«Em 2002 registaram-se 675 abortos legais, três vezes mais do que há uma década, mas o número de mulheres internadas por complicações após interrupções de gravidez suplantou os onze mil. E cinco morreram.», in Público de hoje.
Sem demagogia e com toda a boa vontade que a quadra propicia, não seria bom levar estes números em conta nas nossas reflexões filosóficas sobre o assunto?
Só que isso não se vê.
Quando muito é um número escarrapachado num jornal.
Daí a 'descriminalização e não legalização' ser uma hipocrisia, ivram-se de julgamentos mediaticamente embaraçosos mas remetem 11 000 mulheres sem voz para abortos clandestinos.
Quando finalmente for aprovado o direito ao aborto livre até às 12 semanas, isso quer então dizer que vamos ter uma lei não hipócrita (até porque é proposta por não hipócritas)e que, então sim, vamos ter mulheres (as que abortem depois das 12 semanas)efectivamente condenadas por abortar?
A sério que gostava de uma resposta.