janeiro 25, 2005

Maturidade ou senilidade

Imagino este PS com maioria absoluta. Jaime Gama, ministro dos Negócios Estrangeiros. Pina Moura na Economia. Jorge Coelho nas Obras Públicas. Lello a tratar do futebol. Lamego a influenciar a politica para o Iraque. Capoula dos Santos na Agricultura. A tralha coelhista a inundar secretarias de Estado, direcções-gerais e institutos públicos. Imagino o Guterrismo sem Ferro Rodrigues na Segurança Social. Ou seja, o guterrismo sem rendimento mínimo e conversas para a esquerda. Mais oco e mais oportunista. Imagino as clientelas e os caciques locais de mãos livres. Por 4 anos, sem limites nem controle.

Imagino tudo isto quando leio o Pedro a pedir maioria absoluta para o PS. E farto-me de rir quando o Pedro lembra as palavras de Francisco Louçã no debate com Portas para justificar o voto no PS. Oh Pedro, há limites para a demagogia! Ficas hipersensível com a frase do Louçã e apresentas como alternativa o partido de Lello e Candal? De facto, Pedro, nem a campanha eleitoral em que definitivamente entraste permite tamanho desplante. A diferença entre uma frase vinda do Bloco (que tem sido a principal força contra o conservadorismo neste país) e um PS profundamente ultraconservador, salta à vista e não deixa grande espaço contra oportunismos argumentativos.

O resto é campanha eleitoral. Não há eleição em que não venha a conversa do voto útil, a governabilidade, a responsabilidade. Caiu, porventura, Santana por o PSD não ter maioria absoluta? Caiu, porventura, Guterres por não ter a maioria absoluta? Caíram de podres em guerras internas e facadas nas costas.

Maturidade? Onde estava a maturidade de Guterres quando não deu nem um passo para se entender com a esquerda, e, em vez disso, preferiu, com a ajuda de Coelho e Sócrates, a esperteza saloia de dar uns trocos a um deputado do CDS? Maturidade? Onde estava a maturidade do PS quando andou, durante 2 anos, a bombardear o seu próprio líder enquanto Durão governava tendo como oposição um partido com 3 por cento? Maturidade? Onde estava a maturidade de Sócrates quando, perante a primeira vitória do PS – nas europeias -, fez tudo para a desvalorizar e para enfraquecer Ferro Rodrigues? Maturidade? Onde está a maturidade de Sócrates quando se limita a esperar que o poder lhe caia no colo, sem se bater por ele? Maturidade? Onde está a maturidade de um partido que vota contra a lei das rendas, para depois a defender em campanha, que faz dos benefícios fiscais o alfa e o ómega da oposição ao Orçamento para depois dizer que afinal deixará tudo na mesma?

Pedro: podes estar empenhado, mas o ambiente não favorece a conversa do costume. Maturidade não é votar com medo. É ler os programas, ouvir os debates e votar com convicção.

Pedro, como apoiante de Sócrates, devias-lhe pedir uma coisa simples e bem mais eficaz do que a conversa sobre a minoria absoluta. Que dissesse ao que vem. É verdade que Sócrates não foi protagonista de nenhum dos episódios que, com uma selectividade talvez excessiva, escolheste. Mas isso acontece porque, pura e simplesmente, não abre a boca e não se confronta com ninguém. Era bom que fosse aos debates. Que se confrontasse com a direita e que abandonasse o discurso vazio. Porque não é sinal de maturidade esquecer o que é o PS sem estar condicionado à sua esquerda. Isso será, se for a esperança de que Sócrates seja diferente, sinal de infantilidade. Se for só falta de memoria, sinal de senilidade.

Publicado por danieloliveira em
Comentários

Daniel e porque não:

Campos e Cunha como Ministro das Finanças, A. Vitorino como Ministro dos Negócios Estrangeiros, Maria Carrilho como Ministra da Defesa etc etc etc

Demagogia é tentar impingir nomes para pastas que se sabe que não vão acontecer. Isso sim é demagogia. E demagogia é tentar fazer crer que as eleições estão decididas. Isso é mentira, nada está decidido. Todos os votos contam para derrotar a direita

Afixado por: Ana Lencastre em janeiro 25, 2005 02:49 PM

daniel

o teu inimigo é o ps
eu que sou dops só tenho um inimigo o psd

essa é a diferença ede maturidade
claro que no BE é tudo malta amiga e ninguem desvaloriza ninguem.....
mais
sabes perfeitamentre que por cadaum dos nomes que tu dizes poderia contrapor dois ou três, sem serem tralha guterrista
por isso, se tal me é permitido, sugiro que te preocupes mais com o BE e a sua intolerância congenita com tudo o que é diferente

já agora e vistotratar-se de eleições para um parlamento e para um governo quem são os ministriaveis do BE???


PS eu falo do BE porque tenho uma pessoa da familia (e com um lindo sorriso) que é do BE se não não podia

Afixado por: sergio em janeiro 25, 2005 02:49 PM

Um governo mimoritário com o Bloco com um pé dentro e um fora comforme as convinências é um cenário muito prometedor... O Bloco têm um problema de crescimento e posicionamento político para resolver, ou continua a ser o PSR trotskista e afasta os moderados, ou ser afirma como um partido que pode fazer parte do governo e afasta os revolucionários empedernidos. O problema não é meu, que não voto neles, mas é interessante do ponto de vista de evolução na sociedade portuguesa e de constituição de uma alternativa moderna ao bafiento PCP. Boa Sorte...

P.S.- vejam o post do Paulo Gorjão...

Afixado por: João Gundersen em janeiro 25, 2005 02:51 PM

Daniel o seu post responde ao barnabé aqui de Baixo porque se deve votar no Bloco e não no P.S. como ele pretende,

Só que o Daniel argumenta com dados e ele utiliza metodos intlectualmente reprovaveis.

Felizmente o Daniel não faz censura ao contrario do Pedro Oliveira que quando os comentários não lhe são favoráveis não os publica.

Afixado por: a.pacheco em janeiro 25, 2005 03:01 PM

Daniel

és igual aoteu chefe intolerante e manipulador

Só no PS é que existe intriga politica?

ai no BE tem tudo asinhas nas costas?
o inimigo do PS é a direita e não a esquerda
no BE não o inimigo é a esquerda , a direita são os adeversários


por cada um dos nomes da tralha que tu dizes poderia dizer outros 2 ou 3 de gabarito, já que tem uma base de recrutamento alargada

e no BE quem são os ministriaveis????


ja agora deviam preocupar-se mais com as implicações da troca de ghalhardetes entre o FL e o PP (que artigo tão pobre e mais uma vez sem ponta de arrependimento) sobre o eleitorado jovem urbano e tolerante doq ue sobre as questões do PS


Afixado por: sergio em janeiro 25, 2005 03:03 PM

a direita descomplexada
http://www.observador-atento.blogspot.com/

Afixado por: atento em janeiro 25, 2005 03:04 PM

- Sócrates é simplesmente um mal menor na opção PS vs PSD.

- O país está a precisar de verdadeiras reformas. Não de remendos pontuais sob custódia da UE.

- O verdadeiro desenvolvimento do nosso país, a verdadeira revolução da nossa mentalidade e cultura, só acontecerá num "crash" de política à esquerda ou direita (sim, direita) do bloco central (PS /PSD).

Afixado por: s-o-v-i-e-t em janeiro 25, 2005 03:05 PM

"Maturidade [...] é ler os programas, ouvir os debates e votar com convicção."

Plenamente de acordo com esta frase do Daniel. (E com a maior parte das outras também.)

É isto mesmo que é importante. Ler os programas - não se ficar pelos sound bytes. Votar com convicção.

Afixado por: Luis Lavoura em janeiro 25, 2005 03:05 PM

Conforme, e não comforme...

Afixado por: João Gundersen em janeiro 25, 2005 03:13 PM

é por "discursos" deste tipo que talvez deixe de votar no BE e lá tenha de votar no PS.

Caro Daniel, já não há paciência para a sua campanha eleitoral. Respeitando (como poderia ser de outro modo?) todas as suas opiniões, sinceramente, está a ser uma desilusão. Faz-me lembrar os iluminados do PC.

Afixado por: quase ex-be em janeiro 25, 2005 03:24 PM

Só num país onde impera a falta de maturidade plítica é possível usar como argumento o voto útil. O voto tem que ser de convicção e não de oportunismo. Ninguém intelectualmente sério e maduro pode aceitar a ideia de que ou há maioria absoluta do PS ou é o caos.
Além disso, desafio as pessoas de Esquerda a apresentarem, racionalmente e não com base na emoção, dois ou três motivos para preferir o PS/Sócrates ao PSD/Santana. É óbvio que as diferenças são diminutas. A única solução para encaminhar o País um bocadinho para a Esquerda é impedir a maioria absoluta do PS e, mesmo assim, não sei se será possível. Vejo José Sócrates mais próximo de procurar entendimentos com o disponível Portas do que à Esquerda.
Acho piada àqueles que perguntam pelos nomes do BE para o Governo. Se todos sabem que o BE, na actual conjuntura, jamais aceitará integrar um Governo, que sentido faria um número populista à Paulo Portas de apresentar uma equipa governativa?

Afixado por: José Carlos Gomes em janeiro 25, 2005 03:41 PM

Brilhante. Verdadeiramente inspirado. Todas as razões para não votar PS. E sem sequer apelas ao voto no Bloco. Um texto e argumentação que pode ser usado por toda a gente. Obrigado e parabéns Daniel.

Afixado por: Gabriel Silva em janeiro 25, 2005 03:44 PM

Gostava de questionar o Dr.Abel Mateus-Autoridade da Concorrência-sobre a legitimidade de no "mercado" se utilizar a expressão SOCIALISTA pelo partido dito.
Se for só "publicidade enganosa" resolve-se com o pagto de uma coima?

Afixado por: manuel patrocinio em janeiro 25, 2005 03:47 PM

E eu que pensava que iria votar no BE? Parece-me que esta aliança, pelos vistos incongruente, entre o trotskismo e o estalinismo iria distinguir o inimigo principal dos secundários/adversários, noto que o ódio e o vale tudo ainda imperam e cegam certas pessoas que até inventam cenários para se darem ao prazer de destilar veneno e, objectivamente favorecerem a direita. Peço desculpa, mas às vezes há tiros no pé que podem ser mortais.Faz-me lembrar o período negro da IV I. Socialista. A direita agradece

Afixado por: casimiro ribeiro em janeiro 25, 2005 04:11 PM

Vá lá, meu caro daniel oliveira, eu sei que dá um bocado de trabalho, mas porque razão não tenta lêr o programa do ps para estas eleições ?

Não acha que já estamos um bocadinho crescidos para nos colocarmos defronte de um senhor a debitar algo como "conversas em familia", e assim evitarmos a maçada de lêr os programas partidários ?

Posso acrescentar que tambem já li o programa do bloco e que no que à educação e à cultura diz respeito (por serem as áreas que mais me interessam), estamos conversados.

Tão pobres, mas tão pobres as ideias e propostas apresentadas, que mais parecem um daqueles exercicios de "corta e cola".

Quanto às argumentações de infantilidade e senilidade, vá lá, deixem lá esse ar irreverente que já não têm idade para isso.

Vocês já são muito matulões daniel oliveira

Cumprimentos

Fernando Gonçalves

Afixado por: fernando gonçalves em janeiro 25, 2005 04:17 PM

No meio de tantos nomes, citados e citáveis, não posso deixar de achar curioso facto de tambem ser utilizado o nome de Carlos Candal...
Já agora (e porque não?!?!) promova-se Carlos Candal à condição de ministeriavel. Podia ser o Ministro anti-portas!

Afixado por: Azoriano em janeiro 25, 2005 04:41 PM

tambem já li o program do BE e na área que me diz respeito 8ambiente) é muito fracjnho aquilo de que acusam os outros é aquilo que fazem aumentar a cota de renovaveis de 39 para 50% Como????
já que as renovaveis têm uma taxa isto é só um exeplo

mas do que eu mais gostei foi (na pagina 36)da referência a politicA XENOFOBA DO COMISSÁRIO VITORINO

AI AI
tens razão Daniel lá no SP a malta passa o tempo inteiro a dizer mal dos pretos e dos imigrantes em geral e claro a ver se inventamos maneiras de os explorar melhor o que vale é ler o programa do BE e acordar para a realidade

Afixado por: sergio em janeiro 25, 2005 04:43 PM

O Daniel ! Estou farta das suas referências à idade das pessoas ! Já não é de hoje. Sabe o que lhe falta ? É exactamente MATURIDADE (embora você pareça "velho deslumbrado" na televisão). Acho que você está a tirar votoa ao Bloco, por causa das suas "primaridades" no blog...
E pare de ser incorrecto com as pessoas.

Afixado por: Maria Ângela Pires em janeiro 25, 2005 04:43 PM

www.quartarepublica.blogspot.com

Afixado por: Pedro C. em janeiro 25, 2005 05:06 PM

Daniel ... Pela primeira vez assisto a uma intenção de voto da sua parte baseado na exclusão de partes. "Eles" têm a tralha, "eles" ainda são mais conservadores, "eles" , "eles" ...

Depois o uso de situações selectivas também foi usado aqui. Nesse aspecto o Pedro também as usou e isso foi referido por ti. Agora escolhes um conjunto de situações também interessantes. Uma delas é que Guterres não caíu por não ter maioria absoluta! Nada mais falso! Os queijos limiano já tinha degradado o Governo e Guterres, saído enfraquecido das eleições, sabia que ia ter um "pântano" pela frente, onde nenhuma lei ia ser aprovada sem uma completa desvirtuação!

Acho, na minha humilde opinião, que escreveste este postduma forma mais emocional que racional.

Afixado por: Ricardo em janeiro 25, 2005 05:12 PM

Ora viva, estes dois ultimos post´s bem dão razão a quem se recusa a votar na esquerda.
Lendo o Daniel sabemos porque não votar PS, lendo oPedro sabemos porque não votar no Bloco. E todos sabemos porque não votar PC.
Logo...

Afixado por: Pedro Soares Lourenço em janeiro 25, 2005 05:26 PM

Querem ver que o Barnabé vai acabar como Blog? Onde é que eu já vi isto? Chamava-se Coluna Infame?

Afixado por: José Serra em janeiro 25, 2005 05:34 PM

Partindo do princípio que os prgramas eleitorais são compromissos com o eleitorado e serão para cumprir - ou seriam se.... - fui lê-los.
No PSD aguarda-se a versão da moda - light, claro. No PP não se passa da porta - belo trocadilho que se fazia agora. Na CDU, aliás PCP, o programa parece a lista de Natal das minhas filhas. No BE ou está muito mas muito disfarçado ou não o encontrei - como também nunca fiz nenhum não sei se terei acesso a ele. No PS, bem eu ler li, e que quero acreditar quero, mas ....
No entanto acho que foi muito útil. Tomei uma decisão - um, dó, li, tá......

Afixado por: Teresa em janeiro 25, 2005 05:35 PM

Blogs aconselhados:

http://jeronimodesousa.blogs.sapo.pt/

http://josesocrates.blogs.sapo.pt/
(Embora não consiga perceber por que que há um tipo: o campanhaps, que assina em vez do José Sócrates)

Afixado por: misspinkdragon em janeiro 25, 2005 05:35 PM

O que eu gostaria de ver no Bloco de Esquerda era a predisposição para sustentar um Governo de Esquerda na exacta medida da sua representação eleitoral. Isto é, não exigir o tudo ou nada (só sustenta o Governo se todas as suas propostas forem aceites) mas reconhecer que não tendo 100% dos votos não é legítimo que um futuro Governo por ele sustentado execute 100% das suas propostas. O mesmo naturalmente se aplica ao PS caso não tenha a maioria que ambiciona. Só assim é possível haver algumas vez um governo de coligação à esquerda.

Afixado por: Rui Santos em janeiro 25, 2005 05:37 PM

A argumentação contra ao PS é tão profunda que não será concerteza o BE o factor de estabilidade do país nos próximos tempos.
Já li aliás o programa do BE e comentei-o no meu blog, e o que ressalta desse programa é que o Bloco não quer realmente ser Governo.
Assim estou mais tranquilo, e tenho mais uma razão para estar convicto que quem vai gerar uma maioria com o PS é o MPT e o PPM, através de um acordo com o PSD, em troco da continuação de algumas políticas fundamentais como a da saúde.

Afixado por: Roberto Reis em janeiro 25, 2005 05:42 PM

APOIADO!

Afixado por: HP em janeiro 25, 2005 05:44 PM

Blogues aconselhados (Continuação):


http://pauloportas.blogs.sapo.pt/

Post Scriptum (Todo o cuidado é pouco, cuidado com as abreviaturas...):
Já percebi quem é o tipo, é certamente parente do que assina no do PP: o campanhacds

Afixado por: misspinkdragon em janeiro 25, 2005 05:47 PM

Desde sempre que uso este nick. Até o registei no TipeKey. Agora apareceu por aqui outro "atento"... Safa! - como diria o outro. Há tipos com quem a imaginação não quer mesmo nada. Lá vou ter de "rebaptizar-me".

Afixado por: Atento em janeiro 25, 2005 05:54 PM

Meu caro Daniel Oliveira
Voçê é um homem inteligente. Baseia a sua argumentação num conjunto de pressupostos globalmente progressistas. Mas, por vezes, distorce intencionalmente as suas crónicas, assumindo uma postura de quase catastrofismo, caso este PS, que voçê assegura ser conservador, venha a conseguir a maioria absoluta.
Uma coisa posso assegurar-lhe: existem alguns nomes conservadores na primeira linha da estratégia de Sócrates, mas também independentes de notável capacidade, e com o sentido de não fazer esquecer algumas bandeiras caras da esquerda progresista:João Ferrão, Vital Moreira, Lídia Jorge, Gomes Canotilho, etc.
Com admiração

Afixado por: cristina Fernandes em janeiro 25, 2005 05:57 PM

O inimigo do BE não é (não deve ser) o PS. Estou de acordo. O inimigo do BE deve ser, isso sim, o Bloco Central! É este que tem sido responsável pelo desbaratar do saldo de esperança que foi entregue aos políticos pelo povo desde o fim do famoso Verão Quente de 1975.
É este bloco dos interesses, míupe e umbiguista, de que o PS é em grande parte composto, tal como o PSD, que é o principal obstáculo a que se arrepie caminho de vez neste país.
O mundo dos senhores doutores. Não há azémola que não seja doutor neste país. E quem vê o país de fora não pode deixar de sorrir paternalmente perante tão grande espectáculo de provincianismo lusitano.
Estoiraram com os fundos europeus que se destinavam ao desenvolvimento do país, guardando para si próprios grandes fatias que os vão ajudar a passar incólomes pela crise... (talvez não!).
São arrogantes na medida da sua arrogância, que é muita.
Asfixiam o estado com cunhas, assessores, reformas chorudas, etc.
Nada produzem! Nem uma ideia, sequer...
É contra isto que deve estar Francisco Louçã - e se o fizer, com alternativas inteligentes, é com ele que estarei quando votar.

Afixado por: iogui de esquerda em janeiro 25, 2005 06:03 PM

Encontrei o programa do Bloco - é por estas e por outras que os tipos do Google estão ricos....
Confesso que não tive paciência(ainda) para o ler todo, mas para já tenho duas dúvidas:
1. "recuperar o poder de compra" - poder? de compra?? os Continentes agradecem. Não estava à espera de encontrar aqui um apelo ao consumismo. Ainda assim prefiro o tal combate ao limiar da pobreza que os outros falam, falam.
2. Deduções no IRS das despesas de saúde e de educação. Quais?? As das clinicas particulares e colégios finos? Estou enganada ou a saúde e educação deviam ser gratuitas?
Vou tentar ler o resto sem ser na diagonal.

Afixado por: Teresa em janeiro 25, 2005 06:04 PM

Pois é caro Daniel Campelo:
O amigo Gutuerres veio pedir a maioria absoluta.
Ouviste bem. Nunca teve coragem de a pedir para ele (sabia bem que a conseguia com o cheirinho do queiji limiano" mas agora e para pôr o Infante Sócrates à rasca veio pedi-la.
E diz mais: não a quer para o PS quere-a para bem dos xocialistas.
E o circo ainda agora vai na praça para estes "artistas" botarem fala dura.
Então e o teu amigo Louçã, já fez as pazes com os homos?

Afixado por: maneldo,oinho em janeiro 25, 2005 07:08 PM

"Felizmente o Daniel não faz censura ao contrario do Pedro Oliveira que quando os comentários não lhe são favoráveis não os publica." disse a.pacheco

Eu não queria acreditar no que me tinha acontecido e pensei que tivesse sido algum erro informático. Mas acho coincidências a mais. Apesar de neste debate estar do lado do Pedro Oliveira ( e portanto em desacordo com o Daniel Oliveira) nunca vi o Daniel (ou outro qualquer barnabita) censurar um comentário meu mas há uns dias fiz um comentário ao post "O partido da virtude", absolutamente inócuo, chamando a atenção para o facto de a esquerda ter que ser necessariamente moral e qual a surpresa minha tal comentário nunca aparecer. Agora percebi o que se passou. E apesar de estar neste debate em concreto de acordo com o Pedro Oliveira tenho que reconhecer que tentações e atitudes totalitárias de um autoritarismo repugnante aparecem mesmo onde menos se espera.

Afixado por: timshel em janeiro 25, 2005 07:39 PM

"Bafiento PCP?"
É por estas opiniões e por outras que o PSD e o PS andaram 28 anos a enganar os portugueses!

Afixado por: aaa em janeiro 25, 2005 07:39 PM

Eu só tenho a dizer que estes políticos todos só querem o poder e mal lá chegam já não ouvem ninguém! Eu já votei BE mas recentemente descobri que uma pessoa que conheço bastante bem e que é uma simples mini-ditadora ressabiada que não tem onde cair morta mas que utiliza sistemáticamente o medo, a repressão e a intimidação no seus relacionamentos profissisonais e pessoais foi cabeça de lista nas autarquicas num concelho do sul de Portugal. E que sendo professora universitária apenas ensina aos infelizes jovens que lhe passam pelas mãos que se queres ter sucesso na vida só o consegues lambendo botas e sendo um filho da puta e não com trabalho e dedicação.
A partir deste ponto percebi que em Portugal maioritáriamente quem está na política está por interesse proprio e sem qualquer vontade de ajudar o país só a eles mesmo. Por isso deixei de acreditar neste regime político dito democrático e voto em branco por uma verdadeira democracia representativa e competente!

Afixado por: NeuroGlider em janeiro 25, 2005 07:48 PM

Querem ministriaveis que o Bloco não se importaria de apoiar:

Maria João Seixas Cultura
António Marinho Pinto Justiça
Boaventura Sousa Santos Ambiente e Novas Tecnologias
Alexandre Quintanilha Ciencia
Fernando Rosas Ensino Superior
Francisco Louçã Finanças
João Semedo Saúde

Afixado por: a.pacheco em janeiro 25, 2005 07:49 PM

timóteo. por acaso fui procurar o seu comentário (que era. como diz, completamente inócuo) e aprovei-o agora. isto às vezes acontece e não tem nada a ver com o pedro oliveira que até (por razões técnicas) nem é quem aprova principalmente os comentários. às vezes o que acontece é que nós aprovamos os comentários mas (por exemplo) o excesso de acessos ao servidor bloqueia a ordem sem que disso nos aprecebamos. tenham lá calma com as acusações de censura, pá.

Afixado por: rui tavares em janeiro 25, 2005 09:10 PM

Também pensei que tivesse sido um problema técnico e nada disse mais sobre isso mas com o comentário de a. pacheco considerei que havia coincidências a mais. Suspeitas infundadas. As minhas desculpas ao Pedro Oliveira.

Afixado por: timshel em janeiro 25, 2005 09:15 PM

Ora viva quem debate em tempo de campanha eleitoral, e não fica só a ouvir os debates autorizados ou regateados na TV!
O voto é livre, deve ser quanto a mim de convicção - mesmo e sobretudo o voto em branco - mas também de oportunidade. O voto vale naquele momento político, e o que é certo numa situação pode ser disparate noutra. Por isso está a ser tão cansativo para quem não funciona por clubite. Por isso, neste 2005, está a ser tão cansativo para quem funciona por simples cálculo. O cálculo legítimo - se eles puseram no Programa vão defender isto - cai pela memória de promessas em programas de anos anteriores. O cálculo ilegítimo - há uns cidadãos que são mais "asinhas nas costas" que outros - também está deveras aflito para negar as surpresas da vida, que mostram que em TODOS os tempos e TODOS os grupos humanos há seres não perfeitos.
O cálculo agora em voga do inimigo principal é curioso, pois se fosse sincero atentaria às reacções desse inimigo. No caso de, por convicção ou causa própria, se entender como inimigo a direita, convém reparar em que força política é que enerva mais a direita. Duvido, por exemplo, que tal seja o caso do MPT... E entre o PS e o BE, sem dúvida este tem assustado mais, embora por vezes haja posições de gente do PS que abalam mais a direita que um ou outro parágrafo do Programa Eleitoral do Bloco. Estou a pensar por exemplo na Educação, e na entrevista de Marçal Grilo na Antena2. E no entanto eu vou votar BE, e não me faz esse voto paralisar nem língua nem caneta nem teclado nem sobretudo pensamento. Muito menos me proibe de fazer propostas a um futuro governo PS ou mesmo PSD. Propostas suaves, ou aos gritos se for preciso. De preferência em forma que abale e afecte, e faça valer o que acredito ser justo, como haver ensino e saúde públicas gratuitas sem deixar de haver comparticipações em medicamentos que não podem ser totalmente gratuitos (e daí a redução no IRS, por exemplo). Porque acima de tudo, cidadagem barnabita ou não, estar vivo é mais que estar de-voto. É sentir, sentir-se e dar sinal. O voto, como o sexo no poema ne Fernando Pessoa, pode ser decisivo no momento, mas é sempre apenas um acidente de percurso.

Afixado por: Bicho em janeiro 25, 2005 09:27 PM

O meu total apoio ao texto de Pedro Oliveira !
Quanto ao do Daniel Oliveira, algumas questões:
- argumentar com senilidade não é prova de senilidade ?
- não será que fazer política é "sujar as mãos " ?
- terá o BE medo de "sujar as mãos" ? Ou seja de dizer desde já que apoia no parlamento um governo PS ?
- porque será que na ânsia de estar presente em todas o Sr. Francisco Louçã no debate com o Sr. Paulo Portas tomou uma posição homofóbica e todos ( ou quase ) no BE assobiam para o lado ?
- não será o BE o PCP do século XXI ? Para pior porque não tem projecto nenhum global antes vive ( '' ) de causas parciais ??!!
Cumprimentos

Afixado por: António P. em janeiro 25, 2005 10:08 PM

1 – Candal não é a direcção do PS, nem a maioria dos seus membros se revê nas suas posições, como é o meu caso;
2 – O pensamento monolítico não é a base de um partido democrático, mas pode muito bem sê-lo de um agrupamento totalitário. De facto, a “aprendizagem democrática” (será um eufemismo?) das principais figuras do BE é muito recente e gera muita desconfiança. Quase todos defenderam aventuras totalitárias sanguinárias sem que alguma vez tenham demonstrado arrependimento.
3 – No essencial, pelo que defendem hoje, mantiveram os mesmos quadros políticos, de projecto social e de visão do mundo (a diabolização da América como referencia do mundo livre, o Estado, como na antiga URSS, a pagar tudo a todos sem qualquer limite como se o dinheiro jorrasse como petróleo, e assim empobrecendo tudo e todos, como é proclamado no programa do BE)
4 – No limite, adaptaram e metaforizaram o discurso do projecto inalterável;
5 – São, por tudo isto também, reaccionários. Foi Louça e Teixeira Lopes, Rosas já o é há muito e, agora, um pouco surpreendentemente Daniel Oliveira. Pois não aceita que haja no PS pensamento plural (católicos, ateus, progressistas, marialvas, paritários, seareiros, mudistas, academistas de 62 e de 69, etc.).
6 – A maioria relativa do PS é o grande objectivo do BE, neste momento mais importante até que o seu próprio crescimento;
7 – Sem maioria, o BE pretende obrigar o PS a procurar soluções erráticas à direita que o fragilizem, mais que eleitoralmente, democraticamente.
8 – Com o conjunto de propostas e projectos demagógicos e irrealizáveis na economia, nas finanças e na política externa, facilmente o conseguirão.
9 – A crise de regime que podemos vir a viver num futuro próximo enfraquecerá a pluralidade política porque tenderá a colocar as escolhas entre projectos democráticos e projectos totalitários;
10 – Estou em crer que, à esquerda, a casa comum surgirá um dia. Quando estiver expurgada do germe totalitário. Lá para o tempo dos filhos

Afixado por: Real em janeiro 25, 2005 10:15 PM

É engraçado vermos os defensores do BE, movimento com 6 anos, a falar de maturidade. Se o Daniel está ansioso por ver o partido no-trostkista no poder, espero bem que se desiluda.
De resto, nem acho mal a inclusão de Gama e Lamego num eventual governo PS, assim como Correia de Campos na saúde ou Vitorino na justiça.Não foram estes os rostos da inacção guterrista.

Afixado por: João Pedro em janeiro 25, 2005 10:32 PM

A discussão até está interessante.

Um aparte: não digam mais, que me parto a rir, que o importante é ler programas, conhecer previsões de políticas e de reformas deste e daquele partido, etc....

Vamos todos deixar de fingir que isso altera o que quer que seja, num país que não lê, não sabe nem quer saber. Enquanto o voto de um cretino, de um ignorante, valer tanto como o de outro qualquer, ou seja, enquanto um voto for direito inalienável de quem tem mais que 18 anos (critério deveras curioso, mas adiante...), deixem-se de poesias.

Isto ganha-se é com Big-brothers, futebol, gajas pimbas e a foleirada que, maioritariamente, gostamos de ver.
É o País que temos.
Por isso não inventem, aqui a Democracia não é sinónimo de meritocracia, assim como realidade não é sinónimo de idealização mais ou menos onírica da mesma.

Afixado por: Alfredo Vieira em janeiro 25, 2005 11:34 PM

«Oh Pedro, há limites para a demagogia! Ficas hipersensível com a frase do Louçã e apresentas como alternativa o partido de Lello e Candal? De facto, Pedro, nem a campanha eleitoral em que definitivamente entraste permite tamanho desplante.» - escreve Daniel...

E, por acaso, na lista de dezenas/centenas de candidatos do BE ao Parlamento não haverá nenhum candidato a "Lello" e "Candal"? Assim, de repente, gostava de ouvir o discurso do major Tomé sobre liberdades e garantias nalgumas partes do globo, ou do 28º da lista do BE por Aveiro (mas onde anda o Candal que não o vejo no PS?) sobre o futebol, ou até da cabeça-de-lista daquele distrito (que é o meu de nascimento) sobre a "centralização" portuense de serviços, em detrimento de Aveiro... Ou outras questões menores, mas que muitas vezes permitem o «maior desplante» dos candidatos. Abraços!

Afixado por: Marujo em janeiro 26, 2005 12:10 AM

Teresa,

Tens razão, a Educação e Saúde deviam ser gratuitas. Mas, enquanto não são - e não se tem caminhado nesse sentido, bem antes pelo contrário - o que se defende é que os livros ou os medicamentos - para só dar dois exemplos - sejam comparticipados através de deduções no IRS.

Afixado por: pedro sales em janeiro 26, 2005 12:57 AM

Para que é que o PS quer uma maioria absoluta?

Para respeitar os compromissos internacionais e manter a GNR no Iraque?

Para voltar à co-incineração e à arrogância de Sócrates?

Para promover os seus boys ávidos de prebendas após três anos de ausência?

Para manter as políticas essenciais do governo PSD?

Esperem pela vitória do PS e depois aguardem sentados pelas revogações do código laboral, da lei da segurança social, da lei fiscal. Esperem até desesperar...

O argumento de Pedro Oliveira é na sua essência manipulador: o país está mal, logo não pode ir em aventuras. Mal estivemos nós sempre.

E vejam eles a colocarem-se como pequenos abutres: Pina Moura a fazer fretes à banca; Jorge Coelho a distribuir os cargos; Armando Vara na expectativa de novas fraudes; Correia de Campos que é mais de direita que o próprio ministro da saúde.

O Daniel não chegou a pôr o dedo na ferida: terá as suas responsabilidades partidárias e resguarda-se por calculismo. Mas eu posso dizê-lo claramente: nada de substancial distingue as direcções e políticas do PS e do PSD, esse pantanoso bloco central dos negócios e do rotativismo dos interesses. Eles chegarão ao poder e irão alegar as dificuldades económicas do país e vão fazer exactamente o mesmo que o PSD/PP fez: nenhuma mudança significativa, mais neo-liberalismo, mas desresponsabilização do estado

Daqui a quatro anos, muitos de vocês estarão a coçar a cabeça:

Foi para isto que votei no PS?

Afixado por: Jorge Saraiva em janeiro 26, 2005 01:23 AM

É bom não esquecer o Queijo Liminano e o "chumbo" da Lei de despenalização do aborto e a fuga de Guterres e....
Que PS!!

Maria´H.

Afixado por: Maria_H em janeiro 26, 2005 04:48 AM

Toda esta confusão em que os bloguistas ligados ao BE andam enfiados (e o próprio grande educador FL) tem um grande mérito: desmascarar aquilo que eu já há muito tempo vejo como um grande embuste. O BE, com um conjunto de velhas glórias recicladas da esquerda intolerante e não democrática mais umas jovens estrelas da esquerda caviar, anda a enganar uma geração de portugueses de esquerda, que não se revêem nem no conservadorismo pró-establishment do PS nem no PC (por razões evidentes). O voto anti-conformista, ecologista, tolerante, idealista e etc. anda a ser desviado por um grupo de pessoas cuja característica principal é a arrogância intelectual e o elitismo.

Afixado por: pikkolo em janeiro 26, 2005 11:00 AM

Pedro Sales,

Percebo perfeitamente que é exactamente isso que se pretende - deduções de livros e medicamentos. Não achas porém que, num programa eleitoral como o do BE, onde em cem dias se pretende mudar tanta coisa, não se deve partir do princípio que é impossível tornar a saúde e a educação gratuitas?? Se desde logo o BE baixa os braços em duas áreas tão importantes como estas, como conseguirá alterar tudo o resto que se propôe? Lembras-te de um filme do Mel Brooks - A mais louca história do mundo - em que ele ensinava as legiões romanas a dançar rock? Básicamente era "pé no ar, pé no chão". Num programa eleitoral como o do BE têm de estar os dois pés no ar ou os dois pés no chão. Tudo o mais é rock and roll....

Afixado por: Teresa em janeiro 26, 2005 12:26 PM

pikkolo:

- Achas que debater ideias e argumentos, é tudo isso que descreves?...

- As pessoas dentro de uma ideologia comum ou não, naturalmente, podem ter pontos de vista diferêntes.

- "Arrogância" e "elitismo" têm os individuos que se julgam "acima" ou "superiores" a estes debates.

Afixado por: s-o-v-i-e-t em janeiro 26, 2005 12:28 PM

S-o-v-i-e-t,
com a discussão não podia estar mais de acordo. O que eu queria dizer - e talvez tenha explicado mal - é que o Bloco, pelo menos na sua elite se não na base - já há muito tempo anda a dar sinais de dogmatismo, intolerância e arrogância intelectual em relação a posições diferentes e nunca me convenceu quanto ao seu apego ao debate democrático. Por isso não voto neles. E isso nunca foi tão claro como nesta última semana, o que é um efeito positivo da discussão. Eu acho que não há em Portugal um legítimo depositário do voto de esquerda genuinamente democrático, anti-pensamento único e a favor de um modelo de desenvolvimento sustentado. Voto que o BE tem captado por exclusão de partes. Mas até quando? Até quando se vai suportar a doutrina Louçã/Rosas e os seus dois ou três temas recorrentes?

Afixado por: pikkolo em janeiro 26, 2005 01:28 PM