A escolha do chefe do governo interino iraquiano, o que tomará posse a 30 de Junho, foi um processo complicado. Inicialmente, os EUA delegaram essa tarefa ao troubleshooter da ONU, o diplomata Lakhdar Brahimi, que teve a ideia peregrina de formar um “governo de tecnocratas”. Quando Brahimi encontrou o seu homem, o Dr. Hussain al-Shahristani, um cientista xiita quase desconhecido, houve imediatamente uma fuga de informação em Washington para matar essa hipótese. Começa agora a tornar-se claro que a administração americana já tinha o seu homem de confiança para o lugar: trata-se de Iyad Alawi, um neurologista xiita, primo de Ahmed Chalabi mas, aparentemente, um seu rival. O Dr. Alawi, um antigo exilado político em Londres, manteve fortes laços com a CIA e com o Departamento de Estado ao longo dos últimos anos. Portanto, sai Chalabi, entra Alawi.
É reconfortante saber que esta golpada se desenrolou de forma pacífica, sem derramamento de sangue. É mais um argumento a favor dos que rejeitam o paralelismo Vietname/Iraque. E com toda a razão: em 1963, quando os americanos se quiseram ver livres de Diem, não foi com fugas de informação que o conseguiram - foi mesmo à lei da bala.
Já agora em vez de passarem a vida no bota abaixo, e como estão por dentro dos problemas iraquianos, porque não dão um contributo positivo para a resolução do problema ?
Propõe uma lista de nomes do vosso agrado e fazem-na chegar aos americanos....
Por exemplo :
Chefe de Governo - Francisco Louça.
Ministro dos Negócios Estrangeiros - Miguel Portas.
Ministro para o Petróleo - Fernando Rosas
Ministro da Cultura - Daniel Oliveira
Etc....
Convenhamos que seria um ganda tachão :)
Mais um que tem o nome marcado numa bomba... coitado se fosse a ele não aceitava o lugar.
Mas não foram os EUA que colocaram lá H.Saddam?
Gira o disco e toca o mesmo...
Quando uma pessoa fala tantas vezes numa coisa é porque a quer. Nossa nem o PSD/CDS que deitam sempre uns olhitos ao blog não reparam no pedido do Reaça???
Afixado por: Ariann em maio 30, 2004 03:25 AMBarnabé recorre frequentemente ao passado americano, neste exemplo, 1963, para mais uma comparação. Esta técnica deve ter um nome, que desconheço, mas seria interessante assistir ao que se diria por aqui se noutro país qualquer recorressem sistematicamente a qualquer coisa ocorrida na década de 60 ou 70 em Portugal (ou na inquisição, ou na escravatura ou outra qualquer) como fio condutor dum eventual texto critico do Portugal actual. Que os americanos cometeram muitos erros e babuseiras no passado ninguém põe isso em causa, a começar pelos próprios americanos, afinal a maior parte das vezes são eles a investigar e a denunciar ao resto do planeta as suas asneiras e erros do passado.
Para além disso deste tique/técnica de critica, é pertubador o tom de muitos post's como este. O tom da certeza absoluta. Fala-se destas coisas com um à vontade e certezas que provoca estupefacção. As coisas não podem "eventualmente ser", antes pelo contrário, as coisas "são assim" e mais nada.
Como suponho que sejam cidadãos relativamente normais, sem ligações a eficientes serviços secretos de alguma nação obscura, só lamento que tal talento seja tão mal aproveitado. Já pensaram em dedicar-se a áreas mais rentáveis, como por exemplo, descobrir os números de totoloto da próxima semana ?
Afixado por: Tiger em maio 30, 2004 10:20 AMMister Tiger: Para conseguir somar 2+2 e tirar algumas conclusões a partir de factos q são públicos, ñ é preciso ter nenhuma bola de cristal: basta alguns neurónios, desde q funcionem.
Qto a tirar ilações do passado que nos ajudem a esclarecer o futuro, é uma técnica cujos rudimentos se aprendem a partir da escola primária.
Minha , nossa... Ariaan será preciso uma cunha do PSD/PP para apresentar os nossos candidatos pró-libertadores-shiitas aos americanos ? Não me digam que o Moore não faz o jeitinho aos admiradores mouros e intercede junto do JFK?
Afixado por: Reaça em maio 31, 2004 02:59 AM