Saiu, há alguns anos, de casa dos seus pais. Vestia camisola beige, calças de ganga e sapatilhas encarnadas. Sofre de perturbações mentais. Pede-se a quem tenha informações sobre o seu paradeiro que informe o serviço de desaparecidos da Polícia Judiciária.
Publicado por danieloliveira em | TrackBackRelatório de Conjuntura do INE
No quarto trimestre tanto o indicador de clima como o de actividade económica melhoraram face ao trimestre anterior, indiciando que se manteve a tendência de recuperação da economia. No entanto, permaneceram as incertezas quanto à robustez e rapidez desse processo. Com efeito, a partir de Novembro o indicador de clima estabilizou num patamar inferior ao nível já alcançado e só em Janeiro se registou nova recuperação. Também a recuperação do indicador de actividade perdeu algum fulgor, em especial em Dezembro passado, último mês para o qual está disponível. A taxa de desemprego no trimestre situou-se em 6.6%, mais 0.4 pontos percentuais do que no trimestre homólogo de 2002, e embora não tenha havido uma diminuição global do emprego o indicador abrangendo a indústria, a construção e parte dos serviços apresentou uma diminuição de 3.3% no quarto trimestre, uma quebra menos intensa do que no terceiro trimestre.
A produção na indústria transformadora manteve a evolução positiva já observada no terceiro trimestre, mas o seu ritmo foi mais moderado, o que resultou de abrandamentos ou quebras mais intensas em todos os principais tipos de bens. A produção na construção e obras públicas registou uma quebra mais acentuada, aproximando-se ainda mais do mínimo alcançado na primeira metade de 2003. Em todo o caso, registaram-se melhorias no volume de negócios, não só na indústria como num conjunto alargado de serviços, que se traduziram em variações homólogas positivas, o que já não acontecia há largos trimestres. Nos serviços merece especial destaque a significativa contribuição do subsector de actividades imobiliárias, de alugueres e de prestação de serviços às empresas.
A procura interna foi um pouco mais dinâmica, apontando os indicadores para uma evolução positiva do consumo privado, o que constituirá uma clara melhoria face aos trimestres anteriores, e para uma quebra já menos intensa do investimento. No caso do consumo privado, refira-se não apenas a forte recuperação das vendas de automóveis, beneficiando de um efeito de base favorável, que permitiu um andamento positivo do consumo de bens duradouros, como também a melhoria no consumo de bens correntes não alimentares. Todavia, de Novembro para Dezembro a generalidade dos indicadores sobre o consumo revelou andamentos menos favoráveis, com excepção das vendas de automóveis. A incerteza quanto à tendência de evolução do consumo é
ainda apreendida pelos sinais contraditórios dos agentes económicos, sendo de notar, em Janeiro, a melhoria das opiniões dos empresários do comércio a retalho sobre a evolução do volume de vendas, porém sem grandes implicações sobre a actividade actual e prevista, a par do recuo do indicador de confiança dos consumidores.
Quanto ao investimento, assinale-se a tendência de recuperação do material de transporte, nomeadamente de veículos pesados, que no rerceiro trimestre ainda apresentava uma quebra acentuada e no trimestre terminado em Janeiro já revelou um crescimento apreciável. Mas há também indicações de um andamento favorável do investimento em máquinas e equipamentos.
A contrapartida destes desenvolvimentos da procura interna foi um crescimento adicional das importações de bens, a avaliar pela informação disponível. Do lado das exportações é de assinalar a continuação do seu apreciável dinamismo, mais uma vez acima do crescimento da procura externa, propiciando ganhos nas quotas de mercado. No comércio intra-comunitário, sublinhe-se o dinamismo das exportações destinadas a Espanha, que têm mais do que compensado as quebras das destinadas à Alemanha.
A inflação, medida através da variação homóloga do IPC, desacelerou no quarto trimestre, depois do pico alcançado em Setembro, prolongando-se este abrandamento para Janeiro. A inflação subjacente também desacelerou, mas mantém-se acima do crescimento do IPC. Note-se que o abrandamento tem sido determinado fundamentalmente pelo índice de bens, que se tem mantido em desaceleração desde Outubro, atingindo uma variação homóloga de 1.3% em Janeiro, o que compara com a variação de 2.7% em Setembro.
Relatório concluído com base na informação
disponível até 19 de Fevereiro de 2004.
chama-se barnabé oliveira e não diz coisa com coisa.
Afixado por: ele em fevereiro 27, 2004 02:05 PMclaro, claro, todos sabemos perfeitamente que a retoma já está aí. só precisamos que nos expliquem.
Afixado por: rui tavares em fevereiro 27, 2004 02:14 PMa retoma já chegou? onde está? onde está? também quero..
Afixado por: Vítor em fevereiro 27, 2004 02:18 PMDesculpem-me a pesporrência, mas isto é tudo treta. Já se sabe (quer dizer, devia saber-se) que o capitalismo anda aos altos e baixos: retoma, recessão, retoma, recessão. Portanto, não se duvida que, normalmente, a seguir à recessão há a retoma (assim como a seguir à retoma há recessão). É alguma novidade? Alguma vantagem dum governo etc.? NÃO NÃO E NÃO.
Interessa, isso sim, e continuando dentro da lógica capitalista, se o governo acentua ou não a recessão, ou a retoma, etc.
Claro, claro, podíamos ainda (cruz credo) começar a falar fora desta lógica, mas isso é terrorismo, e, portanto, cala-te boca. Já cá não está quem falou.
o primeiro-ministro vem falar em retoma a destempo. há mais de um ano que o optimista Luís Delgado a anuncia no Diário de Notícias.
Afixado por: Pedro Vieira em fevereiro 27, 2004 02:36 PM