fevereiro 27, 2004

Sigam o camarada Barroso

Num momento surrealista do debate mensal da Assembleia da República, em que Cravinho e Durão Barroso trocaram mimos sobre o papel de cada um no 11 de Março (onde chegam os debates sobre economia quando o Primeiro Ministro não estuda a lição!), Durão disse que a sua postura nesses tempos era desculpável, porque tinha 18 anos. E acrescentou: o que eu fiz, fiz por convicção e não teve os mesmos efeitos no País que as coisas que o senhor fez. Perante esta defesa inflamada do papel do MRPP no PREC, a bancada do PSD não se conteve e aplaudiu entusiasmada. Fiquei à espera, a ver se cantavam a Internacional em chinês, com o livrinho vermelho na mão. Mas nada. Esta gente não merece o líder que tem.

Publicado por danieloliveira em | TrackBack
Comentários

Do pouco que vi onde ele esteve mais patético foi mesmo nas tiradas sobre o protocolo de Quioto..

mas ver a bancada do PSD/PP a cantar a internacional em chinês era lindo.

Afixado por: Vítor em fevereiro 27, 2004 02:15 PM

"Momento surrealista"? Ora, faz favor, um pouco mais de respeitinho, poxa! Estou farto de escrever pros blogues a pedir que não estraguem a minha herança, e é isto...
Inda sisto fosse um blogue de direita...
Fiu!
Faz favor de mandar reparar a mossa, sim? Se não, keixo-me ao BdE.

Afixado por: andre breton em fevereiro 27, 2004 02:22 PM

Decididamente, Durão Barroso é uma anedota!

Afixado por: canzoada em fevereiro 27, 2004 02:44 PM

Ai como eu gostava de não me antecipar ao que eles dizem a posteriori...

"Ao Daniel aconselho a leitura da entrevista a Augusto Santos Silva no DN de hoje. Leia com atenção as sábias palavras de Augusto Santos Silva. Olhe que ele sabe o que diz, a propósito de Freitas e do que eu já aqui escrevi recorrentemente: está em curso uma tentativa de criação de criação de um partido peronista, uma refundação e fusão da direita, onde pessoas como Freitas e até Durão Barroso não terão lugar. Essa estratégia, a ser bem sucedida, não haja a mínima dúvida vai ter como contraponto o facto do PS "engolir" eleitoralmente o PC e o BE. Do meu ponto de vista esse não era o melhor caminho para o país...
Mais, discordo em absoluto que Freitas tenha "ficado para trás" no movimento de evolução das suas ideias e posicionamento face à politica nacional. Acho que o PP e até o PSD é que voltaram atrás. Então isso não é notório quando ressuscitam fantasmas já mais que mortos como o 11 de Março, as Nacionalizações, etc. etc.? Freitas evoluiu muito mais do que pessoas como Portas, Santana, etc. Tal como defende ASS, também eu convivo muito bem com a ideia de ter Freitas como Presidente da República. Aliás defendo inclusivé que para um cargo como o de PR, considerando os nomes que se têm perfilado como presidenciáveis Freitas é a personalidade com melhor perfil para o cargo. É sem dúvida culto, moderado, com curriculo relevante em termos politicos e académicos e que hoje em dia é suficientemente equidistante face à guerrilha partidária. Considerando todos os critérios que julgo essenciais para o cargo, Freitas é, quanto a mim, o melhor candidato.

Afixado por Joseph Saint-Simon em fevereiro 23, 2004 12:34 AM"

Afixado por: Joseph Saint-Simon em fevereiro 27, 2004 02:48 PM

Senhor Andre Breton, primeiro fico muito contente por ter a sua visita. Segundo, tem razão. O surrealismo tem sido abastardado e eu dei aqui mais uma contribuição. Lamento.

Afixado por: Daniel Oliveira em fevereiro 27, 2004 03:28 PM

Ora, ora! Assim não dá forra! Se concorda com o que eu digo, não há escândalo!Bem sei que eu fui o primeiro a declarar (no prefácio à segunda edição do segundo manifesto) que a polémica entre malta de esquerda e entre surrealistas por vezes se tornava infelizmente demasiado agressiva e que era uma pena isso acontecer, e que me arrependia de ter utilizado esses esquemas, mas não esperava tanta cordialidade aqui. Bolas! Olhe: passe bem, que lhe hei-de dizer? Viva o tal ponto sublime...

Afixado por: andre breton em fevereiro 27, 2004 10:41 PM

Já que estamos numa onda anarco-surrealista não resisto a citar aqui o blog Amor e Ócio, a propósito de Durão hoje no Parlamento...ah... e concordo plenamente:
"Ouvi há pouco na TSF o primeiro-ministro, durante o debate mensal no Parlamento, a sugerir à deputada socialista Elisa Ferreira que despisse a camisola...e vestisse a seguir a camisola da selecção nacional. Francamente, dr. Durão. Se tem mesmo que incentivar uma deputada a tirar a camisola, escolha antes a Joana Amaral Dias, do Bloco de Esquerda! A malta agradece."

Afixado por: Joseph Saint-Simon em fevereiro 28, 2004 12:52 AM

André Breton, eu sou um esquerdalho heterodoxo. Fui educado numa mistura explosiva de comunismo político e surrealismo (e não só) literário. Olhe, o resultado está à vista. Ou seja, há coisas que não se misturam.

Afixado por: Daniel Oliveira em fevereiro 28, 2004 02:38 AM

E mais ainda ...
O DB era puto, confessou, para nao aceitar as responsabilidades pelas suas brincadeiras na Faculdade de Direito. Mas bem crescido para se afirmar ser do 25 de Abril mas nao do 11 de Marco.Se calhar ate andou por la nas lutas anti-fascistas e ninguem deu por isso, que cherne e peixe de aguas profundas.
E, parentesis, desculpem-me sinais e outras coisas mais.
Por outro lado, aquela tirada quando ao facto de ele ser de uma geracao e o Cravinho de outra, deveria ter levado o Presidente da AR a solicitar a si mesmo intervencao para defesa da sua honra, dados os termos em que a comparacao se fazia. Pois Mota Amaral e de outra geracao e ate antecedeu talvez todos os presentes naquele lugar onde hoje se reune a AR, e antes a Assembleia Nacional.
Claro que estas coisas sao detectaveis mais facilmente agora que em pleno debate na AR ... e so isso explica o facto de o nosso Primeiro nao ter levado com o tratamento que bem merecia e merece.
E aquela de o nosso Primeiro ir a AR para fazer perguntas mas nao para dar respostas bem justificou a tirada habil do Louca, disponivel para ir ao Conselho de Ministros responder as perguntas, porque a ele e demais deputados, da situacao ou da oposicao, cabe, na AR, fazer perguntas ao Governo e nao responder a tiradas demagogicas do nosso Primeiro. Ate porque, vendo bem, e mais que aceitavel que, verificada a sistematica recusa na aceitacao de propostas da oposicao, esta recuse entrar em tais pagodes dos debates mensais.Porque nada mais sao que isso.
E quanto aos Verdes, que munca foram a votos ... mas nao foi nos tempos da Alianca Democratica que se comecaram a encaixar grupos nos partidos com autonomia plena quanto aos aos partidos que os encaixavam, incluindo a forma de grupos parlamentares?
Mais que falta de memoria, estamos perante a desfacatez de que se contar, sempre,que o tempo apaga a memoria dos outros.
Se isto nao e ter lata, eu vou ali e ja venho.

Afixado por: A.Moura Pinto em fevereiro 28, 2004 04:02 AM
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