Uma notícia do Público de hoje dá como certa a aposta de Cavaco Silva na maioria absoluta do PS. Como seria de esperar, já foi desmentida (ao bom estilo de Marcelo) por fonte próxima do professor Cavaco. Uma coisa se percebe, porém: Cavaco é mesmo candidato e não quer como engulho qualquer ligação ao PSD. Claro que o professor nunca foi propriamente um exemplo de lealdade ao partido. Toda a gente sabe quanto o cansaço em relação ao aparelho pesou na sua decisão de abandonar o governo. O mesmo se pode dizer em relação aos líderes que se seguiram. A traição a Fernando Nogueira, o seu mais fiel «ajudante», não deixou dúvidas a ninguém. Mas Cavaco sabe que, com Santana, não basta cultivar um certo distanciamento, é preciso mostrar repugnância. É o que está a fazer e, ao fazê-lo, divide radicalmente as águas, salvando-se do naufrágio. Pouco importa que a debilitada unidade do partido não sobreviva a semelhante terapia de choque. O país assim o exige e, já agora, o seu projecto pessoal também. Para Santana é só a estocada final.
Publicado por celsomartins emCavaco Silva é muito superior ao PSD. E tem consciência dessa superioridade. Ainda bem.
Afixado por: Luis Lavoura em fevereiro 9, 2005 10:19 AM