passaram ontem 50 anos sobre o desaparecimento de um dos maiores poetas do Século XX. À falta de mais tempo, aqui fica uma amostra do talento desse galês genial em tradução de Fernando Guimarães:
Este pão que venho abrir
Este pão que venho abrir foi outrora centeio,
este vinho sobre uma ramada desconhecida
ficou submerso nos seus frutos;
o homem em cada dia, em cada noite o vento
arrancaram a alegria dos cachos e derrubaram as searas.
Com o vinho, outrora o sangue de estio
palpitava na carne que ornamentava a videira,
outrora neste pão
era feliz sobre o vento o centeio;
mas o homem despedaçou o sol e abateu o vento.
Esta carne que despedaças, este sangue
que traz a desolação pelas veias,
eram os cachos e o centeio,
nascidos das raízes e da seiva dos sentidos;
este meu vinho que bebes, este pão de que te alimentas.
grande pedra
Afixado por: tchernignobyl em novembro 10, 2003 09:02 PM