dos mauzões que são os polícias? Para apontarmos o dedo ao governo que é autoritário? No fundo é isso que se quer, não é?
Nada justifica fechar uma escola a cadeado e menos ainda uma Universidade. Quem quer protestar proteste, quem quiser ir às aulas que vá. Como disse, se vir que um cidadão é impedido de exercer a sua opinião política por não estar de acordo com a eventual maioria que fecha tudo a cadeado sei que os meus direitos estão em perigo. Seja qual for o grito de guerra que se fizer ouvir mais alto. Não vivemos num Estado onde os estudante estejam amordaçados e tenham de recorrer à estupidez para serem notícia e conseguir tempo de antena para dizer o que verdadeiramente querem dizer. E depois há a comparação inevitável... Comparar a facilidade de acesso aos media de uma associação de estudantes com o que dispõe uma junta de freguesia do interior, por exemplo (lembro daqueles onde por falta de saneamento básico se boicotam eleições ou fecham estradas) é ofensivo para estes últimos e nem mesmo estes me têm convencido, na maioria das vezes, de terem esgotado todos os meios para justificarem a desobediência civil.
Quando ao que diz o JPP sobre o assunto não me interessa muito. Reagir superficialmente dos dois lados não nos leva a lado nenhum e é o que por aqui vejo em alguns dos comentários ali em cima.
Nota final: discordo do "modelo" de financiamento que o governo está a implementar e discordo particularmente da forma, do "espremam lá os paizinhos, senhores reitores, que depois logo vos dizemos quanto é que pinga do orçamento". Mas parece-me que a melhor opção de financiamento deve incluir alguma modalidade de propinas. Isso dava pano para mangas (não cabe numa caixa de comentários)e confesso que não tenho uma proposta de financiamento para o ensino superior escrita e concluida em nenhuma gaveta cá de casa. No entanto, não seria muito dificil fazer melhor do que aquilo que o governo está a tentar fazer...
O que é que nos custa protestar numa manif, inventar slogans e sketchs chamativos para media ver e com isso mostrar a nossa discordância para com a política seguida pelo actual governo na educação? Quem põe cadeados e ameaça com desobediência civil é no minimo pouco inteligente, falta-lhe engenho para imaginar alernativas de protesto mais eficazes e sujeita-se a afastar tipos como eu (devemos ser poucos) que recusam ponderar argumentos com a ameaça de um tiro a pairar no ar.
Eu e os meus contemporâneos fizemos ouvir o nosso protesto e sem ganhar a guerra (que continua) ganhámos a batalha. Suponho que haja alguns por aqui, até. Para quê perturbar a ordem pública violando a lei? Provocar até ter reacção? Extremar posições para criar vítimas, martires? Para vermos estudantes apanhar porrada, para termos vítimas dos mauzões que são os polícias? Para apontarmos o dedo ao governo que é autoritário? No fundo é isso que se quer, não é?
Nada justifica fechar uma escola a cadeado e menos ainda uma Universidade. Quem quer protestar proteste, quem quiser ir às aulas que vá. Como disse, se vir que um cidadão é impedido de exercer a sua opinião política por não estar de acordo com a eventual maioria que fecha tudo a cadeado sei que os meus direitos estão em perigo. Seja qual for o grito de guerra que se fizer ouvir mais alto. Não vivemos num Estado onde os estudante estejam amordaçados e tenham de recorrer à estupidez para serem notícia e conseguir tempo de antena para dizer o que verdadeiramente querem dizer. E depois há a comparação inevitável... Comparar a facilidade de acesso aos media de uma associação de estudantes com o que dispõe uma junta de freguesia do interior, por exemplo (lembro daqueles onde por falta de saneamento básico se boicotam eleições ou fecham estradas) é ofensivo para estes últimos e nem mesmo estes me têm convencido, na maioria das vezes, de terem esgotado todos os meios para justificarem a desobediência civil.
Quando ao que diz o JPP sobre o assunto não me interessa muito. Reagir superficialmente dos dois lados não nos leva a lado nenhum e é o que por aqui vejo em alguns dos comentários ali em cima.
Nota final: discordo do "modelo" de financiamento que o governo está a implementar e discordo particularmente da forma, do "espremam lá os paizinhos, senhores reitores, que depois logo vos dizemos quanto é que pinga do orçamento". Mas parece-me que a melhor opção de financiamento deve incluir alguma modalidade de propinas. Isso dava pano para mangas (não cabe numa caixa de comentários)e confesso que não tenho uma proposta de financiamento para o ensino superior escrita e concluida em nenhuma gaveta cá de casa. No entanto, não seria muito dificil fazer melhor do que aquilo que o governo está a tentar fazer...
Desculpem a duplicação do último texto.
Afixado por: Rui MCB em outubro 14, 2003 10:39 PMMas afinal, pode-se ou não se pode tomar posição neste país? E se for de uma forma radical é mau para quem? Eu já cortei estradas e linhas de comboio e achei que era a única forma viável e aquela que apresentaria os melhores resultados. Pareceu ser assim, mas como somos portugueses fomos (e quisemos ser provavelmente) manietados por juras de amizade e promessas de resolução. E nada.
Porra, eu concordo que haja propinas. E quero que haja justiça (reforma) fiscal para poder fazer os alunos pagar propinas de uma forma justa. E quero que não sejam os pais (cidadãos portugueses já habituados a ser sugados) a arcar com todas as consequências deste país pequeno dirigido por gente ainda mais pequeno (como eu sonho com um país pequeno dirigido por gente grande, seria por fim uma coisa diferente).
E sim, concordo com a desobediência civil como uma das formas de encontrar justiça social. E se nos lembrar-mos bem (e por muito que isto custe a alguns) foi com movimentos de "desobediência civíl" que este país pequeno viveu das suas maiores e melhores páginas na história. Et quod scripsi, scripsi.
"Só" defendo a proporcionalidade de meios. Se vivesse numa ditadura seria o primeiro a desobedecer ao regime instituido. Mas não vivo! Para mim defender a liberdade que me entregaram em Abril de 1974 também passa por aqui. Por tudo aquilo que já escrevi ali em cima. E os estudantes que vemos a representar hoje as academias não demonstram o mínimo respeito ou conhecimento pela profundidade e pela exigência do exercício da liberdade e da cidadania. Esta é uma excelente ocasião para serem confrontados com isso.
Haverá sempre opiniões contrárias para quase tudo o que envolva a construção de uma sociedade; se todos optássemos por "tomar posição" recorrendo à desobediência civil para defender a nossa causa onde ficava a liberdade e a justiça social?
Estou chocado com alguns dos comentários que por aqui li. Se calhar sou eu que estou mal, mas meus amigos, defensores da ordem e do muito correcto, acham que era com petiçoes que se ia lá. Se calhar om uma audiencia com o Presidente pelo meio não. E depois ainda podiamos ter uma grevezita de zelo nas aulas. Eu pessoalmente acho que os Estudantes estão a ficar além daquilo que poderiam fazer (mas eles é que sabem os meios humanos e fisicos que têm). Invasão do senado, sim senhor, eu ainda lhe acrescentava o "sequestro" por tempo indeterminado de todos os senadores na sala do senado até os estudantes terem uma resposta convincente. Corte da estrada, acho bem. Podiamos acrescentar-lhe a destruição da mesma estrada. Não estou a brincar nem a ironizar. Muitas vezes sou obrigado a ser politicamente correcto, mas felizmente existem os Blogs, e hoje não me apetece ser correcto. Alguem que se acredite que outro mundo é possivel acha que não vai ser preciso vir para a rua, e lutar, se calhar com algo mais que faixas e bandeiras.
Por causa dos certinhos e acomodados que estão muito incomodados com a luta estudantil e com as suas formas, é que todas as medidas que têm sido propostas por sucessivos Governos, tem sido aplicadas sem contestação ou com muito pouca. Se os trabalhadores tivessem sido mais audazes na sua luta contra o codigo laboral se calhar poderiam ter ganho algo, mas era dificil. E porquê? Porque os politicamente correctos e certinhos (a maioria da População) ficam em casa no sofá a falar mal daqueles que lutam por aquilo que acreditam.
Aos estudantes, lutem e se possivel envolvam o resto da sociedade consciente, (sim porque os inconscientes e certinhos, vão ficar no sofá e quando algo acontecer vão querer estar na 1ª fila para dizerem que tb estiveram lá. Faz-me lembrar um texto aqui neste blog, Os convencidos da vida)para que a luta se torne não só dos estudantes, mas de todos nós, pois se o governo ataca direitos omo um todo, porque nõ responder como um todo. Desculpem os certinhos e atinados mas se e para ter uma atitude contemplativa, aconselho-vos a comprar um terreno nas berlengas.
Desculpem qualquer coisinha, dos erros de portugues do texto, mas não estou com paciencia para emendar o que está mal. Se calhar haverá por aqui alguem que para isso terá paciencia.
Estou chocado com alguns dos comentários que por aqui li. Se calhar sou eu que estou mal, mas meus amigos, defensores da ordem e do muito correcto, acham que era com petiçoes que se ia lá. Se calhar om uma audiencia com o Presidente pelo meio não. E depois ainda podiamos ter uma grevezita de zelo nas aulas. Eu pessoalmente acho que os Estudantes estão a ficar além daquilo que poderiam fazer (mas eles é que sabem os meios humanos e fisicos que têm). Invasão do senado, sim senhor, eu ainda lhe acrescentava o "sequestro" por tempo indeterminado de todos os senadores na sala do senado até os estudantes terem uma resposta convincente. Corte da estrada, acho bem. Podiamos acrescentar-lhe a destruição da mesma estrada. Não estou a brincar nem a ironizar. Muitas vezes sou obrigado a ser politicamente correcto, mas felizmente existem os Blogs, e hoje não me apetece ser correcto. Alguem que se acredite que outro mundo é possivel acha que não vai ser preciso vir para a rua, e lutar, se calhar com algo mais que faixas e bandeiras.
Por causa dos certinhos e acomodados que estão muito incomodados com a luta estudantil e com as suas formas, é que todas as medidas que têm sido propostas por sucessivos Governos, tem sido aplicadas sem contestação ou com muito pouca. Se os trabalhadores tivessem sido mais audazes na sua luta contra o codigo laboral se calhar poderiam ter ganho algo, mas era dificil. E porquê? Porque os politicamente correctos e certinhos (a maioria da População) ficam em casa no sofá a falar mal daqueles que lutam por aquilo que acreditam.
Aos estudantes, lutem e se possivel envolvam o resto da sociedade consciente, (sim porque os inconscientes e certinhos, vão ficar no sofá e quando algo acontecer vão querer estar na 1ª fila para dizerem que tb estiveram lá. Faz-me lembrar um texto aqui neste blog, Os convencidos da vida)para que a luta se torne não só dos estudantes, mas de todos nós, pois se o governo ataca direitos como um todo, porque não responder como um todo. Desculpem os certinhos e atinados mas se e para ter uma atitude contemplativa, aconselho-vos a comprar um terreno nas berlengas.
Desculpem qualquer coisinha, dos erros de portugues do texto, mas não estou com paciencia para emendar o que está mal. Se calhar haverá por aqui alguem que para isso terá paciencia.
Realmente aqueles tipos que andam em manifs sempre que há um forum social e se recusam a cortar estradas, incendiar carros, destruir lojas, saquear uma cidade é que estão errados. Os outros, a minoria que se junta a eles e fazem essas coisas, esses é que hão-de conseguir alguma coisa. Eles é que fazem tremer os poderosos, certo? Os outros são certinhos disfarçados, andam apenas a passear bandeirinhas. É isso não é Alf73?
Mas já agora porquê o fetiche com as estradas? Matemos um ou dois polícias para que se perceba quão grave é a injustiça que estão a fazer aos estudantes. Ou melhor ainda, arranjemos um estudante martir com um colete de explosivos que se rebente nas galerias da assembleia!
Boicotar o pagamento? Ná, não dá pica. (há sempre alguém que diz não)
Organizar a good old manif como nunca antes foi vista? Está muito visto. Não é próprio do aluno moderno do século XXI.
Greves de zelo no interior das universidades? A malta tem mais do que fazer. (há sempre alguém que desiste) e faz doer as costas dormir no chão.
Ou mesmo umas grevezinhas de fome? Dá muita larica. Já se fosse uma semana a pão e cerveja...
Cortar auto-estradas? Isso sim é que dá pica! É novo, seriamos falados em todo o mundo. Ou porque não simular um conjunto bem organizado e sicronizado de assaltos a bancos? Até já há quem possa dar uma ajudinha com a experiência adquirida.
Em suma vamos ter a geração do martelo pneumático. Está bonito.
Gostei de algumas ideias que expos no seu comentário, meu caro Rui MCB. Por acaso explodir com umas galerias ainda não me tinha ocorrido. Já agora quando fala em manifestaçoes violentas em Foruns Sociais, até posso concordar que nalguns casos é condenavel, mas tb lhe digo para que não restem duvidas, que se para alguns dos ricos e poderosos aprenderem, não vejo mal nenhum em destruir algumas lojas de multinacionais que diariamente no mundo interiro destroiem vidas de familias inteiras com despedimentos, falta de condiçoes e chantagens de vária especie.Apenas concordo consigo nos casos de vandalismo a bens de pessoas inocentes. Se por acaso tivesse tido acesso aos verdadeiros factos de Florença por exemplo talvez condenasse mais as forças policiais que os manifestantes. Quando o confronto é entre bastões e palavras o mais normal é que quem nada mais tenha se agarre ao que vem a mão. As pedras da calçada são òptimas para isso. Mas eu compreendo-o. Cada um tem a sua forma de ver o mundo e a sua não é igual a minha. Voce aceita este mundo e estas regras de etiqueta revindicativa. Eu não. Se não concorda e tem todo o direito de não concordar, pelo menos respeite-a tal como eu a tenho respeitado ao longo os anos. A diferença, para concluir, é que eu acho que é altura de dizer basta e radicalizar o discurso e a forma.
Afixado por: alf 73 em outubro 15, 2003 11:26 AMVês Daniel...
São estes imbecis, iletrados e fundamentalistas, que desacreditam partidos com interesse como o BE.
Por acaso tive acesso aos verdadeiros factos de Florença e até já tive acesso a bastonadas da do Corpo de intervenção em 1994 (como se isso me dêsse alguma autoridade adicional relevante).
Todos estes textos que aqui deixei servem apenas para dizer que resisto à chatagem dos estudantes. Critico a forma como o governo quer implementar a sua reforma, critico boa parte do conteúdo mas não coloca ao lada destaz forma de fazer política dos estudantes do cadeado. Critico-os hoje porque dão a pior imagem possível e fazem o pior dos serviços para grangearem autoridade junto do resto do povo para poderem discutir o ensino superior: a qualidade dos professores, as condições fisicas, o esquema de acção social...
No fundo é mesmo um problema de educação. Cívica neste caso.
"São estes imbecis, iletrados e fundamentalistas, que desacreditam partidos com interesse como o BE."
Acabei de reler todos os comentários e ninguem falou de partidos politicos. Só vi opiniões de cidadãos livres.
Se não se importar poderia expecificar melhor de quem fala porque se for como julgo ser o meu comentário que lhe causa tanta azia, poder defender-me desses adjectivos lindos, altamente instruidos e demonstrativos de uma grande classe que utilizou.
Se não foram para mim, peço desculpa pelo tom do comentárío.
Afixado por: Alf 73 em outubro 15, 2003 01:08 PMFazer charivari, barulho e ameaças de desobediência civil parece apenas formatado para telejornais, não para resolver problemas.
Será que as associações de estudantes não têm vantagens em que estas situações perdurem ?
Caro Rui MCB. Apesar de não discordar de si no essencial divergimos no acessório. Mas lembre-se que vivemos numa época em quem manda acredita mais no acessório como cartada a jogar no baralho político e social, e que através disso contorna o essencial e até o modifica. Eles só entendem a linguagem que utilizam em tudo, veja-se o Iraque, "ai não? arrebente-se com essa merda...". Tenho pena que a civilidade não impere e da qual você parece ser um exemplo (já agora, fiquei agradado com o seu Adufe, vou lê-lo com mais atenção). Mas na realidade seria esmagado por essa mesma civilidade, pois o prurido que demonstra hoje com as técnicas subversivas dos estudantes (que serão inócuas, você me dirá, que quem ladra não morde)não seria demonstrado pelos implementadores destas propinas em situação contrária.
Afixado por: Chibo Velho em outubro 15, 2003 05:47 PMOra bem, o problema é esse... Mas acho que há qualquer coisa algures entre a civilidade e a barbárie, não? E por vezes as regras de etiqueta não chegam... e quando fica tudo escuro geralmente não se consegue ler muito bem as etiquetas, portanto é melhor tentar alcançar o interruptor como se consegue.
E assim disse tudo, sem dizer nada. Acho que já posso dedicar-me à política.
Afixado por: ManeldaTruta em outubro 15, 2003 06:35 PM