junho 01, 2004

Crime na TV

Nos tempos de antena de uma organização neo-nazi fala-se de "grupos étnicos que promovem a insegurança", ao mesmo tempo que mostram grupos de negros. Tudo isto, em quatro canais de televisão. Independentemente de ninguém levar a sério estes grunhos, em Portugal são proibidas declarações racistas. Não se trata de censura. É proibido, da mesma maneira que é proibida a difamação. E a difamação generalizada contra uma raça, promovendo o ódio racial, é uma agressão a um grupo de pessoas. Espero que, depois das eleições (não lhe vamos dar visibilidade agora), alguém ponha estes débeis mentais em tribunal.

Publicado por danieloliveira em
Comentários

Mas não deveria/poderia a CNE actuar já?

Afixado por: Boss em junho 1, 2004 01:44 AM

Mas pode-se fazer primeiro e actuar depois?
Não deveriam ser os tempos de antena visionados antes?

Afixado por: cachucho em junho 1, 2004 02:04 AM

Duvido que isso aconteça. O PNR já tem participado em várias campanhas eleitorais, sempre com o mesmo teor e nunca lhes fizeram nada....

Afixado por: roger a jacto em junho 1, 2004 02:24 AM

Esses débeis mentais, como lhe chama, também irão elegar deputados, se não os impedirem. Dois ou três, mostram as experiências recentes.
Existe sempre uma certa percentagem da população sensível a esse tipo de argumentos demagogos.
Tal como com argumentos diametralmente opostos, mas igualmente sofistas, com complexos punitivos que levam a que a população perca a paciência com a insegurança, depois explorada por esses indivíduos.
A França não deve servir de exemplo só para o que convém. A integração não funciona com a desresponsabilização. E alimenta ideais mais sombrios. Mesmo numa população incomparavelmente mais culta.
Podemos por a cabeça na areia, e os nossos filhos resolverão o problema como puderem. Ou ir agindo, sem, pelo caminho, termos que aturar mais um bando circense a brincar às políticas.
Se bem que, mais um menos um....

Afixado por: Alfredo Vieira em junho 1, 2004 02:29 AM

Eles associam a insegurança a "bandos étnicos", por isso é impossível pegar-lhes porque os gangues étnicos têm de facto praticado actividades criminosas, tal como outros gangues multi-étnicos. E além disso eles mostram todo o tipo de gente e quando dizem a palavra criminalidade aparecem uns velhos no jardim. Podem sempre alegar que mostram imagens de todo o tipo de pessoas que pululam em lisboa e por isso é que a polícia não lhes pega. Eventualmente pode-se pegar por identificarem etnias com a prática de crimes, mas nem isso é fácil se tivermos em atenção o que se passa regularmente na linha de sintra.

Afixado por: zé-do-manguito em junho 1, 2004 03:02 AM

O que mais espanta é que as tiradas racistas que estão proibidas em Portugal são só as que se referem aos negros, porque os ciganos e os brancos em geral estão fora. Basta ver k sempre que há um problema com um arruaceiro e a polícia lhe "casca", se for de uma certa cor aparecem logo os tipos do SOS Racismo a destilar ódio contra os "racistas brancos". E os jornais referem frequentemente problemas com indivíduos de "etnia cigana".
Na maior parte dos países civilizados, muitos dos quais pioneiros no combate ao racismo como o Brazil (onde não se sabe onde acaba o branco e começa o preto), quanto se relata um incidente qualquer, a cor da pele é sempre dos principais indícios dados à polícia para identificar prevaricadores. "Eram dois brancos um moreno ou tro loiro e três negros". Aqui em Portugal a informação fica coxa por "eram cinco rapazes". Ora como a segregação sexual também está proibida deveriam informar "eram cinco indivíduos de sexo e cor indeterminados" ou melhor "eram cinco coisas".
No entanto acho revelador o uso por vcs do termo desprestigiante "grunho" ou "matumbo" que era usado em Moçambique para qualificar um negro burro.

Afixado por: Reaça em junho 1, 2004 03:07 AM

Bem sei que o discurso deles é ilegal, Daniel, mas a publicidade que metê-los em tribunal lhes daria...Dar a esta gente a hipótese de alegar que a sociedade os está a tentar censurar parece-me um tiro no pé.

Afixado por: Serrinhas em junho 1, 2004 09:10 AM

O PNR é extrema-direita e salazarista, mas fascista não é de certeza...ainda que mais fanáticos e perigosos, os fascistas sempre são menos ATRASADOS que os salazaristas...

Afixado por: Pedro Sá em junho 1, 2004 09:45 AM

Ha que acrescentar que muitos desses individuos fazem parte de pequenas organizacoes criminosas, se essas organizacoes forem analisadas à luz da lei portuguesa. Basicamente, sao grupos de individuos que se juntam com o intuito de cometer crimes (tal como bandos que assaltam bancos), neste caso esses crimes sao de caracter racista.

Afixado por: Rui Silva em junho 1, 2004 09:46 AM

Esperemos que ninguém os ponha em tribunal porque deve haver liberdade de expressão, incluindo para o racismo. O que é preciso é ampliar o âmbito da liberdade de expressão, não recorrer às limitações existentes (proibição de insultos racistas ou de difamação).
Se há pessoas racistas, o que é preciso é convencê-las a deixarem de o ser; não é tapar-lhes a boca e impedi-las de exprimir o seu racismo.
Admira-me que, depois de ouvir tantas músicas a exaltar o espírito livre, haja pessoas que ainda pretendem que a solução é limitar a liberdade de expressão.

Afixado por: Luís Lavoura em junho 1, 2004 10:10 AM

Só umas perguntas:
a) Vocês não conseguem passar sem isto?
b) Vivem sempre a sonhar com a possibilidade de pôr os adversários políticos na cadeia?
c) Também costumam deliciar-se a imaginar as torturas a que poderiam submetê-los?
d) Não conseguem encarar a hipótese de conduzir um combate político com os meios normais?
e) A vocação policiesca é congénita aos barnabés?
f) É preciso ter vocação para delator ou carcereiro para ser do Bloco de Esquerda?

Afixado por: Manuel Azinhal em junho 1, 2004 10:24 AM

Muito honestamente, eu acho que 90% das ideias do PNR são ridiculas e atrasadas. De igual forma, acho que 90% das ideias do B.E. são correctíssimas. Mas quando falamos da defesa desses meninos dos gangs que têm como ideal de vida andar nas ruas a assaltar e a agredir todos os que lhes aparecem à frente aí a posição do PNR é a correcta e a do BE é rídicula. Eu gosto muito de ler o que se escreve neste blog, mas neste caso só posso perguntar : o Daniel Oliveira mora onde ? Na linha de Sintra, onde eu moro, não é de certeza, porque aqui os problemas com africanos são mais que muitos.

Afixado por: Biggus Dickus em junho 1, 2004 10:41 AM

Pois, caro Biggus Dickus, aqui na minha cidade invicta, nunca fui assaltado por outros que não fossem brancos!!! E olhe q já tenho a minha quota parte de experiências nesse campo.
No entanto, não é por isso que vejo alguém a reclamar pelos problemas que os brancos colocam... No máximo queixam-se dos "drógados"!!
É engraçado pensar que, no que toca a este campo, a classificação criminal de um índivíduo tende a expandir-se para todos os restantes membros da sua comunidade étnica... Excepto, claro, se tivermos a falar de brancos que, por serem em maioria, são mais identificáveis pelo grupo da suas dependências!!
Poupem-me!!!!

Afixado por: JR em junho 1, 2004 11:16 AM

Caro JR :
É muito fácil dar essa opinião, vivendo no Porto. Eu sei, porque vou aí com alguma frequência. No Porto é dificil ser assaltado por africanos : praticamente não existem. Mas experimente vir dar uma volta de comboio por estas bandas, de preferência de noite...
De resto, esteja descansado que eu não expando a classificação criminal a toda a etnia africana. Aliás, acho que a devida punição (repatriamento) dos indivíduos de etnia africana que se dedicam ao crime, mesmo dos já nascidos em Portugal, iria contribuir para melhorar a imagem de toda uma comunidade.

Afixado por: Biggus Dickus em junho 1, 2004 11:44 AM

«No Porto é dificil ser assaltado por africanos : praticamente não existem. Mas experimente vir dar uma volta de comboio por estas bandas, de preferência de noite...» (Biggus Dickus)
Ó homem, mas ainda não percebeu a questão??
Eu não disse q no Porto não há crime. O que eu disse é que ele é praticado quase exclusivamente por brancos!!
Se está preocupado com os índices de criminalidade porque é que me vem falar de raças??
Não vê a misturada que vai nessa cabeça? Porque se não estivesse "confuso", de certeza que se insurgiria contra o clima de insegurança geral e não contra os "gangs étnicos"... Ou será que os criminosos brancos são mais meiguinhos do que os outros?????

Afixado por: JR em junho 1, 2004 12:14 PM

Caro Jr :
Explique-me onde é que eu afirmei que no Porto não há crime. É que o que eu digo é que no Porto praticamente não há africanos.
"Se está preocupado com os índices de criminalidade porque é que me vem falar de raças??" Simples : existem estudos da PSP que dizem que 90% da criminalidade nos Concelhos de Sintra e Amadora é de origem africana.
Confuso, eu ? Confuso está você porque vive numa realidade diferente. Você não conhece a Linha de Sintra! Venha conhecer esta maravilhosa colónia africana e depois volte a deixar a sua opinião.
"Ou será que os criminosos brancos são mais meiguinhos do que os outros?????" Não sei... aqui na minha zona o crime é praticamente um exclusivo africano.

Afixado por: Biggus Dickus em junho 1, 2004 12:41 PM

Daniel,
em Porugal há liberdade de expressão (consagrada na Constituição) e, ao contrário do que dizes, não são proibidas declarações racistas. Felizmente. Foi por coisas destas que se fez o 25 de Abril.
Como não é proibido fazer declarações jocosas contra a Igreja, mesmo se injuriosas dos crentes, como o Barnabé faz por vezes.
O que é proibido é incitar à violência, nomeadamente por motivos racistas, porque isso tipifica um crime.
Como o Voltaire, bater-me-ia pela liberdade de expressão daqueles cuja ideologia mais abomino: fascistas, racistas, sexistas, fundamentalistas religiosos, etc. Espero que nunca seja preciso.

Afixado por: CC em junho 1, 2004 01:00 PM

Caro Daniel Oliveira, é por estas e por outras que se vê que a esquerda não é tão democrática assim. No fundo, no fundo, liberdade de expressão sim, mas apenas q.b. Não pode ser. A liberdade de expressão é para ser isso mesmo, independentemente do que se queira exprimir. Se concordamos com o que se diz, isso já é outra questão...mas a democracia existe para rebatermos e discutirmos as ideias contrárias, com respeito e defendermos as nossas e, quando o adversário mostrar que as suas propostas são as melhores, adoptá-las igualmente como nossas. Eu sou de direita, civilizado e democrata (sim, não é só a esquerda que o é!) , defendo que, mesmo um PNR ou um PCTP/MRPP devem participar e exprimir aquilo em que acreditam. Não vamos entrar no jogo deles e ser tão intolerantes quanto uns PNR ou afins! Somos superiores, os nossos argumentos são superiores, e o resultado destas eleições vai demonstrá-lo, uma vez mais, com uma votação esmagadora nas formações democráticas. Bateu-me uma dúvida...a abstenção é que vai ter a votação esmagadora. Será ela uma formação democrática?

Afixado por: Direitinho em junho 1, 2004 02:03 PM

A Ana Manso também deve ser uma ganda democrata ó direitinho por akilo jela diz do sousa franco e, por extensão todos os 'aleijados'

Afixado por: ezer em junho 1, 2004 02:16 PM

Tou farto destes gajos de direita k óspois se dizem democratas katé comem sardinhas na lata e k adoptam as ideias do adversário se elas forem melhores-é preciso ter lata!For instance,em Inglaterra privatizaram os caminhos de ferro e depois os transportes públicos degradaram-se à brava-agora kerem fazer o mesmo aki e já todo o mundo viu k o serviço só piorou,e estes bastardos kerem fazer o mesmo que a puta da tatcher fez!e depois veêm com lenga-lengas-Olhem pq não vão para Guantánamo,desaparem a loja,pff!O Capital é democrático??Que desaforo!Razão continua a ter aquele homenzinho de barbas-akele comuna judeu?na é?

Afixado por: ezer jacob em junho 1, 2004 02:31 PM

Se a esquerda que se diz democrata, tolerante, solidário, humanista e sei lá que mais, for representada poe ezer jacob...estamos conversados. A puta da Tatcher fez mais pelo progresso do Reino Unido do que o banana do trabalhista que a antecedeu e que não tinha argumentação para fazer ver que as reivindicações e paralisias dos sindicatos que, anteriormente o tinham ajudado a eleger, estavam a asfixiar a economia britânica. Não quero com isto dizer que Tatcher era o máximo. Mas lá teria as suas virtudes.

Afixado por: Direitinho em junho 1, 2004 03:03 PM

Caro Biggus Dickus,
Acredito q não me tenha expressado da melhor forma para marcar a minha posição. Na verdade, gostava que me desse uma ajuda aqui no Norte para recambiar estes brancos que nos assaltam para a terra deles, seja ela qual for... Sim, pq realmente aqui há mt poucos africanos, mas criminosos não nos faltam!! E sou ingénuo o suficiente para pensar que é mesmo isso q o incomoda: o crime e não a natureza étnica do criminoso.
Mas falando mais a sério, gostava de saber quais são esses estudos da PSP que tipificam o crime pela etnicidade do criminoso... é que esses 90% q fala soam-me terrivelmente semelhantes a valores de eleições na Líbia, Iraque, Cuba ou na Convenção PSD.
E já agora, se esses estudos existem, estamos a falar de que crimes? Pequenos crimes, associações criminosas, fraudes fiscais?? É que realmente na Linha de Sintra não devem faltar africanos a cometer fraudes económicas ou fugas ao fisco... Será que uma centena de africanos consegue angariar num mês de furtos o montante que um gestor da Linha de Sintra consegue desviar da sua empresa num único dia??

PS: sim, reconheço q isto é uma generalização imprópria e, consequentemente, discriminatória. mas eu, pelo menos, reconheço estes laivos de mesquinhez do meu pensamento...

Afixado por: JR em junho 1, 2004 03:06 PM

Eu cá lamento mas como morador de Lisboa os únicos assaltos violentos de que fui vítima foram de africanos. Já tive uma faca apontada ao pescoço da minha namorada. Uma amigo meu foi barbaramente agredido pelas costas 'por engano' no bairro alto, com uma garrafa na cabeça. Sim, africanos. Já fui por diversas vezes provocado por outros. É Lisboa. Não digo que o crime tenha o que quer que ver com a cor ou a raça. Trata-se apenas de um facto. A criminalidade oriunda dos bairros de negros é enorme. Há um espírito de 'gang'. O resto é conversa politicamente correcta. Agora não confio nada nesse partido para os resolver. É preciso é ir ao encontro desses gethos e dar aquela malta algo para fazer, porque acreditem ou não, não roubam por necessidade nem para sobreviver. Roubam por ambição. Mas acontece nas pessoas como eu ou o Bigg Dickus uma coisa natural. Se eu sou assaltado ou importunado por pretos, é natural que comece a associar as coisas. É instintivo.

Afixado por: jovem em junho 1, 2004 03:31 PM

Mas como é possivel ainda haver gente a relacionar crime com raças? É preciso ser muito burro! O crime não escolhe raças mas sim a condição social, quem vive mal tem tendencia a praticar crimes, quem não entender isto...

Afixado por: dias em junho 1, 2004 03:58 PM

Oh Dias, você vive onde ? A sério, tenho curiosidade em saber isso quando leio baboseiras dessas... É mais um que mora nalgum sítio em que não convive com 'gangs', por certo. Aqui, na minha zona, o crime não tem condição social : é um passatempo. Uma diversão. Uma forma de afirmação perante o grupo.
Aliás, os piores criminosos são os que usam roupa desportiva cara e penteados que demoram um dia inteiro e largos Euros a fazer. Uma pessoa suja, rota, aqui na Linha de Sintra não intimida. Já um grupo de rapazolas com ténis Nike e camisolas da NBA mete muito, mas mesmo MUITO medo.

Afixado por: Biggus Dickus em junho 1, 2004 04:44 PM

E digo mais, caro Dias : roubar carros para ir 'dar umas voltas' com os amigos e abandoná-lo depois de um acidente ou pura e simplesmente depois de se roubar um carro melhor através do 'toque por trás' (crime muito na moda) o que demonstra mais é que 'quem vive mal tem tendência para praticar crimes'. Santa Ignorância...

Afixado por: Biggus Dickus em junho 1, 2004 04:47 PM

Não se pode dissociar o crime de outros factores. Se um puto tem uma boa educação, vai à escola, tem dinheiro, tem casa e comida e uma família, até pode partir umas montras ou foder uns carros mas certamente não vai fazer disso o seu modus vivendis.
Já os putos que levam porrada desde que nasceram, não vão à escola nem trabalham, têm uma casa infestada de ratazanas e merda e comem o que houver (quando há) têm maiores probabilidades, porque não têm outras compensações, de assaltar e agredir. São esses os actos que dão pica.
E quem vive nessa situação, é o agressor. Em Lisboa a maioria são os negros dos bairros da cidade e do subúrbio. No Porto são os putos brancos do Cerco ou do S. João de Deus. Na Póvoa ou em Esmoriz são os pescadores e etc.

No entanto, há bestas que associam a criminalidade à cor. Simplesmente a uma puta de uma cor qualquer. Como se só por si, ser branco, preto ou amarelo pudesse determinar os actos de alguém.

Afixado por: kafka em junho 1, 2004 04:49 PM

Para terminar, e dedicado a todos os que comentam uma realidade que não é a sua e que nem sequer conhecem, pedindo desde já desculpa pela extensão do texto :

"Na Amadora, africanos cometem maioria dos crimes

A criminalidade no concelho da Amadora duplicou em relação ao ano passado. Foi este o resultado "preocupante" de um estudo divulgado pelo Sindicato de Profissionais de Polícia da Polícia de Segurança Pública (SPP/PSP) e entregue ao Presidente da Câmara Municipal da Amadora (CMA).

De acordo com os valores apresentados pela SPP/PSP até Julho deste ano, só na freguesia da Damaia, foram registados mais de 154 crimes do que no ano passado, no mesmo período de tempo. Noutras freguesias, como Cacém, Queluz, Alfragide ou Mina, o número de processos-crime iniciados este ano foi de 1.594, 1.376 e 1.950, respectivamente. A atestar a gravidade destes dados, está o facto de, só as duas novas esquadras da PSP da Amadora - São Brás e São Marcos, que ainda não existiam no ano passado - já se terem contabilizado 681 processos nos últimos seis meses. Feitas as contas é uma média de 38 crimes por dia.

Perante estas cifras, que prefazem um total de 7.978 crimes, até Julho deste ano, no Concelho da Amadora, o SPP/PSP mostrou-se especialmente preocupado com a "gravidade com que é empregue a violência contra a população". O sindicato acrescentou ainda que a "utilização gratuita, por parte dos criminosos, de meios cada vez mais violentos", geralmente tem por finalidade o roubo de valores insignificantes. Assim, apenas numa semana e numa única esquadra foram registados 28 assaltos e 9 esfaqueamentos.

São frequentes, aliás, casos como o de "um jovem de 21 anos que voltava a casa às 2h30, depois de uma noite de trabalho nos Pastéis de Belém, e levou duas facadas para lhe levarem o telemóvel de 15 euros". Outro exemplo é o de duas raparigas que foram "cercadas por 40 jovens que tentavam assaltá-las dentro do comboio; um indivíduo tentou interceder e foi esfaqueado".

De acordo com um estudo feito pela CP, a linha de Sintra é considerada a mais perigosa da Europa, sendo a Amadora, Reboleira e Damaia as três estações-pico da criminalidade, pelo tipo de população que vive na zona. Quanto às razões para tanta violência e criminalidade, os agentes não têm dúvidas. "É, claramente, um problema de aculturação", diz fonte do SPP/PSP. "A esmagadora maioria dos crimes que ocorrem no concelho da Amadora é cometida por cidadãos de ascendência africana". De facto, em dois meses de queixas-crime respeitantes às "freguesias da Reboleira e Damaia, apenas dois assaltos tinham sido feitos por brancos".

De acordo com um trabalho de investigação publicado em 2002 - "O Gang e a Escola", da autoria de Joana Barra da Costa e Sérgio de Araújo Soares - baseado em dados de 2000, mais de 77 por cento dos crimes registados no concelho da Amadora naquele ano foram cometidos na esquadra da Damaia. Dos autores e/ou suspeitos, 36,52 por cento - num total de 1.076 casos - foram identificados como sendo de etnia/raça negra. Em 41,26 por cento dos casos os autores são desconhecidos, 17 por cento não têm referência quanto à raça, 3,8 por cento são brancos e 1,3 por cento incluem indivíduos brancos e negros.

E quando se fala de menores de 16 anos, os números aumentam: 76 por cento dos autores são de raça negra, 19,5 não estão identificados, 2,13 são de raça branca e 2,13 são de grupos de indivíduos de ambas as raças.

Por outro lado, a actuação em grupo tem vindo a tomar proporções cada vez maiores. No que respeita ao ano de 2000, cerca de 30 por cento dos crimes cometidos no concelho da Amadora são o que se designa por criminalidade grupal. "São grupos de 10 ou mais indivíduos que chegam a cercar viaturas, com as pessoas lá dentro; fazem-nas sair, roubam-nas e ainda lhes levam o carro", explica fonte do SPP/PSP. E o PER - Plano Especial de Realojamento - "só tornou as coisas piores. Quando uma família de origem africana saía de um bairro de lata e era realojada num prédio normal, os actos de violência e vandalismo eram tantos que os restantes condóminos acabavam por sair e vender as casas ao desbarato, sendo então aproveitadas para integrar o PER. O resultado foi o que aconteceu à Tapada das Mercês, que há dez anos era habitação de luxo e em pouco tempo se tornou um gueto".

A título de curiosidade, moro junto à Tapada das Mercês. E vocês, que são tão politicamente correctos ? Moram onde ?

Afixado por: Biggus Dickus em junho 1, 2004 04:50 PM

Diga-me lá, ó Reaça, e como é que lá em Mocambique, quando você foi um terrorista pago pelo estado português (até com os meus impostos e contra a minha vontade) chamavam a um branco muito, muito burro? E se esse branco, além de muito burro, ainda fosse moralmente duma pinderiquice total (ou estarei a ser redundante?)?

Afixado por: maria da boa fé em junho 1, 2004 05:22 PM

Ó Biggus Dickus,
Desculpe meter-me novamente na discussão, mas espero que noutras situações dê tanta credibilidade a relatórios de sindicatos como ao que aqui relata.
Sim, pq se é coisa q me merece respeito é a associação corporativa do grupo profissional mais vezes relacionado com violência injustificada em membros de minorias étnicas.
Acho fantástico relatarem estudos da criminalidade que incidem sobre o grupo étnico dos seus autores e não, por exemplo, sobre a sua condição social, profissional ou escolar. É que, da maneira como as coisas estão a ser ditas por aqui, a raça de um indivíduo pré-determina a sua vocação para o crime.
Se assim o é, tb aqui no Porto o crime seria dominado por negros, apesar de existerem numa proporção muito menor em relação à maioria branca do que em Lisboa. Mesmo assim, como aqueles estão pré-determinados para o crime, suplantariam sempre um qualquer branco tresmalhado do seu destino de rectidão e moral absoluta.
Só que, pelo contrário, aqui o crime - pelo menos o pequeno, o quotidiano - é dominado por brancos quase sempre oriundos dos bairros camarários com piores condições habitacionais e sociais da cidade.
Agora esclareça-me uma coisa... Esse tipo de bairros da grande Lisboa são maioritariamente habitados por que grupo étnico??

Afixado por: JR em junho 1, 2004 05:29 PM

Pois é, Ezer Jacob. A Tatcher privatizou os caminhos de ferro e os serviços de transportes públicos degradaram-se (porque a entidade privada que os "recebeu" - é o termo - não esteve para ter a chatice de investir em reparações e melhoria de infraestruturas, que é uma coisa que leva muito dinheiro, e depois
não podem remunerar com aquelas loucas percentagens os accionistas).
Então, do que é que se lembraram? De ser o estado britânico a arcar com esse ónus! Brilhante, não é?
Não sei em que ficaram. Talvez algum visitante do Barnabé possa esclarecer-me do desfecho desta novela.
Ainda para o Ezer: também acho que aquele judeu de barbas continua a ser uma excelente grelha de leitura da realidade. De ontem e de hoje.

Afixado por: maria da boa fé em junho 1, 2004 05:37 PM

Só mais uma achega, em relação ao que o "jovem" diz sobre ser institivo q relacione a criminalidade com africanos porque até agora só foi assaltado por membros daquela etnia.
È institivo para si porque é branco (como eu o sou) e, institivamente, a primeira diferença que vê entre si e os "malfeitores" é a cor da pele. Isso é de facto natural, mas terrivelmente redutor.
Agora, se os assaltantes tivessem a sua cor de pele, provavelmente distinguiria-os pela sua aparência. Se fosse assaltado com tipos de roupa rota com aspecto de mal-lavado, provalmente passaria a associar a criminalidade com a condição social e não com a raça.
Tudo porque, e falo com fazendo um mea culpa, é-nos difícil reconhecer grandes diferenças físicas entre elementos de etnia diferente, especialmente se essa etnia for uma minoria e nós a maioria da sociedade q integramos.
Acho q o q nos compete é apercebermo-nos destas "ilusões de óptica" q apenas funcionam como lenha para o lume de argumentos demagógicos...

Afixado por: JR em junho 1, 2004 05:44 PM

Discussão estéril, a criminalidade é maioritariamente praticada pelos excluidos e marginalizados socialmente. O combate à criminalidade tem que ter uma vertente preventiva e integracionista e não ficar somente pela vertente repressiva A crimainalidade existe onde existem guetos, sejam eles de brancos, pretos, amarelos ou vermelhos, pertençam a comunidades rácicas maioritárias ou minoritárias. A discriminação é que alimenta a criminalidade e gera a criação de gangs cujo único meio de afirmação passa por aí, até porque cultural e economicamente são débeis e não têm alternativas. Não sou defensor da eliminação da repressão, porque é necessário agir, mas defendo um maior empenho no combate ao problema a montante. Adoptar como meio de combate à criminalidade unicamente a repressão gera mais criminalidade, porque cada vez mais empurramos os jovens para um beco sem saída.

Afixado por: Werewolf em junho 1, 2004 05:56 PM


Caro Daniel, antes de mais, obrigado pelo seu post. E obrigado também a todos os outros que se insurgiram contra propaganda deste género. Tenho 31 anos, sou negro, nascido em Portugal, cidadão português. O meu pai também nasceu cidadão português em Moçambique, foi soldado no exército colonial (onde me morreu um tio, numa guerra que eles não escolheram). Eu cumpri o meu serviço militar. Fui à escola, à universidade. Trabalho, pago os meus impostos, lá tento pagar a casa. E a maior parte dos "pretos" que por aí andam não são muito diferentes de mim. O que não impede de sermos discriminados quando procuramos trabalho, por mais qualificações que tenhamos, ou que alguma gente quase desmaie de susto quando abrimos a boca e, pasme-se, gritam com um Oh de espanto: "O tipo até fala português como a gente!".

Cresci com os primeiros ataques dos racistas dos MAN nas escolas secundárias, com os graffitis do "Portugal Branco", "Morte aos pretos!", encimados pela cruz céltica. Senti-me revoltado quando, pela primeira vez, em 1989, 90, vi um jornal racista de nome "Ofensiva", a ser vendido nos quiosques (curiosamente, um dos cabeças de lista do PNR debutou nessa publicação).

A sociedade portuguesa mudou desde então. Em miúdo, era o único negro a subir a avenida que ia dar à escola, para grande espanto dos "nativos". Os meus pais sempre trabalharam duramente para me criar e dar a mim e aos meus irmãos uma educação. Nunca recorri a nenhum tipo de subsídio de desemprego, e ainda hoje não sei como se trata dissso.

E, no entanto, estes anos todos depois, espreito os blogs da direita e extrema-direita, e, curiosamente, a mensgem racista não mudou nada. Continuam obcecados com negros, e não os conseguem ver de outra forma que não como criminosos. É algo tão profundo e visceral que qualquer debate racional parece impossível. E, honestamente, sinto alguma mágoa a ver propaganda desta na TV e notar que ninguém faz nada para ilegalizar fromações políticas deste género, como fizeram com o MAN (mas para isso foi preciso que matassem alguns negros nos anos 90). Prefiro pensar que é porque ninguem lhes liga nenhuma, mas a mágoa está lá na mesma.

Abraços

Afixado por: João Pedro em junho 1, 2004 05:58 PM

"O PNR é extrema-direita e salazarista, mas fascista não é de certeza...ainda que mais fanáticos e perigosos, os fascistas sempre são menos ATRASADOS que os salazaristas..."

Afixado por Pedro Sá em junho 1, 2004 09:45 AM

Aí é que você se engana, Pedro Sá. Eu nasci, e tornei-me adulta na época salazarista. E posso-lhe garantir que o racismo nunca foi então incentivado. O salazarismo teve muitos defeitos: não é preciso assacar-lhe outros que não teve.

O racismo surge, em grande, em Portugal a seguir à descolonização. Em parte (talvez na maior parte) incentivado pelos movimentos neo-nazis (como os skins) que aqui chegaram, e proliferaram, vindos dos países dessa Europa com que nos chagam a cabeça. Em grande parte, também, devido às condições percárias em que vivem esses "grupos étnicos" que, em vez de terem sido integrados, acabaram por se juntar em autênticos guetos, que não são propriamente "condomínios privados".

Que grande parte da criminalidade existente sobretudo na periferia das grandes cidades, provém desses grupos, é uma verdade que não vale a pena ignorar.
Mas o combate a essa criminalidade, passa pela integração desses grupos na comunidade. E pelo combate ao racismo, que não é um exclusivo dos "brancos". Há racismo entre gente de todas as "raças".
O que o motiva ? quanto a mim, o ódio ao que é "diferente". A educação tem de ir no sentido, não de eliminar as diferenças, mas sim no de eliminar o ódio. E de conseguir dar a cada grupo étnico as mesmas condições de vida.

Afixado por: Isabel Coutinho em junho 1, 2004 06:15 PM

Ezer Jacob : tem alguma coisa contra os q de perna ?

Afixado por: Isabel Coutinho em junho 1, 2004 06:19 PM

pá, eu disse "Não digo que o crime tenha o que quer que ver com a cor ou a raça. "
Não tem. A criminalidade de que eu falo aqui é a criminalidade violenta de gangs de adolescentes. Aquilo a que me refiro é a violência relativamente gratuita dos assaltos em gang que é a que tem mais influência psicológica na criminalidade em geral. É assim. Um amigo meu que estudou em Newark nos EUA disse-me que na escola secundária onde andava eram os portugueses a organizarem-se em gang, como os hispânicos. E depois?
Eu não defendo medidas sequer de repatriamento. Sou totalmente CONTRA a criação desses getos e o melhor que o governo podia fazer para acabar com isso era fazer habitação social decento, bairros agradáveis, com campos desportivos, ocupação de tempos livres... sei la´.
Basta passar por lá para perceber o ostracismo que aqueles putos são vetados.
E não me venham com merdas de que levam porrada em casa. Os pais deles não têm mão nenhuma (se os tiverem) neles.
E depende das zonas porra. Em Alfama ou na graça há crime que se farta, e não costumam ser pretos.

Agora a vossa conversa, salvo raras excepções, é de chacha, é de quem nunca sofreu na pele a possibilidade de violência gratuita. É como o big dickus disse, tenho mais medo de um gang de putos armados que chegam a ter apenas 12 anos do que dois heroínomanos que querem o meu telemóvel. Essa é a diferença. Esses putos crescem numa cultura de violência e de glorificação da violência.

Faça-se algo quanto a isso quanto antes senão estão a preparar o terreno para a extrema-direita em portugal apenas porque ela parece ser a única que fala no problema. Não tenham dúvida, podem suavizar o discurso mas virá o dia em que partidos de extrema-direita vão ganhar massa crítica para 'existirem' e elegerem deputados se o PS e o PSD não meterem nas suas agendas abordar o problema da insegurança. Porque a segurança está na base da piramide das necessidades de maslow.

Afixado por: jovem em junho 1, 2004 06:25 PM

Neo-nazis?
Salazaristas?
Fascistas?
Chamem o que quiserem.
O certo é que vocês tremem de medo, e se não tivessem medo não nos tentavam cortar a liberdade de expressão que é a essência de qualquer democracia.
Se somos toscos, estúpidos e analfabetos porque insistem em combater-nos?
Os estúpidos não representam perigo, excepto se tiverem razão.

Afixado por: Nuno em junho 1, 2004 06:39 PM

Estás a ver, Daniel?
Mais vale os tipos expressarem-se à vontade, como faz o menino Nuno aqui em cima. Assim ficamos todas a conhecer a inteligência dos bichos.

Ó Nuno,
razão os meninos têm. Não a sabem é usar.

Afixado por: CC em junho 1, 2004 06:54 PM

Correcção: Não sabem é usá-la.

Afixado por: CC em junho 1, 2004 06:56 PM

Isabel Coutinho,

Essa teoria de até ao 25 de Abril Portugal não tinha racismo é, no mínimo, curiosa... A própria constituição de 1933 consagrava a descriminação pela raça, se não estou em erro

Afixado por: Serrinhas em junho 1, 2004 07:45 PM

A mim o que me choca neste texto do "Barnabé" é o texto em si. E reparo que a discussão está a ser levada para outro tema. Com efeito, não sei se o PNR tem ou não razão na questão que é mencionada, ou noutra qualquer. Para dizer a verdade nem posso pronunciar-me porque não vi nenhuma da propaganda desse partido que é mencionada.
Mas o problema fundamental que me parece levantar-se é o outro: perante a expressão de atitudes ou ideias de que discorda, o "Barnabé" salta como uma mola a pedir repressão, tribunais, polícias, prisões.
E este automatismo tem que ser analisado e encarado com a atenção que merece.
Porque muito mais chocante do que a expressão pública de uma qualquer ideia é esta exigência que parece ser vício adquirido de que se reprima, se prenda, se proíba.
Isto é que é revelador de tiques por vezes maquilhados mas que ressaltam à primeira ocasião teste.
Repare-se que se reclama até a punição pelo conteúdo dos tempos de antena eleitorais, o cerne da actividade política, onde a tradição europeia, tal como acontece em relação às intervenções no Parlamento, sempre foi de imunidade total.
O problema aqui é o "Barnabé" e não os outros, por mais disparatados que eles sejam. E seria bom que não se invertessem as coisas.

Afixado por: Francisco Sousa em junho 1, 2004 07:59 PM

Ena! 42 comentários. Estou a ver que fazemos 'comichão' a muita gente. Ainda bem!

Afixado por: Zé em junho 1, 2004 08:46 PM

Engraçado, curioso, os caros "bloquistas" de Lisboa, ficaram a discutir a criminalidade na Grande Lisboa e a sua relação com a imigração Africana........parece que afinal temos razão......

Afixado por: Carlos-PNR em junho 1, 2004 09:18 PM

O Daniel Oliveira forneceu-nos um brilhante exemplo dos tiques totalitários (não sei se conscientes ou inconscientes) da extrema esquerda.

Faço votos de que sirva de alerta a todos quantos andam distraídos e/ou fascinados com a aparente inocuidade do discurso demagógico do Bloco de Esquerda.

Afixado por: AAA em junho 1, 2004 09:19 PM


"O Daniel Oliveira forneceu-nos um brilhante exemplo dos tiques totalitários (não sei se conscientes ou inconscientes) da extrema esquerda.
Faço votos de que sirva de alerta a todos quantos andam distraídos e/ou fascinados com a aparente inocuidade do discurso demagógico do Bloco de Esquerda."

Se o Daniel é da extrema-esquerda, então também é a maioria da população portuguesa e a Constituição da república, que proíbem e penalizam a discriminação e a difamação com motivos rácicos. Uma pena para o autor deste "post". Assim, estes PNRs e toda a canalhada que está por trás pode ser metida na cadeia por crime de incitamento ao ódio racial. É apenas uma questão de tempo, e muito me espanta que já não tenha acontecido. Se calhar é porque lhes dão tanta importância como a que se dá a um bicho :(

Afixado por: Pedro Miguel em junho 1, 2004 09:39 PM

A maioria da população portuguesa de extrema-esquerda? isto é a piada do ano!

Coitados, aqui no norte iam varridos!
Elegem dois deputados e já pensam que são a "maioria", só rir!
Quanto ao Barnabé não respondo, senão teria que ser malcriado, porque a haver grunhos, estes são o Barnabé e seus parentes.

Haja paciencia para estes pseudo democratas!

VIVA A DEMOCRACIA!
VIVA A LIBERDADE!
VIVA O PNR!

Afixado por: Gomes em junho 1, 2004 10:11 PM

Começo por dizer que me identifico muito com parte da mensagem do João Pedro. De facto, nos anos 80 / 90 também a mim me causava revolta os ataques de skinheads e do MAN contra a minoria negra. Por isso mesmo, por me revoltarem os ataques de grupos grandes e mais fortes contra as minorias mais fracas, sinto desprezo por todos esses gangs africanos que, nos dias de hoje, atacam na minha zona, sempre em proporções de 10 ou 20 contra 1 ou 2.

Em 2º lugar, acho realmente muito curiosa a tendência que muitos dos que aqui comentam têm para encontrar explicações desculpabilizadoras. A teoria do 'coitadinho' anda aí à solta... 'coitadinho que os pais tratam-no mal' , 'coitadinho que vive no ghetto', 'coitadinho que não tem mais com que se entreter sem ser o crime'. Mas eu posso juntar-me, sem problemas, às explicações; até convivo de perto com o problema... só que vou mais longe e aponto soluções, ok ? Ou devemos ficar sempre apenas pelas desculpas ?

A comunidade africana é um exemplo de má integração, essencialmente por falta de vontade própria.

Podemos começar por ver logo os sítios onde vivem : todos aglutinados em Lisboa e, essencialmente, arredores, até Setúbal. E juntam-se o mais possível uns aos outros em determinadas localidades e bairros. E pergunto eu : acontecerá o mesmo, por exemplo, com a comunidade de Leste ? Não. Estão espalhados pelo país todo e não concentrados em bairros onde ninguém pode entrar sob pena de ser agredido e roubado.

De entre as questões culturais, e pegando apenas naquelas que contribuem para a criminalidade, ignorando várias outras questões de falta de civismo que tornam a comunidade africana má vizinhança (já perdi a conta às vezes que tive que ameaçar os meus vizinhos de cima que chamava a polícia caso não baixassem a música de madrugada), destaca-se a forma como encaram a paternidade : quantidade sem qualidade. Não entendem ? Eu explico. A natalidade entre a comunidade africana é altíssima; já a preocupação pela educação desses muitos filhos é reduzida ou nula. Resumindo : a educação é feita na rua, em gang, e não na escola ou em casa, pelos pais. O menino é apanhado a roubar e devolvido aos pais ? No dia a seguir já está a roubar outra vez. Se tomarmos como exemplo, mais uma vez, a comunidade de Leste, verificamos que não têm tantos filhos, e digam-me : conhecem casos de gangs de filhos de emigrantes de Leste ? É que eu não... vejo muito na comunicação social e tenho conhecimento de jovens desses que são excelentes alunos nas suas escolas. Agora gangs... desconheço...

Quanto a soluções, passa, quanto a mim, por assumir de vez que não vale a pena priveligiar imigrantes vindos de África, pelo exemplo de má integração que são. Priveligie-se o Brasil, o Leste da Europa... mas África, não obrigado. Mas passa, essencialmente, por saber separar o trigo do joio. Ter uma política eficaz de repatriamento, não apenas de imigrantes, mas também de filhos seus, mesmo já nascidos em Portugal. E não duvidem que tal medida beneficiaria essencialmente a própria comunidade africana, que teria a sua imagem substancialmente melhorada.

Afixado por: Biggus Dickus em junho 1, 2004 10:47 PM

Sim, Gomes, e quantos deputados elegeu o PNR? Ou quantos é que contam eleger?
Já agora, eu sou do Norte e parece-me que o Berloque vai tendo os seus apoios...enquanto que do PNR não se vislumbra vivalma.
Quanto à questão rácica aproveito para referir que no Porto já há um número de negros considerável, mas não são muito representativos no que toca à criminalidade, embora alguns vivam no mal-afamado S. João de Deus. Sinceramente, nunca aqui fui importunado por alguém de origem africana, embora admita que possa haver alguns casos pontuais.

Afixado por: João Pedro (não o mesmo) em junho 2, 2004 01:03 AM

Curioso é verificar que os senhores esquerdistas interpretam o "bandos étnicos" como uma referência aos pretos. Será o inconsciente a funcionar?

Afixado por: Nuno em junho 2, 2004 02:25 AM


No tempo do salazarismo a raça negra não podia ascender a cargos elevados mesmo que tivesse habilitações, como na tropa ou função pública. Lei não sei quantas.

Cá começou a ver mais discriminação não foi só com o "ideal dos Skins" foi também com os "retornados" que em Àfrica fartaram-se de discriminar, mesmo que o branco nem soubesse pronunciar correctamente o português, nem o significado das palavras. Ainda hoje ouvi uma dessas conversas...
Agora também há os brasileiros, ucranianos, etc. a culpa é sempre deles mesmo que nada tenham a ver com o assunto...

** Na Lei Fundamental está no Artigo 46º,alínea 4 Não são consentidas associações,(...), nem organizações que perfilhem a ideologia fascista.**

Afixado por: Ariann em junho 2, 2004 03:00 AM

Bom, o comunismo matou mais de 80 milhões de pessoas, o Trotsky era um louco paranóico que chacinou imensos e montou um sistema repressivo terrível na Rússia... perante isto, q cara têm os berloquistas para dizerem que o fascismo tem q ser proibido? Eu quero que o fascismo se lixe. O PNR não defende um sistema de partido único, nem qualquer forma de expansionismo ou imperialismo. Logo não é fascista pq n defende alguns pontos essenciais do fascismo. Nem tudo o q é nacionalista é fascista, da mesma forma q nem tudo o que é gaja boa é prostituta. João Pedro, atenção que nem todos os skins eram do MAN e q o Tribunal considerou provado q a violência dos priemiros não era instigada pelos 2os

Afixado por: abramosolhos em junho 2, 2004 04:08 AM

Bom, o comunismo matou mais de 80 milhões de pessoas, o Trotsky era um louco paranóico que chacinou imensos e montou um sistema repressivo terrível na Rússia... perante isto, q cara têm os berloquistas para dizerem que o fascismo tem q ser proibido? Eu quero que o fascismo se lixe. O PNR não defende um sistema de partido único, nem qualquer forma de expansionismo ou imperialismo. Logo não é fascista pq n defende alguns pontos essenciais do fascismo. Nem tudo o q é nacionalista é fascista, da mesma forma q nem tudo o que é gaja boa é prostituta. João Pedro, atenção que nem todos os skins eram do MAN e q o Tribunal considerou provado q a violência dos primeiros não era instigada pelos 2os

Afixado por: abramosolhos em junho 2, 2004 04:09 AM

Bom, o comunismo matou mais de 80 milhões de pessoas, o Trotsky era um louco paranóico que chacinou imensos e montou um sistema repressivo terrível na Rússia... perante isto, q cara têm os berloquistas para dizerem que o fascismo tem q ser proibido? Eu quero que o fascismo se lixe. O PNR não defende um sistema de partido único, nem qualquer forma de expansionismo ou imperialismo. Logo não é fascista pq n defende alguns pontos essenciais do fascismo. Nem tudo o q é nacionalista é fascista, da mesma forma q nem tudo o que é gaja boa é prostituta. João Pedro, atenção que nem todos os skins eram do MAN e q o Tribunal considerou provado q a violência dos primeiros não era instigada pelos 2os

Afixado por: abramosolhos em junho 2, 2004 04:09 AM

O Daniel e os débeis mentais do BE ( retribuo aqui o elogio feito no post...)não conseguem disfarçar. Eles bem que usam a cosmética, maquilham-se, tomam banho, lavam os dentes,enfim, tentam parecer seres humanos normais mas quando são confrontados com o único partido do espectro político português cujo discurso bate na ferida sem dó nem piedade, que sem fraquezas ou tibiezas ataca o alvo certo, aqui d`El Rei, ilegalizem-me estes racistas/nazis/fascistas, não há remédio, assim que se assustam foge-lhes logo o pé para o Gulag. Pois para o Daniel e restante tropa fandanga do BE, aguentem-se porque terão que "levar" connosco cada vez mais fortes e numerosos, façam política, se é que são capazes, e no fim logo se verá quem são os melhores. Éticamente o PNR já venceu o BE, ou alguém já viu fosse quem fosse do PNR a pedir a ilegalização do BE?? e olhem que até o podiam fazer pois quem é trotskista não é propriamente defensor da democracia par(a)lamentar, logo à luz da Lei Fundamental o BE deveria ser ilegalizado.

Afixado por: Rui Pereira em junho 2, 2004 11:42 AM

Do bloco aqui não se ve nada, alias só se ve o que o vosso elevado capital proporciona, ou seja:
Voces são levados ao colo pela comunicação social
Voces gastam balurdios em outdoors e propaganda, donde vem esse dinheiro?
Voces bloco são um "boneco" util ao sistema , parabens!


Quanto a viveres no Porto das duas uma, ou não conheces o Bairro São João de Deus ou estavas muito melhor caladinho, o mais certo é nunca lá teres entrado (passar na circunvalação não é ir lá) senão sabias que quem provoca 95% (e estou a ser simpatico com eles) dos problemas nesse bairro são os ciganos.

Mas eu tinha uma solução facil para os bloquistas, mandava-os todos viver para lá, para junto dos seus ciganos, em vez de viverem em zonas burguesas!

Viva a democracia
VIVA O PNR

Afixado por: Gomes em junho 2, 2004 12:04 PM


"Eles bem que usam a cosmética, maquilham-se, tomam banho, lavam os dentes,enfim, tentam parecer seres humanos normais mas quando são confrontados com o único partido do espectro político português cujo discurso bate na ferida sem dó nem piedade, que sem fraquezas ou tibiezas ataca o alvo certo, aqui d`El Rei, ilegalizem-me estes racistas/nazis/fascistas, não há remédio, assim que se assustam foge-lhes logo o pé para o Gulag."

É só falar em pretos que este idiota aparece aqui aos gritos. E para além de falar mal dos pretos todos os minutos da vida - aparentemente estao tao obcecados que é tudo o que fazem, noite e dia ("sem dó nem piedade", diz a criatura) - nao se percebe bem para que mais servem. Ja aqui foi mencionado que podem ser metidos na cadeia por incitar ao ódio racial, e isto nao sao ameças de "esquerdistas". É esta a realidade.

"Pois para o Daniel e restante tropa fandanga do BE, aguentem-se porque terão que "levar" connosco"

O problema desta gente é claramente do foro patológico. Passam a vida na Internet e depois ficam paranóicos, e já falam em "levar" deles e tudo.

Afixado por: Manolo em junho 2, 2004 12:20 PM

Pois é. Esta velha questão é muito simples. Se o povo é quem mais ordena, basta reparar no comentário cliché "eu não sou racista, mas acho que temos de fazer qualquer coisa". Porquê? Porque naturalmente as pessoas preferem viver com os seus semelhantes etno-culturais. A miscelânea etno-cultural só trará mesmo a degradação das diversas culturas existentes por este mundo fora. O crime, é consequência da perca deste mesmo sentimento de comunidade orgânica... E se os tipos do PNR são malucos, débeis mentais, é deixa-los falar, o povo não acredita em débeis mentais... ou o povo é quem mais ordena?

Afixado por: AlternativaIdentitária em junho 2, 2004 02:45 PM

MAS E O OUTRO LADO DO FIO...

"O PNR fez uma arenga contra os espanhóis que nos compram as empresas e pescam o nosso peixe. Uma proposta interessante: querem o fim da PAC. A maior parte do tempo de antena é preenchido na luta contra o lodaçal da imigração. O PNR explica que tudo isto se insere na luta contra a globalização imperialista. Tive que esperar até ao fim do tempo de antena para identificar o partido anti-globalizador. Por minutos convenci-me que era o Bloco de Esquerda que estava a pedir o meu voto.
Continuando no Bloco, gente fina é outra coisa. O Bloco tem sempre direito a tempo de antena nos noticiários. Ouvi um BE surpreendido. "Como é que um país com tanta água como Portugal depende em muitos por cento de energia importada?" Pergunta curiosa. Não esperava nada ver quem sempre se manifesta contra a construção de qualquer barragem, chorar porque nos faltam 20 ou 30... Numa coisa o Bloco é muito coerente: são sempre incoerentes."
IN JAQUINZINHOS

Afixado por: RUI CARMO em junho 2, 2004 04:04 PM

Ó Manolinho, meu parolinho, para além de seres um merdoso ignorante és ainda por cima iletrado,onde é que eu no meu post falo mal dos pretos??? Quando te alfabetizares voltamos a falar ok???

Afixado por: Rui Pereira em junho 3, 2004 06:45 PM


Há um erro de palmatória era "haver" e não "a ver". peço desculpa. :(

Afixado por: Ariann em junho 4, 2004 01:00 AM

Ena tanto comentário!
E, no entanto, parece-me que ninguém tocou num dos pontos mais importantes.
Há em Portugal africanos de terceira geração que não têm a nacionalidade portuguesa.
E, isso é terrível, é colocar um ferrete num miúdo quando ele vai para a escola. "Tu és estrangeiro, não és de cá, estás cá porque nós deixamos"!
Antes de se entrar para a malfadada CEE/CE/UE todo aquele que nascia em Portugal era cidadão português (jus solis). Para entrar para o tal clube, Portugal teve de mudar e a nacionalidade passou a ser transmitida por laços sanguínios.
Só este pequeno "pormenor" deve ser causador de uma boa dose da criminalidade em Portugal.
Como é que se sente um miúdo que vive numa barraca infestada por ratos e que depois ainda é olhado por outros como sendo um estrangeiro a quem os residentes fazem o supremo favor de o deixar ficar por cá.
Eu que sou branco e nasci em Lisboa, não tenho pejo em dizer que se tivesse estado nessa situação já teria esfaqueado alguns do tipo dos do PNR...
O problema não é ser branco ou preto o problema são as condições sociológicas que potenciam ou não a criminalidade.
Depois, já tendo havido vários casos de "morte aos pretos", é natural que estes se sintam melhor e mais protegidos juntos.
Não duvido que a percentagem de criminosos entre negros é superior à dos brancos, como também não duvido que anormais como os do PNR façam mais pelo crescimento da criminalidade do que uma dezena de bairros da lata cheios de pretos.
Os verdadeiros criminosos que nos estão a prejudicar a qualidade de vida são os racistas do PNR e afins e as pressões da CEE/CE/UE que levaram portugal a alterar a Lei da Nacionalidade.
E, claro, aqueles portugueses que se deixaram manejar e alteraram a Lei.

Afixado por: O Raio em junho 7, 2004 05:15 PM

Viva Trotsky, o demo(nio)crata (desculpem lá, cada vez que imagino trotskistas a falarem em liberdade dá-me uma vontade de rir do caraças - ainda para mais agora, q vocês mostraram a vossa verdadeira face)! E viva também o Comunismo, com os seus mais de 80 milhões de mortos. Vocês são herdeiros do criminoso trotsky e do antidemocrático comunismo. Mas o PNR não é herdeiro do fascismo pq n advoga nem ditadura, nem partido único nem imperialismo. E agora? Não fujam à questão doutrinária. Estaremos cá para vos denunciar. Falam em esfaquear-nos? Não me surpreende, pois já têm prática nisso. Houve uma certa noite, em 1989, em que um dos vossos matou outro dos vossos à facada. Esse tipo aproveitou uma rixa provocada por outro energúmeno que se considera nacionalista para se ver livre do dealer (elevado a "dirigente do PSR" depois de morto) a quem devia dinheiro de droga. É a esse episódio que se referem quando confundem o PNR com violência? É que se o PNR é "composto por vários pequenos grupos de criminosos", então não sei o que vocês serão. Levantar falsos testemunhos na net é muito fácil e essa dos pequenos grupos de criminosos é hilariante. Vocês vivem mesmo noutro mundo, no mundo da paranóia galopante e da hipocrisia. Sim, isto está cheio de comentários. E ainda bem. Nada como vos pôr a funcionar esses neurónios queimadinhos dos charros e dizer-vos bem alto que a vossa hipocrisia não passará. Quanto ao jus solis, isso é extremamente perigoso porque pode fazer com que o nosso povo fique uma minoria dentro do seu território e deixar assim de dispor livremente dele. E esses jovens africanos dos ratos nas barracas não são os mesmos que tiveram primazia sobre os portugueses no acesso à habitação social (ao abrigo do PER)?

Afixado por: sem comentários em junho 8, 2004 01:54 AM

"O PNR recebeu mensagens de apoio das seguintes personalidades e forças políticas europeias:

Áustria
Jörg Haider, FPO, Governador da Caríntia
"

É preciso mesmo + comentários?

Afixado por: a em junho 9, 2004 11:14 PM