Não há crise nem recessão nenhuma: segundo o Público "o resultado líquido global dos quatro maiores bancos privados portugueses cresceu 14,82 por cento no primeiro trimestre deste ano".
Publicado por ruitavares emhttp://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=104966&idselect=9&idCanal=9&p=94
oh chefe, sai um Post para a mesa 5 sff!
Afixado por: francisco em abril 30, 2004 11:49 AMÉ preciso agir rápidamente. Se calhar ainda conseguem apropriar-se do lucros deles. Aconselho o lançamento de um imposto especial.
Agora mais a sério. O que é que o RT pretende provar com este post?
Afixado por: Miguel em abril 30, 2004 11:54 AMainda esta ssemana me levaram 3,50 euros (!!!!!) para eu sacar o meu dinheiro de uma conta que fechei no Totta. tinha 4,20, trouxe 70 cêntimos!!!! justo não é? o que eles chamam de "levantamento verbal", ou seja, um tipo balbucia o verbo levantar e paga setecentos paus.
Assim é fácil obter lucros em época de crise.
Todos podem partilhar estes lucros. Os bancos estão cotados na bolsa.
Afixado por: JoaoMiranda em abril 30, 2004 03:26 PMO facto da Economia estar em recessão não implica que todas as empresas (e sectores) também estejam. Não implica ainda que as empresas tenham prejuízo.
Afixado por: Miguel em abril 30, 2004 04:10 PMEste assunto que é sério deu azo aqui a comentário que mostram como bricamos com coisas sérias e até alguma falta de gosto.
O lucro da banca aumenta com o endividamento das pessoas. São os que pedem dinheiro que dão lucro à banca.
Boa notícia! Esperemos que o mesmo aconteça com a generalidade das empresas portuguesas.
É isso que os Barnabés desejam, não é?
Afixado por: jcd em abril 30, 2004 05:07 PMEnquanto o Pais se afoga em dívidas, os bancos navegam em águas calmas. Só nos faltava que pusessem um homem da banca como director-geral de impostos.
Afixado por: tosilva em abril 30, 2004 05:09 PMCaro João Miranda,
Tem toda a razão quando diz que se podem partilhar os lucros dos bancos, dado que estes estão cotados em bolsa.
O que está errado é dizer "todos", porque nem "todos" possuem as condições de vida necessárias para se arriscarem a jogar na bolsa, dado que quase todo o dinheiro que ganham é para entregar ao banco, por forma a saldar as dívidas contraídas para a obtenção de casa ou de cuidados de saúde.
Ou seja, de certa forma, a banca tira aos pobres, que lhe vão pedir emprestado, para dar aos ricos, que compram as suas acções.
Contrariamente ao que alguns aqui querem fazer crer ninguém contrai emprestrimos por obrigação. A opção de endividamento parte de uma livre escolha individual.
Por ultimo queria realçar o paradoxo da afirmação do Luís Humberto Teixeira. Se por um reconhece que o investimento implica risco por outro (inexplicávelmente) acredita que para outros esse risco é inexistente.
Afixado por: Miguel em abril 30, 2004 08:14 PMé impressão minha, ou para a malta de esquerda em geral e pró BE em particular, é pecado ser rico?
Afixado por: favoritos em abril 30, 2004 09:54 PMSe uma pessoa pede um empréstimo ao Banco é:
- porque necessita de mais dinheiro(fluidez financeira) do que a que tem;
- se faz um negócio com o Banco o "empréstimo", visto que é um produto que eles vendem, é porque o vencimento não chega para fazer frente às despesas, que muitas vezes não são supérfulas!
- a Bolsa é acessível a todos mas, é necessário ter uma parte do seu pecúlio que pode dispor sem necessitar dele urgentemente/ou não;
- jogar na Bolsa é arriscado para todos. No entanto há os que têm verba disponível e podem sofrer as perdas/ganhos;
- A Outros não dá para essa expectativa...;
- pois os Bancos têm lucro, evidentemente se o produto que vendem dá sempre lucro, os juros que cobram, os serviços, até as transferências interbancárias estão mais caras!
Os Bancos lucram com o mal dos outros, sejam Empresas ou particulares, seus CLIENTES.
A RIQUEZA devia ser distribuída por todos, ou todos terem a possibilidade de a atingir.
Há muita EMPRESA que comprou/compra o "produto" ao Banco, mesmo as mais poderosas. É a Contabilidade de fim de ano... Os Economistas/Financeiros sabem muito melhor que eu.
Como diz o Senhor João Norte o LUCRO da BANCA deve-se ao endividamento das Pessoas e Empresas.
HA HA HA HA HA HA! HE HE HE HE HE HE! HO HO HO HO HO HO HO! HIII HIII...ó João Miranda, você mata-me!
Afixado por: lucrecia em maio 1, 2004 03:20 AMGostava de esclarecer que não sou do BE e que, para mim, ser rico não é pecado. É uma situação de vida que resultará de herança familiar, de trabalho bem sucedido e/ou de sorte no momento de arriscar.
E é neste último ponto que entra a bolsa. Como já esclareceu o Ariann, os ricos são "os que têm verba disponível e podem sofrer as perdas/ganhos".
É uma constatação, não é uma crítica. O Miguel diz que eu "(inexplicavelmente)" acredito que o risco de jogar na bolsa é inexistente para quem é rico. Eu nunca afirmei tal coisa. Mas digo que jogar na bolsa é muito mais arriscado para quem tem o dinheiro contado.
É uma questão matemática: ao comprar mil euros em acções, alguém que tenha economizado exactamente mil euros arrisca-se a perder tudo o que poupou. Mas quem tiver dez mil euros, já só arrisca 10%... e quem tiver cem mil, arrisca 1%.
Por isso, quem não é rico opta pelo totoloto, onde pode arriscar 1% das suas poupanças.
E já que falo em totoloto, é preciso notar em mais uma diferença: os jogos da Santa Casa distribuem os lucros por várias causas sociais; a bolsa não. E esta é uma das razões que me levam a defender a Taxa Tobin.
Caro LHT
O único efeito da taxa Tobin seria a fuga dos capitais para locais onde esta não existisse.
A Bolsa não é um jogo de sorte como o totoloto. É um mercado onde se transacionam titulos de propriedade de empresas.
Os lucros das empresas pertecem aos accionistas que os distribuem como entenderem. Tal como você pode dispor do seu salário para os fins que quiser.
Pelos vistos continua a fazer-lhe confusão com o conceito de risco. O risco em que eu incorro se eu tiver 1000 euros e investir 100 na emrpesa A é igual ao meu risco se tiver 100 euros e investir 10 na mesma empresa.
Afixado por: Miguel em maio 1, 2004 11:41 AMCaro Miguel,
Como mercado baseado na especulação, a bolsa exige sempre uma ponta de sorte. Tal como o totoloto, ela é um jogo de probabilidades.
Quanto ao conceito de risco, não me faz qualquer confusão. O exemplo que deu é igual ao que eu dei, com uma simples diferença: eu exemplifico com valores absolutos, você recorre aos percentuais. Eu falo em dinheiro real, você fala em dinheiro relativo.
É como os salários: um aumento de 3% para quem ganha 500 euros corresponde a mais 15 euros. Para quem ganha 10.000 são 300 euros extra.
Em termos relativos é o mesmo, em termos reais é muito diferente.
Mas concordo consigo quando diz que os lucros das empresas pertencem aos accionistas, que fazem com eles o que quiserem.
Apenas acho que, sendo a bolsa uma entidade sem qualquer fim social - como é o caso da Santa Casa - não deveria estar isenta de um imposto.
Conheço perfeitamente os riscos de fuga de capitais derivados da aplicação da Taxa Tobin. E é por isso que penso que ela deveria ser implementada a nível mundial, sendo as receitas entregues a uma entidade como a ONU, por exemplo.
Não querendo descurar o papel das probabilidades na preço dos títulos devo insistir que o preço dos títulos não se deve apenas à sorte. Ao contrário do totoloto.
Pelo vistos também lhe faz confusão a noção de percentagem.
Como sabe que os lucros das empresas não têm qualquer fim social?
Mesmo ao realizar um simples acto de consumo estou a aumentar as vendas de uma qualquer empresas. Essa empresa tem trabalhadores que caso não existissem vendas não teriam trabalho.
A taxa Tobin não tem qualquer hipótese de ser implementada nem vejo qual seria a sua utilidade.
Afixado por: Miguel em maio 1, 2004 01:35 PM