novembro 23, 2003

A ponte pra onde quiser

Podia-se fazer uma blogosfera inteira só com estrangeirados. Outro exemplo é o André Figueiredo, do blogue a Ponte, e que escreve a partir de Nova Iorque. A Ponte é um belo nome porque é uma metáfora boa para qualquer blogue. E é um bom blogue de esquerda, leitor assíduo do nosso Barnabé e crítico atento da blogosfera. De futebol é melhor não falarmos, André, que a bola jogada em cima da ponte cai ao mar. Em homenagem à descoberta deste blogue, a letra da canção de Lenine com o mesmo nome de que gosto muito.

Como é que faz para lavar a roupa?
Vai na fonte, vai na fonte
Como é que faz pra raiar o dia?
No horizonte, no horizonte
Esse lugar é uma maravilha
Mas como é que faz para sair da ilha?
Pela ponte, pela ponte

A ponte não é de concreto.
Não é de ferro, não é de cimento.
A ponte é até onde vai o meu pensamento

A ponte não é para ir nem para voltar
A ponte é somente atravessar
Caminhar sobre as aguas desse momento

A ponte nem tem que sair do lugar
A ponte pra onde quiser
A ponte é o abraço do braço de mar com a mão da maré

A ponte não é para ir nem para voltar
A ponte é somente atravessar
Caminhar sobre as aguas desse momento

Nagô...Nagô...Na Golden Gate

Entreguei-te
Meu peito jorrando meu leite
Atrás do retrato postal
Fiz um bilhete
No primeiro avião mandei-te
Coração dilacerado
De lá pra cá sem pernoite
De passaporte rasgado
Sem ter nada que me ajeite
Coqueiros varam varandas no Empire State
Aceite
Minha canção hemisférica
Minha voz na voz da América
Cantei-te
Amei-te

Publicado por andrebelo em | TrackBack
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