junho 29, 2004

Saber receber os sinais

Paulo Gorjão: «A manifestação faria sentido se o Presidente da República tivesse dado algum sinal de que estaria disposto a aceitar um Governo liderado por Pedro Santana Lopes. Ora, os sinais que chegam do Palácio de Belém indicam o contrário.»

Parem as rotativas, Paulo Gorjão recebeu sinais de Belém. Não leiam os jornais, não ouçam os políticos. Paulo Gorjão tem amigos bem colocados. Paulo Gorjão exige a antecipação de congressos, apoia candidatos à liderança do PS, dá-nos umas dicas, pisca-nos o olho e sabe umas histórias. Paulo Gorjão tem pose de Estado, e por isso é raríssimo dizer realmente alguma coisa. Mas está bem colocado e recebe sinais de Belém que mais ninguém vê.

Quem é Paulo Gorjão? Não sabem? Cambada de ignorantes. É médium. E como se não bastasse, apoia José Lamego. Um homem assim, ouve-se sempre com muita atenção. Os sinais, os sinais, já os sinto.

Publicado por danieloliveira em
Comentários

O Dia em que goleámos o mundo!


O que é mais importante que o futebol, nestes dias, para abrir um telejornal?
Só a partida de um emigrante que vai à procura de melhor vida na estranja, coisa que não consegue em Portugal!
Então mas isto é notícia?
É!
É, se for um homem ao qual deram tudo para tornar este país melhor. Deram-lhe um voto de confiança nas urnas, deixaram-no escolher o partido com o qual quiz fazer uma coligação. Fez o que quiz à economia e destruiu direitos adquiridos dos trabalhadores, os quais acederam em nome de um relançamento duma economia moribunda.
Deu-se-lhe tudo para poder governar como bem entendesse... e, governou mal. Em dois anos destruíu tudo. O poder de compra do povo desceu a níveis inimagináveis, dois anos consecutivos de aumentos zero em quase toda a função pública. Os índices de pobreza sobem assustadoramente, o desemprego atinge níveis de há vinte anos atrás. Meio milhão de desempregados engrossam as fileiras da pobreza e empurram-nos para a criminalidade.
Perante este cenário ídilico, e, preso a compromissos obscuros que o impedem de fazer uma remodelação ministerial a sério, vê-se de repente ante a possibilidade de saltar do bote em que transformou o país e apanha boleia no iate de luxo da UE rumo a Bruxelas. Ainda tem tempo de pagar alguns favores indicando para o seu lugar vago um qualquer fantoche de feira que ele possa manobrar à distância.

Mais uma vez, ao povo tem de lhe ser dada oportunidade para escolher quem quer pôr ao leme do bote, quem os governe ou desgoverne.

Assim está num dilema o Presidente que tem de ponderar se ainda existe a mítica maioria que elegeu Durão ou se essa maioria já não existe como ficou demonstrado nas últimas eleições para o Parlamento Europeu, em que a esquerda ganhou em todas as frentes.

Até lá vamos vibrando com as alegrias que a selecção do Scolari nos vai dando.


Assim seja!

Afixado por: Elfo em junho 29, 2004 04:07 PM

Pronto. Ferreira Leite toma o lugar de Durão Barroso. Está tudo resolvido. Podemos ir de férias descansados. Aleluia, aleluia.

Afixado por: gui em junho 29, 2004 04:18 PM

A única coisa que a extrema esquerda está a conseguir com os exageros é que mesmo a direita que odeia o Santana o acabe por aceitar.

Caro Daniel: Ontem ao dizer que Durão foi escolhido por ser fraco e manipulável mostrou mais uma vez como nestas situações limite a sua permanente tentativa de parecer uma pessoa equilibrada e séria se esfuma.

Quer queira quer não, Durão Barroso foi convidado para presidente de uma das mais poderosas, influentes e decisivas instituições mundiais. Dizer que se escolhe alguém para este cargo por ser fraco é tão idiota como dizer que certos deputados do BE são escolhidos por serem bonitos e fácilmente maniuláveis pelo Tomé e Louçã.
Quer queira quer não, o Durão Barroso, o tal que nunca seria primeiro ministro, está prestes a ocupar um cargo duma influência extraordinária e onde nunca nenhum português esteve, e que só pela experiência de se movimentar nos bastidores de decisão mundiais será certamente muito útil a Portugal.
Cresca e apareca, que por agora não passa dum pobre anão e moço de propaganda. E não se ofenda, que quem insulta tem que estar disponível para receber o troco na mesma moeda.

Afixado por: Flik em junho 29, 2004 04:49 PM

porra daniel
ninguem discorde de ti

é nisto que eu acho qure tu és perigoso
eu até concordo contigo
mas... desgraçado de quem não...
é como dizia o salazar quem não é por mim é contra mim

PS- (sem ironia) o PG não é nosso correlegionário de esquerda?

Afixado por: sb em junho 29, 2004 04:56 PM

Bolas!

Afixado por: Daniel Oliveira em junho 29, 2004 04:58 PM

Flik, não me ofendo nada. Anão serei, mas assino com o meu nome.

Afixado por: Daniel Oliveira em junho 29, 2004 04:59 PM

Flik tens toda a razão. Mas tens de compreender que a extrema-esquerda precisa de Manifs e de diabolização (ou Santanização) de pessoas como de pão para a boca.

Afixado por: BP em junho 29, 2004 05:02 PM

Caro Daniel, a culpa não é tua mas sim de quem te dá voz, neste caso, de quem dá importância aquilo que escreves.
O Paulo Gorjão não é médium, mas tu és?
Duvido...

Afixado por: Nelson Ferreira em junho 29, 2004 05:28 PM

O xarivari e o humor barato só convencem quem está já predisposto a rir com isso.

Afixado por: Mário em junho 29, 2004 05:38 PM

I see dead people...

Afixado por: lucrecia em junho 30, 2004 02:49 AM

"Juro, por minha honra,cumprir com lealdade, as funções que me são confiadas" 


As coisas que Durão diz, não são para se levar a sério!

Numa conferência de imprensa, esta manhâ, diz o ?nosso? homem:
? Quando o Papa é eleito permite-se escolher o próprio nome..., ora eu, passo a ser José Manuel ou Barroso ou José Manuel Barroso ou José Barroso... esqueçam o Durão, o Durão era para os portugueses, que estão habituados a ter muitos nomes.?

E é assim que o nosso orgulhoso português se apresenta na europa, passando um atestado de burrice aos portugueses, dos quais ele até aqui tem sido um ?digno? representante.

Mário Soares traça o perfil deste "Durão" de forma magistral: fraco, frouxo, incompetente, facilmente manipulável e acima de tudo, recebendo directivas dos poderosos de ambos os lados do atlântico.
É isto, que sendo uma honra para um escolhido de 3ª ou 4ª escolha nos veio cair em sorte.
Houve, inclusivamente, um primeiro ministro que recusou o cargo com o argumento de que tinha sido eleito para governar o seu país, e, por isso, era pouco ético da sua parte aceitar este cargo, por muito honroso que seja.
Mas o nosso país é um país de emigrantes que não perdem uma oportunidade destas... a não ser quando o mesmo cargo foi proposto a António Guterres e este recusou com o mesmo argumento do seu homólogo luxemburguês, isto é, tinha sido eleito para governar Portugal.
Também tivemos como Secretário Geral das Nações Unidas: Diogo Freitas do Amaral
Honra por honra prefiro a de Diogo Freitas do Amaral... que também defende eleições antecipadas.

Dizia o ?nosso? Durão há uns tempos, e irá repetir quantas vezes a oportunidade se lhe deparar:
?Juro, por minha honra, cumprir com lealdade, as funções que me são confiadas?
Juramento? "... juro, e, jurararei, que ao pré, e, ao rancho, nunca faltarei...";
Pois é, a honra é um conceito abstrato nas mentes de muitas cabecinhas;
A lealdade é uma coisa complicada que este ?senhor? tem alguma dificuldade em levar até às últimas consequências;
As funções são letra morta e, ele é que decide quem as há-de cumprir.


Assim seja!

Afixado por: Elfo em junho 30, 2004 04:03 PM