março 01, 2004

Querer ganhar sem votos

Tem razão o Ivan, ao falar desta gente que não quer contar votos e faz guerra nas contas de assinaturas. Que afinal não eram 130 mil.

Publicado por danieloliveira em
Comentários

Juro que nunca pensei que vocês tivessem tão mau perder...
É increível à velocidade que alteram de 80 para 8 o valor que atribuem a "contas de assinaturas" petição...
Isto faz-me lembrar a atitude do meu primo, que amua se as coisas não estão como ele quer. Diferença? Ele tem 4 anos...

Afixado por: Ricardo Marcelo em março 1, 2004 07:25 PM

Pois, não são 130 mil... São mesmo 190.635, por muito que vos doa.

Afixado por: Ricardo Marcelo em março 1, 2004 07:29 PM

Sim Daniel, eu ontem enganei-me quando escrevi que eram 160.000...
Um abraço,
DBH

Afixado por: DBH em março 1, 2004 07:59 PM

Este pseudo-campeonato de assinaturas é deprimente para o conceito de democracia.
A verdade é que, ainda à cinco anos atrás, de todos aqueles que se quiseram pronunciar sobre esta questão, a maioria defendeu a actual lei. Por isso, há que respeitá-la...

Afixado por: Peixoto em março 1, 2004 08:01 PM

O Público mentiu? São tantos, porque não vamos a votos?

Afixado por: Daniel Oliveira em março 1, 2004 08:13 PM

Não vamos a votos, Daniel, porque já fomos há 5 anos e não parece benéfico para ninguém (e seria particularmente nocivo para o nosso Estado de direito) referendar ilimitadamente qualquer questão que seja.

Invocaram que as circunstancias tinham mudado (a pergunta é diferente...) e que estava na altura de ver se as pessoas consideravam oportuno serem consultadas de novo sobre esta questão.

A resposta, como a pediram, está à vista.
Agora chama-nos cobardes, porque não vamos a votos.

Eu chamo-lhe mau perder, mas sorrio, porque me faz lembrar os comunistas no final dos processos eleitorais em que nunca não conseguem reconhecer o que está à vista de todos.

Estou desiludido consigo, Daniel, e olhe que o leio com fidelidade e, muitas vezes, com agrado.

Afixado por: Vasco Melo em março 1, 2004 08:52 PM

seis anos. Vocês não há maneira de acertarem nos números. E dizem que só depois de 2006. Oito anos, E Marques Mendes tinha dito que seria preciso esperar quatro anos. Já lá vão seis. Contam assinaturas e recusam-se a contar votos, esta é a verdade.

Afixado por: Daniel Oliveira em março 1, 2004 09:19 PM

Ah, não contam votos. Ainda bem que me esclarecem, que com esta discussão até pensava que já tinha havido novo referendo sem eu dar por isso.

Quanto às opiniões favoráveis ao actual estado de coisas, seria bom que reflectissem sobre uma frase que me relembrou o MVA no Os Tempos que Correm: a democracia não é uma ditadura das maiorias, senhores. Muito menos - e isto acrescento eu - de uma maioria que ninguém sabe se realmente existe.

Tenham respeito pelos direitos individuais de cada um/uma. Ponham-se no vosso lugar. Não legislem sobre o que não vos diz respeito. Tenham vergonha da miséria a que condenam as mulheres sem posses deste país analfabruto e desinformado. Olhem para vocês e para os vossos. Sejam honestos. PENSEM!

Afixado por: Manel da Truta em março 1, 2004 09:53 PM

Mesmo que ganhem um referendo para legalizar o aborto este não deixará de ser um acto repugnante, uma mãe que mata um filho, algo eticamente comparavel à pedofilia.

Afixado por: Ana em março 1, 2004 10:54 PM

Onde isto já vai... http://story.news.yahoo.com/news?tmpl=story2&u=/afp/20040229/hl_afp/portugal_abortion

Afixado por: PF em março 1, 2004 10:56 PM

Vou comprar umas barbas para sair à rua. Já toda a gente aqui me conhece: "olha o português, na terra dele, ainda andam para lá a julgar mulheres por causa do aborto". Fosga-se! Não quero que se riam na minha cara. Que se riam nas barbas que não são minhas, possa!

Afixado por: manel em março 1, 2004 10:59 PM

Ó manel, e nesses países onde se riem ou rirão da tua cara de português de Portugal onde ainda se discute se o aborto deve ou não ser legítimo; esses países, digo, têm verdadeiramente alguma coisa a ensinar-te?
Só porque alguns vão à frente na corrida para o mergulho no poço do suicídio, entendes que são e estão mais avançados? Mais progressistas?
Os modelos desses países têm globalmente alguma coisa a ensinar? Ou o caminho será outro?, que não necessariamente o deles.
Pois é. Os chineses de Tiennamen queriam substituir a "cola chinesa" pela "coca-cola". Foram terrivelmente chacinados o que é por demais condenável, para além de toda a "cola".
Mas, que pergunta terrível, qual das duas colas será melhor? Ambas fazem mal à saúde. Melhor seria não escolher nenhuma (e beber água).

Afixado por: António Duarte Bento em março 2, 2004 12:31 AM

Abortem o Peixoto porra!!!

Afixado por: Angela em março 2, 2004 12:41 AM

Quem começou a contar as assinaturas foste tu, Daniel. Agora não te queixes.

Afixado por: CC em março 2, 2004 12:28 PM

Por acaso até têm alguma coisa a ensinar-me:
a) não chegar atrasado aos sítios
b) respeitar os contratos;
c) não sair do ensino obrigatório antes do tempo;
etc.

Não posso dizer que são mais cultos, mas mais instruídos são, em geral.

Claro que para mim não são modelos (sim, porque quero outro mundo), mas já era tempo de nós, portugueses, acordarmos da estupidez cancerosa e vegetabunda, possa!

Afixado por: manel em março 2, 2004 01:18 PM

manel:

Concordo com a alínea b).
Sobre a alínea c): Agostinho da Silva, este homem terrivelmente simples na sua superior cultura, defendia (defende) que as crianças somente deveriam entrar para a escola aos 12 anos de idade. Que até esta idade deveriam brincar. [Terrível e aparentemente confuso, não é?, nas suas consequências libertadoras, esta tese de Agostinho da Silva]
Sobre os sítios da alínea a), penso que deve depender sempre dos sítios. [A um sítio onde vai explodir uma bomba, por exemplo, convém mesmo chegar atrasado]

Afixado por: António Duarte Bento em março 2, 2004 11:01 PM

As eleições já decorreram, foi há uns anitos. Não deram conta?...nessa altura ganhamos...em votos.

Afixado por: Pedro Lima em março 4, 2004 10:53 PM