«Os membros eleitos do Conselho de Redacção do "Diário de Notícias" ("DN") consideraram inaceitável que a direcção do jornal tenha retirado de página um texto de opinião da jornalista Fernanda Câncio, que esteve para sair na edição de 18 de Agosto, a mesma em que a direcção também não permitiu a saída de um texto na secção de política nacional sobre divergências antigas entre Pedro Santana Lopes e o seu actual número dois no Governo, Álvaro Barreto.
No comunicado que emitiu, e a que o PÚBLICO teve acesso, o Conselho de Redacção considerou esta decisão inaceitável, realçando que "nada havia no texto de Fernanda Câncio que justificasse a sua não publicação". E justifica: "Neste texto, a jornalista fazia algumas alusões políticas (exemplo: 'O quadro temporal do reinado de Ferreira Leite coincide com o acesso de loucura da nação'), mas naquele mesmo espaço, dias antes, a escritora Maria João Lopo de Carvalho usara a sua crónica para fazer igualmente considerações políticas (exemplo: 'O país esteve triste mas agora a temperatura subiu (...) depois da lufada de ar fresco que Pedro Santana Lopes nos veio trazer'). Sem que a direcção tivesse levantado qualquer objecção à publicação do referido texto."
Fernando Lima considerou que os dois casos "não são comparáveis", porque Maria João Lopo de Carvalho é uma colaboradora convidada apenas para escrever no "DN" no período de Verão, enquanto a segunda é membro da redacção do jornal.
Foi ainda criticada a publicação de uma notícia na edição de 22 de Maio sobre uma sondagem encomendada pelo PSD-Açores que dava a vitória a este partido nas eleições regionais. O conselho de redacção não vê "motivos jornalísticos que justificassem esta notícia, que nem sequer vinha acompanhada de uma ficha técnica, como é obrigatório por lei". O facto de o último barómetro do "DN" antes das eleições europeias, que antecipava a vitória do PS por larga maioria, não ter sido chamado à primeira página do jornal também mereceu reprovação. "Um facto tanto mais de estranhar quanto todos os barómetros têm chamada de capa", lê-se no referido comunicado.»
O que nos vai valendo é que o Público, que não se dignou esclarecer os seus leitores sobre uma questão idêntica que ocorreu no seu jornal há poucos meses, usa as suas páginas de média para informar os seus leitores sobre a concorrência. Antes assim. Os jornais não têm de ser opacos aos leitores.
Publicado por ruitavares emCuriosamente, no mesmo post, escrevi sobre Hitchock, Luís Delgado e Stephen King. Mestres do terror.
Afixado por: O Bom Selvagem em agosto 26, 2004 08:04 PMPois é... e a notícia censurado pelo Fernandes que simplesmente falava de umas "aventuras" de fuga ao fisco pela Manuela Ferreira Leite?
Essa não conta, os outros é que são sempre os maus.
Para quando uma greve de jornalistas em Portugal. Haverá colhões para tal?
Afixado por: thirdbacus em agosto 26, 2004 11:54 PMO Jornal cinzentão DN era dirigido no tempo da ditadura, pelo reaccionário e decrépito autor de "O fumo do meu cigarro", de nome Augusto de Castro.
Este cavalheiro não necessitava de censurar o conteúdo do jornal , porque para isso existiam os lápis azuis dos solícitos "coroneis"
Agora, que foram retomados os velhos hábitos de censura,o actual director, que não passa de um serventuário rasteiro do poder,interdita pura e simplesmente a publicação de artigos.
Este ex-assessor do Cavaco, está a fazer do DN o orgão oficioso do governo.
As Tias e os Figurões, sazonais ou não, que lá escrevem algumas "blagues" contra o Patusco de S. Bento, só querem "dar uma" de independência,
para disfarçar.
De facto, ler o DN ou o Povo Livre não faz diferença nenhuma nos dias que correm...
Afixado por: Pedro Sá em agosto 27, 2004 09:09 AMdaí a ideia do lopes de acabar com a edição em papel do povo livre...
Afixado por: zef em agosto 27, 2004 09:17 AMQuando Afonso Henriques conquistou Lisboa aos mouros com a ajuda dos cruzados, quem lá vivia? Mouros ou «lisboetas»?
Afixado por: Nuvem Negra em agosto 27, 2004 12:08 PMZouaves
Afixado por: manuel em agosto 28, 2004 08:22 AM