Andamos nós aqui a discutir as problemáticas do véu islâmico em França e do uso ofensivo de bandeiras confederadas e fogos cerimoniais no Sul dos EUA, quando temos aqui à porta de casa temas bem mais complexos. Liberdade de expressão Vs. discriminação? Vejam lá o que é que acham desta. Já aconteceu com muito sucesso em Beja, agora com muito menos em Lisboa: «Comerciantes do Campo Grande Tentam Afastar Ciganos Recorrendo a Sapos».
Publicado por ruitavares emNão sou especialista, mas creio que é grave. Trata-se de guerra biológica, não é? Os sapos são animais vivos enquanto não estão mortos. A coachar (cu achar?) causam estragos do caraças!
Afixado por: Placard em janeiro 13, 2004 05:06 PMa perfídia humana não conhece limites...
Afixado por: celsomartins em janeiro 13, 2004 05:24 PMEis um tema caro aos revisionistas: os sapos. Para não os comerem vivos daqui a dois anos é melhor começarem já a cozinhá-los...
Afixado por: o proletário vermelho em janeiro 13, 2004 05:25 PMTenho um texto publicado no Semanário regional "Reconquista", de Castelo Branco, sobre o tema. Foi publicado em meados de Outubro - www.reconquista.pt. "Os sapos nos estabelecimentos comerciais - uma forma de racismo abjecta porque tolerável e insindicável"- Boa leitura...
Afixado por: rodion em janeiro 13, 2004 05:42 PMO post vê discriminação onde existe uma comunidade inteira a viver com medo, graças aos simpáticos vizinhos que ainda têm neste blog o direito ao rótulo de vítimas. A notícia devia ter sido lida transversal e enviesadamente pelo autor. Havíamos de reunir essas comunidades "discriminadas" e pô-las todas a viver no mesmo quarteirão desses lunáticos defensores da igualdade entre cidadãos cumpridores, honestos e honrados que só querem ter uma vida pacata e relativamente normal, e os outros, desordeiros, inimigos de qualquer miscigenação com aqueles que os rodeiam, criminosos, foras da lei e inimigos das mais básicas regras de higiene corporal e social. E aí veríamos se o autor do post mantinha a mesma posição acerca dos ditos "discriminados". Mas como para ele, ciganos não são mais do que uma palavra composta por 7 letras, então dá-se ao luxo de escrever disparates. É o Portugal que somos, este....
Afixado por: Alfredo Vieira em janeiro 13, 2004 06:50 PMToda a gente sabe que os ciganos são muçulmanos indianos infiltrados e disfarçados de cristãos.Não passam da guarda avançada de um elaboradíssimo e genial plano do avô de Bin Laden que gizou já naquela altura esta demanda do ocidente por parte desta etnia, que por detrás da belicosidade típica das comunidades em via de sedentarização, escondem a sua verdadeira natureza terrorista. Para responder à altura e uma vez que estamos muito atrasados no tempo porque o avô do George W. não previu estas movimentações temos de convencer a população de que a multiplação de sapos expostos são uma eficiente arma contra estas gentes que temem, por causa do seu atraso civilizacional, aqueles batráquios por lhes fazer lembrar exactamente W. Bush, esse S.Jorge que os há de derrotar no fim dos tempos, se não for antes...Esta insidiosa campanha encontrou eco e meios para se desenvolver e mesmo fundos que não pensariamos estarem ao serviço destas manobras subterrâneas mas a verdade é que a insuspeita Universidade de Aveiro, desenvolveu nada menos que um motor de busca na world wide web com o nome de Sapo, muito simplesmente para que aquelas gentes percebam que a conjura dos batráquios não se estende apenas aos espaços comerciais mas sim também nos etéreos.A luta contra as forças do mal continua, portanto. Espalhemos sapos por toda a parte, espalhemos sapos...para que se saiba por esse mundo fora de que são feitos os lusos varões e varejeiras quando animados de fé no combate ao Mal, é a verdade que queremos defender, nada menos que a Verdade.
Afixado por: Os ingleses quê?! em janeiro 13, 2004 09:34 PMDiscriminação!, grito. Estou a ser discriminado pelos ciganos!
Afixado por: cocas em janeiro 13, 2004 10:19 PMJá tinha visto alguns sapos em determinados estabelecimentos, mas antes do Público de hoje também ignorava a sua razão de existir.
Não sou cigano, mas agora que sei para quê os sapos, deixarei de frequentar esses estabelecimentos. Se calhar também era isso que pretendiam... afinal não sou cigano mas também nao sou ariano...
Há pouca coisa que ainda me irrita. Acho que também tem a ver com a minha disposição. Seja como for, há indivíduos que só mesmo na Sibéria é que aprenderiam. Ou num acampamento cigano. Gostaria porém de saber onde moram, estudam, trabalham e vivem as donzelas que se lembraram de comentar esse post. Para me juntar a eles, bem longe de ciganos. E uma pequena nota: não, não seria com sapos que se deveria combater, idealmente, essa gente. Seria com a exigência do respeito pelas nossas leis. Bastaria isso, nem que tivesse que ser à paulada. E seria. Mas aí teríamos umas quantas donzelas a defender o direito que a raça tem de fazer valer a sua cultura de não respeitar as leis dos outros. Donzelas doutas, que havemos quiçá de ver um dia, numa fotografia tirada de uma qualquer sonda, algures em Marte ou noutro ponto do espaço....
Afixado por: Alfredo Vieira em janeiro 14, 2004 12:40 AMReparem nesta "frase suicida": "Exigência de respeito pelas nossas leis". Nossas???... Os ciganos são cidadãos portugueses... ou alienígenas?... Pois é!...
Afixado por: zás!pás! em janeiro 14, 2004 01:14 AMaliás, viva a superstição. Quanto mais ignorantes eles se mantiverem, melhor para nós todos, né?
Afixado por: mascara em janeiro 14, 2004 01:20 AMaliás, viva a superstição. Quanto mais ignorantes eles se mantiverem, melhor para nós todos, né?
Afixado por: mascara em janeiro 14, 2004 01:20 AMaliás, viva a superstição. Quanto mais ignorantes eles se mantiverem, melhor para nós todos, né?
Afixado por: mascara em janeiro 14, 2004 01:21 AMNo sítio onde moro já não há ciganos. Desde que saíram, há muitos anos, de perto de minha casa, só um casal de idosos ficou por perto prestando serviço de guardas de umas instalações. Também esses foram embora. Agora vejo-os mais amiúde na feira de sábado vendendo. Nesses contactos que fui tendo não pude formar a opinião de que são pessoas que desrespeitem mais as leis vigentes do que outras quaisquer. Mais tarde e no decurso do meu trabalho de distribuidor de pizzas ao domicílio tive de contactar com muitos porque este tipo de alimentos é pedido muitas vezes pelas pessoas com menos recursos, durante um ano, quase todos os dias, contactava com ciganos e com os outros. Uma dessas vezes uma mãe cigana roubou-me 2 euros e tal e a única vez que sofri um assalto foi num bairro com ciganos mas os assaltantes eram da etnia mais corrente em Portugal e estes não chegaram a ficar com o dinheiro, apanhei ainda assim um grande susto.
Mas todos os dias era roubado, pela minha entidade empregadora, em montantes que ao fim de um ano totalizavam cerca de 1000 euros. Protestei durante aquele tempo e verifiquei que quer os administradores da empresa quer os inspectores do trabalho que não cumpriam o seu trabalho, repondo o limite mínimo de remuneração consagrado na lei, em nenhum caso eram ciganos. Eram pessoas muito bem arranjadas e vestidas e letradas e cumpridoras dos salamaleques da aparência, mas roubavam, ou eram cúmplices do roubo.
Quem devo condenar? os ciganos ou os senhores de etnia branca que não respeitaram as leis vigentes, quem devo categorizar de mais "cigano"?
Há pouco assinei Os ingleses quê?!, porque este assunto dos sapos é tão ridículo como as crenças das pessoas não ciganas acerca de como resolver os problemas com as minorias e por isso brinquei com a coisa.
A integração sempre em contínuo destas comunidades não se pode fazer à força porque muito simplesmente não resulta e é para mim claro que deve haver uma aproximação cada vez mais maior entre as várias culturas em qualquer país.
Claro que é muito fácil dizer que a culpa das coisas más é dos estrangeiros ou equiparados, mas francamente, parece-me um argumento de velhos.
Afixado por: Pedro Lima em janeiro 14, 2004 01:37 AMOK. Vamos a ver se sou só eu que estou a ler uma notícia diferente no link do Rui Tavares.
Os comerciantes de um certo local estão a ser assaltados e vandalizados por ciganos. Ciganos. Neste preciso caso são mesmo ciganos. É pena que não sejam louros arianos, mas enfim...
Então tomaram medidas. Medida imbecis, mas foi o melhor que conseguiram pensar.
Desde quando é que é racismo a constatação de um facto? Não se está a dizer que todos os ciganos são marginais. Mas os que estão a aterrorizar aquela população, são. Mesmo. A sério. Acreditem. Ou então vão lá. E esperem pela pancada - ou facada.
Afixado por: torquemada em janeiro 14, 2004 02:04 AMAlfredo Vieira,
Relê os teus comentários. Lê de novo. Lê outra vez. Não chega? Lê mais uma vez. Se ainda não estás envergonhado, insiste. Até estares exausto. Se continuas sem vergonha, esquece. Quer dizer que já não há nada a fazer.
Não me admira nada que haja pessoas que tenham na cabeça estas ideias sobre ciganos. Devem ter crescido a ler a definição de ciganos no Dicionário da Porto Editora - pelo menos até à sétima edição (que chama os ciganos de trapaceiros e vadios). É apenas mais uma maneira para ver como, às vezes, o racismo mais hediondo não choca grande parte dos cidadãos.
Afixado por: antoniotomas em janeiro 14, 2004 10:03 AMAlfredo Vieira:
É justamente quando nos querem fazer crer que não há racismo em Portugal que aparecem gajos como tu...e estragam tudo. Pelo menos disfarça, pá!
Cada um deve ter o direito de decorar a sua loja com o que quer. Os portugueses de Newark decoram-nas com galos de Barcelos, os portugueses do Campo Grande decoram-nas com sapos, os portugueses do Martim Moniz decoram-nas com imagens do deus-elefante Ganesh, etc.
Cada um deve ter o direito de se vestir como quer, dentro dos limites da decência e do pudor. Uns usam uma bóina basca, outras usam um lenço a tapar-lhes os cabelos, outros usam túnicas indianas. Deve ser tudo legal.
Nada disto é discriminatório. Tudo é potencialmente ofensivo, porque há pessoas com suscetibilidades a tudo. Uns vêm um perigoso anarquista por debaixo de cada bóina basca, outros uma terrorista islâmica por debaixo de cada lenço, outros um fanático racista por detrás de cada sapo, outros um portuga desenrascado por detás de cada galo. Não podemos evitar suscetibilidades exacerbadas. Não podemos fazer-lhes a vontade.
Ó Luís Lavoura, quando eu refiro que esta prática constitui uma forma de racismo abjecta porque tolerada e insindicável, estou precisamente a salvaguardar argumentos dos que tu agora mesmo utilizaste. Ora, como refiro no meu texto. sugiro-te que, como quem não quer a coisa, que, ao entrar num estabelecimento comercial que tenha um sapo na panóplia de objectos decorativos, perguntes a quem te vem servir qual o motivo de tal objecto constar da decoração do estabelecimento e verás que a resposta sai escorreita: " é para afugentar os ciganos que só trazem problemas...". Experimenta.
Afixado por: rodion em janeiro 14, 2004 12:38 PMAqui não há discriminação nenhuma. Haveria discriminação se, entrado um cliente cigano na loja, esse cliente fosse maltratado ou mal servido. Se o cigano pura e simplesmente decide não entrar na loja, então é uma decisão dele. Ele é que se auto-discrimina.
Quanto a racismo, é claro que há racismo. Mas... ser racista é um direito de qualquer pessoa.
Também não sei se há alguma lei obrigando um lojista a ter na sua loja quem quer que seja. Nas discotecas os seguranças utilizam por vezes critérios muito subjetivos para expulsar alguns clientes que não fizeram mal nenhum. Eu próprio fui uma vez (há muitos anos) expulso da Casa do Alentejo, onde estava pacificamente a assistir a um espetáculo folclórico sem fazer mal a ninguém. Será que os comerciantes não têm também o direito de expulsar da sua loja uma pessoa de quem não gostem, por motivos rácicos ou outros quaisquer? Talvez tenham.
não têm. art. 13, nº 2 da constituição (princípio da igualdade).
Afixado por: rui tavares em janeiro 14, 2004 04:46 PMO que eu mais gosto no blog Barnabé, é que a cada visita me transformo num ser humano melhor. O Daniel, que eu adoro, venceu. Li várias vezes os meus ridículos comentários e fiquei exausto e com vergonha. Já estou convertido, porém. Nunca mais evitarei cruzar-me com ciganos numa qualquer rua escura (disse ciganos? lamento, não sou racista, logo, como todos os demais comentadores deste post, não os distingo dos demais portugueses). Os "portugueses" afinal não são ladrões, traficantes de droga e foras-da-lei. São, alguns deles, criminosos, como outros quaisquer. Uma pequena minoria, note-se! Afinal, quantos acampamentos de "portugueses" é que todos conhecemos, em que reina a hospitalidade e a simpatia (além da admiração pelos nossos haveres). O záspás lixou-me, mas escrevi um texto grande, e ele duas linhas. Mas parabéns, tem razão. Finalmente, António Tomás (o meu preferido!): também tem razão, eu é que tenho uma noção livresca do significado de "portugueses" (essa foi mesmo boa). Só uma pergunta remanesce dos meus anteriores posts, a qual tive a tristeza de constatar não ter sido respondida: onde raio é que vocês todos moram???
Afixado por: Alfredo Vieira em janeiro 14, 2004 06:21 PMO Alfredo Vieira tem uma maneira muito própria de dizer que a maioria dos ciganos são marginais. Pelo menos os que eu vejo e de quem também evito aproximar-me são-no, de facto. Já tive muitas experiências emocionantes com esses indivíduos que tenciono não repetir.
Tenha apenas um cuidado: está muito perto de dizer que todos os ciganos são marginais. Isso é racismo. Não são, como penso que sabe. Não generalize tanto no esforço de chocar. Não é preciso. Para chocar muitos dos leitores daqui basta dizer que viu um cigano ou negro a roubar.
Afixado por: torquemada em janeiro 14, 2004 06:51 PMTorquemada, obrigado, há certos assuntos que penso serem dificilmente "discutíveis". Mas afinal há quem o consiga. Não são todos assim, os ciganos, evidentemente. Reconheça porém que é intrínseco da cultura deles tolerarem o comportamento marginal dos seus parentes ou amigos. Se os ciganos marginais de que fala um dia o maltratarem, ou incomodarem, não haverá nenhuma solidariedade da demais comunidade a seu favor, ou contra a atitude do infractor. Nenhuma, e torquemada deve saber que é verdade. É cultural. Isso faz de todos criminosos? Obviamente que não. Mas lá que não os torna simpáticos, faça-me a justiça, lá isso não os torna. Como se resolve o problema? Não sei, nem tenho ideias. Mas lá que com tolerância, boa vontade e tentativa de assimilação não vai lá, isso já está provado. Há muito. O radicalizar de opiniões de que fala, a meu respeito, advém muitas vezes do conteúdo de certos comentários menos "honestos" no debate do tema. Ninguém é perfeito.
Afixado por: Alfredo Vieira em janeiro 14, 2004 07:21 PMSó uma linha, para voltar ao assunto do post: sou pelos vistos um dos poucos a ler a notícia para a qual ele nos referencia, e a sentir uma enorme pena e tristeza perante a impotência dos comerciantes (e moradores, e todos os demais que por lá têm que passar), obrigados a adoptarem uma medida de incomensurável ridículo, como a de comprar e espalhar sapos pela loja. Faça ideia o desespero.... Mas os "coitados", na opinião de muitos, são outros. E isso irrita-me. Se calhar, o problema é chocarmo-nos com coisas muito diferentes, e antagónicas. Dizer que um "não cigano" (para não repetir "um português") é racista perante um cigano, para mim, é o mesmo que dizer que um agnóstico tem intolerância religiosa perante um Salafista. Não faz sentido, e está às avessas. E só generaliza com aquilo que não é para generalizar quem não quer discutir, e pretende insultar os outros....
Afixado por: Alfredo Vieira em janeiro 14, 2004 07:34 PMNa minha opinião, o Alfredo Vieira tem toda a razão. Apesar de todos sermos portugueses, ciganos ou não, devemos respeitar os direitos uns dos outros, o que não acontece frequentemente com a comunidade cigana. Assisti há alguns anos a um acidente de viação no qual uma criança cigana atravessou sem qualquer cuidado a estrada e foi atropelada sem gravidade por um automóvel. Por pouco, o condutor não foi de imediato chacinado, valendo-lhe ter uma rápida reacção e empreendido a fuga. É claro que o automóvel sofreu as devidas consequencias. Após o incidente, quem respondeu pelos danos? NINGUÉM...Até hoje não foram encontrados os culpados. É assim que poderemos assimilar a cultura cigana? Fica a pergunta.
Afixado por: Carlos em janeiro 14, 2004 10:09 PMOlhem, os senhores aí da praça de táxis, se desse para acabar com a conversa... Ó sô moturista, é que eu estou com um bocadinho atrasado. É para o Rossio, se faz favor.
Afixado por: Daniel Oliveira em janeiro 15, 2004 12:29 AM...com passagem pela vida real?
Afixado por: Alfredo Vieira em janeiro 15, 2004 09:22 PMvejam mas é esta página dos cromos portugueses e o comentário sobre o defensor-mor dos ciganos: Pesdro Bacelar de Vasconcelos ex- governador civil de Braga:
http://www.libreopinion.com/members/badbank/cromos-quatro.htm
Sei que, como disse o Sr. Alfredo Vieira, moro muito longe de ciganos (no Rio de Janeiro, onde há bem poucos), mas penso que há pessoas de boas e más índoles em todas as raças, religiões, etnias, nações, etc.
Portanto, considero que não cabe a ninguém julgar se os ciganos são ou não cultural ou predominantemente criminosos, mas deve-se, sim, valer-se da lei portuguesa para punir criminosos em território português, sejam eles ciganos, negros, latinos, enfim, portugueses de qualquer etnia ou origem. Do mesmo modo, penso que os direitos de todos os portugueses (incLUSOS os ciganos) sem antecedentes criminais devem ser assegurados na prática como o são pela legislação (como, por exemplo, o direito de entrar em uma loja).
Nada tenho contra sapos ou ciganos, entretanto, acredito que a criação de sapos em lojas visando afastar ciganos de tais estabelecimentos é uma prática anti-ética e deveria ser ilegalizada (proibida por lei), contanto que tal prática (criação de sapos em lojas) tenha comprovadamente este fim (o afastamento dos ciganos do estabelecimento), uma vez que a existência de sapos no sítio entra em conflito com suas crenças e impele os ciganos, criminosos ou não, a isolarem-se do sítio em questão.
Penso, também, que os crimes cometidos por ciganos devem ser tratados com imparcialidade como crimes cometidos por outros cidadãos quaisquer, pois, perante à lei portuguesa, somos todos iguais. Acredito que uma possível solução para o problema da criminalidade em comunidades onde há ciganos seja a mesma a ser aplicada em qualquer comunidade onde há criminalidade do mundo, o aumento da patrulha e do policiamento, do contrário, para bem ou para mal, medidas diferentes devem ser consideradas injustificadas e preconceituosas.
Para encerrar, gostaria de invocá-los a refletir sobre uma questão, como portugueses que somos, por que havemos de debater (de forma, por vezes, discriminatória) sobre a criminalidade entre ciganos, equanto há espanhóis a invadir terras portuguesas em Olivença e na Galiza, por exemplo?
Obs: Que tal entrar no sítio www.olivenca.org ?
Afixado por: Luso-Brasileiro em novembro 4, 2004 05:15 AM