fevereiro 20, 2004

Confluências

...
(I do not know what it is about you that closes
and opens; only something in me understands
the voice of your eyes is deeper than all roses)
nobody, not even the rain, has such small hands
...
(eu não sei o que é que há em ti que fecha
e abre; apenas alguma coisa em mim entende
a voz dos teus olhos mais profunda que todas as rosas)
ninguém, nem mesmo a chuva, tem tão finas mãos

e.e. cummings, de W(Viva), XVIII, 1931,
trad. Jorge Fazenda Lourenço

Publicado por celsomartins em | TrackBack
Comentários

Belíssimo poema, Celso. Tão belo como a pintura que lhe serve de sustentáculo. A chuva, de facto, tem finíssimas mãos. E contudo, abrangentes. A vida nasce dessas mãos da chuva. A chuva significa "Bom Tempo".

Afixado por: António Duarte Bento em fevereiro 21, 2004 12:20 AM

É a segunda vez que vejo alguém referir-se a um dos (meus) poemas favoritos de cummings. A primeira foi no filme do Woody Allen "Ana e a suas irmãs". Elliot (Michael Caine) oferece um livro de cummings a Lee (Barbara Hershey), destacando este poema.
Por acaso, este é o único poema que mandei emoldurar e mantenho pendurado numa parede cá de casa.
Cumplicidade, caro Celso. Política à parte.

Afixado por: MacGuffin em fevereiro 21, 2004 10:30 AM

Macguffin, há vida para além (e para aquém) da esquerda e da direita.

Afixado por: celsomartins em fevereiro 21, 2004 01:39 PM

Valha-nos isso, caro Celso. Ou, como diria o Jardel: "Graças a Deus, né?"

Afixado por: MacGuffin em fevereiro 21, 2004 04:02 PM

Pelo número de comentários a este magnífico 'postema' bem se vê que este é um país de poetas.

Afixado por: thirdbacus em fevereiro 22, 2004 01:42 AM
Comente esta entrada









Lembrar-me da sua informação pessoal?