maio 28, 2004

Triste duelo

Acabei de ouvir, na TSF, o debate entre Sousa Franco e Deus Pinheiro. Uma desgraça. O momento mais vivo do debate era incompreensível para 90% da população, de tal forma se sucederam índices e dados estatísticos, impossíveis de utilizar num debate deste género. Sousa Franco chegou ao ponto de mostrar um gráfico na rádio.

Deus Pinheiro fez de líder da oposição do passado e Sousa Franco alimentou a estratégia. Deus Pinheiro mostrou ser um habilidoso. Mas espremendo bem, não apresentou uma única proposta. Sousa Franco, sempre reactivo, esteve mais preocupado em defender a sua herança do que em passar à ofensiva.

Quando começaram a falar da Europa, Sousa Franco não se cansou de reafirmar a sua concordância com Deus Pinheiro. Quase nada para divergir. Nem Constituição Europeia, nem Pacto de Estabilidade e Crescimento, nem os mais de 40% do orçamento para a PAC, nem um orçamento comunitário contido pelos países maiores, nada parece criar fissuras e divergências. Até na integração do cristianismo na Constituição Europeia mostraram estar de acordo.

Deus Pinheiro tentou recuar em relação ao Iraque e fez a mais tímida defesa da intervenção que pelas bandas da maioria governamental já se ouviu. Sousa Franco tomou posição, mas nem então aproveitou para passar para a ofensiva e pedir responsabilidades ao lado de lá. Foi excitado na defesa do seu papel no governo Guterres e mole na sua posição de oposição. Nem por um segundo pediu contas e esteve sempre a dá-las.

Publicado por danieloliveira em
Comentários

Também não gostei do debate. Não o ouvi todo, mas do que ouvi não gostei.

Afixado por: Clara Belo em maio 28, 2004 04:12 PM

"Sousa Franco chegou ao ponto de mostrar um gráfico na rádio"
Bravo ! Confundiu o audio com o visual! LOL !

Eu sei que ele só tem uma orelha. Se calhar, também só tem meio cérebro. Ou melhor: tem meio cérebro no PS e o outro meio no PSD. Tipicamente OPUS ...

Afixado por: Isabel Coutinho em maio 28, 2004 07:46 PM

Deus Pinheiro diz que o petroleo de portugal são os campos de golfe, Sousa Franco diz que quando foi governante a despesa publica foi, em grande medida, para a educação (pé-escolar) e para as políticas socias (RMG), mas para o Daniel disseram ambos a mesma coisa e mal.
Em tempo de eleições isto também acontece aos melhores. Que passem depressa

Afixado por: Real em maio 29, 2004 02:43 AM

É o vosso ponto de vista.
Não será certamente o da maioria dos portugas!
Já pensaram nisso?

Afixado por: canzoada em maio 29, 2004 11:34 PM