Durão Barroso: «Quando uma pessoa é toxicodependente, foi avisada e contra todo o conselho da família, dos amigos, da estrutura, mantém a sua situação de toxicodependência, eu pergunto: De quem é a responsabilidade?»
Ó chefe, é minha, é minha. Agora dá para orientar aí uma moedinha, sásfavor.
Mas isto é real?
Afixado por: Mariana em fevereiro 12, 2004 03:02 AMO que diz Durão é. O que diz o toxicodependente nem por isso. Mas devia.
Afixado por: Daniel Oliveira em fevereiro 12, 2004 03:09 AMTal como a Mariana, achei tão extraordinário que fui atrás do link para ouvir! É mesmo verdade. Mas a "responsabilidade" deste sr. estar ali a dizer aquelas enormidades será minha que não votei nele? Tenho que assumir que sim, afinal estamos em democracia. Mas custa.
Afixado por: mllg em fevereiro 12, 2004 07:59 AMCada vez mais me convenço que os Barnabés têm uma certa aversão ao termo "responsabilização individual".
Para eles a culpa de males como a toxicodependência, o alcoolismo, a criminalidade e outros é só da sociedade...
Quanto aos que se deixam envolver pela droga, alcool e crime, contrariando a ajuda prestada por familiares, amigos e o próprio Estado, coitados, não têm culpa nenhuma...
Mas custa assim tanto perceber "que é preciso responsabilizar as pessoas que insistam em não respeitar as normas de uma vida saudável"?
Sr. Peixoto
Tenho uma regra quase sagrada, que é não comentar
comentários, mas desta vez vou esquecê-la. Viu? É tão fácil.
Era bom, ou talvez não, que o mundo fosse preto e branco, mas não é. Parece que o nosso 1º acha que sim.
Gostava que me explicasse como é que vai responsabilizar a maioria dos toxicodependentes, que andam por aí pelas nossas cidades. Acha que a maioria deles, estou a referir-me aos que já andam em situações limite, consegue por si, tomar alguma decisão que não seja procurar a próxima dose? Não é responsabilidade de toda a sociedade, fazer os possíveis para recuperá-los? Ou na maior parte dos casos em que não há recuperação possível, minorar os efeitos de tal vida?
Na minha cidade existem pessoas, que dão o seu tempo livre e até dos seus haveres, para minorar tais situações.
UM dia, Peixoto, explico-lhe o que quer dizer aq palavra doença. Mas hoje não.
Afixado por: Daniel Oliveira em fevereiro 12, 2004 12:04 PMAcho que há para aí muita gente confusa...
Quando os toxicodependentes vêm dizer que não querem ser tratados, o Estado deve responsabilizar essas pessoas pelos seus actos e, em vez de os deixar ir em liberdade dar cabo de si mesmos e do resto da sociedade, deve, em minha opinião, nem que seja coercivamente, obrigá-los a tratarem-se... Depois de ficarem tratados da "doença", o Estado deve pedir responsabilidades a esses indivíduos que não souberam dar um sentido melhor à sua vida.
Agora, vir dizer que a sociedade pode fazer muito é muito lindo na teoria.
Lembram-se dos sanatórios??? Não me repugna nada que os toxicodependentes sejam obrigados a tratarem-se...
Mas, os Barnabés gostam muito da libertinagem, não é?
Contrariando todos os (doutos) conselhos dos meus psicanalistas amadores, não me contenho e apelido este tal de Peixoto de verdadeiro debilóide, obtuso, fascista, nacional-socialista e, sim, estúpido.
Peço aos Barnabés para relevar este meu comportamento menos próprio, mas o que é que querem?! Um homem não é de ferro...
Eu calculo que vou ser muito contestado, mas enfim: Para mim, toxicodependente, no sentido de drogas duras e ilegais é igual a criminoso. Porque mais cedo ou mais tarde precisa de recorrer ao crime para a sua dose. E vem aterrorizar-nos, quem tenta viver a sua vida em paz. Roubar, matar. Estamos em guerra com eles.
E eu defendo-me. Antes que tenha de me defender fisicamente, quero defender-me com a ajuda das leis e da polícia. Sou por isso ainda pior que o PM: não tenho pena dos drogados, defendo a criminalização do consumo das drogas duras, sanatórios, o que fôr. O direito deles consumirem droga não está acima do meu direito de viver seguro. Deixa de interessar recuperar quando quem se tenta recuperar é quem nos vai fazer mal.
Compreendo perfeitamente, Diniz. Só que quando a inundação é muita os sacos de areia e até os diques são levados pela enxurrada. Não se percebe que a toxico-dependência não existiu sempre como problema social? Que é um fenómeno social moderno e que por isso tem de ser combatido por meios sociais?
Isso, dê-lhe com polícias em cima, que vai ver as redes criminosas a desenvolver-se... É como na lei seca, bolas...
Bolas, agora todas as soluções que se dão são militaro-policiais?!
Não se percebe que nunca houve tantas empresas de segurança como hoje? Que é que isso adianta à nossa vida? E até as árvores vão ter um polícia junto de cada uma, por causa dos fogos?
Não convém chamar a isto fuga para a frente?
Posso sempre contra-argumentar que o exemplo do aumento das empresas de segurança se deve em parte a políticas laxistas, desresponsabilização do cidadão, e críticas constantes à actuação policial...
Afixado por: Diniz em fevereiro 12, 2004 03:26 PM"Lembram-se dos sanatórios??? Não me repugna nada que os toxicodependentes sejam obrigados a tratarem-se..."
Peixoto
"Para mim, toxicodependente, no sentido de drogas duras e ilegais é igual a criminoso."
Diniz
O que é que aconteceu ao porteiro do Barnabé?
Vou repetir uma palavra: doença. Repitam comigo: D-O-E-N-Ç-A.
Há imensos toxicodependentes que não rouba, Diniz. Lembor-me dos sanatórios, lembro. Acabaram. Peixoto, como dizer esta evidência sem baixar o nível: os toxicodependentes não se podem tratar à força. Olha, esquece. Deixa estar. Volta Fernando Martins, estás perdoado. Irritas, insultas, mas sempre dás alguma luta.
Afixado por: Daniel Oliveira em fevereiro 12, 2004 03:32 PMEu fumo. Sou responsável por isso. Eles drogam-se. São responsáveis por isso. E na sua esmagadora maioria são criminosos. A alternativa é milionários, porque o dinheiro vai acabar, mais cedo ou mais tarde. É necessário tratar os doentes, mas quem tem a liberdade de não se querer tratar faz uma opção.
Pessoas melhores que eu, em intenções, querem salvar todos. Eu acho que, ao mesmo tempo em que estamos a tentar inventar terapias para os salvar, podemos também proteger-nos da maior fonte de crime da actualidade.
Sanatórios pareceria-me uma excelente opção. Os doentes mentais não são internados? Porque não os doentes toxicodependentes?
"O que é que aconteceu ao porteiro do Barnabé?"
Daniel, se o meu ponto de vista não é bem-vindo ao seu blog, é só dizer. Está na sua casa.
Por que será que basta a primeira linha para se perceber que o comentário é Peixótico?
Afixado por: Ana em fevereiro 12, 2004 06:25 PMPeixotíssimo.
Afixado por: Mariana em fevereiro 13, 2004 01:13 AMDiniz é sempre bom saber que existem pessoas como tu ou o peixoto!
É bom saber que ainda existe tanta solidariedade social!
É bom saber que vocês são pessoas íntegras e respeitáveis.
Oxalá o azar não vos bata à porta!
Pessoas como vocês causam-me náuseas! Vão pregar pró raio que vos parta!