Segundo o «Correio da Manhã», a direcção do Diário de Notícias terá vetado um artigo que reportava uma desavença entre Santana Lopes e Álvaro Barreto que data de 1999. Não vou opinar sobre questões internas de um orgão de comunicação social sobre as quais não tenho outras informações que não as da concorrência. Mas, a serem exactos os termos em que a coisa é posta no CM, é evidente que o caso não tem qualquer relevância jornalística. Gostava de ter 500 euros por cada ministro do governo que já disse mal de Santana. Não vejo que actualidade tenha o facto de ter havido um conflito há cinco anos que pelas mais variadas razões (como a simples passagem do tempo) possa ter sido sanado. Muito pior foi o conflito entre Santana e Durão e foi graças à generosidade do segundo que Santana é agora o nosso primeiro. Por outro lado, estas coisas têm um efeito perverso, permitem a quem é visado a tentação da vitimização. Parece-me importante que se esteja vigilante em relação à acção do governo, mas muito pouco interessante andar a tirar esqueletos dos armários.
P.S. este post foi aqui colocado acidentalmente às 3.21h numa versão de rascunho. é a presente a sua versão definitiva.
Concordo plenamente, quem fala assim não é gago...
Afixado por: polittikus em agosto 21, 2004 02:43 PMEra !!!!.... para ser mesmo o fim do mundo ... era mostrar a carta que envolve o nome do s.paio na pandora da casa pia.
Quem não deve não teme , podia ser que a dita estivesse escrita a mão e alguém reconhecesse a letra !! era não era ???.... era era !!! ………..o fim do mundo !!!
Afixado por: Nuvem Negra em agosto 21, 2004 03:11 PMOh Celso, acha mesmo que foi pela generosidade do Durão? Eu inclino-me mais para a "generosidade", ou não? Será outra coisa mais tipo s...?
Afixado por: Ardelua em agosto 21, 2004 07:36 PMEles são todos generosos...entre motoristas, secretárias particulares, acessores de imprensa e afins...acabaram de criar 117 novos postos de trabalho.
Deveriamos estar-lhes gratos...
Quem é o político português conhecido como "Cuecas de Buda"?
Descobri no www.blocomeio.blogspot.com
Afixado por: Zé Manel em agosto 21, 2004 10:11 PMNa edição da revista PÚBLICA, inserida no PÚBLICO, do passado dia 15 de Agosto, vinha uma reportagem com e sobre diversos ex-maoistas. A conhecida Procuradora da República, Maria José Morgado, ex-militante do MRPP e ex-dirigente da sua organização estudantil, a FEML (Federação dos Estudantes Marxistas-Leninistas), afirmou "ainda bem que não tomámos o poder".
Cerca de um ano antes de eu ter saído do MRPP, um amigo meu, independente de esquerda, disse-me: "se os teus camaradas Arnaldo Matos e Garcia Pereira fossem poder, tu poderias ter um lugar de destaque nos primeiros tempos, mas depois, serias uma das primeiras vítimas. Ou levavas um tiro na cabeça, ou acabavas num capo de concentração".
Hoje, dou toda a razão à minha ex-camarada Maria José Morgado e àquele meu amigo. Os maoistas são uma espécie rara. O próprio Abimael Guzzman, "o Presidente Gonzalo", o "maior marxista-leninsta vivo", "o líder da revolução mundial", presidente do Partido Comunista do Perú, mais conhecido por Sendero Luminoso, reconheceu na proposta de conversações de paz que fez, em 1993, ao governo peruano, que o marxismo não lidera quase nenhum movimento de massas, o que levou a direcção do seu partido, a considerá-lo, recentemente, traidor e neo-revisionista.
Em Portugal, resta o PCTP/MRPP, que apesar de ter votações superiores às de 1976, tem pouquíssimos militantes e nenhum "revolucionário profissional", como dizia Lenine. Na prática, não tem qualquer influência, especialmente nas fábricas, nos sindicatos e associações de estudantes, como em tempos idos. O seu secretário-geral (Arnaldo Matos saiu do partido, apesar de manter ainda ligações ao mesmo) Luís Franco, operário electricista e sindicalista no Metro, porque limitado política e culturalmente, não tem a projecção do seu antecessor. Nunca encabeça listas, nem aparece em conferências de imprensa. Ou seja, não passa de uma figura decorativa e inocente útil de Garcia Pereira, o líder de facto, a quem sempre teve grande ligação e por quem foi utilizado.
Não é por acaso que Luís Franco foi o escolhido para tais funções, as quais, certamente, Garcia Pereira não quer exercer por razões pessoais. Poderia ter sido escolhido Carlos Paisana, advogado, Homem de rara inteligência e grande honestidade, que foi um dos meus melhores amigos. Apesar de estarmos de relações cortadas (aquela gente deixa de falar a quem sai), reconheço aquelas suas qualidades e continuo a admirá-lo e a vê-lo como uma pessoa de boas intenções. Se não foi esta a escolha, é porque Garcia Pereira sabe que nunca o controlaria.
Nos anos 60, o conservadorismo social levou parte considerável da juventude à extrema-esquerda e particularmente ao maoismo, por associar o mesmo conservadorismo ao capitalismo e ao sistema parlamentar. Por outro lado, a adesão a tais ideais deveu-se à contestação ao "revisionismo" e "social-fascismo" soviéticos. Se tal aconteceu na Europa e nos EUA, em Portugal, porque se vivia um grande atraso económico, social e cultural, resultante da ditadura salazarista, e havia a guerra colonial, tais ideias tiveram muito melhores condições para germinar.
O 25 de Abril e a revolução que se lhe seguiu deram novo alento à exterma-esquerda e ao maoismo, muito especialmente. Com a derrota da revolução em 25 de Novembro de 1975, as mudanças na China e na Albânia, após a verificação de que constituiram embustes iguais ao soviético, a maioria dos esquerdistas, à semelhança dos seus congéneres estrangeiros, converteu-se à democracia parlamentar, aderindo em massa ao PSD e ao PS. Não foi por acaso que ninguém foi parar ao CDS ou ao PCP. Se nos fizemos politicamente contra o PC, o mesmo aconteceu relativamente à direita ultra-conservadora e dos interesses, representada pelo partido de Paulo Portas.
Aqueles movimentos tiveram, no entanto, aspectos positivos: levaram os sistemas capitalistas a integrar algumas das suas ideias, adoptando uma prática mais social e as sociedades tornaram-se mais abertas. Houve, no entanto, alguns "filhos" degenerados de tais movimentos: o relativismo moral e filosófico, tão ou mais pernicioso que o conservadorismo social e o terrorismo praticado por grupos como os Baader-Meinnhof, as Brigadas Vermelhas, ou as FP 25, consequêncis do desespero sentido, ao verem falhar os seus projectos.
O terrorismo daquelas organizações acabou, após ter espalhado destruição e morte. O relativismo mantém-se, com consequências negativas. Combatê-lo é hoje tão útil como a luta travada contra o conservadorismo social de há 30/40 anos, pois pode levar à destruição da civilização e da liberdade que respiramos.
Manuel Silva
http://ocaricas.blogspot.com/
Afixado por: Manuel Silva em agosto 22, 2004 03:16 AMSegundo o Correio da Manhã, o Público e o Conselho de Redacção do DN (por meias palavras)...
Afixado por: Nuno Ramos de Almeida em agosto 22, 2004 03:16 AMFaz hoje 60 anos a libertação de Paris pelos Americanos e Ingleses !!!!
Vamos ver o espaço que os barnabecos ( os barnas que caminham para um beco ) vão dar a isto ( coisa pouca !!!!)
Hoje estão a libertar o Iraque ( também coisa pouca )
Claro que no Iraque vão subjugar todo aquele povo e sugá-lo de todas as suas riquezas tal e qual como têm feito na França nestes últimos 60 anos , não é ?????
pascaços
Afixado por: Afonso Henriques em agosto 22, 2004 09:11 AMÓ Camaradas Barnabés,
O Oliveira deixou de escrever por aqui?
Levou um cartão encarnado, foi?
Não é por nada e, não levem a mal, mas este blogue sem o Oliveira é um deserto.
É certo que o tipo é uma espécie de "spin-doctor" Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! do BE cá no sitio. Mas era um gajo que ainda se consegue ler. Mas isto sem ele...
É que acabo de ler uma entrevista dele n'A Capital e reparei que ele não deve estar de férias.
Como é que é? Foi corrido? Ou o Barnabé está definitivamente colado ao comunismo bloquista e ele desapareceu por uns tempos, para tentar suavizar esta gritante colagem?
Pedem-se referências. Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!
PS Se calhar foi verificar a legitimidade democrática do Chavez. ;-)
Que se prepare então para correr para a Flórida. Novembro é á daqui a dois dias. Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh!
Afixado por: anti-comuna em agosto 22, 2004 12:20 PM