O António Granado fez o favor de pôr, na caixa de comentários do post sobre os jornalistas d'O Primeiro de Janeiro, um excerto de um post dos rapazes depedidos: «Fazer uma publireportagem não é fazer de conta que se é jornalista, enquanto se é, na realidade, um redactor publicitário. Fazer uma publireportagem é ser jornalista, com a dificuldade acrescida de, naquilo que se escreve, procurar a verdade, não caíndo no facilistismo do elogio que, por inerência, é suposto existir na publicidade». Conclusão: os rapazes mereciam bem o lugar onde trabalhavam e o lugar onde trabalhavam merecia bem os rapazes. Mas com uma nota: o despedimento não deixa de ser ilegitimo. O "crime" primeiro é o do jornal, os "jornalistas" seus meros executores. Podem e devem ser responsabilizados, mas nunca pelo "mandante".
Publicado por danieloliveira emÓ amigo barnabé, ilegítimas podem ser as práticas do jornal, agora, o despedimento (ou, em rigor, a suspensão da prestação de serviços) não me parece. Quebra de lealdade, ou mesmo de lisura, para com a entidade empregadora afigura-se-me razão suficiente. As questões que isto levanta são outras. De resto, acho que tem toda a razão: merecem-se uns aos outros.
Afixado por: JPC em abril 27, 2004 04:38 PMÓ amigo barnabé, ilegítimas podem ser as práticas do jornal, agora, o despedimento (ou, em rigor, a suspensão da prestação de serviços) não me parece. Quebra de lealdade, ou mesmo de lisura, para com a entidade empregadora afigura-se-me razão suficiente. As questões que isto levanta são outras. De resto, acho que tem toda a razão: merecem-se uns aos outros.
Afixado por: JPC em abril 27, 2004 04:39 PMEles passavam a vida a dizer mal do seu jornal, passavam a vida a dizer mal do que faziam (por exemplo chamar inteligentes aos autarcas que resolvian não aceitar as suas propostas para integrarem publicidade na publicação...) acho que não havia alternativa.
Imaginem que um postador do blog do BE, resolve começar a dizer mal do BE num blog independente, começa a tratar os "cromos" da direcção do BE abaixo de cão e começa a louvar os potenciais eleitores que rejeitam as ideias do BE... ou o BE é masoquista ou o postador ganha uns patins...
Os funcionários políticos não são despedidos quando ocupam cargos de confiança política. Por isso, nem se lhes aplica a lei laboral vigente. Não é o caso de um jornalista. Claro que os jornalistas, como qualquer tabalhador, devem lealdade à sua empresa, desde que esta não cometa ilegalidades ou actividades ilegítimas. Caso assim não seja, não só não devem lealdade como devem denunciar as ilegalidades. Outra questão é a forma como o fizeram (pouco honesta) e o facto de não só pactuarem com os comportamentos anti-deontológicos como parecer não terem nada contra eles. Assim, o despedimento será legítimo por perda de carteira (para o jornalista que a tem) e depois de uma punição para o jornal que lhes deu indicações para que exercessem essas práticas, às quais, já agora, eles, ao abrigo do Código Deontológico dos Jornalistas, não só não estavam obrigados a obedecer como tinham obrigação de desobedecer e denunciar junto do Conselho Deontológico dos jornalistas.
Afixado por: Daniel Oliveira em abril 27, 2004 09:16 PMDaniel, desculpa, mas sentar-se à sombra do queixume e amandar desabafos para um weblogue não é a forma mais correcta de se reagir à situação como a que eles descrevem. E mais não digo, que o diga o presidente do sindicato que deve ser para isso que o elegeram.
[ps: as pessoas em causa nada têm a ver com os jornalistas de "O Primeiro de Janeiro", eu acuso-me e não quero comparações)
Há já empresas dedicadas exclusivamente à promoção de outras empresas nos artigos dos meios de comunicação social. A isso chama-se comunicação empresarial e é uma prática cada vez mais comum.
Afixado por: Nuno em abril 28, 2004 08:29 AMprática comum não, prática diária e sistemática. os mails entopem à conta dessas agências. umas verdadeiras pragas meus amigos esses tais comunicadores, coitados, empresariais, coitados. ufa!
Afixado por: gui em abril 28, 2004 03:01 PMNão tinha visto este post, mas deixo-lhe uma correcção. Fui eu que escrevi essa frase, mas eu não fui despedido. Já me havia despedido desse jornal no princípio de Julho de 2003. Volto, porém, a insistir que a diferença entre jornalismo e "jornalismo" é acessória nesta questão. O que está em causa é o tipo de relação empregador - empregado descrita.
No que toca ao excerto "gentilmente" oferecido pelo António Granado, tenho que deixar uma correcção e uma sugestão. A correcção é que não se tratou de um post, mas sim de um comment que deixei no Ponto Media, em 14 de Abril. A sugestão é uma leitura atenta, não só desse comment em si (na totalidade, e não apenas um excerto) mas de toda a discussão aí surgida. Penso que existem "gentilezas" que, na realidade, são presentes envenenados. Eu até sei porquê, e o Sr. António Granado também, mas isso são outras histórias.
Cumprimentos.
Só agora vi este comentário de alguém que assina com o nome Ricardo Simães. Ainda assim, acho que devo deixar claro que não faço a mínima ideia do que é que ele está a falar.
A frase, que transcrevi do comentário que deixou no meu weblog, diz quase tudo sobre o tipo de pessoa em causa. O comentário insinuante que aqui deixa (que, repito, não percebo) ajuda a completar o quadro.
Só agora vi a resposta de alguém que assina António Granado. E tenho a dizer-lhe isto: para além de transcrever uma frase, deveria também enquadrá-la. Se acha que essa mesma frase diz tudo sobre o tipo de pessoa em causa, só lhe posso responder que esse raciocínio, esse sim, diz quase tudo sobre a sua pessoa.
O comentário insinuante, que não compreende, se calhar, sabe, diz mais sobre si: é que, mesmo que não o entenda (o que duvido profundamente) a sua não preocupação em entendê-lo (ou solicitar uma explicação para o mesmo), conjuntamente com a pressa que revela em daí tirar um juízo de valor relativo à minha pessoa, só demonstra duas coisas: em primeiro lugar, entendeu a insinuação perfeitamente. Em segundo lugar, preferiu enveredar, aí sim, por insinuações relativas à minha pessoa. Assim sendo, e utilizando as suas palavras, dá uma excelente ajuda para completar o quadro sobre o tipo de pessoa (que assina António Granado) em causa.