Pedro: independentemente das qualidades de Fernando Lima não concordo contigo acerca do "benefício da dúvida". Não é a Fernando Lima em particular que se deve ou não conceder benefício da dúvida; aparentemente, é um profissional que dará o seu melhor. O que me parece relevante é a motivação de quem o nomeia. E aí, esta nomeação é aquilo que parece: um valente bóbó da PT/Lusomundo ao governo. Não me parece que os donos do DN estejam especialmente interessados no perfil do novo director (aliás, os donos dos nossos jornais preferem directores amorfos); nem em conquistar novos leitores (aí um director de centro-esquerda conquistaria esta terra-de-ninguém que está actualmente orfã de imprensa de referência). Resta portanto a sempiterna motivação: bajular o poder, também sempre tão pronto em agradar aos super-grupos de media que secam a imprensa em Portugal.
Publicado por ruitavares em | TrackBackInacreditável!
O Pacheco Pereira quando questionado sobre a nomeação do Fernando Lima, acusou o Guterres de ser o culpado. No entender de JPP foi o governo do Guterres que ao ter permitido a PT comprar o grupo Lusomundo criou condiçóes para a sua governamentalizaçáo.
Nesta linha de raciocínio e se no futuro eu vier a ser ministro da saúde e nomear a minha mulher para a administração do hospital a culpa não é minha é de quem mandou construir o hospital.