Nem sempre o carácter cruzado da blogosfera facilita a comunicação. A Maria José Oliveira acusa-me de transformar o Luiz Pacheco numa personagem e de não ter lido os seus livros. Se a primeira eu reafirmo, a segunda parece-me um bocado arriscada: como é que MJO sabe que eu não li ou passei a ler os livros do Pacheco? Pelos vistos não é só na televisão que as tarólogas fazem sucesso. Pronto, vou fazer um strip-tease literário. Eu li e conheci pessoalmente o Pacheco. Li o Teodolito, li a Comunidade, li um texto muito interessante chamado «o bife», li as cartas. Penso coisas diferentes e desiguais de cada um desses textos. Isto é uma coisa. Uma coisa literária que pode ser discutida em termos literários se a MJO quiser. E nada obsta a que eu considere o Pacheco um dos mais importantes editores da segunda metade do século (editou primeiros livros do Herberto Helder, do cesariny, da Natália Correia). Dou tudo isso de barato, mas não será a maior prova de menoridade de um escritor ter que se justificar a sua importância literária com a sua importância editorial? Não se trata de glória fácil, mas cada coisa no seu campo.
Publicado por celsomartins em | TrackBackBem, francamente bem.
Afixado por: cordobes em janeiro 9, 2004 03:25 AMEu acho giro é eles assim a responderem uns aos outros em posts públicos e depois... uaahh..(bocejo)... nós...hmmmm(esperguiçadela)... seguimos isto com muito.. uahhh... ... interesszzzzz rrrzzzzzz.... rrrrzzzzzzz...
Afixado por: O Bom Selvagem em janeiro 9, 2004 11:39 AMó caridoso bárbaro, podes sempre entrar na dança...
Afixado por: celsomartins em janeiro 9, 2004 11:52 AMDesafio para Boi Selvagem: intermeia blogs com Luis Pacheco; pode começar por "Ite Missa est"; está em "Exercícios de Estilo", Editorial Estampa.
Afixado por: zef em janeiro 9, 2004 01:59 PMo barnabé é mesmo infantil.
Afixado por: Cãndida em janeiro 11, 2004 12:56 AM