Não foram dois, nem três, os eleitores do Bloco de Esquerda que este fim-de-semana - ainda sob o efeito do choque das palavras de Louçã no debate com Portas - me confessaram a sua intenção de deixar de o ser (aliás, basta dar um giro pela blogosfera para verem que não exagero). Vêm juntar-se ao contingente de indecisos que no dia 20 de Fevereiro decidirá se o PS ganha com maioria absoluta ou relativa. Esta é, já toda a gente percebeu, a principal questão que está em jogo nestas eleições.
É gente que votou em Guterres em 1995 e desde então tem alternado entre o voto em branco e o Bloco. Lamentaram o regresso ao poder da direita em 2002 mas, porventura com alguma razão, acharam que o PS merecia uma cura de oposição. Com o Barrosismo veio a austeridade e as terapias dolorosas da direita. Com menos dinheiro no bolso, os anos de Guterres começaram a ser recordados com nostalgia, mas a memória d episódios como o “totonegócio”, o referendo ao aborto ou o orçamento limiano, tornou muito difícil a reconciliação com o PS. Até que entra em cena Santana Lopes. A mera possibilidade desta criatura continuar politicamente activa, liderando com Portas a oposição de direita a um governo minoritário do PS, incutiu-lhes as primeiras dúvidas.
Alguns não ficaram mal impressionados com a prestação de Sócrates nas eleições para a liderança do PS. A sua atitude conciliatória em relação a Manuel Alegre caiu bem. Mas… Mas os preconceitos de esquerda são uma coisa terrível. Sócrates não encaixa no perfil do líder de esquerda a que nos habituámos (passado anti-fascista ou militância activa no PREC, cultura humanista, carreira na universidade ou num escritório de advocacia). Vai ao ginásio, guia um Mercedes, é pouco visto nos concertos da Gulbenkian. A sua entourage parece dominada pela “tralha guterrista” (sobre este ponto, ver o meu último parágrafo).
Pois bem, a estes meus amigos eu digo o seguinte: chegou a hora de revelarem maturidade. Dominem os vossos instintos tribais, não deixem que os vossos preconceitos identitários levem a melhor. A vida é feita de compromissos. Se quiserem aliviar as vossas consciências, votem no Bloco. Se quiserem dar um pequeno contributo para mudar o actual estado de coisas, e travar a “peronização” do nosso regime político, então o PS é a vossa escolha. Dou-vos três razões concretas.
Em primeiro lugar, estabilidade governativa. No momento crítico que atravessamos, é muito importante tê-la. Precisamos de nos livrar dos folhetins baratos que nos consumiram nos últimos meses. Precisamos de um governo que faça o seu trabalho durante quatro anos e seja julgado no fim. Precisamos de espaço para debater os grandes desafios do país – as opções de política económica, a reforma da administração e dos serviços públicos, o estado calamitoso da educação, as questões europeias. Precisamos de um executivo que se sinta seguro para enfrentar resistências corporativas e interesses particulares.
Não tenho nada contra governos de coligação, mas o nosso panorama à esquerda não as facilita. O PCP é um partido estalinista, irreformado e irreformável. O Bloco, por enquanto, não reúne as condições para ser um parceiro fiável. Entre outras coisas, as suas posições em matéria de política de segurança e defesa e integração europeia são demasiado radicais. Mas o principal obstáculo a um entendimento PS-Bloco é, aliás, o próprio Bloco. O Bloco tem uma estratégia de crescimento a longo prazo, e como tal não se quer macular com o exercício do poder e deixar o PCP recuperar o papel de único partido de protesto. Para chegar aonde os Verdes alemães chegaram, o Bloco quer ter uma base mais sólida.
Em segundo lugar, uma maioria absoluta do PS seria a primeira maioria absoluta de esquerda da história da nossa democracia. Podem dizer que de todos os líderes que o PS teve, Sócrates é o que menos fez por ela. Seja. Mas agora pensem: lembram-se de viver um momento tão incerto e angustiante como este nos últimos vinte anos? Eu não.
Por fim, o programa e a equipa. Mau-grado as suas insuficiências, o programa de governo do PS não se afasta da matriz social-democrata europeia. Talvez lhe falte alguma ambição, mas prometer mais sem primeiro conseguir coisas como a flexibilização dos critérios do PEC seria desonesto e irresponsável.
Um governo de maioria fará toda a diferença em relação ao recrutamento de pessoal de qualidade. Uma coisa é oferecer um horizonte de quatro anos a uma pessoa para desenvolver e aplicar um projecto governativo; outra é aliciá-la para uma experiência que pode não sobreviver às próximas eleições presidenciais. Um governo minoritário será um governo dominado pelos apparatchiks, dispostos a tudo para se manterem no poder (inclusive a negociar com Portas); um governo maioritário não terá essas tentações e poderá atrair independentes de gabarito.
Obrigado pelo apelo, Pedro.
Eu tenho por norma não votar naquilo que não quero. Norma muito antiga, desde que votei Mário Soares para a presidência e, um mês depois, me arrependi quando Mário Soares convocou as eleições antecipadas que levariam a uma maioria absoluta de Cavaco Silva, em vez de tentar a alternativa de um governo PS-PRD.
Talvez tentasse quebrar essa norma nestas eleições. Mas não vou quebrá-la. Vou votar no Partido Humanista. É um voto que não serve para nada, mas tem a vantagem de ser sincero.
Afixado por: Luis Lavoura em janeiro 25, 2005 11:03 AMFaço assumidamente parte do tal contingente de indecisos(as) que refere, das tais pessoas que votaram Guterres em 95 e desde então têm alternado entre o voto em branco e o Bloco.
É de facto preciso não nos limitarmos a criticar o Engº Sócrates por ele não corresponder ao figurino tipo do socialista.
Infelizmente, bem pior que este aspecto pouco reconfortante, têm sido as suas atitudes durante a campanha eleitoral. Ele não transmite confiança, segurança, ou melhor, maturidade (a tal que solicita neste post aos que flutuam na zona esquerda).
Exemplo paradigmático é este disparate de quem debate com quem, onde, quando e como. É ultrajante para os eleitores o tempo que as direcções dos dois maiores partidos políticos andam a perder com esta questão completamente acessória quando falta menos de um mês para as eleições!
Incomoda-me optar pelo voto útil quando não acredito na personagem principal mas também não quero votar irreflectidamente no Bloco só para manifestar o meu desagrado num momento tão delicado para o País. Por outro lado, também não apetece votar em branco com o único objectivo de cumprir o dever cívico.
Enfim... espero que as dúvidas se dissipem até dia 20.
Fazer parte de um partido significa concordar com tudo o que o partido afirma ou faz? Temos de nos sentir indentificados a 100% com o partido? Não podemos ter uma opnião individual sobre uma questão?
Não podemos criticar o próprio partido?
Se criticar ou discordar da opnião de um lider de um partido significa que não devemos votar no proprio então existe um defice democrático nesses militantes. É por causa desta falta de democracia e esta falta de cultura democratica, que é geral a todos os partidos, que eu não pertenço a nenhum. Preservo demasiado a minha individualidade para depois me acusarem de falta de lealdade.
Mas abandonar o barco só por o capitão não gostar de homens barbudos a bordo, é uma falta de coragem politica e uma cobardia intelectual. Devemos vingar o diferente ponto de vista dentro do partido e não abandona-lo deixando criticas no ar. Por um Portugal Democratico melhor....
o tom paternalista do apelo - chegou a hora de terem maturidade... - tem tanto de estalinista como o PCP e tanto de peronista quanto o PSD-PP.
Valia a pena ter apresentado uma razao positiva para se votar no PS e nao apenas motivos do tipo do "papao da direita".
Vou votar no Bloco e o debate com Paulo Portas só me veio dar mais força para tal voto, pois foi a primeira vez que alguém desmontou o direito à vida! Pode não ter sido da melhor forma (que não foi), mas trtou de desmascarar Paulo Portas e sua ingenuidade hipócrita!!!
Afixado por: A. Carlos Coelho em janeiro 25, 2005 12:01 PMQualquer "eleitor" do Bloco de Esquerda que esteja a pensar deixar de o ser devido a um incidente de linguagem mal interpretado num debate é porque nunca foi "eleitor" do Bloco de Esquerda. Um eleitor de um partido político radical vota nele porque concorda com as políticas que propõe. Os outros, que votam contra qualquer coisa ou porque acordaram virados para um lado não são "eleitores" e deviam era votar em branco. Para os eleitores do BE ler o artigo de opinião de Francisco Louça hoje no Público é razão mais do que suficiente para esclarecer qualquer mal-entendido artificialmente empolado pela comunicação social.
As razões que o Pedro Oliveira enumera para votar PS, apesar de razoáveis, não passam efectivamente do pedido de um cheque-em-branco para que Sócrates possa fazer o que quiser, quer em termos de políticas de governo quer em termos do interior do PS. Apesar da segunda consequência não ser de todo indesejável, a primeira não é bem-vinda, sabendo como o PS (e o PSD) são influenciáveis por aqueles que detêm a rédea do poder económico e social em Portugal. O PS precisa de um consciência que o impeça no Parlamento de se vergar aos senhores do dinheiro e influência. De qualquer modo nunca votaria no PS devido à sua insistência nos círculos uninominais, redutores da minha liberdade de eleger quem quero para me representar. Restringir a liberdade de eleger em Democracia e tentar calar minorias incómodas no Parlamento é um atentado grave que nunca merecerá o meu apoio.
Afixado por: viana em janeiro 25, 2005 12:15 PMA experiência de vida tem-me demonstrado que:
1 - Os portugueses ainda gostam de pai protector;
2 - Os portugueses sem poder são submissos,(para colherem os favores de quem tem poder);
3 - Os portugueses competentes, exigentes e com coluna vertebral, sõ não são "tramados" pelos seus chefes porque são mais competentes que os chefes. Mas não beneficiam dos favores...;
4 - Os portugueses que têm poder, algum poder, normalmente, tranformam-se em donos da verdade e do que é de todos, pequenos ou maiores mas sempre ditadores;
5 - Pelo que, não defendo maiorias absolutas.
Todavia, dada a situação política actual e o perigo, pouco provável é certo, de vitória ou não clara derrota da provada incompetência e desonestidade moral de Santana Lopes e sua corte, julgo não restar outra solução que não seja:
a) Que todos os Sociais Democratas (especialmente os descomprometidos, mas não só)votem PS;
b) Que toda a esquerda não comprometida Vote PS;
Afixado por: António Simão em janeiro 25, 2005 12:21 PM
Belo texto sobre o oportunismo. Pareces perceber muito sobre o assunto.
Afixado por: Tapum! em janeiro 25, 2005 12:36 PMSinceramente antes a maioria absoluta do PS,do que a coligação com o BE.O Louçã no poder seria o desastre para país.
www.blocoesquerdaprocaralho.blogspot.com
Afixado por: Pantera em janeiro 25, 2005 12:51 PM« Não foram dois, nem três, os eleitores do Bloco de Esquerda que este fim-de-semana - ainda sob o efeito do choque das palavras de Louçã no debate com Portas - me confessaram a sua intenção de o ser ...»
.
Alegra-me o facto de o Bloco de Esquerda ter os eleitores mais integros do país.E só por isso vou votar BE.
Não é fácil ver eleitores de outros partidos entrarem "em choque" com as declarações chocantes que os seu lideres e sucedâneos largam constantemente... e muito menos gritarem aos sete ventos que deixam de os apoiar.
Por outro lado...
A mim pessoalmente choca-me muito mais ouvir o Paulo Portas, ou o quem quer que seja, armar-se em campeão da moralidade e defender a condenação da mulher pela prática do aborto.
Mas quem é Paulo Portas, (ou quem quer que seja) para decidir e impor à mulher uma gravidez que não deseja ??? !!!
Confesso que não sei onde votar, assim de cabeça lembro-me dos seguintes problemas:
PS:
1. As maioria das pessoas que rodeiam o José Sócrates claramente fazem parte do "problema" e não da "solução". De direita ou de esquerda, precisamos sobretudo de pessoas sérias, honestas. Parece-me sinceramente que isso não caracteriza a esmagadora maioria dos Socráticos. Saudades do Ferro Rodrigues.
2. Por falar em Ferro Rodrigues, para mim que me considero um Social Democrata (à moda nórdica), tenho grande dificuldade em votar em alguém que me cheira bastante mais a liberal encapotado que a social-democrata. Precisamente quais são as grandes diferenças entre programas do PS e PSD?
3. Já aqui foi referido, a questão dos círculos uninominais é inaceitável. É um ataque a democracia.
BE:
1. Não sou revolucionário. Tenho problemas de princípio a votar num partido controlado por trotsquistas e estalinistas. Apesar de reconhecer, que em termos pragmáticos as propostas do BE estão na área da social democracia sei que isso é só "capa" e que por baixo está algo bem diferente.
2. A prova que por baixo está algo diferente é a posição do BE em relação a coligações com o PS. O que é que querem? Que o PS aprove tudo o que o BE quer? Qual é que tem 4%, qual é que tem 40%? O facto de não aceitarem comportar-se como um partido com 4% é uma boa razão para acreditar que governabilidade à esquerda equivale a PS com maioria
PC e MRPP:
1. Estamos no século XXI, não no século XIX.
Logo... provavelmente vou votar em branco. Visto que não há risco da (desta) direita ganhar. Se o risco entretanto aparecer provavelmente voto BE.
JL
PS - Acho que muita gente está a ser excessivamente dura com o Louçã por causa de um comentário. É obviamente um comentário menos feliz. Mas é só um comentário no meio de tanta coisa que o homem faz e diz. O estilo "dono da verdade" dele preocupa-me muito mais, parece-me um fundamentalista.
Na verdade não sei bem qual o partido em que vou votar, pois que há alguma confusão ainda na minha cabeça. Julgo que um partido anti-democrático como é o PCP (encapotado pela sigla CDU), jamais levará o meu voto, assim como da esmagadora maioria do povo português. Quanto ao PSD e CDS, estes partidos merecem ser duramente castigados, para que não se esqueçam durante muito tempo, da péssima governação que fizeram.
Restam-me só o BE e o PS, e aqui, o fiel da balança mantém-se de momento estável, e como tal, não pende para qualquer dos lados. Contudo, terei que dia 20 de Fevereiro decidir, e só nessa altura é que farei com que o prato da balança penda para um dos lados, com pena que o não pudesse fazer para os dois.
Apelar ao voto no PS de forma tão assumida e mexendo em aspectos tão particulares como a maturidade não me parece que combine com um espaço que se pretende livre e aberto ao debate.
Há sempre a hipótese do comentário, e claro não se exclui nem diminui a liberdade de escolha individual, mas ainda assim... Apelar ao voto no BE como um alívio de consciência acho interessante - não trazem muito além dos habituais cavalos de batalha e de propostas radicais e irrealizáveis no contexto de uma Europa a 25 e de um mundo cada vez mais globalizado mas pelo menos chateiam, provocam o debate; debate que talvez seja dificultado pela escolha de um governo com maioria absoluta...Debater até se pode mas o que conta no final é o nº de assentos.
Quanto à lamentável saída de Francisco Louçã no debate com Paulo Portas acho que não passa disso mesmo; acontece a todos (embora nem todos tenhamos o azar de estar em directo) e não vale a pena falar mais no assunto.
Espero que dia 20 a intuição e a vontade do povo que vota eleja alguém capaz de nos fazer finalmente evoluir e sair deste clima de inquietação, desânimo e crise iminente.
A sua falta de honestidade intelectual Pedro Oliveira começa a roçar as raias do intolerável.
Que queira passar um cheque em branco ao Socrates e ao P.S. é livre de o fazer.
Agora tentar de uma forma canhestra dizer que a frase MUITO BEM DITA do Louça contra o Portas leva eleitores do Bloco a hesitarem no seu voto da-me vontade de rir.
O Socrates que nada diz sobre o Aborto, o Socrates que evita todos os temas polémicos e de rotura, seria para esses seus amigos alternativa ao Bloco, homem assuma o Bloco é para muitas bandeiras de esquerda a unica alternativa, e a unica que obrigará o P.S a optar por politicas de esquerda.
Leia no Publico de Hoje a carta do Louçã.
Leia no Diario de Noticias de Hoje o comentário do Antonio Ribeiro Ferreira.
E pasmem O Paulo Oliveira que se quer de Esquerda alinha com este emulo do Luis Delgado.
Os apoiantes do P.S, aliados á direita será que já preparam a aliança com o Paulo Portas?
Se calhar aqui está o motivo porque alguns P.S. desatam num descabelado alarido de apoio ao Paulo Portas.
Afixado por: a.pacheco em janeiro 25, 2005 01:50 PM- Sou um assumido comunista reformista, não me enquadro na actual orientação política do PCP.
- Voto Bloco Esquerda, porque: 1) Aproximação ideológica... 2) Concordo, em traços gerais, com o programa que apresentam... 3) O aumento de deputados do Bloco de Esquerda na Assembleia vem trazer um equilibrio à esquerda. Ou seja, tanto podem ser um factor decisivo na aprovação como na desaprovação de projectos políticos do(s) futuro(s) doverno(s). Uma espécie de vigilantes de esquerda.
Afixado por: s-o-v-i-e-t em janeiro 25, 2005 01:50 PMO Louçã passou a homofóbico e o homofóbico homossexual passou a estar na Norma dos Bons Costumes,por isso é que vou votar no CDS/PP.E posso dizer que sou muito democrático e independente ou lá o que isso seja.Por favor,isto já cheira mal!Se não kerem votar no Bloco(se calhar NUNCA votaram nele)arranjem outra desculpa.E vejam o post de Vicente J.Silva na Causa Nossa!
Afixado por: ezer em janeiro 25, 2005 01:53 PM"A estes meus amigos, eu digo o seguinte: chegou a hora de revelarem maturidade." Os teus amigos devem ter muita paciência para te aturar.
Ou então são submissos ou atrasados mentais. Ou tudo junto.
Afixado por: Tapum! em janeiro 25, 2005 01:56 PMO Sócrates é engenheiro de quê?
Que eu saiba, três anos (!!!) de Coimbra não dão direito a tal título académico.
E que dizem a isto os engenheiros e a respectiva Ordem?
Jean-Luc,
Alguma vez o BE propôs ou votou a favor (ou contra) leis no Parlamento que indiquem que em "termos pragmáticos as propostas do BE estão na área da social democracia" mas "sei que isso é só "capa" e que por baixo está algo bem diferente." ? Porque senão esse "palpite" é apenas isso e não está assente em qualquer tipo de ligação com factos reais. A "prova" (ponto 2.) que o Jean-Luc menciona simplesmente reflecte o facto de que o BE compete ideologicamente com o PS. Se o BE perdesse a sua visão radical do que é uma sociedade verdadeiramente social-democrata ou liberal-social, por fazer demasiadas concessões a um PS pragmático e que funciona numa lógica de manutenção do Poder em vez de tentar alterar as relações de Poder na sociedade, então o BE desapareceria, pois não tem "eleitorado" próprio, fiel ao partido "no-matter-what". Este risco não o têm o PP (com um fiel eleitorado socialmente conservador) nem o PCP (com um fiel eleitorado comunista e operário). O BE é um PS radical. Tirem-lhe o radical e mais vale a pena votar "útil" no PS. Repito, o que diferencia o BE do PS é a sua radicalidade. Trocá-la por lugares de governo sem que passe a ter uma influência clara nesse governo (o que necessitaria pelo menos dum peso semelhante ao que o PP tem relativamente ao PSD) seria suicídio político.
Na empresa onde trabalho, entre os votante do BE (votantes, não militantes) ninguém me colocou a hipótese de deixar de votar BE por causa da frase do Louçã.Aliás, só uma ou duas pessoas, de raspão, me falaram da frase do FL.
Acredito que:
a)Nunca lhes passou pela cabeça votar F.Louçã. Todas pensam votar Bloco de Esquerda.
b)O dia a dia da empresa as faz preocuparem-se um bocadito mais com o Código de Trabalho,com a Reforma, com o trabalho precário do que com a suposta ingerência na suposta vida privada de quem quer que seja.
e) Estão-se borrifando para a suposta vida privada de quem quer que seja.
d) Muitos desses votantes são mulheres e não lhes agrada que lhes chamem criminosas, por em alguma altura da sua vida terem recorrido ao aborto.
e) São suficientemente maduros para votar em programas, em principios e em alternativas.
Conclusão: Tenho mais sorte nos possiveis votantes do BE que conheço, que o Pedro Oliveira nos que ele conhece.
Afixado por: isabel sousa em janeiro 25, 2005 02:09 PMNão gosto do que o Pedro Oliveira escreve. O Pedro não gosta do Bloco de Esquerda, escreve de acordo com essa antipatia, é faccioso e eu não gosto de si:) Saiba que a quem ficou indeciso depois do debate eu sugeria o seguinte: informe-se melhor de quem nós somos e ao quem vimos. Por quem e pelo que nos esforçamos diariamente. Se mesmo ao fazer isso, acha ainda qual virgem ofendida que nos "caiu o verniz", votará mais conscientemente se não votar em nós. Não precisamos de favores. Saudações fraternas
Afixado por: Rita em janeiro 25, 2005 02:12 PMconcordo com o que o post traz no sentido de acabar de vez com essas comparações/equivalências entre PSL e Sócrrates. Desde os tempos de debate da RTP que me recuso a acahar Socrates um calhau com gel como o outro (por tantas razões).
Considero todas as razões válidas, mas não tenciono votar PS (sempre -desde que voto, há 10 anos- votei no PCP e tenciono continuar). É verdade que oscilo em votar no BE mas penso que o meu voto não lhe faz falta e que vai ter uma votação excepcional dia 20.
Mas atenção, Viana, não classifique os eleitores do BE em verdadeiros e falsos, cada voto é um voto e manifesta uma intenção. E se não discordo de nada do que o Louçã disse no debate, também aceito que outros discordem, desde que não caiam no ridículo de usarema a palavra neo-fascista.
Será que há alguém intelectualmente honesto e que não esteja em campanha eleitoral, como o Pedro parece estar, que ache que a infeliz frase de Louçã pode fazer alguém não votar BE? Eu indignei-me com a frase, mas seria de uma enorme falta de lucidez política e de MATURIDADE alterar a minha determinação em votar BE.
O PS é o partido mais permeável a interesses corporativos, aos grupos de pressão, e, há que não ter medo de o dizer, à corrupção. Nem quero pensar no que uma maioria absoluta PS poderia fazer a este país.
Maturidade, mais de 30 anos depois de Abril, não é utilizar um conjunto de argumentos formais para se votar neste ou naquele partido.
A estabilidade governativa não pode ser o objectivo do povo português, esse objectivo têm de ser políticas concretas de resolução de um vasto conjunto de problemas. O Governo PSD-CDS era estável, tinha uma larga maioria na Assembleia da República e veja-se o que fez.
Os Governos de Cavaco em maioria absoluta foram positivos para Portugal?
«Espaço para debateros grandes desafios do País»?? este espaço com maiorias absolutas fica irremediavelmente limitado, aliás, se Sócrates não debate na pré-campanha, imagine-se com maioria absoluta.Também é mentira que a haver uma maioria absoluta do PS isso signifique uma primeira maioria absoluta da esquerda, em primeiro lugar porque tal não implica que o PS vá praticar políticas de esquerda, em segundo porque por diversas ocasiões já existiram maiorias de esquerda na Assembleia e o PS optou sempre por se coligar oura ao PSD, ora ao CDS.
Vejam-se as diferenças entre os programas de PS e PSD e compreenda-se o porquê das preocupações.
Em relação à análise feita sobre o PCP, limito-me a uma boa gargalhada, é estereotipada, podia ter inventado uma coisa nova, mas é sempre mais do mesmo.
Nestas eleições, por uma questão de maturidade, irei votar no Partido que representa os meus interesses, que independentemente das modas mantém os seus valores e princípios, que dá contas do trabalho realizado e que é garantia de políticas de esquerda, um Partido que se apresenta às eleições numa coligação com outras forças progressistas, a CDU.
Afixado por: maprotilina em janeiro 25, 2005 02:54 PMÉ comovedor quando se junta a fome à vontade de comer. As declarações de Francisco Louçã podem ter sido pouco inteligentes, mas em matéria de moral, de aborto e de liberdade sexual estariamos bem arranjados com o PS de Sócrates e Guterres e outros padrecas. Alguém me lembra em que lugar foi colocada a Presidente das mulheres socialistas que foi pela despenalização do aborto? E em que lugar foi colocada aquela estimável beata, mulher do Roberto Carneiro, que pertence a um misterioso grupo democrata-cristão que é anti-aborto?
Acho que toda a gente é livre de fazer campanha partidária, mas isso não é o mesmo que nos deitar areia para os olhos. Vai uma apostinha que se o PS tiver maioria absoluta não toca no pacote laboral, não legisla sobre uniões de facto de homossexuais e não mexe na legislação do aborto?
Tal como Jean-Luc (acima), também eu tenho, no que ao PS respeita, saudades de Ferro Rodrigues.
Fosse ele o secretário-geral do PS e posts como este seriam escritos nos blogs de direita: "é preciso que a direita revele maturidade e dê maioria ao PS, evitando que ele negoceie com o PCP ou o BE".
Mas não: Pedro Oliveira vem dizer-nos, entre outras coisas, que acha que, para a actual direcção do PS, o parceiro negocial preferencial só pode ser o CDS, e que, para evitar a necessidade do recurso a negociações com esse partido, é conveniente contribuirmos para a maioria absoluta do PS.
Mas um partido cujo parceiro preferencial para as eventuais negociações relativas à formação e permanência de um governo é o partido mais à direita com representação parlamentar, é, naturalmente, um partido que procurará à direita o apoio de que necessitar para todas as matérias que exigem maiorias qualificadas, que não são poucas nem, claro, as menos importantes.
Assim sendo, o que Pedro Oliveira nos sugere é que votemos num partido que, a crer nas suas próprias palavras, tenderá a negociar com os partidos da direita matérias como, por exemplo, uma revisão constitucional, uma recomposição dos círculos eleitorais ou a entidade de regulação da comunicação social.
O cheque que nos pede, Pedro Oliveira, é bastante superior à dívida que nos apresenta, não acha?
Afixado por: a.m. em janeiro 25, 2005 03:14 PMCaro Pedro,
Alegra-me o facto de o Bloco de Esquerda ter os eleitores mais integros do país.
Não é fácil ver eleitores de outros partidos entrarem "em choque" com as declarações chocantes que os seu lideres e sucedâneos largam constantemente... e muito menos gritarem aos sete ventos que deixam de os apoiar.
Por outro lado...
A mim pessoalmente choca-me muito mais ouvir o Paulo Portas, ou o quem quer que seja, armar-se em campeão da moralidade e defender a condenação da mulher pela prática do aborto.
Mas quem é Paulo Portas, (ou quem quer que seja) para decidir e impor à mulher uma gravidez que não deseja ??? !!!
É triste ver que quando um político de um partido minoritário na AR diz o que Louca (peco desculpa mas onde tou nao existe acentos) disse caia o Carmo e a Trindade e se venha logo toda a gente dizer que dp dessas afirmacoes já nao votam no BE. E dp de todas as trapalhadas efectivas, tanto do PS e PSD, que estao de facto a tornar a vida dos portugueses miserável vao voltar a votar nestes partidos. Haja bom senso e comecem a pensar! É como eu já explanei em neuralconnection.blogspot.com, assim nunca vamos sair da fossa onde estamos desde á muito!!!
Afixado por: NeuroGlider em janeiro 25, 2005 03:38 PMas minhas desculpas pela repetição...
Afixado por: carlos em janeiro 25, 2005 04:16 PM
Eu acho que o recrutamento de pessoal de qualidade para o Governo não tem nada a ver, nem depende, de se ter maioria ou minoria. Porque os tachos nem sequer chegam para colocar os “boys” que já estão inscritos, quanto mais para ter preocupações em procurar independentes de qualidade.
Pelo contrário, em minoria, pode-se mais facilmente contemporizar com a oposição e, aí sim, recrutar nomes independentes mais credíveis e bem considerados por todos.
Quanto a Louçã e à sua gaffe, comento sob a forma de post, AQUI.
Vi o debate Loucâ/Portas até aos dois minutos finais.
No dia seguinte, ao lêr e ouvir o que se teria passado nos segundos finais, achei contraproducente, despropositada e desnecessária a dita intervenção do Louçã.
Todavia, tive oportunidade de ver a gravação desse episódio e ... que raio, a montanha pariu um rato que alguem está transformar em elefante.
Aquilo não foi tão grave assim.
Embora pense que o Louçã teria feito melhor em ficar calado, naquele momento e local, a dar troco, não haveria muitas maneiras de o fazer.
Bem vistas as coisas, julgo que as únicas pessoas que poderão sentir-se ofendidas, quer com a forma quer com o conteúdo, são os heterossexuais que não podem ter filhos e os que "assumidamente ou não" são homossexuais e, mesmo estes, apenas aqueles que não gostam de crianças (no bom sentido como é óbvio).
Afixado por: António Simão em janeiro 25, 2005 05:18 PM
Eu acho que o recrutamento de pessoal de qualidade para o Governo não tem nada a ver, nem depende, de se ter maioria absoluta. Porque os tachos nem sequer chegam para colocar os “boys” que já estão inscritos, quanto mais para ter preocupações em procurar independentes de qualidade.
Pelo contrário, em minoria, pode-se mais facilmente contemporizar com a oposição e, aí sim, recrutar nomes independentes mais credíveis e bem considerados por todos.
Quanto a Louçã e à sua gaffe, comento sob a forma de post, AQUI.
Ui. Que medo do PCP. É estalinista e anti-democrático!(Cassete reaccionária). Um verdadeiro perigo para a Democracia. Democracia construida e conseguida através das prisões e da vida clandestina dos militantes dos democráticos CDS, PSD, PS e agora o sacrossanto BE. 30 anos passaram desde o 25 de Abril, mas a mentalidade retrógrada do povo prossegue inalterável. Não votem no PCP porque este passou mais de 80 anos a lutar pelos direitos dos oprimidos. Sim a palavra é oprimidos, por muito que choque alguma da nova esquerda! Segundo Pedro Oliveira as opções são as seguintes: Quem se considera de direita vota nos partidos da direita muito democrática acima referidos. Quem for de Esquerda só tem duas opções. Uma não válida (BE), e outra, a acertada (PS!!!). Isto para dar uma maioria absoluta a Pina Moura, Jaime Gama, José Lello, Arons de Carvalho, Capoulas Santos, e, espante-se, Matilde Sousa Franco, etc... Todos merecedores do voto da esquerda para a constituição de um elenco governativo de um partido que se dá ao luxo de rejeitar nomes como Helena Roseta, Medeiros Ferreira ou Ana Benavente. Devemos votar no PS para termos pelo menos mais 4 anos de governação ao melhor estilo Guterrista. Poupem-nos! Já estamos cansados desta retórica, em muitos pontos ao melhor estilo populista, de que quem vota PC, é estúpido, pobre de espírito, ignorante ou antidemocrático. Deixem passar 10 anos, assistam ao fim do PCP e depois irão assistir a falta que fazia a sua representação parlamentar. Confiem no PS e em certa medida no BE (que para mim, apesar de até simpatizar, permanece uma incógnita). Vivemos numa sociedade democrática. Usufruimos e sofremos as consequências das nossas opções. Todos somos responsáveis. Todos.
Afixado por: Democrata em janeiro 25, 2005 07:40 PMAcho que e' uma estupidez que o pessoal agora diga que quer ir embora do Bloco por causa do que o Louçã disse. Se alguem deve ir embora e' ele, nao o resto do pessoal.
Afixado por: Rui Ferreira em janeiro 25, 2005 08:08 PM- Concordo com a intervênção do camarada Democrata.
- Apenas um se não...
- Hoje, em pleno sec.XXI, a actual luta pelos direitos dos oprimidos, tem um outro sentido.
- A "sucessão dinástica" dos líderes, é a imagem exemplo, da orientação arcaica do partido.
- Contem comigo para a renovação do partido.
- Até lá... Bloco de Esquerda!!!
Afixado por: s-o-v-i-e-t em janeiro 25, 2005 09:28 PMas aves, nem todas voam, os politicos que usam o PCP para voôs altos, estão a ser ouvidos por deus por ter ocupado o seu espaço
Afixado por: CUMUNA em janeiro 25, 2005 09:53 PMaposto que o pedro oliveira já devia sentir falta do que vou fazer: aplaudir pela leitura da situação, pela coragem de o expressar neste fórum que se revelou moderadamente hostil, assim como pelas soluções que apresenta.
abstenho -me de comentar frases que outros achem felizes ou infelizes, a do dr. Louçã, que apesar de tudo respeito pela coragem em trazer para a mesa temas incómodos, pois não sou eleitor do bloco de esquerda, embora noutros momentos da miha vida já o tenha contemplado.
chamo só a atenção para alguns daqueles que fizeram posts para que o eng. Sócrates já falou da necessidade de um novo referendo sobre o aborto. com uma maioria de esquerda no parlamento ( isto independentemente de maiorias absolutas ) essa proposta irá passar para a fase na qual o povo será chamado a pronunciar -se.
Isto é válido para outros temas que estão na mesa como a revisão do pacote laboral, ou ainda, não nos esqueçamos deste antigo cavalo de batalha do BE, que é a legalização das drogas leves, que o engenheiro Sócrates, aquando da corrida á liderança do P.S. ousou defender.
Claro, tendo em conta que esta não é uma medida prioritária, outras mais urgentes sobrepõem-se em importância.
Estou, no entanto, particularmente mal impressionado com o facto do Engenheiro Sócrates insistir em rodear -se de caras do aparelho, resquícios da era guterrista, que pelo menos eu não recordo como sendo particularmente má. Obviamente, tendo em conta como termo de comparação o tristíssimo espectáculo que se lhe seguiu.
não insto ninguém a fazer nada. Sei que o país necessita de estabilidade e irá tê-la, quer com maioria absoluta, quer com acordos pontuais com outras forças políticas. Isto porque penso eu, ninguém será capaz de negar que nos encontramos numa encruzilhada que irá determinar o futuro próximo de Portugal. Não quero ser vago, aqui. Mas da forma como o encaro o País como um todo tem a opção ( que apesar de tudo ainda não foi formulada de forma clara ) de permanecer na senda do sucesso, colocando -se a par das outras potências europeias ou resvalar para o obscurantismo e pobreza. e espero apenas que os nossos políticos que têm lucidez para admitir o que disse, que tenham coragem para fazer o que se impõe fazer, independentemente de questões menores.
Excelente, ora eu não disse que a próxima legislatura passaria pelo Pedro, onde é que andas Celso ?
O texto é tanto melhor quanto verificamos a violenta reacção do Daniel e todo o enxame de bloquistas que aqui veio destilar o seu veneno... xô, xô...
Afixado por: Real em janeiro 26, 2005 12:53 AMO comentário do Pedro Oliveira é não só falacioso, como intelectualmente desonesto.
Quantos são os políticos que têm a honestidade e a coragem de afirmarem publicamente que erraram? Louçã fê-lo, reconhecendo que não esteve bem.
Se este é um argumento válido para não votar no BE, quantos exemplos quer que eu lhe dê relativamente a intervenções do PS?
Lembra-se da co-incineração e de Sócrates chamar estúpidas às populações das terras por ela afectadas?
Felizmente nesta série de debates na SIC Notícias, Sócrates não cometeu nenhum deslize...
Ainda bem
Afixado por: Jorge Saraiva em janeiro 26, 2005 01:37 AMO problema com a infeliz intervenção de Francisco Louçã não é a infeliz intervenção de Francisco Louçã de per si. Azares todos temos, e quando irritados temos o dobro, e não há maduro bem maduro que não desculpe um erro infantil que se fique pela palavra.
Não seria por uma infeliz intervenção de Francisco Louçã, saída
de uma indignação genuína, que o BE perderia votos. Aliás, antes se arriscaria
a ganhar mais alguns, estes caídos da simpatia que, aqui e ali, corre a apoiar
momentos de fraqueza.
O problema com a infeliz intervenção de Francisco Louçã é que
ela veio espelhar ao rosto da primeira figura do BE uma arrogância que é mais comum
nas segundas linhas deste partido. (Exceptue-se Miguel Portas).
E assim lembrar que esta arrogância não é uma peculiaridade
de Francisco Louçã nos seus maus momentos. É sim um bom bocado do BE inteiro.
Calha escrever isto após os dois debates sectoriais na RTP1,
um sobre a Saúde, outro sobre a Educação. Como teria sido bom que houvesse um forte
BE naqueles debates... Uma voz de esquerda que fosse uma voz de competência.
Uma voz de esquerda que fosse uma voz de preparação. Uma voz de esquerda que
fosse uma voz de modéstia.
Mas não.
Os representantes do BE não escutaram, estavam fechados. Não
argumentaram, ergueram a voz. Não conquistaram, nem seduziram, antes perderam, perderam,
e apenas perderam.
O BE é um partido impreparado para
exercer o poder - razão tem Louçã em escusar-se – e fingi-se forte quando a sua
fragilidade fica exposta. Nada disto é novo à face do planeta. Louçã, entende-o
e disfarça, mas terá sempre momentos de fraqueza que serão buracos abertos para
se espreitar pelo BE dentro a sua falta de robustez.
Enfim, talvez um dia o BE descubra a força da humildade. E
eu gostaria que houvesse uma esquerda assim.
Gato para uma direita arrogante só uma ESQUERDA COM CONVICÇÕES e COMBATIVA
Afixado por: a.pacheco em janeiro 26, 2005 10:47 AMSe o PS não ganhar com maioria, não fica lá 4 anos (aguentar-se-á 2 no máximo) e se tal acontecer Portugal poderá somar 6 anos de legislaturas incompletas. Não há país que se desenvolva assim!
Não só é imprescindível que o PS ganhe com maioria, como é imprescindível que volte a ganhar daqui a 4 anos. Porque só assim o nosso país poderá conhecer continuidade nas reformas de sectores vitais ao desenvolvimento a longo prazo, como é a educação (e a saúde e a justiça e a segurança social……..)
Também não concordo a 100% com o Sócrates, mas poderá alguém afirmar isso de algum líder partidário? Mesmo fora de Portugal haverá líderes nas democracias mais desenvolvidas em quem possamos dizer que concordamos cegamente com tudo o que fazem?
Caríssimo,
Votei BE nas últimas legislativas pois pareceu-me "good value for money". Nas europeias votei PSD, era preciso segurar o barco do Durão. Depois tive dúvidas. Perdi-as com o debate Louçã-Portas. Vou votar PS.
Os partidos servem para servir o pais e actualmente o mal menor chama-se PS. Espero que estejam à altura....
Os meus cumprimentos.
É engraçado ver como o pessoal que se diz de esquerda "moderada" ou "moderna" se revê tanto em partidos aburguesados como o PS ou o BE, partidos esses tão afastados e tão pouco preocupados da realidade social do país como os que formam o actual governo. E são as mesmas pessoas que usam da mesma cassete da direitíssima para apelidar o PCP de antiquado, estalinista, etc. Vocês têm a lição da direita tão bem estudada, e nem sequer dão por isso. O PCP é o único partido em Portugal que merece o respeito do eleitorado! Se as pessoas querem continuar na mediocridade, assim seja. Votos de medíocres felicidades, já que este é o vosso desejo. Quanto ao tão avant Louçã, deixou cair a máscara. Por mais cartinhas que escreva, vai ser difícil convencer os homossexuais inteligentes de que afinal, não era bem isso, que temos de ver o contexto... Wathever...
Afixado por: Xavaleka em janeiro 29, 2005 08:07 PM