O PSD e o PP decidiram que uma petição com mais de 120 mil assinaturas não terá direito a mais do que uma votação rápida num agendamento potestativo do PCP, que se destina a discutir o aborto e não o referendo. A petição fica assim sem tempo para qualquer debate. Isto, apesar das petições populares com mais de 75 mil assinaturas terem direito a um agendamento próprio, como diz a Lei. Ainda há a esperança que o PCP perceba que está a ajudar quem quer que o debate sobre a questão do aborto seja rápido e indolor. Espera-se, a qualquer momento, uma alteração de posição. É bem-vinda.
Entretanto, Guilherme Silva já disse que os seus deputados têm liberdade de votar em consciência, já que, segundo sabe, irão votar todos contra porque a sua consciência não esquecerá o “compromisso eleitoral do PSD”. Por aquelas bandas a liberdade é, portanto, condicional.
Publicado por danieloliveira em | TrackBackEstas coisas deixam-me mesmo desiludida com o nosso governo...
Afixado por: Inixnender em janeiro 29, 2004 06:28 PMMas ainda havia ilusões?
Afixado por: macua em janeiro 29, 2004 07:38 PMTens razão...
Afixado por: Inixnender em janeiro 29, 2004 08:12 PMSe fosse o PCP diriam que era centralismo democrático.
Ok!já percebi...
Assim a ex-presidente da CDU no Montijo foi um crime a Celeste e o Bagão já não.Tá bem
É chocante, é nojento.
Asssim se vê o que vale o povo para esses filhos-da-puta. 100.000 pessoas a darem-se ao trabalho de assinar, valem menos do que as acordos de gabinete entre o maoista e os paneleiros.
Eu agora só quero ver se eles dão maior valor à "petição" das 30 "cabeças pensantes" sobre o orçamento, isto realmente é uma falta de respeito.
Afixado por: João P. em janeiro 30, 2004 12:41 PM