março 30, 2004

CDU segue conselho de Saramago: cartaz para as Europeias


Publicado por danieloliveira em

Comentários

Onde é que eu (não) ponho a cruzinha?

Afixado por: Nilson em março 30, 2004 05:24 PM

Hoje é dia de esquerda e direita em vários sítios

http://www.bloguitica.blogspot.com/
http://abrupto.blogspot.com/

E eu faço aqui uma profecia:
Dentro de alguns anos (poucos) este jovem blogger que muitos admiramos vai posicionar-se à direita.
http://a-praia.blogspot.com/
E alguém vai escrever um post tão cínico como isto:
Actualização: estamos em 2006, Ivan Nunes já não é de esquerda...

Afixado por: Joseph Saint-Simon em março 30, 2004 05:33 PM

Fogo Daniel eu já o outro post do Saramago tinha engolido e calado porque não gosto de comentar neste blogue, está cheio de raivosos que nem pensam no que dizem só pensam em dizer mal. Pelos vistos, e não que isto seja inédito, os teus ódios também vêm à tona e curiosamente não são contra a direita, lá que não tenhas precebido a recomendação do Saramago para que as pessoas comecem a pensar, ou que não te apeteça faze-lo, mas este tipo de posts só vão contra ti, é pena...

Afixado por: dias em março 30, 2004 06:29 PM

Daniel, o blogger ou Daniel, o bloquer?

Afixado por: MCG em março 30, 2004 06:38 PM

Repete-se: escrevo trinta mil vezes mais sobre a direita do que sobre a esquerda. Sempre que brinco com o PCP, vêm aqui dizer que não o devo fazer. No post anterior disse o que pensava sobre o assunto.

Afixado por: Daniel Oliveira em março 30, 2004 06:41 PM

A mim nem me impressionou tanto a critica ao pcp, impressionou-me teres uzado o Saramago da mesma maneira que a direita o usou, mas não és diferente de outros, o teu ódio ao pcp é que te faz fazer isso, e não pensares como Saramago pediu. Respeito aos grandes pelo menos isso e o Saramago não é um escritor para ser tomado com a leviandade com que tu o fizeste!

Afixado por: dias em março 30, 2004 06:48 PM

A Esquerda possui um método de análise incomparável, que lhe permite evoluir constantemente, aprendendo com a sociedade e com as lições da História.
Os dogmáticos, "embranquecem"; os "llberais", mudam-se... É a vida!...

Afixado por: zás!pás! em março 30, 2004 06:49 PM

E a história, realmente, repete-se. Lá vens tu dizer que sempre que falas do PC te vêm dizer que "não podes". Nínguem disse isso. Não me parece que o Barnabé seja nenhuma missa onde o padre fala e as pessoas se limitam a rezar ou venerar. Faças críticas ao PC ou ao PP as pessoas têm a legitimidade de ter opinião diferente e expressá-la, confrontá-la com a tua, de um modo mais ou menos inteligente, mais ou menos racional, sem que isso queira dizer que não podes falar "disso". Opinião contrária ou provocação não é proibição ou inibição moral.

Afixado por: MCG em março 30, 2004 07:01 PM

dias, o Saramago será um grande escritor. COmo pensador político, é muitíssimo débil. Se critiquei como a direita (não é verdade, mas adiante) então estou, neste ponto, de acordo com alguma direita. Não morro por isso. Muitas vezes estou de acordo com o PCP (em política nacional, a maior parte das vezes), e nem por isso sou do PCP. Já agora, eu não odeio o PCP. Nem odeio a direita, mas o PCP não odeio seguramente. Neste caso, até ataquei o comportamento pouco leal para com o PCP de Saramago.

Afixado por: Daniel Oliveira em março 30, 2004 07:04 PM

Será este seguramente o meu último comentário neste post. O Saramago disse que se mantinha no partido por fidelidade porque como qualquer pessoa que tenha um partido, (imagino eu, porque não tenho nenhum), o único recrimento é de facto a fidelidade, já que não se pode estar sempre de acordo com um partido. E se tivesses entendido bem o que ele quis transmitir com a sua mensagem - ninguém deve à partida escolher um partido, deve-se pensar nisso, ele confessa a sua fraqueza até porque é um homem velho e teve muito tempo para pensar nisso, e tu chamas-lhe comportamento pouco leal, sabes que fidelidade e lealdade são sinónimos! Não? Quem tem partidos tem de eventualmente de engolir sapos, quem é intelectualmente honesto, como o Saramago admiti-o e tu serás capaz? Nem de admitir que erraste és!

Afixado por: dias em março 30, 2004 07:18 PM

Desculpa lá mas é para completar, a questão está que ele na realidade não pede para votar em branco, só em caso extremo, ele pede é para se exercitar a mente! Para que as pessoas despertem desta apatia! Talvez na França o tenham feito... Quem sabe?

Afixado por: dias em março 30, 2004 07:23 PM

Admitir que errei? Porque tenho uma opinião diferente da tua?
Das duas uma: ou Saramago aceita ser candidato (o problema não é ser militante) e então apoia a lista em que é candidato, ou não aceita e apela ao voto em branco (como apelou, não no livro, mas ontem). O facto de ser militante de um partido não obriga a aceitar a inclusão na lista. O que fez foi pôr o PCP numa situação desagradável, sem que houvesse qualquer necessidade de o fazer. Não aceita e pronto.
Admitiu que errou? Não. Disse que era normalíssimo ser candidato e apelar ao voto em branco. Eu não acho muito normal. Mas isso devo ser eu, que sou intolerante. Acho que ajuda a desacreditar as listas do PCP. E ao desacreditar as listas do PCP, desacredita a democracia.
Já agora, o discurso sobre «os políticos» que ouvi ontem é um tipo de conversa inaceitável, sobretudo num comunista.

Afixado por: Daniel Oliveira em março 30, 2004 07:25 PM


O Saramago fica na história da literatura e o resto é conversa.

Afixado por: Andropov em março 30, 2004 07:52 PM

Força Sarmago olêê, lá lá lá lá lá, sempre contigo olêê, lá lá lá lá lá.
Bem vindo ao debate, Andropov

Afixado por: Daniel Oliveira em março 30, 2004 07:57 PM

Olha passou-se o Daniel.
(sussurra: deve estar a ter um esgotamento pshhhh não o contrariem...)

Afixado por: O Bom Selvagem em março 30, 2004 08:19 PM

SIM DANIEL... O SARAMAGO É MAU *afaga a cabeça de Daniel* ÉS UM BOM BLOGUEIRO SIM *tap tap tap

Afixado por: O Bom Selvagem em março 30, 2004 08:21 PM

Cumprindo a sua boa tradição histórica a extrema-esquerda anda a bulha. E que bulha! Neste caso até estou com o Daniel, apesar de achar que neste caso, como noutros, começou por encaixar mal as primeiras críticas. Depois recompôs-se e contra-atacou bem! Estou a gostar mas neste post parece que a coisa tende a amainar. Continuará noutros mais à frente.

Afixado por: Fernando Martins em março 30, 2004 09:17 PM

Discutem, discutem, e ninguém fala do magnífico cartaz que é pretexto deste post!
Estamos perante um exemplar de um grafismo sublime, da escola minimalista de Lanzarote, que proponho desde já para o Grande Prémio do Design Gráfico 2004 - Secção de Comunicação Política.
Bravo à equipa de criativos!

Afixado por: Animal em março 30, 2004 10:30 PM

É uma genuína obra de ARTE! Pela textura não há dúvidas: trata-se de um verdadeiro Anturios!

Afixado por: Rui MCB em março 30, 2004 10:55 PM

Daniel, critica o PS que nós não nos zangamos, até estamos a precisar de centralidade

Afixado por: Real em março 30, 2004 11:16 PM

Momento histórico para mim. Pela primeira vez estou de acordo com o Daniel.Bom seria que o Saramago se inspirasse neste cartaz e escrevesse o próximo livro à imagem do cartaz. Era outro Nobel garantido. Era menos chato, dava muito menos trabalho a ler, e, quem sabe, até seria mais barato.

Afixado por: P.Cansado em março 30, 2004 11:47 PM

O Saramago é bom escritor?!?! Pois era isso que importava discutir. Se calhar não é, mas fica bem dizer que sim que tem lugar reservado na história literária, embora… Pois que literatura não se discute, Céline, Nelson, Marquez, etc. e tal. Meus caros, o pobre do Saramago está longe de ser uma dessas vacas sagradas, de facto tem um grandecíssimo problema e ele sabe-o melhor que ninguém: perviverá na história da literatura… em nota de rodapé. Dele não há um livro que preste, giram sempre à roda de uma única e originalíssima ideia, banal e inócua, mas perfeita para vender papel. Que o homem tem sentido de oportunidade, lá isso tem. Mas fica a milhas de Virgílio Ferreira. E, porque literatura não é ideologia, anda aí um comuna que é bem melhor, só precisa de um pouco de sobriedade, de despojamento, que a arte está na dissimulação e não no alarde técnico.

Afixado por: haja pachorra em março 31, 2004 01:35 AM

Voto branco e democracia
O novo livro de José Saramago, Ensaio sobre a Lucidez, veio colocar em discussão a questão da “crise” da democracia representativa e do voto branco como instrumento de rejeição e protesto. Na verdade, o voto branco é uma maneira perfeitamente democrática de exprimir descontentamento político. Em geral, ele é uma alternativa à abstenção por parte de cidadãos civicamente empenhados; em certas circunstâncias ele pode ser também uma alternativa ao voto em partidos extremistas, anti-sistema.
Ao contrário da abstenção, que é geralmente produto de uma atitude de desinteresse ou falta de informação, ou de hostilidade de baixa intensidade, o voto branco supõe uma atitude deliberada e uma rejeição de mais forte intensidade, pois implica o esforço de ir votar. Por isso em eleições ele dá expressão em regra a uma das seguintes atitudes: recusa de escolha entre os concorrentes, rejeição de todos os concorrentes, rejeição do sistema democrático ele-mesmo, hostilidade em relação à política. Ora numa democracia pluripartidária, onde exista liberdade de organização e de actividade de partidos, essas situações não são muito numerosas em condições de regular funcionamento do sistema. Salvo quando atingem maior intensidade, o descontentamento e a desafeição em relação aos partidos ou ao sistema ele mesmo exprimem-se mais pela abstenção do que pelo voto branco, que representa um voto activo.
Em geral os votos brancos são legalmente irrelevantes, não contando para o apuramento de maiorias eleitorais, que são calculadas somente com base nos “votos expressos”. Existem mesmo países onde nem sequer se procede à sua contagem separada dos votos nulos (França, por exemplo). Mas é evidente que politicamente seria tudo menos irrelevante uma forte percentagem de votos brancos. Por isso, em certo sentido, sob o ponto de vista democrático, o voto branco pode ser preferível à abstenção, desde logo porque ele reclama maior atenção em relação à qualidade da democracia, dado traduzir a desaprovação de cidadãos interessados, que querem exprimir a sua opinião e participar nas escolhas da colectividade.
Há quem condene em geral o voto branco. Mas uma coisa é cativar os cidadãos para exprimirem uma opção partidária e outra coisa é enterrar a cabeça na areia face aos votos de protesto, fazendo de conta que nada se passa. O voto branco pode ser um excelente sismógrafo da democracia.


Inserido por VM 31.3.04
COLOCADO POR JSILVA

Afixado por: j.silva em março 31, 2004 09:38 PM