
Faz hoje um ano que Colin Powell foi à ONU mostrar as "provas" da existência de armas de destruição massiva no Iraque.

Segundo Powell, havia de 100 a 500 toneladas de armas químicas e biológicas, laboratórios químicos móveis a partir de camiões TIR e militares com conversas muito suspeitas a tentarem esconder tudo isto.

Foi dos momentos mais patéticos da história da diplomacia mundial. Nesse dia, o Mundo ficou com a forte convicção de que essas armas não existiam. Hoje tem a certeza. E tem a certeza que Powell e Bush mentiram deliberadamente.

O New York Times publicou recentemente um quadro (em PDF) sobre essas "provas" e o que sobre elas entretanto se soube.

Mas Rumsfeld, mais lunático do que todos os outros, continua a dizer que ainda não se concluiu, definitivamente, que o Iraque não tinha armas de destruição massiva. Apesar do controlo via satélite, usado para detectar simples veículos, antes da guerra, e das inspecções independentes que nunca encontraram nada, Rumsfeld não desiste e avançou com três possibilidades para explicar o estranho desaparecimento das armas de destruição massiva:
- Podem ter sido transportadas para um terceiro país antes da chegada das tropas norte-americanas;
- Podem estar espalhadas e escondidas pelo Iraque
- Podem ter sido destruídas quando a guerra começou.
Tenho uma quarta tese: Saddam engoliu-as minutos antes de ser capturado.
Em vez de fazeres posts sobre estas lamentáveis histórias do passado, poderias postar sobre o tristíssimo estado em que o Iraque se encontra atualmente.
Os EUA têm lá 150.000 homens para tentar controlar um terço do país, e não conseguem. Aliás, nem mesmo conseguem garantir a segurança de uma pequena parte de Bagdad - a Zona Verde.
Os jornalistas estrangeiros não podem sair dos seus hoteis em Bagdad, tal é o risco que correm de serem atacados ou raptados.
O Curdistão e o sul (Bassorá) parece estarem mais ou menos bem. O resto, é um pavor.
Sobre isso é que interessa postar.
Afixado por: Luís Lavoura em janeiro 28, 2005 06:03 PM