
Nem uma dava por este filme. Muito barulho na montagem, muito estilo na fotografia, para disfarçar um argumento melodramático mal cosido e mal cozido. Nem Sean Penn salva a história, nem Benicio del Toro salva a estética, nem o bom começo salva o fim.
Publicado por danieloliveira em | TrackBackO melhor filme de 2003. Gostos. Argumento genial. Filme sobre a culpa, a intimidade da culpa.
E , sabe-se como em Portugal a culpa fica numa caixa de esmolas de Fatima...
O melhor filme de 2003. Gostos. Argumento genial. Filme sobre a culpa, a intimidade da culpa.
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E , sabe-se como em Portugal a culpa fica numa caixa de esmolas de Fatima...
Caramba! Caro Daniel Oliveira, TODA a gente tem dito tão bem deste filme que eu já desconfiava que era coisa de crítico -- e como tal nem esperava ir vê-lo tão cedo. Graças à sua opinião absolutamente contra a corrente, fico a saber que afinal é um filme abana as pessoas, pelo que vai merecer a minha presença. Mais dia menos dia, não vou já a correr...
Afixado por: Paulo em fevereiro 3, 2004 08:54 PMEstou contigo, Dani. Uma porcaria de filme. Com uma montagem armada em original mas não traz nada ao filme e um argumento que é uma tristeza. Caro Paulo, olhe que é mesmo tempo perdido.
O Daniel tem toda a razão. Aproveito até para repescar um comentário que fiz ao filme (nos EUA estreou há já algum tempo):
"Desconfio sempre que há um coração a trocar de personagem. Em Todo sobre mi madre Almodóvar escapa in extremis a esse atractor de emoções, dando uma guinada na história com a ida da protagonista para Barcelona. Em 21 grams sucede aquilo que temia: a imposição dos temas fortes, dos personagens fortes, das emoções fortes. É tudo forte, típico num cineasta ambicioso mas que parece analisar o mundo só com regras de três simples. Como seria de prever, vem tudo empacotado numa narrativa pseudo-virtuosística e forçada, sem o génio de Godard ou de Tarantino. A crítica acaba aqui, pois reconheço ser a prova viva de uma das teses do filme, aquela em diz que quando morremos perdemos exactamente 21 grama, o peso da alma. Comecei por me sentir mais leve pouco depois que o filme ter começado. Por momentos fiquei incomodado, como se a súbita leveza indicasse que me tinha transformado num cínico e sádico, incapaz de interiorizar o peso das trágicas existências que definhavam à minha frente. Mas notei também, com enorme alívio, que recuperara o peso à saída da sessão. A explicação só pode ser uma. A minha alma, que não pratica o benefício da dúvida nem se verga a compromissos sociais, saíra logo após o começo do filme, mas esperava-me pacientemente à porta do cinema. Resistindo à tentação do salto para o corpo desalmado de algum dos tubarões de wall street que por ali terão passado, a prova de fidelidade desta pobre alma reconciliou-me com a vida.
Afixado por: Ivan em fevereiro 3, 2004 10:46 PMTudo ao contrário
5 estrelas
grandes representações
um grande argumento
uma côr, um ambiente, que me agrada muito - é uma mistura de digital com 8mm - que mostra as pessoas tal como elas são, com rugas, sinais, e angustias que se vêem nos musculos da cara
e uam realização que confirma o que ja se tinha suspeitado e "amores perros" - muito boa
UM MURRO NO ESTOMAGO, MAS UM FILME MUITO BOM
Não vi. Mas não é a primeira crítica negativa que me fazem do filme. também esperava um grande acontecimento, mas acho que o Los in Translation deve ser muito melhor. Mas são opiniões.
Afixado por: MLP em fevereiro 4, 2004 07:45 PMCompletamente de acordo, Daniel. Era este o meu sentimento quando de lá saí:
"21 horas
É quanto leva a passar o último filme de Alejandro González Iñárritu, "21 grams".
Mas comecemos pela parte positiva. O filme conta com as excelentes representações de Sean Penn, Benicio del Toro e Naomi Watts, e uma boa fotografia. Ponto. O cinema acaba aqui.
A história é banal e pela forma como é contada percebe-se perfeitamente onde vai chegar nos primeiros vinte minutos do filme, pelo que constituem os 100 minutos um teste de enchimento de chouriços para o realizador mexicano. Para isso recorre às mais variadas técnicas: corta o filme aos pedaços e sacode a câmera, filma tentativas de suicídio, tiros, sexo, traição, vómitos, tosses convulsas, pessoas em coma, despedimentos, discriminação, crianças a sofrer, sanitas porcas, violência, cocaína, químicos, de tal forma que, quando um braço é cortado, já o público, indiferente, boceja. A parte de película que sobra é preenchida por choro.
É claro que alguma crítica, pelo que percebo, aplaude o filme, vendo nele a sua "dimensão humana", realçando o seu lado cruel. Mas se o que se procura no cinema é só isto, um telejornal sensacionalista é consideravelmente superior. Temo antes que se tenha deixado deslumbrar pelas actuações e pelo facto do realizador ser mexicano. E é aqui que está o principal problema. Numa entrevista para a promoção do filme, Iñárritu diz que este é um filme real, que retrata a vida de pessoas "como tu e eu". Apesar do filme se passar nos Estados Unidos, o que dele retiro é que se vive de facto muito mal no México.
"
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Afixado por: Kevin Ford em abril 1, 2004 06:27 AMThanks so very much for taking your time to create this very useful and informative site. I have learned a lot from your site. Thanks!! I think you have done an excellent job with your site. I will return in the near future.
Afixado por: Adam Anderson em abril 13, 2004 11:50 PMNice site. You are doing a great service to the web.
Afixado por: Omar Kylie em julho 15, 2004 03:58 PM