janeiro 15, 2004

Insondáveis são os desígnios de um liberal

O Liberdade de Expressão comentou o meu post sobre os alunos com dificuldades de aprendizagem. Antes de mais, escreveu um texto com menos de 40 parágrafos, 250 premissas, 1300 máximas liberais e com zero (zero!) pontos ou alíneas. Se era só para amesquinhar, conseguiu.
De resto, ataca-me usando de um relativismo moral radical (também tu?): “E se, o apartheid educativo for mesmo a melhor solução ?”. Pode ser que seja. Pode até ser que a melhor solução seja umas boas reguadas até que aprendam. Como diz o próprio, «a melhor solução para cada circunstância depende de características particulares que ninguém conhece». Nem ele.

Publicado por danieloliveira em | TrackBack
Comentários

Pois pode ser, Daniel. É basicamente o que ele escreve, ainda que não partilhe da dúvida. E o termo apartheid foi escolhido por si. Eu acho é que o "pode ser" à maneira dele é mais realista do que o "pode ser" à sua maneira. Ou mais de acordo com as minhas "características particulares", se quiser.

Afixado por: Alfredo Vieira em janeiro 15, 2004 10:03 PM

conhece alguém solução melhor para a emancipação de ideias que não se desenvolveram de forma sã que o seu uso indiscriminado e abusivo?
é que quem tem pouco que se lhe diga, tem pouco de acertado para apontar a uma mira que nem se interessa em conhecer, quem só sabe que diz mas nem diz coisa com coisa... quem enfiar o barrete que fale, fale, fale, fale e use a sua Liberdade de Expressão: pela caca que largam, os conhecereis. E há cheiros que só é preciso sentir uma vez, da próxima passo ao lado. Há links que nem valiam a pena. Mas pronto, o Barnabé cumpre a etiqueta e eu fui lá. Mas não volto.

Afixado por: troblogdita em janeiro 15, 2004 10:24 PM

À primeira vista dou mais credibilidade ao inquérito citado no artigo de Daniel Oliveira (da Porto Editora), que exprime a opinião de profissionais que dedicam a sua vida ao ensino, do que a um blog que, com toda a legitimidade e interesse, tem como tarefa promover o debate público.
Daniel Oliveira assume que o apartheid educativo é preferido ao esforço, calculo que em função da preguiça. No entanto, não vejo tão claramente quanto o Barnabé porque é que esta hipótese (apartheid educativo) não há de ser formulada com base na observação, tendo em conta que os professores se encontram numa posição priveligiada.
Entendo que estes (os professores) possam ser suspeitos, mas a nossa credibilidade nesta classe está tão em baixo que nós os julguemos tão maus profissionais ao ponto de, em defesa do seu interesse pessoal, serem capazes de prejudicar uma minoria tão indefesa?

Afixado por: Francisco em janeiro 15, 2004 10:49 PM

Recordo-lhe que, apesar de tudo, a maioria dos professoresn que se encontram em posição priviligiada votou pela inclusão nas escolas "normais"

Afixado por: Daniel Oliveira em janeiro 16, 2004 12:41 AM

Privilégio,entendem?'privilegiada'/'priviligiada'.'Prontos',já tou confuso.

Afixado por: ezer em janeiro 16, 2004 10:29 AM

Quando a debate envolve professores e o seu "métier" é logo uma carga de trabalhos. Falam, falam...No entanto, identifico logo uma característica que perpassa todos os discursos. Essa é a completa obnubilação dos interesses dos alunos. Reacções corporativas às dezenas, interesses dos alunos para as calendas!! (parece um "sound byte" da CGTP!!!) É preciso lembrar a vocelências Srs. Professores, que vocelências trabalham para e com os alunos. (Parece muito moralista mas a verdade é que estou farto de ouvir professores a dizer que a culpa é das famílias, seja lá o que isso for). é que todos nód nos lembramos dos nossos BONS professores. Porque será??

Afixado por: rodion em janeiro 16, 2004 05:37 PM
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