dezembro 02, 2003

E mais conselhos

O Congresso das organizações “pró-vida” pinta este cenário: “sexo sem amor, amor sem filhos, filhos sem sexo, com todas as terríveis consequências ao nível da estruturação básica destas mesmas sociedades: filhos sem pais, pais divorciados, a multiplicação de experiências afectivas que não satisfazem, traduzindo-se em uniões precárias, instáveis e não-duradouras, entre outras."
E pensa que tudo isto acontece por causa da aprovação de diplomas que legalizaram"o aborto, a fertilização artificial, a eutanásia e mesmo mais recentemente a clonagem".
Mas nem tudo está perdido: “são boas notícias e motivo de esperança o desenvolvimento do planeamento familiar natural".
Táctica: "Agora, mais do que debater, devemos estudar a doutrina e ter uma atitude de obediência na unidade".
Pois obedeçam, não debatam, usem o método da temperatura, tenham 14 filhos, entreguem-se ao sexo duas vezes por ano e vivam como querem viver. Não temos nada a ver com isso. Mas, por favor, deixem-nos da mão. E, no próximo referendo sobre o aborto, não se esqueçam de repetir tudo isto.

Publicado por danieloliveira em | TrackBack
Comentários

"deixem-nos da mão"

De repente li "deixem-nos usar a mao", o que tambem e bom por sinal.

"traduzindo-se em uniões precárias, instáveis e não-duradouras, entre outras"

Isto e: unioes naturais entre seres humanos.
Eu sempre tive a sensacao que unioes para a vida e mesmo coisa para cisnes. Nao deixo de achar a monogamia como sendo uma coisa que so serve a uma pequena minoria. Regra geral, nao funciona.

Outra coisa que nunca entendi e porque e que a igreja, que se diz tao preocupada com o espirito, e tao homofoba: se e so o espirito que interessa o amor entre duas pessoas devia ser independente do sexo delas.
A nao ser, claro, que a igreja se preocupe com o corpo mais que com o espirito: As vezes tenho a sensacao que eles devem escolher o papa com uma fita metrica... Quando descobrem o maior... fumo branco.

Afixado por: jean-luc em dezembro 2, 2003 07:42 PM

"experiências afectivas que não satisfazem, traduzindo-se em uniões precárias, instáveis e não-duradouras, entre outras"

Ou seja: é chato que as experiências afectivas não satisfaçam. Mas o que é mesmo mesmo mesmo chato é que elas não sejam duradouras...

Afixado por: rui tavares em dezembro 2, 2003 08:14 PM

Camaradas. O camarada B., grande dirigente do proletário vermelho, tinha dezasseis anos quando os pais se divorciaram. Na altura ficou muito deprimido. Contudo, agora compreende que é importante para o crescimento feliz e equilibrado das crianças numa sociedade socialista que elas sejam rapidamente separadas da família. Uma família equilibrada e estável produz indíviduos felizes que não aspiram à mudança e à revolução. As crianças não devem crescer em ambientes deste tipo. É certo que nenhuma criança gosta de ver os pais separados ou separarem-na da família. Mas o crescimento para adultos responsáveis por causas mais nobres exige sacrifício. Uma família desestruturada é o único tipo de família desejável em vista da revolução proletária.

Afixado por: o proletário vermelho em dezembro 2, 2003 09:37 PM

e vocez, meninaz, toca a baixar exaz xaiaz... zzzzz...
este paíz está entregue ao demo desde que o xaudojo prejidente do conxelho de ministros nos deixou!

Afixado por: sócrates em dezembro 3, 2003 08:55 PM
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