março 29, 2004

Comentários

desculpa lá o sujeito .
acabou de ter conhecimento dos resultados eleitorais em França.

Afixado por: zippiz em março 29, 2004 07:43 PM

E será que não há ninguém que lhe pague uma mudança de sexo? Passava a ser a Juanita de las Nieves!

Afixado por: mochochato em março 29, 2004 07:45 PM

Que belo momento de poesia!

Afixado por: Boss em março 29, 2004 07:46 PM

O "tempo confuso" é que é curioso.. começará ele a ter dúvidas? E dúvidas sobre o quê?

Afixado por: Boss em março 29, 2004 07:47 PM

Não perfilho as opiniões do autor, mas não vejo porque é que não pode tê-las e não podem ser discutidas seriamente. Mas enfim, parece que tanto JCN como DO, e os apoiantes deste último nos seus comentários, são defensores do pensamento e do comportamento único. Qual é o problema de defender a virgindade ou, pelo contrário, a promiscuidade? Desde que se pratique uma ou outro livre e conscientemente...

Afixado por: Fernando Martins em março 29, 2004 07:52 PM

Mas o que percebe o Boss de virgens?

Afixado por: thirdbacus em março 29, 2004 07:58 PM

Este filho das ervas, o rastejante do Daniel, ri-se… da doutrina da Igreja… das convicções de milhões de pessoas… do saber e génio das maiores figuras da cultura humana… ri-se… pagãozito bruto e atrevido! Dois mil anos de História e Cultura o que são, de facto, ao pé da tua crassa ignorância!

Afixado por: haja pachorra em março 29, 2004 08:12 PM

este amigo, desde que leu tomás de aquino nunca mais foi o mesmo. a suma teológica, lido de uma ponta a outra, causa mais danos que são cipriano.

Afixado por: hmbf em março 29, 2004 08:14 PM

Não gosto do tom beato do homem, mas gosto deveras do que diz...

Afixado por: Rui Pereira em março 29, 2004 08:21 PM

Quanto mais velho pior. Ora aqui está um católico do vosso tamanho (salvo seja) a merecer apanhar pancada. Cheguem-lhe! Amén.

A virginda e a maternidade brilham... este homem fez-se!

Ele: A menina tem um brilho especial... Será Virgem?
Ela: Não, responde-lhe lançando um risinho em soluços muito juvenis. Em surdina segreda-lhe: Estou grávida!

Afixado por: Rui MCB em março 29, 2004 08:26 PM

Das duas uma - ou o tipo é um belo dum falso moralista e deve ter o armário forrado de chicotes, ou então anda a ser enganado há muitos anos pelas mulheres.É que sempre era mais convicente se fosse uma mulher a defender a sua 'glória'...agora, paleios desses vindos de um homem a esta altura do campeonato.O mais engraçado é que lhe pagam para isso.

Afixado por: thirdbacus em março 29, 2004 08:41 PM

Thidbacus,
Então é essa a sua tolerância para com a diversidade entre os homens? Você acredita que heterossexuais (sexualmente activos para fins não reprodutivos), homossexuais, transexuais, etc. podem ser pessoas normais e sérias. Mas um beato!? Não. Esse ou é um infeliz ou é um pervertido. Provavelmente seria conveniente que estes fundassem um movimento qualquer e passassem a fazer regularmente uma beato parade no Terreiro do Passo para se reabilitarem.

Afixado por: Águalusa em março 29, 2004 08:54 PM

Águalusa, infeliz não sei. Mas lá um nadita pervertido ele é. O que, quero que saiba, acho uma excelente acaracterística.

Afixado por: Daniel Oliveira em março 29, 2004 09:01 PM

Agualusa,

Se queres que eu te diga, já me chegam aos betos, excusam acrescentar mais um 'A' e respectivos cromos à palavra. Uma coisa é o tipo dizer - eu gosto de mulheres assim ou assado(aí a coisa dá para todos os gostos, a diversidade é inesgotável). Mas quando diz as mulheres em geral devem ser assim, devem comportar-se assado, eu mando dar banho ao canino. Mas agora temos 'mulahs' também por cá? Mas por que carga de água o homem chateia-se com mulheres-soldado? quem lhe deu o direito? A mulher que escolheu ser militar fê-lo a mando de alguém? Quanto à "beato parade"...LOL!!!

Afixado por: thirdbacus em março 29, 2004 09:09 PM

Não consigo encontrar este autor na literatura portuguesa medieval. Será defeito das enciclopédias e do Google?...

Afixado por: zás!pás! em março 29, 2004 09:41 PM

Gostei especialmente da parte que fala da virgindade e maternidade juntas na mesma pessoa, é que o caso é tão rarto que a última vez ouvi falar foi há uns dois mil anos e ainda agora falam disso...

Afixado por: Pedro Farinha em março 29, 2004 09:41 PM

Parece que o vosso lema hoje é "Toda a gente pode pensar o que quiser, desde que pense como nós".
Até tenho pena de não concordar praticamente nunca com as palavras daquele senhor, porque aprecio a postura dele: ir contra a maré.
E quando ele fala de "obsessões masculinas" e sugere que elas são, de algum modo, impostas à mulher, não é de todo mentira.

Afixado por: maria em março 29, 2004 09:45 PM

Thirdbacus,
Ou seja, se eu disser-lhe: eu gosto de uma mulher com peitos grandes e redondos, lábios carnudos e 75 de cintura, que goste de sair à noite, com sentido de humor e que entenda de bola, você acha bem (pode discordar, mas acha bem). Mas se disser que gosto de uma mulher que valorize e guarde a sua virgindade até ao matrimónio e que tenha a intenção de ter pelo menos 5 filhos de um mesmo homem e que não espero que ela pretenda competir por um cargo empresarial relevante, você já acha demais, não?
JCN provavelmente deveria ter mais com que se preocupar, eu sei, mas não me parece tão anacrónico assim que ele veja, na realidade actual das mulheres, tremendas tarefas e desafios. Julgo que é mais ou menos consensual que os novos desafios que se abriram às mulheres nos tempos modernos tornaram as suas vidas muito mais exigentes. Porque se deseja e até se exige, que elas se movam e compitam em territórios tradicionalmente masculinos ao mesmo tempo que se continua a esperar que preservem o seu mundo intrinsecamente feminino. É um desafio hercúleo. E JCD percebe isso.
O que é isso de LOL? Só conheço Dah!

Afixado por: Águalusa em março 29, 2004 09:50 PM

Os barnabés têm dificuldade em lidar com pessoas que os confrontam com a sua intolerância para com os objectos do conservadorismo.
Ainda bem, mau era se o meu "fundamentalismo", como lhe chamam por estas bandas, não me trouxesse alguns dividendos.
Pois que se chacine com uma bela gargalhada esses beatos que pretendem enfiar um véu nas nossas mulheres portuguesas, que são rameiras todos os dias, como aliás gostamos delas.
Era o que faltava aparecerem-nos virgens na lua de mel, com aqueles pudores ridículos de quem tem medo dos mitos sobre rasgadura himenial.
Percebo, porém, o problema do Sr. JCN. Ele já deve ter alguma dificuldade em encontrar pessoas com o seu estatuto imaculado, e isso é dramático. Basta tentar imaginar.
Espero, porém, que não se tivessem esquecido de mostrar a fotografia dele num julgamento famoso da nossa praça, teria sido pertinente, nesses tempos confusos...

Afixado por: Alfredo Vieira em março 29, 2004 10:02 PM

O Agualusa é livre de gostar de uma mulher de lábios carnudos, "boa como o milho", e que guarde a virgindade até ao casamento e queira ser mãe de 5 filhos, e que deseje dedicar a sua vida ao lar, mas o Agualusa não pode nem deve impor o modelo à sociedade. Trate de encontrar o seu sonho de mulher, mas não imponha o seu sonho aos outros, incluindo as próprias mulheres. È que tal como existe diversidade masculina também há diversidade feminina. E ambas devem ser respeitadas. Mas calma aí!!!!...ó Agualausa, isso é para os apanhados?!

Afixado por: thirdbacus em março 29, 2004 10:12 PM

LOL = laughing out loudly

Afixado por: thirdbacus em março 29, 2004 10:13 PM

nb: alguns comentários acima, onde se lê "excusam" deve ler-se "escusam".

Afixado por: thirdbacus em março 29, 2004 10:20 PM

O JCN é mesmo dos mais risíveis e sofríveis dos cromos. Está todo mundo a rir-se nas costas dele, e o tipo e tão cromo tão cromo que continua a achar-se o maior. Tipos assim são do mais cromo e do mais cornudo que há. Ou então, estámos nós a ser enganados e o homem tem outras fantasias. O marialvismo português está cheio disso.

Afixado por: thirdbacus em março 29, 2004 10:35 PM

Discordo a maior parte das vezes de JCN, mas ele não está a tentar impôr nada; exprime apenas um ponto de vista legítimo, concorde-se ou não. Não pense que as mulheres sejam nenhum adorno para estar na cozinha e fabricar filhos em barda. Mas isso não impede que se queiram manter virgens até ao casamento, ser mães extremosas e amar o mesmo homem toda a vida. O Daniel Oliveira acha que isto é ridículo? Que as pessoas, quando se casam, é já a pensar em descasar mais tarde? Que os filhos são "uma privação À liberdade"? Que o que está a dar são as famílias monoparentais, livres dos "moralismos inerentes ás famílias tradicionais"? É que eu também considero que certos discursos, personalidades e iniciativas do Bloco de Esquerda verdadeiros motivos de sonoras gargalhadas.

Afixado por: João Pedro em março 29, 2004 10:35 PM

Não o percebo. JCD dá a sua opinião para quem a quiser ouvir. Não a pode impor a ninguém. Aquilo não é letra de lei. Ele é um homem livre que diz e escreve o que pensa. Mesmo que seja, como é, contra a corrente, como disse, muito bem, a maria. Chama-se a isso liberdade de expressão.

Afixado por: Luís Agualusa Mano em março 29, 2004 10:37 PM

Thirdbacus,
Obrigado pelo LOL

Afixado por: Agualusa em março 29, 2004 10:40 PM

Não vale a pena tentarem esconder-se (os que o fazem) com o que há de errado com o texto do JCN. É muito claro... claro como água: tentativa de glorificação de uma forma de estar e crítica moralista de outras, em vez de aceitar as várias possíveis. É assim que se coerce pessoas a comportarem-se conforme um único padrão. Não vi no blog ninguém criticar quem é virgem, etc, etc... quem diz que isto foi feito produz demagogia pura. Também é demagogia de quem vem afirmar que se está a proibir a opinião de alguém. É criticável é visões monolíticas do mundo e da vivência dos seres humanos e tentar criticar os outros por assim não serem, conforme o seu padrão de "correcto". Moralismo bafiento este JCN. E perigoso se um dia tivesse poder e lhe desse na telha para legislar de acordo com as suas crenças. Pluralidade e respeito. Neste texto de JCN não existe. E é o mínimo que se pode exigir se ELE também quer ser respeitado.

Afixado por: Corduroy em março 29, 2004 10:42 PM

Luis Mano(afinal sempre era para os apanhados,lol!)

A ideia que dá é que se o JCN pudesse, ai ai ai...as mulheres eram metidas todas, mas mesmo todas, na «ordem», na «ordem» definida pelo JCN. Ele até faz referência a pretensas verdades universais sobre a condição feminina -«glória feminina, o encanto da virgindade» - como se depois de desvirginada a mulher perdesse algum encanto. Quanto à maternidade e ao aborto...bem, esta conversa já a tivemos Luís Mano, não vale a pena chover no molhado.

Afixado por: thirdbacus em março 29, 2004 11:04 PM

Também fiz um post sobre esta pérola literária nos Marretas, mas pedi que os comentários fossem apenas feitos pelas leitoras do blogue. E vale a pena ler o que elas acham deste cronista.
(desculpem lá este uso abusivo dos vossos bits para fazer publicidade, mas é por uma boa causa...)

Afixado por: Animal em março 29, 2004 11:58 PM

Vamos lá ver isto ... só mais umas achegas.
Diz o sujeito que a virgindade e a maternidade são duas razões da glória feminina. Questão : isto é verdade, ou é assumido pelas mulheres? E, para as mulheres que o não assumam, isso significa serem menos 'gloriosamente femininas'?
Para as mulheres, a alternativa à virgindade é ser libertina, ou ceder à pornografia e à promiscuidade ?
Mas se é isso que este cromo escreve - ou estou errado? - quem com ele concorda fá-lo pelas mesmas razões, ou será que está do contra porque é do contra e ponto final? É que se assim é, então o JCN não está só enquanto cromo, pois já aqui arranjou sócios que até pagam e bem para isso, nem que seja com quilos de imbecilidade.
Mudando o tom ...
Felizmente, diz o JCN, que grande parte das mulheres resiste à preversão e preserva a superioridade. Deve possuir estatísticas credíveis. Eu vou nessa, acreditando.Vou dar uma volta, procurando pelas virgens. Espero é que me não exijam a mesma contrapartida ... pois aí estaria feito.E eu deixei de ser virgem com quem?
Ora porra para a conversa.

Afixado por: ampinto em março 30, 2004 12:10 AM

Thirdbacus,
A questão do aborto é para mim uma questão tão séria que sou incapaz de a esconder atrás de um nick (não tome isto como uma critica a si). No resto e para o resto sou sempre o Agualusa. Fica, no entanto, o registo de sua perspicácia.
Quanto à virgindade. Pouco me importa saber se uma mulher ganha “encanto” ou não quando deflorada. Importa-me saber, isso sim, que algumas perdem “encantos” quando engravidadas. Muitas vezes da forma mais vil.

Afixado por: Agualusa em março 30, 2004 12:15 AM

Quanto à virgindade remeto JCN para o Fialho de Almeida nos Gatos sobre as diversas variedades de himen - himen em alto frente, em estás lá ? etc.onde poderá apreciar uma completíssima descrição da virgínea membrana, que certamente adornará o seu precioso reportório .
No mais , e citando o preclaro autor em crónica passada, está possuído do efeito Dantas - e Dantas pum !

Afixado por: dsousa em março 30, 2004 12:21 AM

É incrivel os barnabés limitam-se a citar o homem, e todo o fachedo se sente indignado, qdo 90% do post são as palavras do homem irra!

thirdbacus, se há coisa de que nunca tive dúvidas é que sabes muito mais de virgindade do que eu, parabéns!

Afixado por: Boss em março 30, 2004 12:31 AM

Boss,

Eu pensava que soubesses tudo, pá. Ou será que afinal sabes mesmo, e só não respondes a perguntas incómodas?

Afixado por: thirdbacus em março 30, 2004 12:41 AM

pessoal: também não percebo o escândalo. há aqui uma excelente notícia: as mulheres cedem à promiscuidade e à pornografia.

Afixado por: rui tavares em março 30, 2004 12:52 AM

Rui Tavares,

Já agora esclarece o que isso de promiscuidade e pornografia, porque há quem possa não saber. Para muita gente existe apenas prazer. O felatio há 30-40 anos seria um 'ai,deus nosso senhor', hoje é amendoim para qualquer mulher. E por aí fora...

Afixado por: thirdbacus em março 30, 2004 01:12 AM

Ah, o orgasmo feminino também era 'sujidade' e indecência, hoje é um deleite indispensável.

Afixado por: thirdbacus em março 30, 2004 01:15 AM

Não diria bem para qualquer mulher, mas se calhar estou a ficar velho...

Afixado por: Alfredo Vieira em março 30, 2004 01:17 AM

De certeza que esse João das Neves existe, ou alguém nos está a pregar uma partida?
Eu conheço indivíduos estúpidos, beatos, presunçosos e preconceituosos, mas quer dizer, há limites caraças!

É de mais! Tamanha estupidez tem de ser fechada numa sala à prova de som e a chave deitada fora! E se for contagiosa, meu deus! Voltamos à idade das trevas, com certeza!

Este gajo devia era ir para monje, assim não o tínhamos de aturar! IRRA!


O que me espanta, é existirem pessoas que aqui comentaram a dizer que ele tem direito a expressar a sua opinião!
Quer dizer, eu agora por não gostar de fulano tal, não o posso insultar da mesma forma que este abominável fulano das Neves insulta as mulheres e os homossexuais, e a bem ver, qualquer pessoa racional, com a sua imensa estupidez!

Afixado por: _achtung_ em março 30, 2004 01:35 AM

Bem, é que a posição do atrasado mental nem conservadora é! É simplesmente ultrapassada! Querem-nos fazer voltar ao século XII ou quê!?
Que raio de idiota consegue afirmar tamnanhas barbaridades! Ai, o encanto da virgindade feminina. Mas este homem não joga com o baralho todo!
Da virgindade para a libertinagem!? Mas isso é logo assim? Ou és virgem ou vais arder no inferno? LOOOOOOL! E de qualquer forma, o que é que o Abominável tem a ver com isso?

Já agora para o resto dos idio... perdão, pessoas que concordam com o gajo que veio da era glaciar, portanto, as mulheres que não podem ter filhos, obviamente são seres inferiores. Aliás, melhor ainda, já que "tamos" numa de retrocesso, perdão, regresso ao passado, por que não considerar as mulher como seres totalmente inferiores?

P.S.: O que é que o cérebro congelado quer dizer com: "E, juntas na mesma pessoa, cintilam no mais alto dos céus, acima de toda a criatura."
Eu sei que o gajo não é bom da cabeça, mas esta partiu-me todo. Deve ser do género aurora boreal ou coisa que o valha...

Afixado por: _achtung_ em março 30, 2004 01:50 AM

Haja Pachorra
Como vai essa História da "Evolução Cristã"?
Como é que o PAPA Leão XIII tinha concubinas?
Como os Papas tinham filhos? Sabe os séculos? Agora, neste século, como é que os Padres têm filhos? Que nem os perfilham?? O que se passa nos Seminários? Informe-se e bem...
A virgindade e maternidade tem algo a ver com o Cristão???

Ser Cristão, repare que não digo católico, é estar actualizado com a realidade HOJE, ter verticalidade de carácter e não ser um pseudo- beato como o Dr. César das Neves prof da UCP....!!!!
Nem os Jesuitas têm ideias como as dele é um frustrado emocional e psicológicamente.
Por acaso andou na UCP? Com Prof. Padres?
Porque razão eles se "rossam" tanto em nós???

O insulto demonstra imaturidade e falta de argumentos válidos e uma coisa muito importante,FALTA de CHÀ!!
Não sou advogada de ninguém, mas detesto o "insulto barato"

Prof. César deve ter entrado na Máquina do Tempo e aterrou no século XVI, daí a confusão... dele :(
Gosto tanto de conduzir a alta velocidade , chefiar, jogar, dançar, ter uns "affairs", saltar de para-quedas, ser livre, etc.. Nossa parece uma confissão!!!:)

Os HOMENS são meus colegas / companheiros com respeito mútuo.

Afixado por: Ariann em março 30, 2004 01:56 AM

Agualusa
as suas palavars fizeram-me lembrar que afinal gosto do desfio hérculo ...
Se lhe dissesse que gosto de homens altos e espadaúdos (qual Hércules), que saibam partilhar o trabalho de casa e apoiar da mesma forma os filhos, chama-lhe otário? ou chama-me machona a mim?
É que, na minha perspectiva feminina, de mãe não virgem e de mulher trabalhadora, acho que a forma como coloca as coisas exclui a possibilidade de os homens estarem de igual forma a enfrentar desafios minervianos ...
Como mulher acho aquele texto de um absurdo tremendo e um insulto às mulheres ... que vem a ser isto de "vemos as mulheres apreciar como ganhos a perversão da maternidade pelo aborto"? e tirania da opinião???
bolas!!!!

Maria Madalena (ou simplesmente GIN)

Afixado por: GIN em março 30, 2004 01:58 AM

O texto de JCN estão tão crivado de disparates que nem sequer merecia qualquer comentário.
Se fosse mulher, este texto aviltar-me-ia. Bolas, não sou, e o texto avilta-me á mesma!
Este "senhor" seria conservador até em pleno Sec. XIV.
E olhem que a rebaldaria nesses tempos era muito maior do que se pensa, dentro de conventos e mosteiros. Mas isso é tão vox populi que só alguém completamente no mundo da lua é que pode escrever coisas como estas. É um desfasamento da realidade que chega a ser embaraçoso. Como é que este senhor consegue ler os seus textos em voz alta e não se desmanchar a rir é que me ultrapassa.
O sexo é uma forma de crescimento pessoal e das mais perfeitas formas de comunicação que existe. O prazer enaltece e faz crescer a mente do ser humano, faz bem á saúde física inclusivamente.
Como raios é que as pessoas conseguem ver benesses em doutrinas comportamentais baseadas num castigo posterior, mantidas pelo medo, e tão atentatórias ao desenvolvimento pleno do ser humano?
Enfim...
Sem (mais) comentários...

Afixado por: Stephen King em março 30, 2004 10:02 AM

estamos fosdidos, digaivos eu!

Afixado por: jose dos cornos em março 30, 2004 10:03 AM

Maria Madalena,

Porque pensa que a acharia mandona ou que acharia que um homem seria um otário se ajudar a mulher em casa (nesse caso eu seria um grande otário)? Como pode inferir tamanha dedução de minhas palavras ou opiniões? Escreverei em chinês?

A ideia central que o JCD expôs, e que eu compreendo, é outra. Os homens e as mulheres são e devem ser chamados a ter o mesmo papel nas nossas vidas comunitárias. Ao fazê-lo, contudo, em vez de se esbaterem assimetrias entre os sexos elas são, muitas vezes, ainda mais pronunciadas. Porque as sociedades actuais ao “trazerem” a mulher para fora de casa e levarem estas a partilhar com o homem a responsabilidade na criação de riqueza e na sustentação financeira do lar, deveria em simultâneo promover, em compensação, a entrada do homem em casa, na partilha das tarefas que historicamente são do domínio feminino. Ora como sabe essa compensação, na prática, funciona muito deficientemente, quer porque os homens de uma forma geral não alinham (são resistentes a essa realidade e, chegam mesmo a opor-se activamente) quer porque existe uma área do feminino que o homem nunca poderá igualar ou substituir: o da maternidade (eu sei que há quem pense o contrário).

Assim, o que vemos hoje (quantos casos conheço) são supermulheres que se batem nos domínios tradicionalmente masculinos enquanto continuam a ser o alicerce de sempre nas áreas que tradicionalmente lhes pertenceram. Isso é tremendamente injusto. Todos nós o sentimos. O que JCD propõem (e aí admito que possa não ter razão) é que a este “falso igualitarismo” que de certo modo escraviza a mulher, dever-se-ia olhar e valorizar o papel insubstituível e central que a mulher tradicionalmente sempre teve. Julga que essa complementaridade entre homem e mulher será mais benéfica para o todo em lugar de tornar homens e mulheres “obreiros indiferenciados” na construção, em comum, de suas vidas.

Ainda há dias li num jornal que, por exemplo, 60 % das mulheres espanholas não desejam constituir família nem ter filhos. Para mim isto é relevante. Para que a mulher (pelo menos numa sociedade mediterrânica) ocupe o seu lugar igualitário na sociedade sente enormes pressões para prescindir do seu mundo intrinsecamente feminino. No meu entender, é uma pena que seja assim.

Convenhamos também que uma mulher-soldado de braço dado com um homem-soldado não deverá dar grande resultado. A não ser que queiramos ver este mundo povoado de meninos soldados (ou sem meninos). Na cresce de meus filhos, encontro muitos. E o que vejo, não me agrada nada.

Quanto a “vermos as mulheres apreciar como ganhos a perversão da maternidade pelo aborto”, não entendo qual a razão sua indignação? O aborto é reclamado por parte significativa da população como um direito. Se é reclamado como tal então será porque o seu exercício é entendido como um ganho. Um ganho obviamente perverso. Pois a sua consumação contradiz e opõem-se à natureza da própria gravidez. É, sem dúvida, perverso. Poderá ser necessário (???) mas não deixa por isso de ser perverso.

Bolas!!

Afixado por: Agualusa em março 30, 2004 10:18 AM

Bom, este tema dava pano para mangas... digamos apenas que se a formulação de JCN é infeliz e se presta ao ridículo, há verdadeiras questões que aí são colocadas.

Pertenço a uma geração que apanhou com o feminismo nas trombas. Que inicialmente o olhou com curiosidade e indulgência, mas que cedo se desiludiu. Hoje, o veredicto quase unânime é taxativo: o feminismo foi das maiores merdas com que o último século (de todas as loucuras) nos presenteou. Há, por isso, um necessário comeback dos velhos (e bons) valores familiares, de casamentos sólidos, da maternidade desejada, da autoridade familiar, da feminilidade, da prudente reserva (não virgindade), da coquetterie e glamour do belo sexo, da galanteria e virilidade assumida nos homens. E isso é muito bom !

Puta que pariu os coirões feministas, quase todas fufas, malcriadas, agrestes e frustradas ! Uma Marilyn Monroe, mesmo "loura", vale mais que um milhão de feministas com canudos, carreira e tudo ! Ouçam, suas vacas, os homens estão fartas de vocês !

Afixado por: euroliberal em março 30, 2004 10:45 AM

FEMINISMO ? NÃO, OBRIGADO !

Bom, este tema dava pano para mangas... digamos apenas que se a formulação de JCN é infeliz e se presta ao ridículo, há verdadeiras questões que aí são colocadas.

Pertenço a uma geração que apanhou com o feminismo nas trombas. Que, inicialmente, o olhou com curiosidade e indulgência, mas que cedo se desiludiu. Hoje, o veredicto quase unânime é peremptório: o feminismo foi das maiores merdas com que o último século (de todas as loucuras) nos presenteou. Há, por isso, um necessário e natural comeback dos velhos (e bons) valores familiares, de casamentos sólidos, da maternidade desejada, da autoridade familiar, da feminilidade, da prudente reserva (não virgindade), da coquetterie e glamour do belo sexo, da galanteria e virilidade assumida nos homens. E isso é muito bom !

Puta que pariu os coirões feministas, quase todas fufas, malcriadas, agrestes e frustradas ! Uma Marilyn Monroe, mesmo "loura", vale mais que um milhão de feministas com canudos, carreira e tudo ! Ouçam, suas vacas, os homens estão fartos de vocês !

Afixado por: euroliberal em março 30, 2004 10:49 AM

Nota: No meu "post" anterior onde se lê JCD deverá ler-se JCN, obviamente. JCD que me desculpe.

Gostei do termo "prudente reserva". É isso, de facto, o que realmente importa (e não a virgindade propriamente dita).

Afixado por: Agualusa em março 30, 2004 11:16 AM

É sempre um motivo de alegria ver um homem barbado elogiar a pureza feminina. Como isso não acontece com frequência, desde o saudoso século XIX, folgo pela destreza amantíssima de César das Neves. As mulheres-soldado já não têm graça. Como as enfermeiras, tiveram graça durante um tempo limitado. Também já não há pachorra para a mulher-Wall Street. Desde a Demmi Moore que não se vê nenhuma com piada. Mas disso o cronista não fala, quem sabe se por ser economista e adepto da escola de Chicago. Salva-se, apenas, a boa notícia salientada pelo Rui: afinal elas cedem à pornografia. Hoje à noite vou testar empiricamente essa preciosa informação. Se não a confirmar, cá estarei com um processo judicial, caro João César.

Afixado por: Paulo em março 30, 2004 12:59 PM

não sei se ria se chore, isto não é uma opinião, é um presépio.

Afixado por: celsomartins em março 30, 2004 02:59 PM

Prudente Reserva!!!! Com essa mato-me. Segurem-me, por favor. Ai, que não aguento!!!! Alguém me belisque!Bolas, mas o Barnabé faz uma viagem no tempo e não deu cavaco a ninguém!? Já agora será que podemos dar uns abraços ao Robin dos Bosques?! «Prudente Reserva»! Olha, isso ficava bem era como rótulo vinícola.

Afixado por: thirdbacus em março 30, 2004 03:58 PM

Infelizmente há que reavivar esse mote francês : ni putes ni soumises

O valor da virgindade, que é um valor para alguns, não devia distinguir géneros. Que eu saiba, aos casais que fazem essa opção é também pedido ao homens que cheguem ao casamento virgens . E a paternidade pode ser tão completa e maravilhosa como a maternidade.

Se em vez de falar de mulher esse modelo da Maria se JCN fala-se de uma forma de viver em casal (um casal católico já se está a ver), teria o meu aplauso, porque trata-se de uma realidade a defender como outra.

Mas o problema é que, mais uma vez, é à mulher que é pedido que seja virgem e o ser maternal.

Além disso, dos comentários que li por alto, parece-me que ressalta um certo saudosismo. Não é possível fazer marcha-atrás. A mulher entrou definitivamente no mercado de trabalho e há que pensar como compatibilizar as coisas. É certo que há avanços e recuos, mas também é apressado pensar que não houve uma adaptação do "papel" tradicional do homem a esta nova realidade. Eu vejo algumas melhorias da geração do meu pai, para a geração do meu namorado (para situar estou na casa dos 20…e muitos).
Como diria a Clara Ferreira Alves no outro dia, a "vitória" (ahahh!... da igualdade, não que ache que seja uma guerra) virá nem que seja pela simples estatística. 60% dos licenciados em Portugal são mulheres hoje em dia, que terão a sua carreira, o seu progresso. Não vejo o caminho da perdição por causa deste facto.

Afixado por: Sofia em março 30, 2004 04:39 PM

Thirdbacus,
Qual será o motivo de tanto riso? Então acha que a gestão prudente e reservada dos afectos e da vida sexual não é, em si, um maior valor que a virgindade? Eu acho. Vá perguntar aos seropositivos, às mães solteiras e às que “perderam seus filhos” se a prudência e a reserva não lhes é mais cara que a virgindade. Mas pergunte com siso, não vá ser mal interpretado. Parece-me um termo perfeitamente apropriado.

Afixado por: Agualusa em março 30, 2004 05:17 PM

Vejam o meu post nº 909 e não se vão arrepender!

Afixado por: Alex do blog em março 30, 2004 06:45 PM

Euroliberal, não há feminismo mas feminismos! Agora apetece-me é chamar-lhe a si de bronco e ignorante! Estude as teorias feministas (todas nas suas variantes) antes de vir falar do que não sabe.

Agualusa, era bom que o Neves sequer defendesse 1/3 do que você diz que está a defender sobre supermulheres e companhia. Não está. Você está a ver coisas onde elas não estão.

Afixado por: Corduroy em março 30, 2004 08:29 PM

Corduroy e thirdbacus:

Eu estudar feminismos ? E porque não estudar teoria LGBT e toda essa trampa de "gender studies" que felizmente ainda não chegou cá ? Lixo pós-modernista... No way ! Aliás não falava de ponto de vista teórico (não reconheço sequer validade científica a tais "teorias"), mas da vivência do catastrófico impacto concreto que o feminismo radical teve na minha geração e de que há milhões de homens na Europa e EEUU a poderem testemunhar...

Repare que não me refiro ao facto de as mulheres acederem hoje a mais profissões e posições de responsabilidade. Isso, que ninguém contesta, resultou aliás das exigências do mercado e não de "teorias" feministas. As teorias nunca mudam a realidade, apenas a explicam quando são correctas. O ponto é o que muitas sacrificaram no altar da carreira. E muitas mulheres hoje consideram que o preço (solidão, renuncia à maternidade, falta de um "ombro", etc.) foi excessivo e não compensado pela "carreira".

Isto são factos, meu caro. É a falência da família. Nas grandes capitais europeias, já há mais de 50% de pessoas vivendo sós (solteiros, divorciados ou viúvos). A solidão, a demografia declinante e as suas consequência para o Estado-providência são problemas gravíssimos das nossas sociedades, que fazem repensar muita coisa.

Mas há mulheres extremamente emancipadas e cultas que souberam preservar a sua feminilidade das perversões feministas e apreciar a verdadeira masculinidade, como as do leste, e que por isso tem uma cotação muito altíssima entre os homens ocidentais...

Quanto à expressão "prudente reserva" refere-se apenas a um uso razoável e emocionalmente equilibrado da sexualidade feminina, algures entre a promiscuidade do putedo feminista radical e a virgindade estrita (opção digna de todo o respeito, aliás). As "marie-couche-toi-là" adeptas do amor livre "soixante-huitard" já não atraem nem fazem sonhar ninguém e arrastam uma existência patética. Uma certa reserva é necessária à preservação do papel social e familiar da mulher, bem como da sua estabilidade emocional e felicidade pessoal. E há algo mais importante do que a felicidade pessoal de cada um ?

Afixado por: euroliberal em março 30, 2004 11:29 PM

OK. A solução é simples. As mulheres voltam para a lide doméstica, libertam espaço no mercado laboral, os salários dos homens duplicam ou triplicam, estes passam a poder novamente sustentar as suas famílias como antigamente(o grande chefe de família), e pronto. O ovo de colombo. O euroliberal é um génio. Será?! Talvez a sua perspectiva seja mais de um «eurolateral» a passar vertiginosamente ao largo da realidade. A realidade é esta: as mulheres agora estudam e trabalham. A sociedade mudou. Os homens têm que mudar. É preciso encontrar soluções novas para problemas novos. É necessário dotar o sistema de novas formas de apoio à maternidade(vide países nórdicos). Quanto ao resto, os tipos que muito gostam de controlar quantas quecas uma mulher deve dar na vida passaram à história. É o caso do JCN. Inevitavelmente é visto como um dinossauro, e é este o seu único «atractivo».


nb:Quanto à «prudente reserva». O termo realista e actualizado é «sexo seguro».Claro que a abstinência é sempre uma opção.

Afixado por: thirdbacus em março 31, 2004 12:01 AM

Ele está a precisar é de parir...

Afixado por: Groucho em março 31, 2004 12:42 AM

Agualusa
Percebi o que disseste no outro post a que te respondi, assim como te percebi neste. Sinceramente eu acredito que faz parte do crescimento da mulher como mulher esse processo de conquista da seu espaço social. Sei tb, porque já tenho um bom percurso de vida feito, que essa realidade, essa possibilidade de igualdade plena na sociedade actual é apenas um ideal. E não confundo igualdade com querer ser homem. Mas muita da inha vida tem sido pautada por uma permanente luta (muita das vezes surda) para acançar por mérioto próprio um lugar que acho merecido. Mesmo que saiba que me possa estar vedado por ser mulher, por razões de ordem política ou outras. Mas o que para mim faz sentido e me dá o sentimento de ser mulher é a força que sempre vou arranjando para manter essa luta, é não perder ese objectivo, porque é isso que me dá esta identidade. Não há indiferenciação porque, como tu próprio disseste, o poder da maternidade , que considero uma capacidade invejável (aliadas a nossa milenar educação sobre os papeis de género), faz também com que nas relações "dentro de casa" as tarefas sejam também muitas das vezes diferentes ... isso não me choca, nem me faz sentir diminuída, como em tudo na vida faz-se o que tem de ser feito.
Quanto às relações intimas, ou de casal, aí é que acho ser a principal batalha das mulheres. A construção das relações de afecto, se são de afecto sincero, são democráticas, no sentido correcto do termo. Também aí tive as minhas pequenas guerras, as minhas pequenas e grandes vitórias, as minhas pequenas e grandes derrotas, mas sem dúvida fui uma mulher de sorte. Mas também neste campo, acho que sou uma pessoa simples (risos), acredito que as relações de afecto se constroem sobre o ser e não sobre o parecer, que a parceria, a franqueza e o respeito pelo outro e pelo seu espaço individual, são fundamentais para que elas se alicercem .... mas enfim ... para terminar e respondendo genéricamente a alguns dos comentários que aqui li, não sofro do complexo da falta de pilinha, acho que ser boa profissional não significa perder a feminilidade, assim como não condeno as mulheres que se assumem no papel tradicinal de mães de família, ou de esposas, ou seja lá do que forem. Por mim, gosto da independência económica, porque permite à mulher tomar as opções que quiser. Profissionalmente gosto muito do que faço. Como mãe (e já perdi um filho, como aí foi referido), mesmo lamentando as percas insubstituíveis sinto-me bem com os resultados.
Poderás sempre dizer ... sorte! Sim, alguma sorte, mas também muita luta
abraço

GIN

Afixado por: GIN em março 31, 2004 12:49 AM

Thirdbacus:

Você não percebeu nada do que eu disse, pois não ? Eu expliquei bem que o feminismo nada tem a ver com o facto de as mulheres trabalharem hoje mais fora de casa. Repito: não foi Simone de Beuvoir & C.ª que alcançaram essa "conquista". Foi o mercado que assim determinou. A questão é cultural, não económica. E repito: há centenas de milhares de homens europeus a casarem-se com mulheres de leste ou não ocidentais (em Portugal parece não se notar ainda), tão ou mais cultas e preparadas profisionalmente que as ocidentais, mas que cultivam a feminilidade, a gentileza o "eterno feminino", enfim, e que apreciam homens que não pedem desculpa por o serem. Claro que não é o comunismo o responsável por isso, a não ser talvez de forma indirecta. O mesmo se diria das japonesas e outras orientais, onde os níveis de educação são altíssimos e onde os valores familiares não estão destruídos e as mulheres mantiveram a gentileza tradicional. Tal como no terceiro mundo, mas aí poderiam-me opor que são subdesenvolvidos... Nada do que se passa aqui são fatalidades, ou o resultado de uma evolução inelutável e "progressista". São disfunções graves da sociedade, e só não vê quem não quer. Porque se abandonaram valores tradicionais (que perduram no resto do mundo) mais essenciais à felicidade humana que o bem estar económico. É o back to basics que está na ordem do dia. Claro que ninguém vai obrigar ninguém a mudar. Estamos em sociedades liberais. Mas a educação pública e certas leis que favorecem a dissolução da família tradicional podem e devem fazer muito...

O que o estado desperdiça (gasta a mais) são biliões, com prisões, polícias hospitais, desintoxicação e reinserção de drogados, insucesso escolar, etc., por causa das consequências sociais da dissolução da família tradicional. E julga que um país pode ser altamente competitivo com handicaps e desperdícios destes ? Nem pensar.

Quanto à "reserva", você continua a não perceber rigorosamente nada. Sexo seguro ? Isso tem a ver com saude pública. Não com o "back to basics", o regresso aos valores familiares tradicionais e o fim do niilismo pós-moderno no plano dos valores e das virtudes familiares. Claro que estes comentários são insuficientes e escassos para analisar problema tão complexo. Mas aqueles que atingiram a maturidade existencial, sabem do que falo e da sua importância.

Afixado por: euroliberal em março 31, 2004 01:57 AM

Euroliberal,

Eu percebo-o, você é que dá sinais de não me perceber. Começo pelo fim. Repare que falei em realismo quando me referi a «sexo seguro». O que acho rídiculo é a expressão prudente reserva, tal como descubro anacrónica o termo virgindade(enquanto um preceito feminino obrigatório). Quanto à maturidade existencial, como ateu e budista empírico, o que lhe posso dizer é que não acredito em alguém que se gabe de a ter atingido. Por mim, buscarei a plenitude enquanto respirar. O parco conhecimento das coisas da vida que carrego sobre os ombros, diz-me que todos desejamos, é claro, encontrar Um Parceiro ideal, com que possamos realizar o nosso ideal e família, mas não percebo o que tem a ver a 'prudente reserva' a ver com o caso. Muitas vezes a questão por coisas tão simples como conhecer alguém que mude a nossa vida. Mas isso acontece quando há uma energia especial, não é com dissertações moralizantes. Pergunto-lhe se antigamente as mulheres eram felizes? Pois não eram? Serão felizes hoje? Acredito que mais do que antigamente. Mas há dúvidas, insuficiências, carências, descompensações, a pois há. O curioso é que os homens insistem em culpabilizar as mulheres pelos problemas. Antes davam-lhes porrada para descomprimir das chatices no trabalho, agora dão-lhes porrada(incluindo psicológica) porque também trabalham. Quando diz que a culpa não é do feminismo mas do mercado, pergunto-lhe o que é o mercado. O mercado não será a sociedade, logo todos nós? O mercado somos todos, e nem o euroliberal nem ninguém se pode colocar de fora clamando-se inocente. Certamente terá as suas culpas no cartório, admito que até involuntárias, como acontecerá com milhões de homens. Porque razão o euroliberal não coloca os homens no banco dos réus, porque vai até ao Japão em busca de argumentos para culpar as mulheres portuguesas? Mas conhecerá assim tão bem as mulheres de leste, as orientais, as sul-americanas, as africanas? Tenho as minhas dúvidas. Já lhe passou pela cabeça que, afinal tratando-se da mesma sociedade, ao dizer que as portuguesas não chegam aos calcanhares das russas está também a dizer que os portugueses não são homens para os russos(e aí inclui-se a si próprio)? As mulheres ocidentais estão para os homens ocidentais e vice-versa. Mas voltando ao leste. O que vejo muito por aí, incluindo na internet, é muito homem ocidental aos saltinhos perante a possibilidade de voltar a ser machãozinho com as pobrezinhas das mulheres de leste, cubanas, e brasileiras, (tal como algumas familias portuguesas de classe média andam entretidas com empregadas domésticas que sabem tocar piano e que percebem de astro-física). È apenas a velha questão do poder. Felizmente as mulheres ocidentais estão cada vez mais livres desse jugo. É como dizia certa vez uma cubana "eu quero um ocidental por questões materiais, porque para homens bonitos, picantes, e galantes tenho os cubanos"(não generalizo, claro). Não sei se me está a parecebr. Da mesma forma que para homens inteligentes e cultos as russas terão os russos e não virão propriamente à procura do Zé Manel da Bica. Tenho um amigo que viveu muitos anos em Macau e que se casou uma chinesa. Afinal, a chinesa não era nada que se parecesse com uma 'geisha'(não estou a tomar partido, conheço a história, como calcula), divorciaram-se com muito «veneno» pelo caminho. O que vejo, são mulheres portuguesas(as tais modernas) que se queixam sem parar, e falam constantemente numa "crise de homens" - não há homens à altura - dizem elas. Bem, parece-me que o euroliberal quer que elas voltem ao 'antigamente', e elas querem que o euroliberal se adapte aos novos tempos. Para terminar com algum humor, eu cá gosto das italianas:))))))

Afixado por: thirdbacus em março 31, 2004 01:57 PM

leia-se
-ideal de família
-Muitas vezes a questão passa por...

Afixado por: thirdbacus em março 31, 2004 02:02 PM

Não gosto de justificar e respaldar o comportamento dos seres humanos em exemplos retirados da natureza, como fez recentemente e de forma desastrada o Miguel Sousa Tavares (conversa de focas e elefantes), mas há tempos vi um documentário no Odisseia muito curioso sobre chimpanzés que poderá lançar algumas questões sobre nós próprios. No seu meio natural, os chimpanzés machos são muitíssimo agressivos para com as fêmeas, sendo normal verificar casos de agressão física de extrema violência praticada contra elas (levando por vezes à morte da fêmea) ou contra as suas crias. Por outro lado, existe em Africa uma outra espécie de primatas muito aparentada com os chimpanzés (cujo nome não retive. Vou chamar-lhes chimpos), anatomicamente quase idênticos àqueles e que manifestam uma organização e comportamento social muito diferenciado dos primeiros. Os chimpos machos não são agressivos contra as fêmeas e são raros os casos de agressividade entre quaisquer dos seus membros. Outra característica importante e curiosa nos chimpos advém do facto destes usarem o sexo como forma de interacção entre eles e como instrumento de reforço dos laços comunitários. Usam o sexo para outros fins que não os procriativos. São mesmo sexualmente hiperactivos (para os padrões humanos). Qualquer chimpo pratica o coito inúmeras vezes por dia, com os mais diversos parceiros (inclusivamente com relações entre membros do mesmo sexo – machos e fêmeas -, incestuosos e também do tipo “pedofilo”) e das mais variadas formas. Os autores do trabalho que vi, tentaram compreender porque razão animais quase idênticos manifestam tipologias comportamentais tão dispares. A pista lançada é a seguinte: os chimpanzés convivem em biótipos onde existem ou existiram até muito recentemente predadores naturais no solo. Por isso, a sua actividade recoletora é feita essencialmente nas árvores. Os chimpos, por seu lado, raramente são admoestados no solo por predadores pelo que se podem alimentar tanto nas árvores como no solo tendo por isso muito maiores fontes alimentares ao seu dispor. Para que os chimpanzés encontrem alimento suficiente despendem muito maiores quantidades de tempo e são obrigados a dispersarem-se pela floresta. Os chimpos, por seu lado, abastecem-se facilmente em áreas relativamente confinadas e não precisam de se dispersar. As fêmeas, nomeadamente, conseguem manter-se juntas, entreajudam-se, defendem-se e detêm uma boa parte do seu tempo para se dedicarem à prole, ao sexo e à organização e estruturação do seu meio social. Conseguiram implementar uma estrutura tipicamente matriecal com evidentes ganhos para o todo. Em suma, não “levam porrada” por trabalharem, nem “porrada” por não trabalharem (defendem-se mutuamente) e ganharam forte ascendente sobre os seus machos. Conseguem mesmo que estes lhes providenciem algum do seu alimento (do tipo: se não trabalhas, não te divertes). Ressalvadas as devidas distâncias, talvez esta seja uma lição para todos nós.

Thirdbacus,
Seria curioso procurar saber o quanto dos nossos incussessos e da nossa agressividade não terão a ver também com essa busca idealizada da felicidade (a qual é para a generalidade da humanidade um conceito com não mais de 250 anos de idade!), do muito que essa senda nos exige e das frustações que ela provoca. Hoje em dia procuramos sempre o máximo para as nossas vidas e frustamo-nos consecutivamente com o que não conseguimos atingir (mesmo que atinjamos muito). Especialmente porque a felicidade passa por encontrar o amor absoluto, pelo par ideal, pela riqueza material, pelo corpo perfeito, pela prole impoluta, etc, etc, etc.

Referiu-se num post anterior às soluções nórdicas de apoio à maternidade. Curiosamente a Noruega já vai nos quatro anos de licença de parto, ou seja, o estado Norueguês qualquer dia acabará por fazer o mesmo que a família tradicional fazia no tempo dos “dinossauros”: convida a mulher a sair do mercado de trabalho, possibilitando-lhe o pleno usufruto da maternidade, da lide doméstica e do exercício da educação de seus filhos. Mas de uma forma muito mais pungente, pois aquilo que era considerado da responsabilidade da família propriamente dita passou a ser assegurado pelo estado, ou seja, passou a ser política de estado. Curioso! Se, por absurdo, o estado vier a propiciar baixas prolongadas às mulheres enquanto os filhos forem menores o que é que, em substancia, diferencia a sua atitude das opções tomadas por uma família tradicional?
O caso norueguês é paradigmático no reconhecimento da incompatibilidade entre o exercício de uma maternidade efectiva e o pleno desempenho (em igualdade de circunstâncias para com aqueles que não têm filhos, em especial os homens) no mercado de trabalho. Implicitamente, reconhece a falência dos modelos familiares não tradicionais (hoje dominantes) no que diz respeito à sua capacidade em sustentar e renovar demograficamente uma população e até em produzirmos crianças sãs e saudáveis.

GIN,
Um abraço.

Afixado por: Agualusa em março 31, 2004 04:43 PM

Agualusa,

Acabo por não perceber a quem é destinado o comentário, uma vez que termina saudando a Gin, fazendo pelo meio uma chamada ao Thirdbacus.
Ora, em relação ao caso norueguês(e não só) não vejo qual a contradição com os meus argumentos, que passaram precisamente por aí. Aliás, lembro-me que esse ponto já tinha sido abordado na tal conversa sobre o aborto. Saliente-se entretanto que na Noruega os "4 anos" serão opcionais e não obrigatórios. É preciso recordar por outro lado, que(aliás já temos disso em Portugal) os pais também passaram a ter licença de parto(obrigatória), que no caso da Noruega não sei qual será o periodo de duração(obrigatória) mas valeria a pena esclarecer. Ou seja, Agualusa, o que eu digo é que é preciso mexer no conjunto, não apenas na mulher. São necessários apoios, estruturas, mudanças de mentalidade.

Afixado por: thirdbacus em março 31, 2004 08:39 PM

Peço desculpa. O post tem três partes. A primeira é genérica, a segunda é dirigida a sí. Para a GIN apenas mandei um abraço.
Creio que os quatro anos são opcionais. Eu não disse que haveria contradição com o que referiu. Apenas acho curioso que ao dilatar consecutivamente os prazos de baixa de maternidade (julgo mesmo que será possível estar até sete anos consecutivos de baixa em gravidezes consecutivas) o estado estará, ao oferecer essa regalia às mães, implicitamente a admitir que a permanência da mãe em casa por tempos tão dilatados são a melhor opção. De outro modo não arriscaria uma medida tão cara ao país, em termos fiscais e económicos e, eventualmente até, tão potencialmente prejudicial para uma carreira profissional (apesar de opcional).

Afixado por: Agualusa em março 31, 2004 08:58 PM

Pois é, Agualusa, também podiamos viver todos no campo, e consumir apenas produtos biológicos... mas é preciso encontrar meios termos entre sonhos, realidades, e conveniências. É isso um estado de direito procurar, gerir, e melhorar equilíbrios na sociedade. E por falar em equilíbrios preocupe-se antes com a fuga ao fisco por parte das empresas, porque esse dinheiro é muito importante para os apoios sociais que tanto preconiza.

Afixado por: thirdbacus em março 31, 2004 09:27 PM

Thirbacus,

Não sei bem porquê, mas fico com a vaga sensação que você me toma por um tipo indulgente para com aqueles que não pagam seus impostos. Pois fique sabendo que tenho as mesmas convicções perante o cumprimento das leis e disposições tributárias quanto as que tenho relativamente à questão do aborto: são para cumprir.

Afixado por: Agualusa em março 31, 2004 11:22 PM

Os macacos que falou Agualusa são os Bonobos.
Só par dizer que concordo plenamente com o comentário de thirdbacus quanto à docilidade, inteligência, beleza de mulheres do leste/orientais. Também se poderia exigir ao homem português um pouco mais de cultura, menos obsessão pela bola, mais civismo a conduzir, mais dinheiro, menos cuspidela no chão, menos violência doméstica, ...maravilhoso mundo do estereotipo. E mesmo assim, mantenho a esperança no produto nacional ;)

Afixado por: Sofia em abril 1, 2004 12:23 PM