Bagão Félix explicou, naquele tom de pai severo mas dedicado, que o País é como a nossa casa. Ao ouvi-lo, não deve faltar quem tenha sentido uma certa nostalgia . Só que depois desta conversa em família, e de uma meia dúzia de doces tiradas demagógicas, fiquei preocupado: e se ele julga mesmo que o Orçamento do Estado é como o orçamento de uma casa?
Publicado por danieloliveira emEstou curioso para saber qual a teoria orçamental professada pelo DO...
Afixado por: Miguel em setembro 13, 2004 09:28 PME tu, Daniel, julgas mesmo que o Orçamento do Estado não é como o orçamento de uma casa?
jcd
Afixado por: jcd em setembro 13, 2004 09:34 PMDaniel, o teu país chama por ti (e por mim também). Não nos façamos rogados. Fumemos.
http://anodoa.blogspot.com/2004/09/heris-do-fumo.html
Afixado por: Mário Cunha em setembro 13, 2004 09:48 PMA grande incognita do senhor Bagâo,e é ai que esta o receio de todos esses clones de politicos,é quantas senhas para as ambulancias para Angola podem ainda vender ao Zé Nabo.
Afixado por: calhordus em setembro 13, 2004 09:51 PMestes liberais de meia-tijela acham , estão mesmo convencidos disso, que somos todos uns atrasados mentais, que somos culpados do deficite, do desemprego, da falta de produtividade, que os que nos governam são enviados por deus para nos proteger , enfim...
estava aqui a ver/ouvir o presidente da camara de gaia e quase que ficava convencido que o estado-social é um membro da al-queida !
f***-** !
Os fantasmas que povoam essa cabecinha, caro Daniel!!
Dizia Freud (ou seria outro!) que tudo o que expulsamos pela porta entra-nos pela janela (referia-se às pulsões inconscientes). A sua afincada, repetitiva, quase diria neurótica crítica de tudo o que o meu caro julga ser o alvo a abater, paradoxalmente, ou não, revela o apego que não pode deixar de manifestar para com aquilo que critica. De outra maneira, não se compreenderia o ódio-amor a blogues como o acidental (claro que o meu caro dirá que se trata de relacionamento democrático entre pessoas que defendem o pluralismo das posições) ou, por exemplo, a colocação de uma foto de um fascista, que marcou negativamente a nossa história, para ilustrar o desempenho do Bagão Feliz. A coisa, a mim, soa-me bem simples: que pequeno ditadorzinho, sarcástico, intolerante, fascistóide se esconderá na sua cabecinha?!
Aquilo que procura expulsar pela porta da crítica e da intolerância, entra-lhe pela janela deste blog que lhe reflecte como num espelho aquilo que o meu caro é, e não gosta de ser, e projecta nos outros.
Caro Daniel, para quando um 25 de Abril nessa cabecinha? O cheiro a cravos é bem melhor que o cheiro a mofo das suas invectivas.
Daniel, não te deixes iludir, não estamos no terreno do fazer, mas do dizer. E aqui, neste terreno, ele fez muito bem. E parece arrastar-vos para falarem das conversas em familia, o que é um plano da demagogia política, e ainda por cima inconsequente, veja-se o João Soares. E vocês entretidos com o brilhantismo dessa metáfora e não percebem que a um nível mais profundo, lá vêm outra vez os estruturalistas, ele articula este discurso com um dito vencedor, enraizado no imaginário dos discursos político que nos fundaram:" que quem (não) governa bem uma casa (não) pode governar bem um pais". Arrepiem caminho, vamos ao que interessa. E o que interessa é explicar com a mesma pedagogia que ele não pode, porque não quer, porque não sabe - porque nunca quis - resolver os problemas da vida das pessoas.
Afixado por: jpn em setembro 13, 2004 09:59 PMBoa: "quase que ficava convencido que o estado-social é um membro da al-queida"
Afixado por: jpn em setembro 13, 2004 10:03 PMBagão Félix não presta, é ruim, convencido, não sabe nada de nada, e muito menos de finanças. Se calhar nem é capaz de assumir o orçamento da casa dele, quanto mais o de um país.
Só é pena o Bloco de Esquerda nunca vir a ser poder em Portugal, pois caso isso viesse a acontecer, para Ministro das Finanças sem dúvida que Daniel Oliveira seria o mais indicado, pelos seus vastos conhecimentos de finanças.
Daniel, foi exactamente isso que pareceu...os serões em família...só faltou a televisão ser ainda a preto e branco...deus, pátria e família; fado, fátima e futebol...alguém informa o governo desta "tragédia" que o 25 de Abril já aconteceu?
Afixado por: vanessa em setembro 13, 2004 10:20 PMQuando ouvi a "declaração à nação" pensei, mas este tipo pensa que está a falar com imbecis? Mas que raio de tom de voz é este, e estas expressões!?
Toda a atitude era de quem falava com coitadinhos subnutridos intelectualmente, a ver por alguns comentários, resultou com muita gente..
Afixado por: Boss em setembro 13, 2004 10:21 PMEu nem quis saber o que é o senhor tinha para dizer quando ouvi o tom e os termos em que ele começou o comunicado. Só sei que senti uma espécie de arrepio na espinha.
Agora, quando vi o título e a fotografia do post ... fez-se luz.
Porque é que vocês insisten em permanecer na escuridão, é para ajudar a cumprir o défice ?
Pois é! o Bagão fica Felix a fazer aqueles ares paternalistas, a anunciar aos portugueses que descobriu a pólvora. Pedagogo, até deu exemplos. Não deu um: a do próprio governo. O Paulinho poupou uma fortuna ao mandar as corvetas para impedir o barquito de atracar na Figueira, não foi?
Afixado por: tintlhão em setembro 13, 2004 10:31 PMExactamente. Conversas em família escarradinhas.
Esta merda tá linda, tá...
Afixado por: Jorge em setembro 13, 2004 10:37 PMQuando digo "vocês", refiro-me, ao pessoal que insiste em atacar constantemente o DO por ele acusar (neste caso o obvio) sempre as mesmas pessoas, como se fosse uma obssessão.
O povo (graças a Deus) não é sereno.
Não sei que conversa de "família" tentava fazer Bagão Félix, mas parece-me que dificilmente teremos qualquer parentesco com ela. Dizia no outro dia um ilustre centenário fundador do PSD que hoje as posições políticas extremaram-se, vivemos num cenário de (quase) extrema-direita em questões decisivas como a justiça, as leis do trabalho, desemprego, direitos das mulheres, questões sociais, sobretudo. Dizia ainda que a fragilidade da nossa democracia hoje está próxima daquilo que Salazar tentou, mas não conseguiu alcançar. Eu digo que ele tem toda a razão. E sim, o 25 de Abril já foi... E agora?
Afixado por: Patricia em setembro 13, 2004 10:41 PMSó tenho uma coisa a dizer: Partido Popular!
P.S.) Houve aí um comentário que concordava com a comparação entre o orçamento de uma casa e o de um Estado. Preciso mesmo de saber, o sr. que o fez estava a ser irónico, ou é assim tão estúpido?
Infelizmente alguns de nós ainda não fomos iluminados, cara Maria. Deve ser por isso que não achamos piada ao DO. Ou então é porque ele não tem razão.
Afixado por: Miguel em setembro 13, 2004 11:11 PMMas como como?Para mim trata-se de uma siencia-ficçâo,é irreal nâo é possivel nâo acredito,nâo pode existir um povo assim! Drogam-no com as vitorias passadas,os caminhos que percorreram,Camôes Veriato Vasco da Gama Marques de Pombal etc etc,o pais vai mal despensaram vergonhosamente o dinheiro que os outros enprestaram,cortam na saude,na educaçâo nas estruturas do pais o trabalho rareia cada vez mais,aumentam os impostos de uma maneira subtriça.Compram material de guerra completamente enificas numa guerra mundial,os salarios dos comparsas sâo aumentados vergonhosamente...e o povo fica numa pucisâo grostesca a escutar discursos feitos por especialistas estrangeiros no marketing...bah,se nâo sâo COBARDES O QUE SÂO??
Afixado por: calhordus em setembro 13, 2004 11:18 PMNão Miguel, não sou iluminada. Tenho algumas luzes (e alguns amigos brilhantes).
Quando não concordo com alguém, digo-o e tento, no mínimo, apresentar argumentos coerentes que apoiem a minha posição. Não me limito a insultar o opositor, ou a sugerir que, "se calhar, o que ele queria era ser Ministro das Finanças" e outras coisas do género.
Mas o mais chocante, neste caso, é que qualquer pessoa com mais de dois neurónios (o Bi e o Bé), naquela parte do corpo que se localiza acima do pescoço, se sentiria insultado pelos termos em que o Féliz (como diz o outro) se dirigiu ao povo.
Se gerir o orçamento do Estado é o mesmo que gerir um orçamento familiar, duvido muito (mas o meu forte não são as finanças, de certeza). Mas sendo assim, pelo rumo que isto leva, não sei quanto tempo teremos até passarmos ao estatuto de "Sem-abrigo".
Nem é necessário ver a fotografia do catano para que a analogia se faça. Hoje jantei com os meus pais, por força das circunstâncias sentamo-nos muito próximos de um televisor, quando o sr. Bagão apareceu foi uma gargalhada geral, o primeiro tema de conversa foi exactamente a semelhança entre estas aparições e as "conversas em família".
A grande diferença é que Marcelo Caetano era de facto Presidente do Conselho, democraticamente nomeado pelo seu antecessor; enquanto Félix é simplesmente um ministro, um autómato de outro ministro, que, por sua vez, manda mais do que o Primeiro Ministro, ele próprio democraticamente nomeado pelo seu antecessor. Enfim, isso interessa pouco, realmente foi muito mais revelador essa tacanhice de comparar o orçamento de estado ao orçamento das famílias...
Excelente post de Daniel Oliveira.Para quem ouviu as conversas em família só a cara e a cor mudou e já lá vão mais de 30 anos,como se dizia na altura em que o ditador Marcelo Caetano sucedeu ao ditador Salazar,mudam as moscas a merda é a mesma.Parabéns ao autor do post.
Afixado por: re21 em setembro 14, 2004 12:15 AMIndependentemente do teor da declaração do Bagão Félix, espanta-me ver aqui uma foto de Marcelo Caetano. Acho incrivel que mais de 30 anos depois ainda existam tantos fantasmas nas cabeças das pessoas. E são essas mesmas pessoas que mantém viva a memória do Estado Novo.
Afixado por: Diesel em setembro 14, 2004 12:20 AM"A experiência é uma coisa maravilhosa. Habilita-nos a reconhecer o erro cada vez que o repetimos."
Afixado por: Maria em setembro 14, 2004 12:34 AMOnde é que guardavas este retrato?
No album de família?
DO, metes mesmo dó com as analogias que povoam e atormentam a tua mente
Pois eu nasci depois do 25 de Abril e não fui talhada para ouvir estas conversas. Não ouvi as outras e não quero destas.
Qualquer merceeiro sabe que as contas da sua mercearia são diferentes das de casa, mas o sr. ministro NÃO ELEITO nem isso percebe. E é que mesmo que soubesse isso, ainda estaria muito longe de saber gerir um país!!!
Mas mais do que este desgoverno NÃO ELEITO, o que me impressiona em Portugal é a passividade das pessoas. Depois do discurso da hora de jantar, aqui estamos nós (uns dez ou vinte), a falar calmamente sobre o assunto... como se não fosse nada de muito grave! Todas as pessoas com mais de 30 anos tiveram um flash-back /pesadelo esta noite e aqui estamos como se nada se tivesse passado...
Não há uma manisfestação, não há protestos, e se houvesse, eram os mesmo gatos pingados de sempre! São sempre as mesmas centenas que lá estão.
As pessoas têm medo ou vergonha (nunca percebi muito bem qual dos dois) de ter opinião, de ir a manifestações, de lutar pelos seus direitos... Isto é o que menos gosto nos portugueses.
Os franceses têm essa qualidade: quando têm que dizer, dizem. É das poucas coisas positivas que têm. E lá pode ver-se que resulta. Resulta mesmo! Conseguem muitas vezes o que exigem (Falo dos diretos legítimos, obviamente. Enfim, para mim entra pelos olhos dentro, mas há sempre umas respostas cretinas...)! Não é fácil retirar direitos adquiridos em França.
Afixado por: Helena Romão em setembro 14, 2004 12:45 AMÀ prezada Maria,
já que apresenta (sempre, presumo) argumentos coerentes, diga lá em que é que se sentiu ofendida pela comunicação ao país do Bagão?
(E, ampliando a questão ao Barnabé, em geral, digam lá o que é que o homem disse de tão ofensivo?)
Qual foi a parte que mais a vilipendiou, Maria? Tem a ver com a reforma da administração pública? Com a possibilidade das Scut passarem a ser pagas por quem as utiliza? Com as contas magras e curtas do país? Com a necessidade de recorrer a «manigâncias» para manter o déficit abaixo dos 3% do Pacto de estabildiade?
Foi isto que a ofendeu?
Mais não será isto que interessa discutir?
Prefere, pelo contrário, criticar (gratuitamente, parece-me) a forma da comunicação. Mas se formos por essa via, o rol de políticos com tiques, peneirices e ademanes (mas não sei se é a isto que a Maria se refere)- desde o Louçã ao Portas, passando por Santana, Carvalhas e pelo triumvirato do PS - é extenso e, sinceramente, não me interessa (não sei se a si lhe interessa.
Prefere discutir o conteúdo? Talvez, então, se digne responder às questões acima enunciadas.
Se este é um blogue para amigos e aficcionados, tudo bem. A crítica circular às "conversas em família" (proposta pelo Barnabé e comentada pelo Barnabé) vale... isso mesmo... uma crítica circular, que serve apenas para fazer cócegas na própria barriga.
Mas se este blog pretende algo mais sério, como por exemplo, persuadir outros para a causa que defende, então, o valor das argumentações tem de ser mais elevado e convincente. E nada de dogmatismos, por favor! Apenas o uso o mais possível eficaz e correcto da razão.
Então, em que ficamos? O Barnabé é uma circular interna ou pretende algo mais?
Partindo do princípio que, em nome de um pacto que nem países mais ricos cumprem, a reboque de uma Europa cada vez mais mundial e menos funcional, temos que arrastar o nosso país para a ruína económica e social, situação com a qual eu não concordo, obviamente. O que mais me chocou, não foram tanto as medidas que ele anunciou (com algumas até concordo) mas as que ele omitiu.
É o momento em que se grita "Os ricos que paguem a crise" (perdoem-me o chavão mas não há pachorra), que até agora apenas tem sido paga pelos miseráveis.
E é claro que achei a forma ofensiva. O Baguinho está careca de saber que a população alvo para aquele tipo de discurso não está sequer a ver o telejornal, muito menos a ouvir a declaração dele.
E não vou enumerar aqui o imenso rol de medidas que deviam ser tomadas para diminuir as despesas. Isso tem sido feito por pessoas mais qualificadas para tal e estaria, como o outro fez hoje, a insultar a inteligência destes pessoal.
Afixado por: Maria em setembro 14, 2004 01:28 AME não vou enumerar aqui o imenso rol de medidas que deviam ser tomadas para diminuir as despesas. Isso tem sido feito por pessoas mais qualificadas para tal e estaria, como o outro fez hoje, a insultar a inteligência deste pessoal.
Afixado por: Maria em setembro 14, 2004 01:28 AM...reduz funcionários públicos, transforma-os em dependentes dum Centro de Emprego perto de sua casa, depois dá-lhe um incentivo à criação de próprio emprego e está feito! Mais um PSD! Mais um PP! Mais um que não paga impostos! Ganda país! o nosso.
Afixado por: p em setembro 14, 2004 01:58 AMPois, para as asneiras que andaram a fazer há dinheiro para ajudar.
Para ajudar aquelas familias russas já não temos uns trocos.
O último parágrafo tá de mais. ...com a dimensão de Portugal...
acorda pá! já somos os últimos.
Afixado por: por acaso em setembro 14, 2004 02:13 AMO congelamento das admissões de funcionários públicos é uma das medidas que acho correctas. Existem funcionários a mais, departamentos, divisões e gabinetes a mais. Superpovoados de pessoas que ao fim de sete anos se encostam na cadeira (se não estiverem a jogar solitaire) e afirmam que "comeram-me a carne agora roem-me o osso".
A percentagem de funcionários que trabalha regularmente (normalmente, sem grandes correrias), pelo que tenho observado, é de 30%, na melhor das hipóteses.
A quantidade de atestados e baixas fraudolentas é abismal, são poucos os serviços que funcionam com todo o pessoal ao mesmo tempo.
Ó Maria, olhe que para quem ficou tão indignada com a comunicação do Bagão Félix, você até concorda bastante com ele.
Afixado por: Herói do Silêncio em setembro 14, 2004 02:41 AM_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _
11 DE SETEMBRO, DATA AZIAGA
Reflexão sobre o terrorismo, no CARICAS
http://ocaricas.blogspot.com/
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Afixado por: piro em setembro 14, 2004 02:46 AMOs Portugueses gostam de muita verborreia e um "dolce far niente", e dá para notar.
Afixado por: jeso em setembro 14, 2004 05:43 AMA analogia com o orçamento de cada família não é de todo despropositada: o Estado, como todas as entidades (pessoais ou colectivas), tem limitações económicas, está directamente dependente do que lhe advém ou do que capta; os meios económicos do Estado não são um poço sem fundo, ganham força num equilíbrio frágil sobre recursos notóriamente exíguos quando comparados com as suas obrigações. Como todas as famílias, o Estado tem de fazer opções sem destabilizar o equilibrio interno; como todas as famílias, o Estado tem de direccionar os bens e os meios de que dispõe para os membros que mais necessitam; como todas as famílias, o Estado tem de acompanhar o progresso e o trajecto dos seus membros; e acima de tudo, como todas as famílias, o Estado só funciona, só existe, só realmente é Estado quando incute a interdependência cúmplice, a necessidade de sermos todos, e por todos, Estado.
Afixado por: Nélson Faria em setembro 14, 2004 07:11 AMNâo sei onde escrevi,que se preparava outra grande mudança no planeta,e que éra em França ou nos Stats a humanidade ja conheceu tamtas!E tudo é mais ou menos pré-preparado,e subtilmente foi na Polonia que os estratégas,apostaram...lenbram-se do solidarnosc? E depois logo a seguir o santicimo Papa,o falso sindicalista foi posto de parte assim que viram que nâo precisavam mais dele,ladrou uns tempos déram-lhe uns bonsbons,e kaput.Fini o (méchante comunismo)mas a historia ensinou-nos que existem falhas..e grandes ,graves.Como nâo sou religioso vejo a coisa defirentement d'outro que é.Nos Stats depois da eleiçâo forçada do Bush,tudo mudou e ainda nâo é a ponta do iceberg.Amnesty Internacional U.S.A. Depois de um ano de consultas 32 milhôes de pessoas,que o Profiling Racial S'agrava,imfelismente foi um Canadiano que escreveu o célebre...quem nâo esta com nos, esta comtra nos.Num pais onde a devercidade racial é enorme éssas palavras nâo cairam nas orelhas d'un surdo,e o futuro nos dira depois do 2 Novembro
Afixado por: calhordus em setembro 14, 2004 08:05 AMPois é, dantes havia portugueses de 1ª e de 2ª, agora, sendo assim como este governo pretende, haverá doentes de 1ª e de 2ª. Ao que nós chegámos!
Afixado por: f.rosado em setembro 14, 2004 08:49 AMMas quando é que Portugal deixa de ter umas centenas de milhares de parasitas que entram para a função pública por cunha: há departamentos do estados onde está o avô, o filho e o neto. Toda a gente sabe que a esmagadora maioria dos funcionários não faz nada, para além de esfregar as partes nas secretária. Isso é uma evidência. Quem não nasceu rico, filho de um funcionário, está lixado: não tem possibilidades.Mas que socialismo é o vosso onde "isto" é permitido? Também são funcionários ou filhos de...?
Afixado por: pedro em setembro 14, 2004 09:35 AMCara Maria,
Não sei onde vislumbre no meu comentário algum insulto ao DO. Tratou-se apenas de um pedidos de esclarecimento. Com algum sarcasmo à mistura, admito.
Se me crítica por não contrapor argumentos não compreendo como também o fez em relação ao post de DO que tanto elogiou. Já o li e reli algumas vezes e confesso não achar nele nenhum argumento ou teoria que contraponha a máxima que o Orçamento de Estado deve ser gerido como se o de uma casa se tratasse.
Para quem não compreende a analogia eu passo a explicar.
Se eu tenho um rendimento de 100 (vamos assumir que é fixo) e no periodo zero gasto 105 tenho que pedir 5 emprestados. Isto é tenho um défice de 5.
No periodo seguinte, no máximo, a minha despesa terá de ser 95 por forma a poder pagar o emprestimo contraido. Se gastar 100 ou mais vou manter ou aumentar a minha dívida. É claro que no mundo real é impossível manter a dívida dado que esta vence juro. Ou seja esta irá sempre aumentar.
Se achamos este procedimento correcto para um agregado familiar não entendo como podemos pretender que o Estado assuma consecutivos défices orçamentais.
Dado que o rendimento do Estado avém dos impostos para que se possível pagar suportar um crescente nível de despesa será necessário aumentar os impostos. Como alternativa, tal como no exemplo do agregado familiar, terá que diminuir as suas despesas por forma a diminuir a dívida acumulada.
Afixado por: Miguel em setembro 14, 2004 10:55 AM"O congelamento das admissões de funcionários públicos é uma das medidas que acho correctas." diz a Maria.
Pois, este é o tipo de medidas covardes e fancamente estúpidas que têm sido tomadas. Conheço como a palma das minhas mãos os interstícios de 3 ou 4 tipos de organização pública. Desde câmaras, a autoridades, a institutos e a própria RTP. Pois digo-vos que o problema é precisamente a falta de admissão de novos funcionários e de despedimento dos velhos.
Viram o que a PT fez? É isso que toda a função pública precisa de fazer. Custa muito caro dar umas boas indemenizações para os velhos se porem a andar mas a longo prazo vale a pena. É que o cancro da função pública são os velhos, os trabalhadores desqualificados, preguiçosos, cheios de manhas e esquemas, com as suas quintas e os seus processos em que o tempo que uma tarefa demora a passar por eles é sinal de autoridade.
E temos o INE ou outras instituições CHEIAS de jovens cheios de valor, que trabalham até altas horas, com contratos precários que expiram e são postos na rua, temos uma RTP forçada a despedir jovens quando mantém quadros altamente remunerados e que não fazem nada porque sabem que nada lhes pode acontecer.
Esse é o problema, um problema de cultura. E os jovens crescem nessas organizações e acostumam-se. Em vez de terem as ambições focadas no trabalho em si, estão sempre focadas na situação laboral. O que eles ambicionam é uma escola onde possam dar aulas, não é dar aulas bem. O que eles ambicionam é ter um emprego seguro para pagarem a casa, não é trabalhar bem.
O pior de tudo nem é a administração central, é a local. Aí é o grau zero da ineficiência.
Portanto qualquer governo que pegasse o touro pelos cornos e fosse ao âmago da questão com verdadeiras reformas, teria o meu voto. Porque somos nós, os jovens, que pagamos as principescas reformas dos velhos. Eu vou ter uma reforma que é cerca de 1/4 da que têm os velhos de agora. E sou eu que a pago.
E isso põe-me doente. O dinheiro que eu vou ter mais tarde, é meu, sou eu que o ponho num PPR. Sou pela privatização total da segurança social.
Sou pelo downsizing corajoso da função pública. Despeçam. Isto pelo bem comum. Porque daqui a uns tempos isto colapsa totalmente.
Bem pode vir o Daniel ou outros que não percebem um chavo de economia debitar demagogias para ganhar uns votos, fazendo analogias de cartoon.
Não as finanças de um país não são como as de uma casa. Quando muito serão como as de uma casa e de um local de trabalho somadas.
Afixado por: O Bom Selvagem em setembro 14, 2004 11:06 AME por isso a analogia de Bagão Félix é básica e errada. E demagógica.
Numa casa não há produção de valor acrescentado. O estado não é "uma casa" onde "habitam" os funcionários.
O estado é o responsável pela educação, saúde, justiça, gestão económica e financeira, infrastruturas etc. etc. etc. todas essas actividades devem optimizar e acrescentar valor a uma economia.
Por isso é bom que seja o estado a deter coisas como os transportes porque a optimização do bem público só se pode fazer com uma gestão centralizada. Tal como o ordenamento do território.
Por isso é ridículo falar de 'poupança' de merceeiro no caso do estado.
Pode-se dar a volta por cima com investimento, por exemplo, em reformas, em premiar a qualidade do trabalho, em investir na educação ou no apoio aos jovens empresários para crédito bonificado.
Para fazer as reformas essenciais o estado tem de investir. A política da Manuela Ferreira Leite ou de Bagão é um absurdo económico, um erro crasso, ampliado pela alienação de património e busca de receitas extraordinárias.
Por exemplo pensa-se em aumentar os impostos para aumentar a receita, o que é um disparate! A economia atrofia. Arrefece. A evasão dispara. A fuga de capitais aumenta. Negócios entram em falência. E a receita diminui.
Seria preciso um investimento monstruoso numa máquina fiscal eficaz e em tribunais capazes de lidar com todos os processos. Mas a longo prazo traria lucro.
Quando construiram o centro comercial Colombo, os investidores disseram que o break even só aconteceria dali a 10 ou 15 anos. Eu achei uma enormidade! Então enterram milhões de contos num projecto que só vai começar a dar lucro daqui a 10 ou 15 anos? Mas deu. Bem antes até. E lucros monstruosos.
E porque é que Sócrates diz isto que eu acabei de dizer e porque é que se ele for eleito tenho as maiores dúvidas que ele faça estas reformas?
Por dois motivos
1º Por causa do cíclo democrático. Eleições de 4 em 4 anos. Demagogia. Medo de agir. Inconstância na estratégia com as mudanças de governo.
2º Pacto de estabilidade que orienta a nossa política económica em ciclos de 1 ano, ou seja, curto prazo! Todos os anos há uma obsessão pelo déficit e ele parece guiar todo o discurso político. Se uma economia gigante como a francesa ou a alemã se debatem com o deficit, como é que nós, Portugueses, na cauda da europa, vamos atingir os mesmos níveis de desenvolvimento sufocados pelo deficit quando ainda temos tanto investimento a fazer? Como?
Afixado por: O Bom Selvagem em setembro 14, 2004 11:21 AMO que eu acho muito engraçado é ler o que esta gente que defende o discurso Caetanista de ontem querer fazer-nos ver que de facto o senhor até tinha razão.
Pois de facto algumas coisas que disse poderão ser meias verdades, mas nunca passam disso. Podem-me vir dizer que as SCUT devem ser pagas por quem as utiliza, eu sou contra e só quem é parvo é que não vê que isso é muito fácil de dizer quiando se é de Lisboa e só as utiliza para ir à Serra da Estrela, ou passear a mota de água a Castelo do Bode. Estradas em condições como as SCUT são um factor de desenvolvimento do interior meus senhores, ou vocês acham que alguma empresa se fixará na zona interior se os acessos forem pagos?, sobretudo por uma coisa que a Direita nunca entende: NÃO HÀ ALTERNATIVAS, trata-se de demorar 1 hora ou 3 a chegar a qualquer local. Vejam o caso de Espanha onde há de facto algumas estradas pagas, mas onde há ALTERNATIVAS, e olhem que lá os impostos são bem mais baixos.
Quanto à produtividade, acho que de facto poderá haver problemas na função pública, mas considero que a FP não passa de um espelho do Privado, se a gestão não presta, a empresa (estado) não vai a lado nenhum em condições.
Para finalizar, gostava só de referir que ontem, depois do discurso de Bagão Felix, a TVI entrevistou aquilo a que chamavam uma típica família da CLASSE MÉDIA portuguesa. Ele era mecânico e ganhava 600 Euros e ela empregada de restaurante e ganhava 450 Euros por Mês, este exemplo serve para explicar o miserabilismo em que vivemos, em qualquer país da Europa, esta família estaria inserida na classe baixa, mas em Portugal chamam-lhes de classe média. É incrível como ninguém se revolta com isto, e como esta direita tenta ainda mais estupidificar as mentes das pessoas.
Mas será que ainda alguem os ouve?
Infelizmente sim.
"Conversa em Família", nem mais! Esquece o sr Bagão, ou cuida que a malta vai nisso, que em tal família se trata a todos por igual, sem favorecimento dos mais ricos e constante acusação dos mais pobres de comerem mais. E os serviços e a função pública cobram em demasia, por servir a todos, mas só cresce da parte da família dos mais iguais.
Afixado por: Chls em setembro 14, 2004 11:45 AMtenho de aplaudir este post pela qualidade da discussão que soube "desbloquear". Registo, em diferentes latitudes os comentários do bom selvagem, do dizeres meus, do miguel e o tom de voz da maria (embora não concordando com o seu diagnóstico da FP); há para além do que subscrevo nos comentários referidos, duas questões que me parecem essenciais:
1. Hoje uma das questões que me parecem essenciais para a qualidade da democracia em que vivemos, principalmente depois desta forma redutora de uma democracia de senadores ou notáveis que Sampaio reforçou, e que encontra também expressão na própria forma como os partidos se organizam para serem poder, o verdadeiro combate democrático faz-se antes de tudo o mais, e repito, antes de tudo o mais, pela clarividência com que em democracia o poder emana da comunidade e que qualquer decisão que esta tome, porque a implica, porque a responsabiliza, -podendo até não ser aquela que o pensamento sancionaria como a melhor - é sempre preferível a qualquer outra; e se assim pensarmos, então é forçoso admitir que precisamos que nos venham informar de aspectos que se tornaram essenciais para a vida de todos os dias e que o jargão economista tende a tornar restritos. Nesse sentido este economês explicado ás crianças pode parecer mefistotélico, serôdio e (sa)lazarento - e eu sou da mesma geração de muitos que fizeram o raccord imediato daqueles sabádos em que a seguir ao Pedro Homem de Melo e antes da tourada à portuguesa, de um pais incrivelmente a preto e branco, vinha a epistolar marcelista - mas corresponde àquilo que as pessoas sentem - eu disse, sentem - que precisam de saber. Insisto, o que há a fazer é, independentemente do estilo - se nós gostássemos do estilo do bagão estava tudo dito - reconhecer que temos de investir mais na explicação à comunidade de aspectos que são essenciais para ela poder usar o seu voto de forma mais esclarecida. Para não a deixar nas mãos de quem, sendo uma máquina de propaganda eleitoral, o faz, mesmo que demagógicamente, mesmo com erros, mesmo com mentiras.
2. Esquecemo-nos vezes de mais de uma caracteristica básica do sistema democrático: ele promove representantes que se propôem ser a nossa voz na escolha de soluções que resolvam os
problemas da nossa vida; antes de ser mais alguma coisa a política é isso e a possibilidade de ela ser exactamente isso deve iluminar todos os nossos actos de cidadania. Eu por exemplo sinto-me muitas vezes "representado" naquilo que o Daniel aqui escreve. O seu engajamento bloquista não lhe costuma toldar o espirito mais do que aquilo que é tolerável para alguém que, como eu, não o é. Por isso a maior parte dos casos passo por aqui, leio e sigo, reforçado. Desta vez senti necessidade de alertar para o embuste. O Daniel para além de todas as suas qualidades - ou por causa delas - é um especialista em "sound bytes" e esta foto é um deles. Há sound bytes que fazem pensar. Outros, como este, que cristalizam o pensamento. É só isso.
excelente discussão, pelo menos nos últimos comentários. quem dera que fosse sempre assim.
Afixado por: rui tavares em setembro 14, 2004 12:24 PMCaro Daniel Oliveira: Qual foi o blog que fez um escarcéu pelo facto de, a propósito de um post do acidental, relacionado com o seu, o mesmo incluir uma hedionda figura da ditadura salazarenta?
Felizmente, o barnabé não é capaz de fazer tais imitações grosseiras, e este post não tem uma figura de Marcello Caetano, a propósito de Bagão Félix...
Tem toda a razão, Dizeresmeus, toda a razão!
Então se aquela família é de classe média, a família da senhora jornalista que fez a entrevista é o quê!? Classe alta!?
Isso quer dizer que há uma série de pessoas que eu pensava que eram classe média, mas afinal são classe alta.
Dentro desta lógica primitiva não admira que os funcionários públicos sejam vistos como parasitas privilegiados e os escravos do privado como o modelo do trabalhador virtuoso. E o mesmo para a cidadania democrática. Os que fazem ondas são terríveis agitadores, gente triste e invejosa que nunca está satisfeita, e os zombies amestrados (leio num dicionário que Zombie: according to certain African and Caribbean religions is a dead person who is made to move by magic) são o exemplo do bom cidadão, só a magia do dinheiro e do mercado os move, o resto é conversa, utopias de quem não tem mais nada para fazer e não sabe como elas mordem, oh se mordem!
A demagogia parece estar para as nossas sociedades como a feitiçaria estava (está?) para outras, é um sistema ilusório e cheio de falhas, mas lá que funciona, funciona. E para quem é, tanto basta.
A conclusão a tirar é que neste país não existe classe média, só classe alta e classe baixa. E para disfarçar chamamos classe média à classe baixa.
Afixado por: jctp em setembro 14, 2004 01:53 PMPois é ... eu até concordo com "O Bom Selvagem", só que quando a asneira é tanta, eu dou por mim a desejar do mal o menos.
Aumentaram a idade de reforma.
Disseram que iam congelar as admissões (já há uns anos) e é o que se tem visto, o desfile de figurões que são admitidos, pagos a preço de ouro.
A dança das chefias, conforme a côr política que reina, impossibilita o prosseguimento de qualquer plano de actividades a médio prazo.
A formação dos funcionário é moeda de troca de favores, políticos de preferência.
Qualquer tentativa, de modernizar, de agilizar os procedimentos e acabar as gigantescas pilhas de papeis que circulam diáriamente entre serviços, é barrada por licenciados que ostentam o nome de Dr chefe ou Director qualquer coisa na porta.
Só falta vir mais um Ministro dizer que gerir um Serviço público é como gerir uma casa e voltamos todos à mesma dança de todos os anos.
Reparem que eu não falo do período de um mandato. É que entretanto também existem as pequenas rixas dentro dos partidos, onde de vez em quando rolam cabeças e mudam-se orientações, métodos e tudo o mais que os superiores, recentemente empossados, se lembrem de mudar.
Como disse, do mal o menos
Oi smiths...
Como querem que se governe um país como Portugal com 800.000 empregados na função publica .
Quantos são os portugueses no activo ?? produtivos ?? 3 milhões ??
Como é possível que praticamente um terço esteja permanentemente pendurado na capacidade de criar riqueza dos outros dois terços ???
Ainda por cima com politicas energéticas caipiras que nos depauperam ainda mais !!!
Até um anormal percebe que por este caminho não se vai a lado nenhum !!!
É como distribuir pizzas de chevrolet com 5 pessoas dentro , uma para segurar a pizza , outra para conduzir , outra para por a pizza fora do carro , outra para entregar e outra para receber a guita.
Qual é o resultado obvio ?? é a falência !!! não é ??
É obvio que se podem juntar todos os economistas do mundo que só chegam a uma conclusão !! Não se cria riqueza suficiente.
E depois é isto , casa onde não há pão todos ralham e ninguém tem razão.
Obviamente o pessoal de esquerda como é geneticamente ( primariamente ) anti patrão e anti empresa e anti ricos. Não sabem jamais como resolver a questão. Estão num vortice negativo e puxam tudo a que se podem agarrar e principalmente alguém que queira levantar voo.
O pessoal de esquerda não mede as consequências duma visão infantil , pejada de antolhos e preconceitos. Recusa-se a ver o obvio.
E depois perdem-se em questiúnculas de pormenores , porque aquele disse e depois vem o outro e tira e depois diz que não diz ... sai nero ...!!!
O pessoal de esquerda tem que perceber que enquanto tivermos esta função publica desmesuradamente grande e houver um combate aos empreendedores , não sairemos das areias movediças.
O pessoal de esquerda não percebe que é necessário fazer um altar aos empreendedores e tudo o que isso representa.
Uma empresa deve ser algo sagrado , vista com bons olhos, pois é onde se dá emprego , onde se cria riqueza , se inova e quando corre muito bem se chega a exportar.
Elas é que são o sangue de um País.
Mas a esquerda não percebe isto , porquê ??
Afixado por: Afonso Henriques em setembro 14, 2004 07:13 PMParte I
"O pessoal de esquerda não percebe que é necessário fazer um altar aos empreendedores e tudo o que isso representa.Uma empresa deve ser algo sagrado , vista com bons olhos, pois é onde se dá emprego , onde se cria riqueza , se inova e quando corre muito bem se chega a exportar."
Afonso Henriques, é espantoso o teu argumento do sagrado. Não digo que esteja errado, ainda por cima com esse nome, nanja eu. Mas que é espantoso, é. Digno do meu espanto. Já tinha ouvido falar da mistura entre doutrina religiosa e doutrina política, no ainda disponível na memória concubinato entre Salazar e Cerejeira, não sabia, do casamento entre a doutrina religiosa e a doutrina económica. Mas não me oponho. A sério, Afonso Henriques, não me oponho. Desde que permitam que os trabalhadores se possam casar e e que as trabalhadoras não sejam proibidas de abortar, perdendo assim os seus postos de trabalho, não tenho nada contra!!! ( eu sei que esta do aborto é de mau gosto! mas antes de alçares o dedo indicador lembra-te, de mau gosto não é dizê-lo, é obrigar a fazê-lo)
Afixado por: jpn em setembro 14, 2004 10:28 PMPARTE II
"O pessoal de esquerda não percebe que é necessário fazer um altar aos empreendedores e tudo o que isso representa.Uma empresa deve ser algo sagrado , vista com bons olhos, pois é onde se dá emprego , onde se cria riqueza , se inova e quando corre muito bem se chega a exportar."
Ainda em relação a esse grande mito fundador da nossa nacionalidade. Retirando essa ideia do sagrado que já deves ter reparado, não me comoveu por aí além, o problema do pensamento liberal sobre a Função Pública é exactamente a incoerência:
1. Por um lado diz-se que deve ser empresarializada....
2. Por outro lado denigre-se o capital empresarial, nomeadamente os trabalhadores, a função social, os recursos...
3. O que farias com um empresário a quem desses a tua propriedade para gerir e que denegrisse a mesma?
4. Punha-lo na rua, não era?
5. Espero que tenhas percebido que aquilo que parecia ser uma obsessão - o desejo de ver o Barroso ir sem volta a dar-lhe- não era mais do que um milionésimo avo de um legítimo sentimento de proprietário. Porque aquilo que o Barroso fez foi exactamente isso: tornou-se o patrão da função pública e denegriu-a. Ora uma empresa, como tu dizes e bem, mesmo que seja pública, é sagrada.
6. Sabes qual é o problema de grande parte da esquerda: não consegue perceber grande sinceridade na direita. por exemplo: porque é que um tipo que ganhava milhares de contos e teve de renegar a tantos cargos, como o ministro do ambiente, vai tornar-se funcionário público?
7. Escandalizou-te esta asserção, não foi: ele, funcionário público?! E podes escrever, a maior parte dos ministros não pensam que são isso, funcionários públicos. Pensam que se falarem mal do Estado e o venderem a retalho aos seus amigos e sagrados empreendedores, já não são funcionários públicos. São. Da mesma têmpera dos maneis e joaquins que coçam os tomastes até cairem de tédio e nunca assumem aquilo que deviam assumir: que exercem um serviço público.
Até tu, grande mito fundador do serviço público, da causa nossa, és um funcionário público. Sobre teu funcionamento, quer dizer, sobre a sua qualidade, quer dizer, o teu desempenho, é que não posso dizer nada, é ali naquele guichet, ali ao fundo com a minha colega do rimel e das latejoulas, vês, ali ao fundo?
Afixado por: jpn em setembro 14, 2004 10:47 PM"O pessoal de esquerda não percebe que é necessário fazer um altar aos empreendedores e tudo o que isso representa.Uma empresa deve ser algo sagrado , vista com bons olhos, pois é onde se dá emprego , onde se cria riqueza , se inova e quando corre muito bem se chega a exportar."
LOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOLLLLLLLLLL
De todas as seitas religiosas, tinhas que escolher a pior - o capitalismo desenfreado neoliberal. Olha lá, não podias ser testemunha ou católico?
Afixado por: André em setembro 15, 2004 03:39 PM