fevereiro 16, 2004

Lençol branco a ver se ele vê

Filipe, um dia falamos do que eu acho e não acho do PCP. Recomendo-te este texto que aqui escrevi sobre o “Adeus Lenin”. Espero que sirva para compreenderes melhor, já que resolveste radiografar o assunto. A verdade é esta: quando aqui bato no PS, não faltam reacções como a tua. Quando bato na direita, já pouco reagem tão violentamente. Estão habituados. Quanto ao mais, depois de um lenço branco, constato que não nasceste para a diplomacia que os tempos de paz exigem, pois não? Isso pode ser porreiro, mas nem por isso é uma virtude.

Publicado por danieloliveira em | TrackBack
Comentários

Os do PS não se zangam de certeza. Agora porque é que os da direita não se zangam~, não faço a mínima ideia

Afixado por: Real em fevereiro 16, 2004 09:47 AM

Ainda não tinha lido o seu texto,incluindo no link Adeus Lenine. Li-o...e compreendi tudo.Mais.Identifiquei-me com muita coisa.Também eu militei na UEC e também eu participei em muitas actividades do PCP-Madeira, uma das quais damdo aulas nocturnas a "camaradas" estudantes trabalhadores.Nem tudo foi mau no PCP.São momentos que recordo até com muita nostalgia...

Afixado por: Valeria Mendez em fevereiro 16, 2004 10:42 AM

Valeria Mendez, para o Daniel a experiência no PCP deve ter sido dolorosa, por isso foi tudo “Mao”. Nem sequer ponho em causa se há ou não astúcia nas intervenções do Filipe mas, é compreensível que haja alguma irritação quando se vê uma piadinha daquelas, em que o Bernardino Soares e a Odete Santos caem de paraquedas sem se saber como. O Daniel tem que reconhecer que foi uma piada sacada a ferros. Faz-me perguntar ao Daniel se sua saída do PCP foi apenas derivada a decepção política?

Afixado por: Major Alvega em fevereiro 16, 2004 04:57 PM

Vi que não leste o texto que a Valéria comenta, para dizeres o que dizes. Quanto a insinuação... Não gosto de insinuações. Desembucha e terás a resposta.

Afixado por: Daniel Oliveira em fevereiro 16, 2004 06:50 PM

Daniel, eu li por completo o texto da Valeria, eu li até à ultima linha os textos do Luís Rainhae Filipe Moura, e eu li por completo o teu texto “sem liberdade esquece” e este que está neste momento em causa (incluindo título), e creio ter percebido na integra qualquer um destes textos. Só não compreendo a tua intransigência (1) com o PCP, com a Revolução Cubana ao ponto de emitir umas piadinhas com ligações tão forçadas como a do Muro (2), e sobretudo com alguém que emita qualquer ponto a favor de alguma destas forças. E foi o caso do comentário da Valéria, sabendo que o texto da Valéria não é abonatório às ideias que prezo, e as reticências tenham dado um tom irónico ao que escreveu.
Quanto à minha questão final interpreta-a como quiseres, mas derivado a isto(1) e a isto(2) e a mais alguns artigos, volto-te a fazer a mesma pergunta, que mal é que PCP te fez? Ou “…sua saída do PCP foi apenas derivada a decepção política?” Por isto (1) (+1x) e por isto (2) (+1x) deve ter sido um processo bastante doloroso.

Afixado por: Major Alvega em fevereiro 16, 2004 11:30 PM

Nada doloroso. Tenho bastantes amigos e familiares no PCP. Um até é do Comité Central e é das pessoas que mais gosto neste Mundo.

Acontece que se posso dizer mal do PS, do PSD, do PP, do Manuel Monteiro, do Mourinho, do Sampaio, do Durão, não imagino uma razão para estar obrigado ao silêncio em relação ao que discordo no PCP. Mas sobretudo porque não hei de confrontar as pessoas com as quais sempre discordei, mesmo quando era do PCP ou até sobretudo quando era do PCP. Esse luto para a vida nunca o comprei, apesar de mo terem tentado vender muitas vezes.

Fui militante 10 anos e sempre fui contra o Muro. Sempre. E sempre contestei quem o defendia. E eu não estava longe de ser o único. Por isso, não admito que, quando ataco Odete Santos e Bernardino, me digam que estou a atacar o PCP. Felizmente, o PCP é mais do que estas pessoas. Sempre foi. Infelizmente, é cada vez mais estas pessoas.

Uma coisa que me deixa doente é esta vitimização. Eu ataco o PCP sempre que me der na bolha. E tu vens aqui defender. São assim as regras. Pelo menos no mundo cá fora. Se atacares o meu partido, eu não venho aqui perguntar: mas o que é que te fizemos? que ódio é esse? Debato ou nem debato, depende do ataque. Parece-te justo?

Quando disse que não tinhas lido o texto, referia-me ao que a Valéria comentava: sobre o Adeus Lenin. Está linkado no texto. Lê e entendes que nem odeio o PCP, nem a Valéria vos estava a insultar.

Afixado por: Daniel Oliveira em fevereiro 17, 2004 03:04 AM

Se não foi doloroso ainda bem para ti.

Ninguém quer tocar na tua liberdade de expressão.

A vitimização não é apanágio do Partido, simples achei o teu post inoportuno e disparatado, certo? Aqui não estão em causa as barreiras ao debate, ou qualquer espécie de tabu porque eles não existem, não existiram, nem nunca existirão entre o BE e o PCP.

Dadas as responsabilidades dos deputados em causa acho difícil dissociar o Partido desse teu Post.

Também nunca disse que a Valéria insultou o Partido.

Finalmente congratulo-me em saber por uma pessoa que já foi comunista mas já não é, que teve espaço no dentro Partido para debater a questão muro, considero quase um cumprimento, pena de não ter saído num Post, porque há muita gente que faz questão em não acreditar. Pessoalmente considero o ideal comunista superior a qualquer outro ideal, o que por si só é suficiente para reter aquilo que a humanidade tem de melhor, sem necessitar de barreiras físicas.

Afixado por: Major Alvega em fevereiro 17, 2004 10:25 PM
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