fevereiro 12, 2004

Gates e Chirac, a mesma luta

Conta-nos o Jaquinzinhos que a Microsoft retirou do seu programa Bookshelf 7 a estrela de David e a suástica, por considera-los símbolos inaceitáveis (unacceptable symbols). No Barnabé, o segundo também o é. O primeiro, pelo contrário. Esperemos que a lei francesa e a Microsoft não proíbam este post.

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Comentários

Olha o Daniel a credibilizar-se no debate sobre o medio oriente. Este rapaz faz-se, o Jorge Coelho que se cuide

Afixado por: Real em fevereiro 12, 2004 10:26 PM

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Afixado por: Panzermayer em fevereiro 13, 2004 12:10 AM

Ora aí está como não foi necessário o Daniel responder ao Real. Este Panzermayer já deu a resposta Real. Estou com o Daniel. Não confundamos o povo judeu com o sionismo. Como o prova o comentário anterior.

Afixado por: Joseph Saint-Simon em fevereiro 13, 2004 12:42 AM

És um bocado ignorante ó Panzermayer (e um bocado é favor!). Depreendo do teu comentário que não sabes muito bem o que é uma suástica.
Antes do teu fétiche sexual, aquele pequenito de bigode, o puro ariano (hi hi hi), utilizar A SAGRADA CRUZ SUÁSTICA (de maneira oportunista diga-se de passagem), esta já era utilizada por quase todas as culturas indo-europeias (quase todos os outros inferiores) e representava paz, amor, etc.
O minorca, o tal, o do bigodinho apaneleirado (desculpem lá os Pol. Cor.! é só uma expressão, é uma liberdade poética) é que conspurcou o seu uso (como também poluiu tantas outras cabecinhas)!

Se o teu ódio - Ó PANZERMEYER! - é tão grande aos judeus, porque é que não nos fazes um favor: alista-te no Hamas, compras umas velas de dinamite, amarra-las em torno do teu SAGRADO CORPO, e, como deves ser tão... tão... (falta-me a palavra) ESTÚPIDO, faz-te explodir num lugar sem gente, ou melhor, perto dos teus amigos e, quem sabe, não vais para o paraíso e lá encontras setenta hitleres virgens para te divertires para toda a eternidade!

Afinal, "pan" é de quê?

P.S.1 - Ó Boss, isto não é um homofóbico a falar; é só para insultar o Panzermeyer no sítio onde mais lhe dói.

P.S.2 - Ó Boss, juro que o PS1 não tinha segundas intenções!

Afixado por: Joaquim em fevereiro 13, 2004 01:08 AM

Real, no que toca aos judeus não preciso de me credibilizar. 1º porque imagino que já percebeste que a última coisa que sou é xenófobo, 2º Já aqui dei razões pessoais (sem pormenores, claro) para ser completamente impossível suspeitar de qualquer anti-semitismo da minha parte. Só se sofrer daquilo a que alguns judeus chamam de auto-ódio, se me é permitida a liberdade de tradução. Não, tecnicamente não sou judeu. E religiosamente sou ateu. Mas não me safava nas mão do doente mental que escreveu o segundo comentário. Quanto ao grunhido desse animal, virá uma esclarecimento do Rui.

Afixado por: Daniel Oliveira em fevereiro 13, 2004 01:12 AM

Fosga-se! Estava eu a responder ao Panzermayer e fazem-me isto! Fosga-se! Isto não se faz! Ainda perdi algum tempo e assim perde metade da piada

PS1 - Compreendo os motivos ó Barnabéus, mas fosga-se, então e a liberdade de expressão!

Afixado por: Joaquim em fevereiro 13, 2004 01:13 AM

a nossa liberdade de expressão é que estava a ser violada. ninguém tem o direito de usar a parede da minha casa para veicular uma mensagem racista.

Afixado por: rui tavares em fevereiro 13, 2004 01:25 AM

Mas hás-de admitir que isto não é propriamente a parede de tua casa! Nao acredito que também aceitasses que pintassem qualquer outra mensagem, como muitas que aqui vejo, na parede de tua casa e nem por isso as apagas!
Também é certo que vocês não conseguirão impedir que tal corja frequente a vossa casa! Por isso...
É certo que mensagens dessas são ignominiosas mas acho que seria interessante nós sabermos quais os limites dos comentários.

E repito: Quais são os limites para a liberdade de expressão?

E repito novamente: Compreendo os motivos que vos levaram a apagar o comentário mas intuitivamente não aceito limites à liberdade de expressão.

Um abraço

Afixado por: Joaquim em fevereiro 13, 2004 01:49 AM

No dia em que as horas de trabalho que gastamos aqui ajudarem esta gente a passar a mensagem, eu desisto. Recuso-me a ler esta gente e ainda mais a dar-lhes tempo de antena com o meu trabalhinho. Toda a liberdade de expressão. Façam blogues deles. Até já os têm. Aqui não! Nem pensar.

Afixado por: Daniel Oliveira em fevereiro 13, 2004 02:01 AM

Se me permitem a opinião, para mim é simples. Defendo, sem qualquer dúvida, que em democracia a liberdade de expressão acaba onde a democracia e os seus princípios e os valores humanistas são colocados em questão. O racismo, a xenofobia, o fascismo, o nazismo são algumas das ideologias contrárias àqueles princípios e valores. Quem defenda ideias contrárias à liberdade de expressão não deve ter direito a essa liberdade de expressão. Não, pelo menos, no espaço público. E ai do regime democrático que não tenha esta regra como indiscutível. Apoio em absoluto a decisão do Barnabé.

Afixado por: Joseph Saint-Simon em fevereiro 13, 2004 02:25 AM

Joaquim: a sua dúvida faz sentido, mas creio que está enganado. Vou dar-lhe a minha opinião sobre este assunto.

Na Internet: apoio a liberdade de existência de sites e blogues nazis e racistas na internet. Se, por hipótese, algum dia quisessem expurgar a internet destes conteúdos, eu seria contra e faria o possível para que isso não acontecesse. A Internet não é de ninguém e assim deve continuar a ser.

Na Constituição: não sei se esta é a opinião dos outros Barnabés, mas eu sou contra a proibição de partidos fascistas na constituição. A constituição é de todos e para todos, incluindo aqueles que acabariam com ela no primeiro momento.

No Barnabé: ao contrário da Internet (que não é de ninguém) e da Constituição (que é de todos), o Barnabé tem donos. E esses donos somos nós cinco. Nesse sentido, a analogia da casa faz sentido. Dizes que eu não apoiaria que escrevessem na parede da minha casa tudo o que aqui se escreve. Nem eu vejo porque teria de apoiar. Nesta casa queremos opiniões com que concordamos, outras com que podemos vir a concordar, e outras ainda com que nunca concordaríamos, porque achamos que a pintura que daqui resulta é uma homenagem a uma coisa mais bela e preciosa ainda: a possibilidade de falarmos uns com os outros sobre política, que é a base da política desde Kant, e (diga-se) também o pressuposto mais nobre da esquerda. Mais do que optimismo ou pessimismo antropológico, acreditar que a capacidade de falarmos entre nós pode fazer uma sociedade melhor. Logo o tal pluralismo na parede da nossa casa.

O comentário racista e nazi é uma violação à nossa liberdade de expressão, ou seja, à vontade que o nosso blogue seja da maneira que nós gostamos. Temos esse direito ou não? Isto é um atropelo à nossa vontade de que a nossa obra plural, realizada também com os vossos comentários seja, apesar de tudo, um tributo ao diálogo. Senão nem sequer teríamos comentários.

Sendo assim, a possibilidade de que alguém use o Barnabé para desejar a morte a todo um povo (como foi o caso) viola estas intenções no contexto deste blogue. Fora dele, cada um faz o que entender.

E não se esqueça disto: se deixássemos ficar este comentário, não faltaria gente que, com razão, se sentiria ofendida pela nossa falta de sensibilidade. Gente que se sentiria pessoalmente atacada e ameaçada de morte. E que nos pediriam, com razão, contas a nós. Porque deixaram aquilo ali? Porque deixaram que vos usassem como veículo? E as respostas que nós lhes déssemos não nos deixariam em paz com as nossas consciências.

Um abraço. Se eu vir que mais gente manifesta este tipo de preocupação, transfomarei este comentário em post para que seja mais claro.

Afixado por: rui tavares em fevereiro 13, 2004 02:31 AM

Rui: Concordo com tudo o que disse! Aliás propunha (bem sei que sou só um) que o este seu comentário deva ser transformado num post de complemento ao da "proibição", tamanho o nível de clareza, sensatez e correção! Tornar-se-ia mais legítimo do que simplesmente proibir e seria certamente uma excelente lição para todos nós!
Contudo, considero que o comentário que suscita todas estas reacções é de tal forma ridículo que auto-implode e se torna simplesmente mais uma estupidez, como tantas outras, que nós, forçosamente, temos que deparar durante toda a nossa vida.
Duvido também que alguém se sentiria ofendido por terem deixado esse comentário. Uma pessoa razoável desejaria que o tal panzermayer tivesse uma vida de angústia, sofrimento e infelicidade (que considero ser já o caso). Não é maldade da minha parte, mas às vezes, uma pessoa tem destas coisas.

Daniel: Também não há razões para tanto descontentamento! Não me acredito que os leitores do Barnabé, algum dia se sentissem cativados por esse comentário ou que servissem para passar essa mensagem. Considero que produziria até um bom efeito: as pessoas não se esqueceriam (como eu próprio, por vezes, esqueço)que o neo-nazismo é uma ideologia que ainda está presente e que é necessário estarmos sempre vigilantes! Por vezes, o Paulo Portas não é o pior inimigo! Ainda os há mais perigosos e já é difícil.

Saint-Simon: o comentário nem parece seu! Um pouco mais de tolerância. De facto, manietar a liberdade de expressão não é democrático. Pode ser um dos seus efeitos perversos, como se viu, com a chegada de Hitler ao poder. Mas pronto, é o perigo de haver demagogos que conseguem falar às pessoas e conseguem uma cadeira no poder. Veja-se novamente o exemplo do Paulo Portas e da sua comandita!

Afixado por: Joaquim em fevereiro 13, 2004 03:13 AM

Para desanuviar:

sabiam que se escreverem (no Microsoft Word) a sigla NY (New York) em maiúscula (que palavra feia!) e substituirem o tipo de letra utilizado por Wingdings, aparece um caveira cruzada e uma estrela de david, numa clara alusão a "morte aos judeus" ou no mínimo "os judeus são uns piratas"!
Esse Gates não me engana: ele é que é um grande anti-semita e este novo caso, só o vem confirmar!

Afixado por: Joaquim em fevereiro 13, 2004 03:25 AM

Não li o "afixo" que foi apagado. Mas, lendo todos os outros comentários, é como se o tivesse lido. E assim lido, concordo naturalmente com o apagamento do Panzer (o nome dos mais mortíferos tanques nazis), pois deduzo pelo lido que este panzer faz parte dos pequenos ogres nazistas. Ora os pequenos ogres nazistas, são autênticos difusores da pior das pestes que mortiferamente assolou a Humanidade. Ora uma peste, qualquer peste, porque é mortal para o Homem, deve ser exterminada.
Trata-se de auto-defesa vital humana, totalmente legítima e totalmente necessária. Nem sequer tem nada que ver com a Liberdade de Expressão; porque a Peste Nazi não tem liberdade de expressão. A Peste Nazi somente tem expressão; a expressão da peste.
Ora, dar liberdade de expressão à expressão da peste, é ou seria o mesmo que dar a faca àquele que nos vai esfaquear.
Fica pois claro, caro Joaquim, que a Liberdade de Expressão não é nem deve ser um valor absoluto. A Liberdade é e deve ser um valor absoluto. A Expressão da Liberdade é e deve ser um valor absoluto. Obviamente que a Expressão da Peste deve ser um valor a aniquilar. Porque a Expressão da Peste não encerra em si o valor Liberdade, não lhe dês tu liberdade de expressão, pois, se o fizeres, estás ou estarás a abrir a porta ao teu assassino.
Penso, Joaquim, que assim entenderás claramente quais os limites da Liberdade de Expressão (perdoa a minha imodéstia); transportando ela em si, pois, um valor relativo ao valor absoluto Liberdade. [E nunca sejas "intuitivo" sem simultaneamente seres "dedutivo". (Se me permites a sugestão)]

Pela Liberdade. Contra a Expressão da Peste.

Afixado por: António Duarte Bento em fevereiro 13, 2004 03:46 AM

Rui Tavares, ao reler todos os comentários aqui afixados, deparei com a tua defesa da permissão constitucional de partidos fascistas ou nazistas. Como bem dizes, a Constituição é de todos.
Quem são os "todos"?
Os "todos" são o Corpo Social da Biosfera Humana Portuguesa. (Falo em Corpo Social, para o distinguir do corpo individual de cada homem - corpo individual biológico e corpo social biológico, este num conceito de corpo colectivo ou corpo da biosfera)
Seguindo o pensamento que expressei acima, no "afixo" anterior, não posso naturalmente concordar com a tua proposição.
Porque a Sociedade também forma um corpo - um macro-corpo, se a Constituição dessa Sociedade permitir partidos nazistas no seu seio, estará a permitir a existência de um cancro no seu seio.
Permitirá, assim, um cancro no interior do seu Corpo, permitindo no seu Corpo o cancro que o há-de matar.
A Constituição também necessita, pois, do alto valor chamado Liberdade. Permitir a Não-Liberdade constitucionalmente, é assim permitir uma Constituição que não seja Constituição de Homens Livres. O Abismo existe, bem como o seu limite.
[O nazismo é um abismo. E um abismo na Constituição, torna esta Constituição abissal.]

Afixado por: António Duarte Bento em fevereiro 13, 2004 04:36 AM

Sr. Joaquim não se preocupe, parti logo do princípio que o "pan" fosse de pançudo. Estes fachas tem sempre tendência para a obesidade e prisão de ventre...

Afixado por: Boss em fevereiro 13, 2004 05:19 AM

Muito preocupados estão vocês com a porcaria do Bookshelf 7, que ninguém usa.... Não há blog que não fale nisso... porra! E se lhes apetecesse tirar os 'ç', só para chatear?

Afixado por: O Prusidente da Junta em fevereiro 13, 2004 07:39 AM

Já alguém se deu ao trabalho de tentar saber se essa história do Bookshelf está bem contada?

Afixado por: Ossama em fevereiro 13, 2004 09:26 AM

Pois olhe Daniel, faz mal. A cruz suástica é um muito nobre símbolo da felicidade e prosperidade no hinduismo. Vá passear à Índia, e verá cruzes suásticas pintadas por todos os lados, em muitas cores (suásticas amarelas, côr-de-laranja, azuis, etc). A cruz suástica é um símbolo muito antigo e muito nobre, não merece ser assim desprezada pelo Barnabé. Os indianos são 1 bilião, e são muito espertos; os europeus nem a meio bilião chegam.

Afixado por: Luís Lavoura em fevereiro 13, 2004 09:35 AM

Fiz um comentariozito para depois o Daniel poder brilhar puxando os galões sanguineos (já o outro dizia que o melhor que nos corre nas veias é o sangue) e chego aqui e deparo-me com uma revolução!
Realmente a barbárie está muito perto da civilização. Indignação, ética, justicialismo, mais ética, valores, etc. Na minha opinião este assunto é um pouco como as visitas de Le Penn a Portugal, só se dá por elas porque o BE as divulga (lá vou levar uma reprimenda do daniel e mais um post contra o PS).
Nada nos diz que o gajo que fez comentários racistas não seja o mesmo que depois vem proclamar loas à liberdade e à tolerância. Acho tudo isto escusado e inutil. gosto de fazer comentários, agradeço a vossa paciência e simpatia para as coisas que digo mas também tenho consciência da limitações e fragilidades do modelo. Se o critério é apagar, apaga-se e pronto.

Afixado por: Real em fevereiro 13, 2004 09:53 AM

Real, só fazemos posts sobre esta decisão, porque é a primeira vez que aplicamos este critério. Foi o que aconteceu da outra vez, com os links pornográficos. A partir de agora, limitamo-nos a apagar

Afixado por: Daniel Oliveira em fevereiro 13, 2004 11:15 AM

PARA QUE A LIBERDADE SEJA DEFENDIDA ATÉ À EXAUSTÃO, NÃO TENHAMOS MEDO DE SEGREGAR OS NAZIS E AFINS.
FORÇA. FORÇA. FORÇA.

Afixado por: Allen em fevereiro 13, 2004 11:26 AM

Já alguém se deu ao trabalho de tentar saber se essa história do Bookshelf está bem contada?

Afixado por: Ossama em fevereiro 13, 2004 11:36 AM

Percebo que a suástica seja difícil de engolir, e continue assim nas próximas décadas na europa. Ainda hoje a suástica é utilizada em várias religiões e, apesar de não ter a certeza absoluta, penso que ainda é o símbolo da força aérea finlandesa.

Para quem queira saber um pouco mais sobre o símbolo que não nasceu, mas quase que morreu com o nazismo recomendo a maior (e melhor) enciclopédia do mundo:

http://en.wikipedia.org/wiki/Swastika

Afixado por: João Neves em fevereiro 13, 2004 12:01 PM

No barnabé a suastica é inaceitável!
Não compreendo portanto o sentido do post.
É que as razões são as mesmas: Ignorância e intolerância primárias.

Nem a multi-milenar Estrela de David tem culpa das actitudes criminosas do governo Israelita, nem a ainda mais antiga Estrela Suastica tem culpa de ter sido empregue como símbolo pelo regime Nazi.

Desafio os barnabés a, inteligentemente, afixarem aqui uma suastica, explicando ao povo que se trata da cruz antiga das religiões europeias pré-católicas e que simbolizava boa sorte. Era tb o símbolo da religião Hindu.
Numa época anterior a Hitler, surgiu na alemanha uma teoria que defendia descender a raça alemã da hindu, esta teoria era apoiada no facto de haver na alemanha muitos achados arqueológicos que apresentavam a suastica. Aliás ela estava presente em muitas igrejas cristãs ao lado da cruz de cristo.

Afixado por: akkenatton em fevereiro 13, 2004 12:05 PM

Já agora e sobre a censura ao panzertanso.
Isto diz um gajo de direita, os barnabés são ignorantes e defendem-se com a teoria surrealista da "parede da casa deles". chamo-lhes ignorantes porque mais eficazmente se defenderiam com a lei que proibe claramente manifestações nazis e além disso permite ao proprietário de um espaço destes fazer basicamente o que lhe apetece.

Contudo a moral é esta, se deixas escrever na parede da tua casa não te podes queixar daquilo que lá escrevem.
É claro que lei e moral não são a mesma coisa, é como a proposta de lei do aborto do PS, se aprovada seria legal, mas nunca seria moral

Afixado por: akkenatton em fevereiro 13, 2004 12:11 PM

Real: que insinuação parva: "nada nos diz que o gajo que fez comentários racistas não seja o mesmo que depois vem proclamar loas à liberdade e à tolerância". Lá por dever estar habituado a estes esquemas de propaganda de pacotilha (o PS faz escola nisso)não quer dizer que outros o façam! Recorrendo ao ditado popular (um pouco infantil, bem sei): "Assim o és, assim o cuidas!"
Daqui a pouco está a dizer que o Panzermayer é o alter-ego do António Duarte Bento! Olhe que há gente para tudo!

António: não leve a mal. Imagino que não queira ser identificado de forma alguma com tamanha besta/ogre, mas faço-o, ironicamente porque foi só o que de todos nós mais violentamente criticou a dita ideologia! Um abraço!

Afixado por: Joaquim em fevereiro 13, 2004 02:28 PM

Quem me dera que seja possível que um dia eu e a maioria dos europeus olhemos para a suástica e a primeira ideia que nos venha à mente seja a do Hinduismo.. No entanto ainda estamos longe disso meus senhores. Os Barnabés estiveram bem.

Afixado por: Boss em fevereiro 13, 2004 04:25 PM

Não, não estiveram. A desculpa deles é irrealista.

Se se justificassem com a lei aceitava! Apesar de não concordar com ela, concordo que tem de ser cumprida.

Mas deram uma justificação sem sentido.

E depois não fale em nome dos Europeus, fale por sí apenas!

Afixado por: akkenatton em fevereiro 13, 2004 04:34 PM

Todos temos pelo menos uma vaga ideia da origem da suástica, mas os símbolos têm uma história. Hoje a suástica, no Ocidente, tem uma história de horror. Qualquer pessoa de bom senso sabe isto.

Afixado por: Daniel Oliveira em fevereiro 13, 2004 04:42 PM

Joaquim: Eu diria que me dá razão ao afirmar :"Pode ser um dos seus efeitos perversos, como se viu, com a chegada de Hitler ao poder. Mas pronto, é o perigo de haver demagogos que conseguem falar às pessoas e conseguem uma cadeira no poder." De facto, acho que as democracias têm de se defender e estar atentas, para que não aconteça o que aconteceu com a chegada de Hitler ao poder. Mas nem é preciso ir tão atrás. Veja a crescente importância eleitoral de grupos como o Front Nacional em França, ou o que se passa na Áustria, Itália, etc. etc. Um dos problemas com que nos vamos defrontar a prazo é a crise das democracias enquanto regime político tal como existem. Se falharmos numa série de aspectos fundamentais, tais como o modo como lidamos com as migrações internacionais e algumas consequências da globalização, corremos sérios riscos, cujos efeitos desconhecemos por agora em absoluto. Abrir o flanco para a difusão da ideia de que a alternativa está na ideologia fascista não me parece boa postura. Concerteza que defendo a liberdade de expressão também dessa ideologia. Já a sua liberdade de organização e de acção, acho que aí a aplicação da legislação em vigor deve ser defendida por todos os que prezam os princípios e valores democráticos. Não sejamos ingénuos...

Cumprimentos

Afixado por: Joseph Saint-Simon em fevereiro 13, 2004 06:10 PM

Saint-Simon: concordo com quase tudo o que disse. O seu olhar sobre este assunto é ponderado mas o problema é que sou ingénuo. Contudo, para mim, há um outro factor que por vezes se esquece: o indivíduo. Eu tendo, apesar de a história tantas vezes mo desanconselhar, a acreditar nas pessoas, na sua razoabilizadade e na sua humanidade. Acredito que existem uma série de valores universais, partilhados, tendencialmente, por todos os indivíduos: liberdade, igualdade, fraternidade, tolerância e livre-pensamento. Acredito que as pessoas tenderão a fazer a escolha certa, que, para mim, é aquela que se vai aproximando, passo a passo, numa luta permanente, para os valores atrás enunciados. Não acredito que esses valores sejam detidos exclusivamente pela esquerda, apesar de, infelizmente no meu ponto de vista, ser a facção que mais os defende. Não estou muito preocupado com a guerrilha entre esquerda e direita. Aliás, considero estar além dessa dicotomia maniqueísta, que julgo ser até um pouco infantil. Tento, na minha prática quotidiana, ir respeitando estes valores a que me estou a referir. É um pouco difícil mas sempre é um objectivo. Chamem-me utópico, citem Hobbes, JPCoutinho ou outro qualquer, façam o que quiserem, mas acredito ser um grande objectivo de vida. Resumindo e chamando-lhe a atenção para uma coisa que parece esquecer: porque não tentamos educar indivíduos que se relembrem destes valores tantas vezes esquecidos, em vez de tentarmos impedir, por qualquer proibição, que haja gente que os tentem controlar e submeter?

Porém, não me esqueço de La Boétie e da sua análise sobre a servidão voluntária, coisa que parece ser um dos destinos impostos à Humanidade, já que não acredito, ou não posso acreditar, que seja esse o seu real destino!

Para acabar: já uma vez me perguntei como seria se tivesse 18 anos em 1933 e vivesse na Alemanha. Bem sei que é um exercício escusado, mas não posso garantir que estivesse do lado da Resistência. De facto, até compreendo a atracção do Nazismo! Acho até que quem se fizer essa mesma pergunta e for honesto intelectualmente também não poderá ter muitas certezas!

Cumprimentos


Afixado por: Joaquim em fevereiro 13, 2004 09:40 PM

Joaquim: A propósito do dia, a democracia é como a pessoa amada, se não a estimamos podemos perdê-la...

Quanto ao exercício que propõe, eu não tenho as suas dúvidas. Lamento. E olhe que estou a ser honesto comigo mesmo e sincero.

Cumprimentos

Afixado por: Joseph Saint-Simon em fevereiro 14, 2004 02:31 PM

Já agora Akkenaton: não é "a desculpa deles é irrealista." Não é "a desculpa". Desculpa é para quem se quer desculpar. É "o argumento". E não é "irrealista", é "não concordo com o argumento do Barnabé porque [ponto a, b, c, d, etc.]", ou "é irrealista porque x, y, z". Entendeu? Somos crescidinhos, de forma que não arranjamos desculpas, fazemos as coisas por já termos pensado, às vezes longamente, nelas – e acho que é bom começar por reconhecer isso.

Afixado por: rui tavares em fevereiro 14, 2004 03:16 PM
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