dezembro 03, 2003

O anti-islamismo

Anda tudo muito preocupado com um suposto anti-semitismo que, tirando em algumas pequenas franjas fanatizadas e pouco evoluídas, não vislumbro em nenhum discurso político. Podia-se dizer que, felizmente, na sua longa história, nunca o anti-semitismo foi tão marginal na Europa. No entanto, e para compensar, o anti-islamismo, esse, entrou no senso comum e poucos são os políticos que o disfarçam. Claro que lá vão dizendo (os que dizem) que isto não é confronto de religiões e de civilizações. Mas ontem, como em muitas outras ocasiões, no Prós & Contras, houve uma conclusão: Portugal corre poucos riscos em relação ao terrorismo porque tem uma comunidade muçulmana reduzida. Se isto não é racismo, o que é então o racismo?

Publicado por danieloliveira em | TrackBack
Comentários

É uma constatação.

Afixado por: BP em dezembro 3, 2003 09:41 PM


É racismo e é mais do que racismo, pois o islamismo é uma religião universal à qual qualquer pessoa se pode converter.
Eu acho forçado falar de uma herança histórica islâmica da Europa, mas existe sem dúvida uma herança magrebina e árabe da Europa. O Magrebe fez parte do Império Romano e foi nele que cresceram grandes intelectuais europeus como S. Agostinho e Camus.
Da cultura árabe, os europeus assimilaram conceitos matemáticos (o mais óbvio é o «0» que era desconhecido pelos gregos antigos) e filosóficos (parte das obras de Aristóteles, por exemplo, chegaram à Europa medieval por via da civilização árabe).
Estes exemplos chegam para mostrar como o conceito de «civilização» é complexo e não se pode reduzir a qualquer religião.
E religiões universais como o cristianismo e o islamismo são praticadas por povos de culturas e civilizações muito diferentes.
O judaísmo apresenta algumas especificidades, pois se é universal no sentido de cosmopolita, raras são as pessoas que se convertem ao judaísmo e é judeu todo o filho de mulher judia (a não ser que se converta a outra religião ou seja excomungado).
Eu não me sinto descansado com o anti-semitismo existente. Claro que a situação nos anos 30 era muito pior, mas há dez anos atrás nem sequer me lembro de ouvir falar de ataques contra sinagogas.
O ataque bombista de Istambul é preocupante. A Turquia devia servir de exemplo de como é possível conciliar os valores do islamismo com instituições democráticas e padrões de vida europeus.

Afixado por: João Miguel Almeida em dezembro 3, 2003 10:33 PM

È uma constatação onde existem mais muçulmanos existem mais atentados, particularmente porque estes atentados estão ligados a uma certa visão não reformista do Islão.

Raça muçulmana hmmm explica lá isso melhor...

Afixado por: luckucky em dezembro 4, 2003 08:46 PM

Quanta ignorancia se os muçumanos que em sua imensa maioria são arebes , de forma nenhuma podem ser anti-semitas , pos se o fossem seriam contra sim mesmo visto que os arabes assim como os judeos são da mesma origem semita

Afixado por: Alexandre em maio 28, 2004 04:52 AM
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