fevereiro 14, 2005

Lúcia de Jesus

«Bispos elogiam discrição da irmã Lúcia [Lusa - 13/2/2004]. A figura e a vida da irmã Lúcia, falecida esta tarde, foram recordadas como um "exemplo de fé" por vários bispos católicos portugueses, que elogiaram a sua discrição apesar do protagonismo da mensagem de Fátima. [...] O vice-presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, D. António Marcelino, considerou que a irmã Lúcia "representa uma certeza de fidelidade muito forte a Deus", que "soube estar sempre presente de maneira discreta e eficaz" [...] Por seu turno, Carlos Azevedo, bispo auxiliar de Lisboa e presidente da Comissão Científica da Documentação Crítica de Fátima, recorda o "seu papel de mulher simples que acolheu o mistério de Deus". "Durante uma longa vida testemunhou a humildade de ter sido beneficiada por um grande dom que merece a nossa veneração por esse facto", salientou o bispo, elogiando a "sua disponibilidade para o mistério". Para este responsável, que analisou toda a documentação escrita pela religiosa, ficou patente uma "faceta de normalidade de alguém que vivia a sua vida sem pensar na sua importância histórica" A morte da religiosa, aos 97 anos, já era esperada pelos crentes e não coloca em causa a divulgação da mensagem de Fátima, que "tem um corpo doutrinal plenamente consolidado", sublinhou. [...] Opinião semelhante tem D. Januário Torgal Ferreira, bispo das Forças Armadas, considerando que a sua discrição permitiu que o Santuário e a mensagem de Fátima criassem uma existência plenamente autónoma da sua vida. "A irmã Lúcia viveu sempre escondida numa penumbra" e "nunca foi vista como uma artista de acontecimentos mundanos", sustenta o prelado. "Acho que foi uma pessoa que esteve na origem de uma grande marca da espiritualidade do século XX e do início do século XXI. E, a meu ver, o seu escondimento e desejo de não ter protagonismo foi aquilo que prevaleceu", considerou.»

Não sendo católico e muito menos acreditando "em Fátima", não deixo de me impressionar com a história de Lúcia de Jesus. Senão vejamos. Eis uma criança que acha que viu a Virgem Maria. Tinha dez anos. A família reage mal, chega a castigá-la para que se cale com a história das visões. Mas a história espalha-se e nasce um culto à volta dela. Morrem os seus dois primos e amigos mais próximos que com ela partilharam – de forma bem mais contraditória – a história das visões. Após um momento inicial de desconfiança, a Igreja Católica decide assumir o controlo do culto de Fátima. Lúcia entra em reclusão num asilo interno para-religioso, porque à época a lei do país não permite a existência de conventos religiosos. Tinha então 14 anos.

A "Lúcia das aparições" semi-independente durou quatro anos. Entre os dez e os quatorze de idade. Uma criança.

Porque a partir daí Lúcia acabou. Mal atingiu a maioridade foi levada para um convento em Espanha. Entretanto, é instada pelas autoridades católicas a reescrever as suas memórias de Fátima. Sem entrar nas minudências da "fatimologia", é verdade que esta segunda versão tem contradições importantes em relação à versão de 1917. Torna-se, contudo, na história oficial, e a partir daí nunca mais Lúcia pôde desenvolver a mensagem de que alegava ter sido alvo. Os seus escritos só são publicados, tal como ordena a censura romana, com o imprimatur episcopal. Regressa a Portugal só em 1946, em pleno regime salazarista. As suas poucas declarações públicas são feitas através de bispos e papas, com quem tem encontros de poucos minutos. De resto, apenas o trivial: respostas a cartas, aconselhando à oração, algumas imagens televisivas sempre rodeada de gente, uma ou outra foto aparentando uma vida feliz. Faz votos rigorosíssimos de clausura. Neles fica até ontem. Passou talvez um décimo da sua vida consciente em liberdade.

Segundo o bispo auxiliar de Lisboa, foi uma existência normal.

Podem dizer-me que ela assim o quis. Tudo bem, façamos de conta que não imaginamos o ambiente de condicionamento psicológico em que se vive num asilo ou num convento. Finjamos por um bocadinho que a Lúcia das aparições sempre teve outra opção, que aos quinze, dezasseis ou vinte anos poderia perfeitamente dizer a qualquer momento "agora tenho vontade de ter outra vida", fazer a mala, apanhar o comboio. Façamo-nos de ingénuos e pensemos que sempre estiveram abertas as portas para que, por exemplo, pudesse vir até Fátima, tomar um pouco em mãos o culto que nascera com ela, falar aos fiéis, por exemplo. Sim, iludamo-nos por exemplo de que nas décadas de 30-40-50-60 e por aí adiante, com o culto de Fátima a atingir milhões de fiéis, a Igreja Romana a deixava brincar à Santa da Ladeira.

Não deixa de ser estranho, contudo, que em oitenta anos do século XX – do século XX dos mass media e da opinião pública – uma pessoa que viveu a que poderia ser descrita (neutralmente) como uma das experiências espirituais mais importantes do mundo nunca tenha dado uma entrevista sozinha, deixada em frente a dois ou três jornalistas por uma ou duas horas, circulado até quem sabe num circuito de conferências em escolas religiosas que fosse. Que nunca tenha falado à vontade acerca da sua experiência. Que recordaria então? Aquilo que disse em 1917, o que disse mais tarde, ou uma terceira versão dos acontecimentos? Mas não. Nada. Que votos tão rigorosos e tão convenientes.

Hoje em dia há muita conversa acerca de como os valores do Ocidente são mais correctos, mais respeitadores da liberdade, do que os outros. E de como o cristianismo é todo ele sobre a "dignidade humana". Mas aqui temos uma história do Ocidente, do cristianismo – uma miúda de 14 anos que passa a viver às ordens de autoridades religiosas porque "viu" coisas. É tão escura e tão perturbante como as outras histórias, as que não são do Ocidente, e revela tão pouco respeito pela dignidade humana como elas. Aconteceu em Portugal, com uma pessoa, durante décadas do século XX e do XXI. Parece coisa do século VIII. Mas aparentemente não faz confusão a muita gente, que de repente fica temerosa de chocar as convicções de terceiros. Para mim o respeito pelas convicções dos outros ainda não me levou ao ponto de ser insensível à lavagem cerebral, ao sequestro e ao silenciamento (mesmo legal e com bom aspecto).

Os bispos, felizmente, são bem mais sinceros. Regressemos ali acima para ver aquilo que têm a elogiar à "Irmã Lúcia": que foi discreta; que a sua morte não coloca em causa o corpo doutrinal de Fátima; que não se comportou como uma protagonista nem como líder carismática. Estamos numa igreja de homens: agradecem-lhe o não ter atrapalhado. Estamos numa igreja experiente: agradecem-lhe o ter-se tornado numa relíquia viva. Para o futuro nem se vai dar pela diferença.

Publicado por ruitavares em
Comentários

Partilho em absoluto a sua opinião. Excelente post.

Afixado por: vanessa a. em fevereiro 14, 2005 09:18 AM

Post fabuloso, Rui.

Afixado por: Luis Lavoura em fevereiro 14, 2005 09:26 AM

Inteligente, e pertinente opinião.

Afixado por: João Santos em fevereiro 14, 2005 09:46 AM

O que definitivamente me aborrece é mais uma vez o elogio da discrição.

Por essas e por outras é que gosto cada vez mais de José Mourinho.

Afixado por: Pedro Sá em fevereiro 14, 2005 09:51 AM

Muito boa reflexão Rui, é isso tudo.

Afixado por: FIL em fevereiro 14, 2005 10:09 AM

Análise perfeita e cabal, parabéns Rui.De facto tudo o que aconteceu á pobre rapariga e que durou toda a sua vida é digno do mais tenebroso da Idade Média. Felizmente, ela agora libertou-se. Até que enfim.

Afixado por: Luis Martins em fevereiro 14, 2005 10:25 AM

Achei o post absolutamente pertinente e fantástico. Parabéns!

Afixado por: Paulo Fogg em fevereiro 14, 2005 10:32 AM

A opção de vida em conventos e mosteiros é para mim incompreensivel, mas as minhas opçãoes de vida também o são para outros. Como sempre quando o assunto mete igreja a honetidade intelectual dos posts é dúbia e cheia de teorias da conspiração. De qualquer modo era simpático retirarem a petição, essa também reveladora do espirito primário com que tratram tudo o que diz respeito à igreja...

Afixado por: João Gundersen em fevereiro 14, 2005 10:53 AM

Eu a mim o que me impressiona nesta história de Fátima é o terrível universo de pobreza e atraso no qual ela se desenrola. Três meninos de 10, 9 e 7 anos de idade que, em vez de irem à escola, passam o dia a apascentar rebanhos nas encostas áridas de estéril calcário da serra d'Aire. O atraso cultural que isto reflete. A fome que certamente passavam. Dois desses meninos morrem, apenas dois anos depois das visões, portanto ainda antes da adolescência, na terrível "gripe espanhola". Meninos que não deixaram de ser crianças. Que credibilidade têm as "visões" saídas deste universo de atraso e miséria. É triste pensar nisto.

Hoje, no nosso mundo de carros e televisões, a generalidade das pessoas terão dificuldade em perceber o que aqueles três pastorinhos de facto eram: três miseráveis, rotos e esfomeados, retratos de um país de miséria e de atraso cultural.

Afixado por: Luis Lavoura em fevereiro 14, 2005 11:28 AM

No meio desta argumentação toda o Rui (se me permite) não refere o que fez a irmã Lúcia todos esses anos na clausura. Contemplou e rezou. Talvez pareça uma vida desprovida de sentido ou de proveito. Quem ajudou ela? O que fez na prática? Porque não se mexeu?
Poderia a ter sido uma arcebispo Orcar Romero que morreu assasinado por se opor ao regime em São salvador? Se estivesse na prisão já valia? Teria mais sentido assim?
Acho inútil especular sobre algo que não se acredita. No poder da oração, no poder da fé. Fátima pode não fazer sentido para muita gente, mas também é inegável que para muitos é o último reduto, e que essas pessoas acreditam na Irmã Lúcia. Quem não conhece algum familiar algum amigo que quer ir ao santuário porque pede, porque precisa de ajuda, de força para enfrentar as agruras da vida?
Uma vez explicaram-me que as freiras que vivem em clausura são como alguém que intercede por nós, que rezam pela humanidade. É algo tão precioso e necessário como todos os missionários que estão no terreno. Não percebo como se pode condenar isso ou chamar de falta de liberdade. É talvez a libertação superior, abdicar da vida para entregá-la a Deus aos outros.
Eu não acredito na existência de Deus mas esta mulher parece-me que teve uma vida admirável.

Afixado por: Sofia em fevereiro 14, 2005 11:42 AM

excelente post
A única aparição credível é a do camarada xico quando fala para os outros camaradas sobre essa cambada de malandros que são os cristãos em geral em padres em particular.
vamos todos votar no camarada xico para acabar com essa mentira que é a religião católica.

Afixado por: fidel em fevereiro 14, 2005 12:07 PM

Excelente post. O Rui consegue dizer o que importa sem não se perderem/ou perder nos detalhes.(quem me dera escrever assim)

Não posso de deixar de dar mais graxa sem pôr um link para ele no Diáro Ateísta.

E não nos esqueçamos da quantidade de visionários que surgiram naqueles anos...
Foi em Beja, foi no Norte, foi em Torres Novas. É um fenômeno habitual em tempos de crise.

Á ICAR basta separar o trigo do joio. Escolher o que se torna mais conveniente e manipulável.
São 2000 anos de experiência...

E depois do espectáculo que o PS, PSD e o CDS nos têm posto a ver, não digam que este país.. é um país laico...

Deus sempre foi parte da política dos hierarcas.

Afixado por: André Esteves em fevereiro 14, 2005 12:08 PM

Rui,
Julgo que subavalias o papel de Lúcia na consolidação de Fátima. É errado descrever a sua existência pós-1917 como apagada; não esqueças que, já em Tuy, ela continuou a ter visões... até o Menino Jesus lhe apareceu por lá. Ela nunca deixou de pressionar, com a ajuda destas "visões", a Igreja; fosse no sentido de pedir a consagração dos primeiros sábados ou da Rússia ao Sagrado Coração de Maria, fosse no sentido de actualizar e "completar" a mensagem de Fátima. Lembra-te que esta foi sendo composta por sucessivas versões, bem diferentes entre si: como exemplo,o comunismo como símbolo do mal não existia em 1917; e coisas estranhas como as "pré-aparições" do Anjo de Portugal só foram inventadas bem depois.
O papel de Lúcia na farsa de Fátima não acabou em 17, muito longe disso. Ela pode ter sido uma das primeiras vítimas da implantação do "altar do mundo" em Portugal; mas foi por certo a principal autora deste fenómeno, acolitada, claro está, por uma Igreja sempre pressurosa na sua sede de "milagres".

E olha que ela não foi para a clausura porque "assim o quis": uma carta dela da altura revela que só o fez sob coacção psicológica e que tal era para ela o mesmo que "ser enterrada em vida".

Afixado por: Luis Rainha em fevereiro 14, 2005 12:09 PM

Sofia, a religião católica também acreditou em tempos que a auto-flagelação servia para expiar os pecados...

O Rui não contesta a fé de ninguém, antes expõe factos que contradizem a liberdade de que Lúcia, de acordo com os bispos (e não só), dispunha. É possível que ela até quisesse ter vivido assim, mas o mais provável é que tenha mesmo sido forçada.

Afixado por: João André em fevereiro 14, 2005 12:11 PM

Sofia: Está a ser subjectiva e manipuladora: Que vida admirável é ficar fechada na intriga e pequena mesquinhez da vida em convento??

Quem têm seguido o fenômeno de Fátima á anos sabe muito bem a opinião da família, do dentista e das pessoas normais que privaram com ela.
Ela sempre teve um carácter egóista e mesquinho. Arranjava intrigas e comportava-se no Convento como uma elita de Deus. Soberba em conserva...

Mas há mais. Admita que Lúcia e as duas crianças mentiram, que tudo começou com uma brincadeira para chamar atenção e que de repente tudo se torna numa avalanche fora do controlo de Lúcia, que pelo carácter de criança era já uma manipuladora intuitiva.

Lúcia consegue desarmar o fenômeno, fazendo a virgem ir embora, fica a culpa nos meninos, que ela explora até á exaustão, indirectamente fragilizando-os até que morram de doença.

Entretanto a ICAR sempre de olho atento e conhecendo o contexto e acontecimentos melhor que ninguém, «rapta Lúcia».

Aproveitando-se da culpa e talento de Lúcia, consegue voluntariamente que ela construa uma nova vaga de aparições. Ela sempre com medo de cair em falso e desejando se castigar da culpa, prefere ficar em clausura.

A mensagem nas aparições pessoais a Lúcia são á medida dos seus tempos. Não é Pio X que proclama que a invasão alemã/hungara/croata/colaboradores a leste é a profecia da evangelização da rússia?

Toda a gente se esquece dos pormenores...

Sofia: o seu critério de avaliação para uma vida admirável deixa muito a desejar. Desde quando estar longe dos outros, que Cristo pede para ajudar-mos é admirável?

Afixado por: André Esteves em fevereiro 14, 2005 12:19 PM


Lúcia de Jesus está finalmente «livre» da pena de prisão perpétua a que foi condenada, ainda em criança.

Tal como digo aqui,

http://rprecision.blogspot.com

é perturbante ver como uma vida humana foi "desperdiçada" no altar desta crendice comercial.

Afixado por: Luís G. Rodrigues em fevereiro 14, 2005 12:25 PM

Óptimo post. Permito-me completar.

Vida de contemplação e oração? Se fosse eu a contemplar e a orar (sendo o eu alguém colectivo, nacional talvez), chamar-nos-iam de mandriões.

Três crianças que vissem uma luz no cima de uma oliveira hoje seriam tudo menos videntes: dementes, mentirosas, imaginativas, vítimas do audiovisual... É de mim, ou ainda ninguém reparou que os três segredos (que acabaram por ser, como o Rui referiu, ventilados pelos meandros episcopais e nunca na primeira pessoa) são completamente inócuos?

Ainda assim, conseguir manter um sorriso (na última aparição pública em 2000) depois de uma realidade difícil e de uma potencialidade ainda mais complicada, é de louvar...

Mas mesmo assim: luto nacional? Não deveria ser nestas alturas que a laicidade do estado deveria vir ao de cima? E no aniversário de Khrishna, também ele visionário? Vai haver balões?

Afixado por: Hoka Hei em fevereiro 14, 2005 12:41 PM

Acho curiosa toda esta reflexão espiritual do rui...
O problema é que ele tenta racionalizar a fé, algo que não é racionalizável...
Porque é qu eo rui é do benfica, ou do porto ou do sporting? A resposta nunca será racional: porque sim....Sou assim desde pequeno...

Já agora achei curiosas, também, as alusões ao site do BARNABÉ expressas no blog: http://fastdraft.blogspot.com/

Isto promete!

Afixado por: Pedro em fevereiro 14, 2005 12:55 PM

Curiosas estas profundas reflexões do rui, sobre o modo de vida da irmã lúcia...
O problema é que tenta racionalizar algo que não é racionalizável: a fé...
Há questões que não se reduzem ao empirismo positivista e, s epor exemplo, perguntarmos porque é que o Rui é do clube A, a resposta vai ser, naturalmente, irracional: "porque sim... Sou desde pequenino".

Achei curiosas também as referências ao blog BARNABÉ expressas no blog http://fastdraft.blogspot.com/

Isto promete!

Afixado por: Pedro em fevereiro 14, 2005 12:59 PM

sugiro o livro do Guilherme Silva, fotógrafo, "FátimaMente", e leitura do prefácio do Mário de Oliveira no dito.

Afixado por: bsilv em fevereiro 14, 2005 01:18 PM


Este texto está cheio de mentiras, eu próprio tenho um amigo-chamado BERNARDO MENDIA(para que n fiquem dúvidas) - que entrevistou a Irmã Lúcia. Isto serve como exemplo ilustrativo da vossa falta de rigor. Também me parece evidente que as vossas mentes progressistas, iluministas, científicas não podem compreender uma vida como a desta mulher. Como também não compreenderão a de Hildegarda de Bingen, que entrou num convento aos 10 anos e fui uma das maiores escritoras, teólogas e pintoras do seu tempo.
Ninguém como o Barnabé humilhou e gozou os Pastorinhos, a mensagem de Fátima e os peregrinos. Essa será uma das vossas coroas de glória.
Sei que há no Barnabé um católico chamado Olímpio Ferreira. Digo-o apenas porque o mesmo o assumiu na sua vida pública, e nos movimentos em que participou. Peço-lhe que se demarque neste mesmo blogue deste gozo com que os presunços humilham os pequenos e os escravos, de quem será o Reino.

Afixado por: emanuel p. em fevereiro 14, 2005 01:35 PM

presunçosos

Afixado por: emanuel p. em fevereiro 14, 2005 01:37 PM

Acho incrível a maneira como as pessoas comentam sobre coisas incompreensíveis à sua mente. Dizem-se tolerantes e liberais mas tudo o que não condiz com a sua própria construção social e cultural mete-lhes tanta confusão que não conseguem encaixar. Não me queixo disso, que é normal, somos humanos, queixo-me é da pretensa moralidade superior destes esquerdistas que na sua maioria nem sabem o que foi o 25 de abril, pois eram jovens de mais.

Noto uma arrogância modernista intolerável e imcompreensível, contrária à sua suposta ideologia de tolerância para com o diferente. Engraçado é que o Cristão é tido aqui como o "totalmente igual" que serve de saco de boxe sempre que houver desculpa para tal.

Questiono assim a integridade intelectual da vossa indignação, e pergunto-me sequer se vocês sabem sobre o que é que realmente estão indignados...

Afixado por: Luis em fevereiro 14, 2005 01:47 PM

Não existe a mais pequena prova ou indício do "sequestro" de que fala. No entanto, afirma-o. Tal como afirma que não deu entrevistas ou que escreveu o que lhe disseram.

Tal como afirma, com a displicência dos ignorantes da história do fenómeno, contradições na história de Fátima, que não resistem à leitura de qualquer nota histórica com mais de três parágrafos.

Fiquei muito desapontado com o nóvel respeito de Louçã pela Irmã Lúcia. Gosto mais do asco que aqui se expõe - é mais franco. Sugiro que este asco anti-Fátima não seja sequestrado e possa ser usado na campanha.

Afixado por: António em fevereiro 14, 2005 02:03 PM

"Hoje, no nosso mundo de carros e televisões, a generalidade das pessoas terão dificuldade em perceber o que aqueles três pastorinhos de facto eram: três miseráveis, rotos e esfomeados."

Por uma vez Luis Lavoura- sem querer...- disse o essencial.

Afixado por: emanuel p. em fevereiro 14, 2005 02:10 PM

Excelente análise.

Afixado por: Julio em fevereiro 14, 2005 02:23 PM

Parabens. Gostei de ler o comentário.
Não percebo porque é que os "fundamentalistas" do catolicismo se picaram tanto...

Afixado por: lsequeira em fevereiro 14, 2005 02:45 PM

excelente post!
(pus link em estaleiro.blogspot.com)

Afixado por: Bruno em fevereiro 14, 2005 03:03 PM

Sr. Louçã, desmascare-se. Assuma que a posição oficial do partido é a que estes srs. do Barnabé aqui dizem. Porque todos sabemos que é o que pensa...
Está com medo???

Afixado por: Nuno Cardoso em fevereiro 14, 2005 03:03 PM

É patética a forma como aqueles que acham mal que se comente o caso fátima e pastorinhos. Não apresentam um argumento coerente, uma reflexão, uma ideia, um juízo. Apenas acusações de esquerdismo etc., etc. Nasci em 1939, passei pelo fascismo anos demais, ao lado de muitos outros, nesses tempos escuros, procurei fazer a minha parte. Vi como a igreja dominante perseguia quem a ela se opunha ou defendia credo diferente. Vivi a opressão, a perseguição, vi tudo claramente visto, portanto não venha alguém para aqui tentar passar uma esponja pela história. Quem o faz tem saudades desse tempo e gostava de lá estar para a bem de Deus, Pátria e Família, calar todos os demais. Estes falsos moralistas, enojam-me e metem-me asco. Sobre Fátima há 3 interrogações que gostaria de aqui deixar:
1ª Fátima é ou não um grande negócio?
2ª É possivel a alguém, de forma recional, ler que 2 pastorinhos analfabetos, de aspecto miserável, cheios de ranho no nariz, foram canonizados, por milagres (haja paciência)que Roma diz cientificamente provados, sem se rir?
3ª Segundo informação do bispo de Leiria há imensas obras escritas pela vidente Lúcia na clausura. Será que a igreja pode fornecer os manuscritos para que sejam entregues a peritos independentes que comprovem a sua validade?
Muitas outras questões se poderiam colocar sobre este caso. Para finalizar direi que toda a gente tem o direito de acreditar no que quer que seja. A bem da verdade,em pleno século XXI, ainda há quem defenda que o homem nunca foi à Lua e que o que se viu foram figuras animadas.

Afixado por: Luis Martins em fevereiro 14, 2005 03:13 PM

Atenção, caros amigos católicos!, Fátima, para a hierarquia da Igreja não é matéria de fé obrigatória!
A pergunta que se coloca é: porque será?
As questões levantadas pelo Rui são pertinentes e, na minha opinião, o que há a fazer é exigir que tudo se saiba, os contornos político-religiosos, bem como os aspectos relacionados com os factos relatados, alterados, etc.
Acho que a fé das pessoas deve ser respeitada - mas não ao nível da fé no Sporting ou no Benfica. Ou é a este nível que estamos, como sugerem alguns dos comentários?
Ou... de outro modo: toda a violência no desporto se pode justificar... por fé?
A fé é muito respeitável, mas parece-me evidente que ela não pode justificar actos que ponham em causa a civilidade e a dignidade humana. Caso contrário, entramos no domínio da irracionalidade pura e sem sentido civilizacional.
Não sei muito bem o que realmente aconteceu com a questão de Fátima. Já ouvi muita coisa, mas nunca me interessou o suficiente para ler nada sobre o assunto.
Respeito a fé dos outros, mas não podemos esquecer o que a Igreja católica fez ao longo da história em nome do expansionismo da sua própria. Por isso é natural que surjam críticas e os católicos devem abrir-se mais à crítica e não se sentirem "feridos" por alguns, sem fé ou com outras fés, possam apontar o dedo a questões polémicas. Daí só poderá resultar um crescimento. Senão ainda estaríamos no período da inquisição, tal como ainda pomos ainda o preservativo no nariz.

Afixado por: iogui de esquerda em fevereiro 14, 2005 03:28 PM

É uma chatice a Nossa Senhora nunca aparecer aos ricos e famosos, não é??

Mas eles dão um jeito... Visitam os videntes e votam CDS/PP.

Quanto à Lúcia... Os primeos morreram de fome.. A vidente propriamente dita é que sempre foi gordochinha... até obesa na sua meia idade.. Porque seria? Não podia ter seguido o exemplo da outra beata da Póvoa de Varzim e se aguentado com umas meras hóstias por dia.

Quanto à tolerância.. Os zelotas por acaso são tolerantes com a ignorancia das crianças? E quando elas são retorcidas, manipuladoras e mal-educadas?

Um espelho se faz favor, para estes senhores religiosos e «tolerantes»...

Afixado por: André Esteves em fevereiro 14, 2005 03:32 PM

excelente. mas no fim aqui estamos todos, lamentavelmente, a perder tempo com esse cancro nacional, a igreja, a lúcia, fátima, ( nome islâmico, shiia...), e quejandos. fede.

Afixado por: pinto ribeiro em fevereiro 14, 2005 03:36 PM

Eu também acho, este é um belo pedaço de inteligente visão do fenómeno Lúcia. Mas que importa que a senhora-menina-que-não-foi-nada-e-foi-tudo tenha sido vergada sob o peso da tradição, da Fé, a ajoelhar-se perante o divino para a vida inteira, afastada daquilo que é uma vida normal para o resto da quase-humanidade? Portas sabe, Santana sabe, a maioria de nós sabe que a verdade não é para aqui chamada. É, isso sim, o risco que mais influenciou este processo. Se a Lúcia entresse em contradição, se colocasse dúvidas, se dissesse que estava com alucinações por causa da fome... que interessa isso??? SE assim fosse, seriamos menos os temerosos, seriam menos os instrumentos de controlo social, político, religioso... Eu, por mim, acho que os bispos e papas que permitiram a "castração", do indivíduo que foi Lúcia, acabaram por fazer mais bem que mal. Apesar de tudo!!!
Olhe-se bem à volta dos passos de Portas e Santana! Eu quero aquela gente com Fé, muita Fé e a pensar que, apesar de tudo, ser temente a Deus e não fazer mal ao próximo é uma... obrigação. E a maioria de nós acha isso tudo graças a Lúcia enquanto símbolo de um universo maior de referências e crenças.

Afixado por: primo Sousa em fevereiro 14, 2005 03:36 PM

Que seria do imaginário sem os seus mistérios e cantos mal esclarecidos?

Afixado por: TóColante em fevereiro 14, 2005 03:51 PM

“ Salazar era o escolhido de Deus para governar o país e conduzir o povo pelos caminhos da paz e da prosperidade. Em 1945, era assim que Lúcia, a vidente de Fátima, se referia ao ditador, numa carta dirigida ao cardeal Cerejeira. Mas a tese da irmã Lúcia repetia os argumentos colectivos do episcopado para dizer que na estabilidade do Estado Novo estava "o dedo de Deus", estabelecendo a relação entre Fátima e a predestinação de Salazar. O investigador José Barreto conta e explica as histórias” (Marujo, 1999)
Marujo, António (1999).Igreja Católica no tempo do Estado Novo - Salazar, escolhido por Deus e pela Irmã Lúcia. Público - 20 de Abril de 1999.
http://www.instituto-camoes.pt/bases/25abril/salazarescolhd.htm

Afixado por: ams em fevereiro 14, 2005 04:27 PM

Um excelente artigo, os meus parabéns ao Rui Tavares.
É curioso ver os comentários dos relativistas de serviço. Será que não conhecem a diferença entre escravidão e liberdade? Ou entre um adulto esclarecido e uma criança manipulável? E não sabem reconhecer o cheiro a esturro?

Afixado por: Ricardo Alves em fevereiro 14, 2005 04:36 PM

Não concordo com as suposições e uma certa sobranceria com que o Rui fala da fé do outros. Provavelmente Lúcia foi mesmo forçada a entrar no convento e a passar aí o resto dos seus dias. Mas não o podemos afirmar como se se tratasse de uma verdade comprovada.
Mas partilho consigo o espanto de ver alguem que diz ter recebido uma mensagem divina ser tão controlada e falar tão pouco.É de facto muito estranho.

Afixado por: Aldo em fevereiro 14, 2005 04:40 PM

O Rui Tavares reflectiu, eu só posso dizer o que instintivamente senti: Pena, muita pena da irmã Lúcia e do que a vida lhe reservou depois de ver Nossa Senhora.
E o pesar dos partidos da Direita em campanha é outro instinto, o mau e diabólico instinto.

Afixado por: Gui em fevereiro 14, 2005 04:45 PM

Não acredito que haja vida depois da morte. Já acreditei, mas perdi a fé algures, nem sei onde. Tenho, no entanto, o maior respeito pelas pessoas que acreditam.
Acho excelente o post do Rui. Poderia subscrevê-lo. Mas é difícil, a pessoas como nós, compreender o percurso de Lúcia.
Por mim, limito-me a admirar as pessoas que, como ela, se entregam por inteiro a uma causa, por mais estranha que esta nos pareça.

Afixado por: Crispim em fevereiro 14, 2005 05:04 PM

Temos aqui 2 versões:

1 - A do rui tavares, intolerante e manipulador como sempre, que apresenta Lucia como vitima. Aos 14 anos a Lucia acabou. Só fala atraves de bispos. É uma pobre vitima.

2 - A do Luis Rainha no qual Lucia é uma astuciosa manipuladora que pressiona a Igreja, altera os seus relatos, inventa novas visões.

As 2 visões são incompativeis.

Eu que conheço menos mal a história de Fátima digo que o Luis Rainha está mais proximo da verdade. Até aos 41 anos de idade não esteve em clausura, mesmo depois disso dava entrevistas a jornalistas. "Pressionava" a igreja para que os papa e os bispos fizessem a vontade a Nossa Senhora, segundo as visões de Fátima. Considero a versão de rui tavares fruto de uma ignorancia profunda. A versão do Luis Rainha ainda se pode "engolir".

Mas não concordo com o Luis Rainha. Em 1º lugar devia ter esclarecido que Lucia só foi para a clausura aos 41 anos. Depois na altura das aparições Lucia e os primos foram autenticamente perseguidos por causa do que disseram. Ocultavam muitas coisas em parte por causa disso, em parte porque entendiam guardar segredo. Luis Rainha vê aqui uma prova/indicio de que Lucia inventou muitas coisas posteriormente. Embora Fatima não faça a minima falta para a minha fé cristã eu vejo aqui apenas um retraimento perante um meio hostil. Parecido ou pior com o que impera aqui neste e noutros blogs. Acham que a hostilidade, por vezes autentico ódio, que é destilado aqui e noutros blogs contra a fé cristã não intimidaria uma criança de 10 anos? Ainda por cima quando supostamente Maria lhe teria dito para guardar segredo de algumas coisas.

Afixado por: Gabriel em fevereiro 14, 2005 05:28 PM

Os quatro anos de Lúcia livre
Lúcia tinha apenas 10 anos quando viu e ouviu segredos da Virgem. Sua família chegou a castigá-la pela visão. E o que Lúcia viu e ouviu? Ninguém sabe. São segredos. Lúcia com apenas 14 anos foi levada a clausura de onde só saiu hoje, 14 de fevereiro de 2005, aos 97 anos, sem vida. Enquanto o Culto a Fátima crescia, Lúcia nada falava, nada ouvia e, estranhamente, nada mais via. Era mostrada em raras "aparições"... É perturbadora a Lúcia-imagem, facto da idade média , facto dessa nova idade média... PS: concordo com todos e aqui do Brasil, repito o dito em Portugal, esse post foi de facto inspirador...

Afixado por: Norton em fevereiro 14, 2005 06:14 PM

Post Fantastico

Afixado por: António Cipriano em fevereiro 14, 2005 06:36 PM

Post inspirador... Os quatro anos de Lúcia livre.. Lúcia tinha apenas 10 anos quando viu e ouviu segredos da Virgem. Sua família chegou a castigá-la pela visão. E o que Lúcia viu e ouviu? Ninguém sabe. São segredos. Lúcia com apenas 14 anos foi levada a clausura de onde só saiu hoje, 14 de fevereiro de 2005, aos 97 anos, a um mês dos 98, já sem vida. Enquanto o Culto a Fátima crescia, Lúcia nada falava, nada ouvia e, estranhamente, nada mais via. Era mostrada em raras "aparições". É perturbadora a Lúcia-imagem, lembra um facto da idade média, da nova idade média em que vivemos...

Afixado por: Norton em fevereiro 14, 2005 06:39 PM

Não tenho certezas da existência ou não de vida para além da morte física ou da existência de um Deus.

Acredito que não... Assim como acredito na validade da crença em tal. Não faço avaliações nem discuto a validade da religião com as pessoas.

Encaro como um assunto demasiado pessoal e delicado para ser discutido em mesas de café ou servir para malabarismos dialéticos...

O mesmo já não se passa no que toca à Igreja Católica.

Não vou aqui falar de todo historial da Igreja Católica e dos seus momentos negros porque "águas passadas" não movem moinhos.

Encaro esta Instituição como algo com uma mais valia negativa para a sociedade. O argumento de que é uma fonte óptima de apoio aos mais carenciados e minimizadora dos desiquilíbrios sociais vigentes é um argumento espúrio. De facto o que existe é a Igreja tirar partido da boa vontade de muita gente que ultruísticamente deseja apoiar aqueles que mais necessitam.

Se as pessoas a título particular realizassem em ONG's o trabalho que realizam pela Igreja Católico não acredito que a assistência global auferida pelos mais carenciados diminuísse, antes pelo contrário...

Por outro lado gostaria de saber como é que uma organização detentora de tanta riqueza (alguém faz ideia do valor aproximado das contas bancárias do Vaticano na Suíça?) pode "exigir" um maior empenho por parte dos governos no combate à pobreza...

Por outro lado, toda a ortodoxia da Igreja Católica deixa-me com os cabelos em pé (atenção que em nenhum momento estou a discutir a validade da fé cristã)...

Deixo no ar uma questão a que nenhum católico praticante me soube dar uma resposta cabal: porque é que toda a "mitologia" católica - nos quais se enquadram os santinhos, as virgens e os anjinhos - surge em aparições aos elementos menos "cultos" ou menos "academicamente formados" da sociedade, como sejam pastores, lavadeiras ou pescadores ?

Será tão difícil um rico entrar no Céu como a Virgem surgir perante um professor universitário?

Afixado por: Alexandre Gil em fevereiro 14, 2005 06:42 PM

o Emanuel p. que surge às 1:37PM é o mesmo que surge às 2:10PM? Ou sou eu que não entendo ou é mesmo um contraditório!

Realmente é de se ficar a pensar o que se passou com "esta criança". É um post que leventa muitas questões que nos foram passando ao lado por um puro egoísmo nosso ou simplesmente ignorância.

Lúcia é que tem o papel principal e NINGUÉM a deixou representar!

Algum dia saberemos a VERDADE?

É que na clausura Carmelitas (tive uma amiga que lá esteve e não aguentou) é muito complicado por essa razão necessitam de um psiquiatra permanente.

Afixado por: Ariann em fevereiro 14, 2005 06:46 PM

o Emanuel p. que surge às 1:37PM é o mesmo que surge às 2:10PM? Ou sou eu que não entendo ou é mesmo um contraditório!

Realmente é de se ficar a pensar o que se passou com "esta criança". É um post que levanta muitas questões que nos foram passando ao lado por um puro egoísmo nosso ou simplesmente ignorância.

Lúcia é que tem o papel principal e NINGUÉM a deixou representar!

Algum dia saberemos a VERDADE?

É que na clausura Carmelitas (tive uma amiga que lá esteve e não aguentou) é muito complicado por essa razão necessitam de um psiquiatra permanente.

Afixado por: Ariann em fevereiro 14, 2005 06:49 PM

Parabéns ao autor deste Post.Sem ofender ninguém, nem as conciências mais ou menos hipócritas, escreveu certo e na ...direcção certa.

Afixado por: rodolfo em fevereiro 14, 2005 07:10 PM

Muito, muito bem!
CAA

Afixado por: CAA em fevereiro 14, 2005 07:11 PM

Na minha modestíssima opinião, este Post está perfeito.

Afixado por: rodolfo em fevereiro 14, 2005 07:13 PM

As confusões que dão as brincadeiras das crianças....
Uma pergunta: pq é q a Nossa senhora n salvou os outros 2 pastorinhos? Preferiu sacrificá-los?

Afixado por: Telmo em fevereiro 14, 2005 07:19 PM

Eu ainda não percebi qual era a causa da irmã Lúcia. Provar que a clausura é benéfica para a especulação se torne a única forma de analisar as pretensas visões? Que uma pessoa que tem visões deve viver enclausurada (isso não é novidade chamam-lhe hospícios)? Quando a igreja se associar a causas nobres e de grande teor humanista como por exemplo o combate ao racismo e à crescente incompreensão das diferentes culturas, eu próprio reconheçerei o mérito de tal instituição. Até lá reconheço muitas contradições entre os postulados de base do cristianismo (alguns bastante positivos) e as posições reaccionárias e desligadas da realidade multicultural em que vivemos.

Afixado por: joão dias em fevereiro 14, 2005 07:19 PM

A igreja sempre foi medrosa. Medo da verdade.
Sempre combateu esse medo com castigo: o "divino" e o outro, aquele que dói, o chicote, a tortura, o fogo e a vergonha. Sobretudo a vergonha e a desonra.
Hoje continua a ter medo, mas o ser humano evoluiu:tornou-se pensante e crítico.
E a igreja combate agora esse medo ancestral com o silêncio e a discrição envergonhada.Com muito incómodo. E com solidão.E com toda a hipocrisia.
Por isso agradece à Lúcia o ter sido silenciosa, discreta e solitária.


O post está muito bom. A nível dos factos, e tanto quanto sei, está correcto. A nível da opinião está muito lúcido e inteligente.

Afixado por: Fernando Isidoro em fevereiro 14, 2005 07:23 PM

achei fantástico o comentário com referência à Hildegarda de Bingen...
ai ai

Afixado por: vanessa a. em fevereiro 14, 2005 07:26 PM

Lúcia partiu! Teria partido?

O aproveitamento político do falecimento da Irmã Lúcia é completamente escabroso. Ao ponto de responsáveis da igreja o virem afirmar.
Mas de entre os líderes partidários que brincam com estas coisas e as aproveitam descaradamente merece especial menção esse paradigma da postura de Estado que é Paulo Portas.
Já em Santarém no meio de cavalos e volteios a condizer, este senhor aparece de blusão de pele e semi-despenteado, numa de agora também sou jovem para emocionar os púberos da região. E logo após o falecimento de Lúcia, ei-lo de gravatinha preta, para a qual chama a atenção quando sobe a um qualquer palanque através do simples movimento de compor o respectivo nó, não vão as pessoas não reparar no importante pormenor, assume carinha de enterro e apregoa grande respeito, cristandade, santidade, devoção e falta de alento para, por dois dias, continuar a campanha.
Entretanto, no PSD, faz-se teatro idêntico. E nos almoços (as campanhas hoje em dia andam pela posta de bacalhau, que isto de apoiar faz fome) fazem-se juras de fidelidade ao Santana. De entre estas merecerá especial destaque a sabujice dos artistazitos de teatro e revista que ainda temos, os quais, salvo honrosas excepções, se liquefazem em autêntica bajulação ao líder, na esperança do renascimento do tal projecto que lhes iria garantir a subsistência, independentemente da sua miserável qualidade de actores, até à morte.
Outros há, como o Goucha, que preferem mudar de camisola, pois isto de apostar no cavalo errado é só para os deseperados ou por demais evidentes e bacocos.
Vivemos assim num país que fez uma revolução há trinta anos, que se considera democrático mas que ainda têm cidadãos que se revêm em pessoas como Paulo Portas, ou pior, em Telmo Correia e no Melo, no Sócrates, no Santana, no Jerónimo e no Louçã!
Como é que Portugal caíu nas mãos desta gente?
Os portugueses chegaram ao ponto de aceitarem a falência do sistema sem se dignarem pedir contas aos gestores do passado ou medidas aos do futuro. Esta falência é fraudulenta, qual empresa de menor dimensão no Vale do Ave em que o patrão não descontou, não cobrou, não pagou, não acautelou, não soube gerir!
O Estado português não está falido, está corrupto e mal gerido. E ainda pode ser recuperado com suavidade desde que se ataquem os problemas frontalmente, a começar pelo escandâlo da fuga ao fisco.
O problema é que ninguém como deve ser quer agarrar o leme, só os aproveitadores do costume.
Vêm aí as eleições. Há quem vote com a cabeça (poucos, infelizmente), com a carteira (muitos, mas divididos), mas a maioria fá-lo com os pés. E depois há os que não votam, que são cada vez mais, e fazem-no por desencanto, por indecisão, por descrédito e por vergonha.
A Irmã Lúcia que vá descansada, já tem um sucessor, o Telmo Correia, que também teve uma visão ou aparição que lhe disse que o CDS ainda havia de ser o maior partido nacional.

Afixado por: Éme em fevereiro 14, 2005 07:27 PM

Sou católico e tenho um profundo respeito e muita curiosidade sobre o fenónemo de Fátima e a sua influência no mundo e em cada um de nós.
Não posso no entanto de deixar de admirar o seu excelente post, lúcido, sincero e honesto! Será que certos fins justificam os meios? A vida desta mulher?!
Silva Teixeira

Afixado por: Teixeira em fevereiro 14, 2005 07:29 PM

"É que na clausura Carmelitas (tive uma amiga que lá esteve e não aguentou) é muito complicado por essa razão necessitam de um psiquiatra permanente."

De todas as barbaridades que aqui se podem ler, esta ultima é totalmente inadmissível. Depois das premissas falaciosas e enganadoras do Rui (já não se espera outra coisa quando se mete a falar da fé que não tem, mas de que sabe sempre tanto) era de esperar que viessem comentários deste teor.
Por não ser verdadeiro e por representar uma acusação grave a uma ordem religiosa (que não terá nunca formas de se defender), exijo do Barnabé que apague este ultimo comentário e que chame a atenção aos seus comentadores para não se entusiasmarem em exercícios de maldicência arbitrária sobre realidades que, claramente, desconhecem.
Se este senhor fala de uma amiga e de uma carmelo em particular, saberá certamente que os carmelos gozam de uma certa independência uns dos outros e que seria sempre injusto uma generalização como a que fez.
Acresce o facto de que tanto o Carmelo de Fátima, como o do Porto (que é um dos mais rigorosos) estarem cheios.
São muitos aspectos por explicar (porque não abandonou a Ir. Lucia o convento? Estava presa?), mas aqui prefere-se a maldicência e a calúnia.
Faça-se justiça a quem não se poderá defender.

Afixado por: Vasco Melo em fevereiro 14, 2005 07:35 PM

Mais uma mulher enclausurada à força pela censura e poder de Roma...Só mais uma das muitas fechadas nos hábitos sem identidade nem feminilidade, despojadas de vida e de discernimento próprio. Este foi só um exemplo flagrante e visível apesar de "discreta" ou amordaçada...

Parabéns pela coragem e obrigada pela objecividade!
Rosa Leonor

Afixado por: rosa Leonor em fevereiro 14, 2005 07:38 PM

Parece-me difícil que se elogie a objectividade e poder argumentativo deste post, quando não me parece que o seu autor (ou os comentadores que o elogiam), tenha lido a obra "Memórias da Irmã Lúcia", onde a própria relata ao pormenor os ditos fenómenos.

Não me parece mal manter uma postura céptica, mesmo após a leitura das memórias de Lúcia. Aliás, é essa neste momento a minha própria postura.

Contudo, parece-me despropositado ver tantos a pronunciarem-se, sem terem lido previamente a principal fonte documental sobre as ditas aparições. Estarei enganado? Terá o autor deste post efectuado uma mínima pesquisa documental antes de se pronunciar com tantas certezas sobre um assunto que, aparentemente, não conhece bem?

Acho também particularmente risível falar de "condicionalismos psicológicos", como se fora de um convento estes não existissem, e em muito maior intensidade.

Cumprimentos,

Afixado por: Bernardo Motta em fevereiro 14, 2005 08:09 PM

Estou estupefacto com a violência, ignorância e monstruosidade deste Post e sucessivos comentários.
A clausura é sempre difícil de entender, mas nunca aquilo que aqui se diz! É sempre uma opção tomada em liberdade e não os calabouços da Igreja Católica. Senão não seria possível, nem concebível.
Mas porque estou eu aqui a falar destas coisas. A melhor resposta é aquela que qualquer contemplativo DARÁ: ler até ao fim, fechar o browser e rezar por por cada NOME (=PESSOA) que aqui escreveu.

Afixado por: Miguel Nascimento em fevereiro 14, 2005 08:21 PM

Bernardo,

Como alguém que já leu todas as memórias de Lúcia, deixa-me dizer-te algo: não se trata da "principal fonte documental" sobre as aparições. Aliás, são tantas as mudanças e invenções de testemunho para testemunho que nem se deve falar de "fonte documental" para descrever tais alucinações. Se queres documentos, procura o inquérito Formigão e, acima do mais, as notas que então o pároco local tomou ao entrevistar as crianças. Destas últimas, resulta claro que, na altura, nunca a "senhora" foi sequer identificada com a Virgem Maria; ter-se-á limitado a apontar para cima quando Lúcia lhe perguntou de onde vinha....

Afixado por: Luis Rainha em fevereiro 14, 2005 08:34 PM

Sinceramente não me revejo neste artigo, embora não o ache uma falta de respeito acho que é sim a expressão de uma opinião. As pessoas acreditam no que querem, embora não seja católico nem cristão, acho que a verdadeira falta de respeito está na tentativa de aproveitamento politico de três partidos, inclusivé o meu, da morte da senhora.

Afixado por: Heliel em fevereiro 14, 2005 08:45 PM

- Lúcia de Jesus = "desperdício" de vida.

Afixado por: s-o-v-i-e-t em fevereiro 14, 2005 09:13 PM

Será um pouco abusivo achar que a Irmã Lúcia viveu durante quase toda a sua vida em clausura forçada. Quais são as provas desta afirmação? É verdade que a igreja católica teria todo o interesse em calar a única vidente viva, mas o certo é que não há certeza de nada. A única coisa que temos são as palavras da própria Irmã Lúcia, tão dignas de crédito como outra interpretação qualquer. Tudo não passa de uma questão de fé. O crente continuará a acreditar no milagre de Fátima, o não-crente tudo fará para o desacreditar. Mas temos a certeza de uma coisa: o aproveitamento político por parte de Salazar e da igreja Católica. Isso é inegável. E basta isso para lamentar a vida de Irmã Lúcia, explorada sem sequer se dar conta disso.

Afixado por: Sérgio em fevereiro 14, 2005 09:22 PM

É bom saber que ainda existem por estas bandas uns jovens que escaparam à lobotomia nacional que a igreja católica parece continuar capaz de operar neste antro de obscurantismo. Em qualquer parte do mundo ocidental de hoje em dia, estaríamos perante um caso de abuso de uma criança. Seja em Fátima, nas pradarias do Utah ou em qualquer culto tribal na Papua-Nova Guiné.

Afixado por: Lisbondude em fevereiro 14, 2005 10:13 PM

Este post é uma opinião de uma pessoa que não percebe nada do que esta a escrever, mas ve-se na necessidade de atacar a tal religião que o grande e util Marx considerava "o opio do povo". So não sei se era depois ou antes de pertencer a uma congregação...Não perca o seu precioso tempo a escrever sobre coisas que desconhece so para agradar o Camarada Xico.Se a irma Lucia andasse no campo (ou na serra maestra) a matar os ricos, os padres e outros que fossem contra a revolução, ou se andasse a limpar (literalmente) as cidades ou, finalmente, a exterminar o seu povo seria uma pessoa que sempre viveu para a causa. Uma Heroina. Um exemplo a seguir. T-shirts seriam impressas e bandeiras vendidas. Hinos serião cantados.Depois é curioso que se consegue, como sempre, atacar o "fascismo" (a esquerda NUNCA ha-de perceber o que foi o fascismo e o salazarismo), falar da abrilada (nunca ha-de perceber o que foi a abrilada, nem o que foi o 25 de Novembro), e dos ricos do CDS/PP (nunca ha-de perceber que a fé não se mede pela carteira, nem o partidarismo). Admiro algumas pessoas que tentaram demonstrar aqui a sua indignação. Não vale a pena, os ressabiados, vêm o mundo de uma maneira diferente, a sua incoerencia não tem limites ao contrario do seu conhecimento e do seu realismo. A esquerda esta a acabar(Portugal, como sempre,precisara de mais algum tempo) , e para isso,não foi preciso uma revolução, bastou o conhecimento e o racionalismo.

Afixado por: apu em fevereiro 14, 2005 10:35 PM

LINDO! Brutal!

Afixado por: GM em fevereiro 14, 2005 10:40 PM

Excelente posta, como sempre, aliás.

Afixado por: josedearimateia em fevereiro 14, 2005 10:49 PM

Tavares,
Eis como, em meia dúzia de linhas, poderias ter dado a tua opinião, sem esbanjares tanto palavreado àcerca da mana Lúcia de mensagens pro-salazaristas: "Sou ateu, não acredito em milagres, desconheço completamente as verdadeiras intenções das forças que movem de maneira pouco clara a esquerda contra a Igreja, o que de certa maneira me inclui no estojo de instrumentos de fácil manipulação pela maçonaria e em cuja actividade passiva me delicio na companhia de muitos milhares de esquerdistas que pensam que são tão espertos como eu". Podias acrescentar um "amen" do avesso para te limpares, e seres sincero ao ponto de informar os admiradores que por ai acima concordam contigo sobre quem é que realmente te põe nessa cabeça a ideia de que ataques dirigidos a uma inclinação religiosa não redundam em benefício doutra tão boa ou pior que aquela que pretendes criticar.

Afixado por: Lucrécia em fevereiro 14, 2005 10:52 PM

Parabéns.

Afixado por: Luis em fevereiro 14, 2005 10:58 PM

Os meus sinceros parabéns pelo excelente exercício de inteligência crítica, manifestado quer no post do Sr. Rui Tavares, quer noutras intervenções que foram aparecendo, que enriqueceram esta temática, onde o contraditório se mostrou precioso para dar visibilidade à verdade da mentira, instituida há muito,com elevados custos humanos para a Lucia e também para o nível cultural de um povo, tão pouco habituado a questionar/duvidar (é pecado) e a utilizar os seus neurónios.

Afixado por: José Ruas em fevereiro 14, 2005 11:08 PM

Haja verticalidade. Peçamos contas.

Segundo D. Januário Torgal Ferreira, “A irmã Lúcia” para quem Salazar é a pessoa por Ele escolhida para continuar a governar a nossa Pátria “não faz parte da alma da pátria”.Mas o Estado apressou-se a decretar luto nacional pela sua morte.

Onde estavam os Representantes da Nação aquando da morte da Engª. Maria de Lurdes Pintasilgo, antiga Primeira-Ministra, que sabia que foi o regular funcionamento das instituições que conduziu Hitler ao poder em 1933?

Afixado por: Adelino Almeida em fevereiro 14, 2005 11:17 PM

Simplesmente fabuloso este post.

E muito preciso! A colocar o dedo bem fundo na ferida.

zurugoa.blogspot.com

Salut

Afixado por: Bandido Original em fevereiro 14, 2005 11:27 PM

Irmã Lúcia à Presidência!

Afixado por: frente guevarista libertaria em fevereiro 14, 2005 11:28 PM

Engraçados os moralistas de algibeira que saltam de imediato em defesa de uma acusação que nem foi feita. Chama-se a isto especular: nada me aponta num sentido ou no outro.

No entanto, e para os mais ferrenhos (e regra geral, muito menos preparados) católicos, sem querer desrespeitar a fé de ninguém, o catolicismo construiu-se historicamente na deturpação, na ignorância (dos fiéis), e mais algumas mentiras bem a gosto de quem integrava a estrutura da Igreja.

Não se confunda. Catolicismo NÃO É todo o Cristianismo. Será a mais popular forma e, certamente, a mais rudimentar.

Tomem-se as aparições de Fátima, por exemplo: a Igreja Católica continua (ainda hoje) a reafirmar a virgindade de Maria. É curioso, porque não é isso que vem na Bíblia (que, para muitos católicos isto vai soar realmente estranho, está na base de toda a estrutura religiosa :)) e passo a citar.

"Falava ainda Jesus ao povo, e eis que sua mãe e seus irmãos estavam do lado de fora, procurando falar-lhe. E alguém lhe disse: Tua mãe e teus irmãos estão lá fora e querem falar-te." Mateus 12:46,47

Ora, eu cá não sei não, mas na minha terra, o nascimento de irmãos torna isso da virgindade um pouco mais complicado. No entanto, é dogma católico! Esta "pequena" imprecisão repete-se ao longo da história da Igreja Católica, desde a Inquisição, ao Index, à Caça às Bruxas ao silêncio da II Guerra Mundial.

Daí, caros moralistas de algibeira, perdoem ao cidadão comum o cepticismo e a dúvida só porque não vão de acordo com o que o padre da paróquia de S.Jorge da Morronhanha (sem desprimor nem para a terra nem para o pároco em questão) disse na última homilia...

Bem haja. Belo post. Excelente reflexão.

Afixado por: Hoka Hei em fevereiro 14, 2005 11:47 PM

eheheheheheh

gostei deste post.

Quem fala assim tão seguro de si, quem escreve tão bem sobre este assunto, é porque já deve ter lido muitos textos sobre a matéria.

Presumo que o autor já foi a Fátima mais que uma vez, já falou e leu os relatos das pessoas que lá se deslocaram a 13 de Outubro de 1917, já confrontou outras freiras ou frades sobre o que é a opção conventual. Já foi, até, a pé a Fátima, vejam lá!

Creio igualmente que está na posse de metodologia correcta da interpretação de factos históricos. É que a mim pessoalmente, choca-me que os três pastorinhos não tenham criado na altura um blog (até admito que tivessem um bode ou uma cabra chamada barnabé), não fossem às aulas, não tivessem explicações de inglês e filosofia duas vezes por semana, juntamente com aulas de informática, para além das aulas de ténis. Neste Natal, provavelmente teriam recebido a PlayStation 2.

Amanhã conto ler aqui um post tão profundo sobre o campeonato da europa de futsal.

Quarta-feira, escreva sobre culinária e a influência do cruzamento da cozinha nipónica com a francesa.

Quinta-feira, espero que a sua prosa verse sobre Mendelsson.

Sexta-feira, porque é véspera de fim de semana, aborde sff as diferenças entre o Circo Chen e o Cardinali.

Pensava que este blogue era sobre política, mas afinal também trata de outros temas, como este post demonstra.

Afixado por: Jovem Hugo em fevereiro 14, 2005 11:50 PM

O apu devia fazer um esforço e tentar perceber o que a frase "a religião é o ópio do povo" significa. Ele cita-a só para parecer erudito. Olhe que já estamos num mundo muito desenvolvido, tecnológica e cientificamente. Já descodificamos o genoma humano, já fazemos clonagens, já mandamos sondas para marte, já fomos á lua de verdade, sabia? Portanto, continue a abdicar do seu raciocínio. da sua faculdade de analisar os factos, de parar para se interrogar, reflectir. É livre. Para mim, todos os actos que pratiquei ao longo da minha vida,(já levo algumas décadas), os bons e os maus, foram totalmente ditados pela minha exclusiva vontade portanto, sem qualquer intervenção divina.
Se estudarmos as religiões verificaremos que todas elas, ao longo das suas histórias, estão banhadas de sangue. Que sofreram e provocaram, estas em muito maior número. País que alguma vez se deixou dominiar por uma religião teve grande parte do seu povo trucidado. E hoje, isso ainda se verifica. Não, enganou-se, não é no Iraque e na Palestina. É em Israel e na Irlanda, com a agravante de neste último, serem cristãos que se vão matando uns aos outros em nome do mesmo deus. No entanto para muitos crentes sinceros e honestos, que crêem pela fé, e que eu respeito, a religião é o último refúgio para suportarem as agruras da vida. Fechando-se em torno da sua fé, aliviam seus infortúnios. Não se revoltam, acomodam-se, porque "tudo o que acontece é vontade de deus" e mesmo nos casos mais desgraçados, ocorre-lhes a frase, quando surge alguma dúvida, "nunca te atrevas a julgar os desígnios de deus". Começa a perceber agora o caro apu a frase de Karl Marx?

Afixado por: Luis Martins em fevereiro 15, 2005 12:02 AM

Eu acho este post uma coisa do piorio...
Quando não se compreende uma coisa mais vale parecer ignorante que dizer asneiras...
Eu não era capaz de viver em clausura mas também não era capaz de escrever esse texto idiota que você escreveu...

Afixado por: Do piorio em fevereiro 15, 2005 12:05 AM

Tenho que admitir que o artigo é interessante, mesmo para um católico praticante como eu. Mas enferma de algumas imprecisões. Não é possível saber se a vontade de Lúcia foi tida em conta ou não. Com certeza que terá sofrido pressões de toda a ordem, mas não é descabido pensar que a sua própria experiência "mística" a terá levado a optar pela reclusão e pela vida monástica. É óbvio que para os não crentes não será fácil pensar que uma visão de carga religiosa, fosse ela qual fosse,pudesse levar alguém a optar por esse rumo. Mas é uma hipótese perfeitamente plausível, tendo em conta o acontecimento totalmente fora do normal vivido por Lúcia de Jesus, que mudou toda a sua percepção das coisas e que poderá ter levado a uma drática escolha de vida.
Entre os habituais comentários mais (muitos claramente anti-Igreja) ou menos concordantes com o post, destacomos do Luís Lavoura e sobretudo o da Sofia; para quem não afirma que acredita em Deus, revela uma enorme compreensão.

Afixado por: João Pedro em fevereiro 15, 2005 12:38 AM

Viva a irmã lúcia! A irmã lúcia morreu! Infelizmente ainda sobrevive a merda do obscurantismo e estupidificação mental que as aparições provocam nos desgraçados que todos os dias são explorados por patrões católicos e enganados pela padralhada. Como dizia o Meslier, «desejo ver um dia os ricos enforcados nas tripas dos padres»!

Afixado por: João Aguiar em fevereiro 15, 2005 12:58 AM

Nuno Cardoso especialmente para si o Barnabé não é o porta voz do Bloco de Esquerda só o Daniel Oliveira é apoiante , há pessoas do P.S e pessoas sem qualquer filiação partidária.

Militante desde ´ha muitos anos tambem eu sei que a Igreja catolica não é una, quando o Padre Max foi assassinado eu ouvi a um capelão do exercito , na altura eu era militar,afirmar que foi bem feito para não se meter com comunista.

Quando Maria de Lurdes Pintasilgo morreu o PSD e o PP impediram que fosse decretado um dia de luto nacional .

Cerejeira sempre foi o principal garante da Ditadura.

Eu pessoalmente não tenho qualquer relutância em respeitar as pessoas do povo que na sua Fé olham para Fátima com a esperança da resolução das suas dificuldades dia a dia.

Agora abomino é politicos hipocritas e fundamentalistas religiosos quererem impor ao País aquilo que eles julgam ser a sua verdade.

Paulo Portas e Santana Lopes dois grandessissimos pecadores a tentarem passar por devotos dá ASCO

Afixado por: a.pacheco em fevereiro 15, 2005 01:12 AM

Caro, antes de mais eu não considero uma pessoa erudita pelas citações que faz, será por isso que logo de seguida fez duas? A frase desse senhor significa, e muito simplificado, que o Comunismo, sob qualquer forma (Marx, trotsky, mao, Grasmci, castro, etc,etc) terá muitas dificuldades em se impor em sociedades católicas. Este apoia-se na miséria, na infelicidade, no desprezo. Um católico tem fé(não sei como lhe explicar isto). Mas os seus camardas sempre o souberam, Gramsci escreveu um livro onde explicava isto e arranjava algumas soluções, a "teologia da Libertação" foi "inventada" por Gustavo Gutierrez. O comunismo podia assim entrar na vida dos católicos. Um dos problemas para Marx estava a ser resolvido...Mas a propria Igreja evoluiu, vocês não contaram com isso. A igreja cometeu atrocidades, ha alguns seculos, mas cometeu.Não se pode desculpar...Mas isso deixa-me curioso: Como é que ainda é comunista (sob qlqr forma)?Como pode algum comunista usar como argumento superior "mataram" e "morreram"?Será que os comunistas conhecem os regimes de allende, castro, guevara, eduardo dos santos, mao, pol pot, estaline, lenine, etc etc etc etc etc?!? Depois fala de uma "guerra" que desconhece, sabia que o IRA era treinado pelos sovieticos e pela OLP? Que pouco se interessavam por religião mas sim pelo poder? Sabia que a OLP e o IRA defediam os mesmos ideais de esquerda? Sabia que essa "guerra" já tinha acabado porque os "imperios do mal" (UK USA e israel) acabaram com o seu financiamento e destruiram os campos de treino? Agradecia tambem que não desse licões de moral, porque os seus actos não foram "livres". O senhor é comunista, não acredita na liberdade dos seus actios(nem dos outros).Uma sociedade iqualitaria onde individuo (como individuo) desaparece, lembra-se? Tudo para todos e em função de todos (lembra-se)? Sobre a questão do pensar "melhor", felizmente que eu não penso "melhor". Se pensar "melhor" é ser comunista no sec XXI, depois daqueles senhores que mencionei. Então deixe estar.Prefiro assim, vivo descansado e de consciencia tranquila.

Afixado por: apu em fevereiro 15, 2005 01:19 AM

Gosto de assuntos religiosos. Gostava de ter falado com um profeta. Escrevi umas conversas que tive com Jesus. A conversa abaixo versa o vosso tema:

Conversa XI

Um dos temas que queria discutir com Jesus era sobre Fátima. Ao mesmo tempo estava receoso não fosse isso poder chocar o homem. Claro que não o estava a ver como divino, mas falar sobre uma aparição da Mãe de Jesus, não era fácil. Nem para ele nem para muita gente cuja fé, se postas em causa as suas convicções, as torna extraordinariamente agressivas. Como se temas religiosos e crenças não possam ser postas em causa. Penso que tudo pode ser posto em causa desde que se respeite o pensar dos outros. O facto de alguém não acreditar em algo e tentar demonstrar o porquê do seu descrédito, não ofende ninguém, assim como a fé dos outros também não ofende quem não a tem. Bem, muito a medo lá me dirigi a Jesus, que já me esperava no banco costumeiro.
Assim que me viu foi dizendo – Diga lá, não tenha medo, vejo que aquilo que me quer dizer hoje o está a pôr tenso. Desembuche, sabe que sou bom ouvinte e nada me choca. Sei que o meu Amigo coloca os seus temas com respeito mesmo quando eles para si não passam de incongruências da mente humana.
– Jesus, o meu Amigo adivinhou os meus receios. Queria falar-lhe de Fátima. Quer ouvir aquilo que penso?
– Sou todo ouvidos.
– Então aí vai. Sempre que vejo na TV peregrinações a Fátima, fico extraordinariamente confundido nos meus sentimentos. É arrepiante sentir aquelas manifestações de fé colectivas. Por outro lado também fico perplexo por ver que a grande maioria que por ali anda não pensa nem se interroga sobre tudo aquilo. Também me confrange a grande necessidade de um povo inteiro ficar esperançoso de que um eventual milagre lhes possa alterar a sorte não fazendo eles próprios, na maioria das vezes, nada para que essa sorte mude. Como sabe eu não acredito nas aparições nem em almas do outro mundo. Uma aparição terrena de um humano que já morreu é uma aparição de uma alma do outro mundo. Se aquela veio cá então muitas outras poderão vir. Nunca por cá vi nenhuma e os que dizem que viram também nunca o conseguiram provar.
A aparição de Fátima é concretizada numa época difícil. Estava-se no final da guerra de Espanha, a primeira república em Portugal era uma trapalhada total, como sempre o povo é que sofria, na Rússia tinha-se dado a revolução bolchevique, as igrejas estavam a ser postas em causa, enfim...aquele facto revelou-se salvador.
Eu, como muitos, pergunto: Porquê os videntes serem crianças praticamente analfabetas? Por que é que Maria não apareceu a um professor de filosofia acompanhado de uma turma inteira em digressão pelo campo? Pergunto também como foi possível a três crianças atrasadas, ignorantes, supersticiosas e medrosas, reterem na mente e conseguirem reproduzir depois, segredos tão complexos como os dois primeiros, porque o último...cuidado...é um atentado à inteligência de qualquer um! Sim, depois de tanta reclusão, tanto interrogatório, qualquer criança, mesmo sobredotada, ficaria tão aterrorizada que não seria capaz de falar algo direito quanto mais reproduzir temas tão complexos como reconversão da Rússia etc...
Claro que a Igreja mais uma vez aproveitou acontecimentos noutros países também descritos por crianças completamente ineptas como Bernardete em Lourdes-França. E só a Igreja ganhou. Ganhou adeptos, crentes e dinheiro, muito dinheiro. Tanto dinheiro que a (1)Igreja ortodoxa, resolveu também arranjar a sua Fátima e criou a famigerada dita santa da Ladeira para sacar dinheiro aos crentes. Assim como assim, se uns podem por que não os outros?
Claro que em tudo isto também tiveram muita sorte. Alguns fenómenos meteorológicos e outros de persuasão colectiva ajudaram a convencer o povão de que algo de sobrenatural tinha acontecido. Trataram de colocar as crianças a recato para que nada dissessem que pudesse pôr em causa um facto que queriam acreditado. A Lúcia, única vidente ainda viva, era à época, uma criança rude e mitómana compulsiva. Hoje, depois da reclusão a que foi sujeita e das sucessivas lavagens ao cérebro, deve estar absolutamente convencida que tudo aquilo foi verdadeiro. Aliás uma mentira à força de ser repetida torna-se verdade...

(1) o conjunto dos cristãos do Oriente que se desligou da obediência ao Papa em 1054;


(Do gr. orthódoxos, «que está com a opinião certa», pelo lat. orthodoxu-, «ortodoxo»)


O culto Mariano foi extraordinariamente bem pensado, veio ao encontro de anseios escondido no recôndito dos espíritos ainda eivados de paganismo. Voltava-se ao culto da Deusa, agora com o beneplácito da Igreja católica.
Jesus escutava-me apreensivo. Via-se que estava com dificuldade em dar-me a sua opinião. Depois de muito pensar disse-me:
– Meu Caro se o povo precisa de uma aparição que tenha essa aparição. Se isso torna os seus corações mais ternos, afáveis e esperançosos, que tenham a sua aparição. Minha Mãe estará certamente feliz. Eu fiquei feliz.
E eu pensei...Os padres estão felizes, o Estado está feliz e eu infeliz por verificar que o ser humano com as suas crenças, continua a ser utilizado por aqueles que usufruem com isso.
Mas a resposta de Jesus agradou-me. Disse-lhe: – Meu bom Amigo. A sua resposta disse-me tudo. Obrigado por me ter ouvido. Até amanhã e continuação de boas palestras. Continue a tomar cuidado com quem o ouve. Lembre-se que os tempos são outros. A maldade no mundo está cada vez mais activa. Até amanhã.

Afixado por: Rui Cabral Telo em fevereiro 15, 2005 01:44 AM

Parabéns ao Rui. Não desfasendo, o melhor que os barnabés vão postando na praça pública.

Afixado por: Mané em fevereiro 15, 2005 02:09 AM

Gostei do diálogo do Rui Cabral Telo com Jesus... sobretudo pela audácia de chamar diálogo a um mau discurso.

Afixado por: Tiago Mateus em fevereiro 15, 2005 03:38 AM

Post brilhante, Rui. Parabéns!

Afixado por: Muska em fevereiro 15, 2005 05:49 AM

tudo certo... mas há uma coisa que não podemos negar: Fátima foi a maior iniciativa de promoção turística de Portugal no séc.XX, tornando-se um grande pólo de desenvolvimento da região, e atirando o nome de Portugal para além-fronteiras... o "bluff" resultou... é sem dúvida a "nossa" Las Vegas!...

Afixado por: Paulo Pita em fevereiro 15, 2005 09:12 AM

"Em qualquer parte do mundo ocidental de hoje em dia, estaríamos perante um caso de abuso de uma criança."

Claro, é isso mesmo. Quando se tem uma criança que, aos 7 anos de idade, em vez de ir à Escola Primária anda a apascentar rebanhos; quando se tem uma criança que aos 14 anos de idade vai para um convento (tal qual como as indianas que se casam com essa idade...); quando se tem dois meninos que morrem de febre espanhola aos 10 anos de idade; o que é que isto reflete? Atraso, muito atraso. Uma sociedade de miséria, fome, doença, abuso e opressão.

É disto que hoje se devia falar. Dos meninos que não foram à escola. Das meninas que eram postas em conventos quando ainda nem tinham atingido a idade da razão. Dos meninos que morriam aos dez anos de idade. É destas tristezas todas que se devia falar.

Afixado por: Luis Lavoura em fevereiro 15, 2005 10:50 AM

Quero apenas dizer, apontando este caso à meditação de quem se interesse por este assunto, que Lúcia de Jesus ou os três (3 e não dois!)pastorinhos contactados - jamais disseram que a Entidade visionada era "Nossa Senhora".

Afixado por: Nicolau Saião em fevereiro 15, 2005 12:17 PM

Concordo em número, género e espécie. Eu cá acredito mais é em OVNIS. Só para lhe dizer que o linkei ao meu blog http://armadedistraccaomassica.blogspot.com/

Afixado por: Ana C. em fevereiro 15, 2005 01:15 PM

Não sou religiosa, não acredito em Deus, mas respeito quem o faz e sobretudo quem necessita de acreditar nele como um pai protector.Não acredito, naturalmente, nas aparições de Fátima.
Mas hoje Fátima é.Existe.Traz milhões que nela buscam uma consolação e esperança qualquer.Isso não há que negar.
A irmã Lúcia não teve liberdade de escolha, é tudo.O seu único mérito parece ter sido rezar e ter feito Fátima (ou a terem feito fazer).
Prefiro a Madre Teresa de Calcutá, cuja vida não foi só rezar, mas ajudar, do modo que sabia,por discutível que fosse, os pobres.
De resto, tanto quanto sei, Fátima não é matéria de fé, em que mesmo os católicos sejam obrigados a acreditar.Gostei de ouvir sobre isto o José Manuel Pureza,católico convicto e mandatário nacional do B.E. ontem no jornal da noite, da Sic Notícias.Como gostei de ouvir os bispos D.Januário, Manuel Martins e mesmo o bispo de Leiria-Fátima, D.Serafim.A igreja portuguesa portou-se melhor do que os políticos- sempre prontos a aproveitar as emoções populares ...e não só agora: - lembro o luto nacional por Sousa Franco ou mais longe pela Amália Rodrigues(honras de panteão nacional)e o não-luto por M.de Lurdes Pintasilgo...-só que esta morreu fora de uma campanha eleitoral...

Afixado por: amelia em fevereiro 15, 2005 01:15 PM

A Fé é como a Loucura, não se discute.

Afixado por: Carlos em fevereiro 15, 2005 01:36 PM

Mas os sintomas, esses, podem discutir-se à vontade, e até sugerirem-se tratamentos.

Afixado por: Carlos em fevereiro 15, 2005 01:44 PM

A freira Dorothy Stang, assassinada anteontem no Brasil, também estava sujeita a sequestro e a condicionamento psicológico? Ou sequestro e condicionamento, mas dos bons?

(http://jornal.publico.pt/2005/02/14/Sociedade/S82.html)

Afixado por: CC em fevereiro 15, 2005 02:51 PM

173. – Besta, estupido, idiota.


São termos injuriosos pelos quais se demonstra a falta de entendimento, mas cada um d´elles com a sua particularidade.
Diz-se que um homem é um (sic) besta para significar que não tem intelligencia, penetração nem discernimento; que é um idiota, par indicar que é incapaz de combinar as idéas que lhe excitão seus sentidos; e que é estupido, para manifestar que carece de todo sentimento. – O homem besta nada comprehende; o idiota nada concebe; ao estupido na commove.

ROQUETE, J.I., O.F.M. (1885) Diccionario dos synonymos poéticos e de epithetos da língua portuguesa.
Paris: Guillard, Aillaud. Pág. 125-126

Afixado por: Mano 69 em fevereiro 15, 2005 02:53 PM

Ainda que a minha formação religiosa seja cristã e católica... por tradição, nada tenho a acrescentar a esta fria e rigorosa análise, nem poderia concordar mais com ela.
É..., é pena que sejamos tão hipócritas... e, muitas das vezes roçando o sinistro.
Os meus parabéns.

Afixado por: Desfezado em fevereiro 15, 2005 03:08 PM

Apenas gostaria de deixar aqui as palavras transmitidas pela TSF ao entrevistar o Capelão João do Mosteiro das Carmelitas em Coimbra (local onde estava a irmã Lúcia):

Jornalista: Padre João, como tem decorrido a afluência à vigília à Irmã Lúcia?
Capelão João: Tem corrido MUITO BEM. Até agora passaram por aqui cerca de 20.000 pessoas. Mas estamos a contar que amanhã CORRA AINDA MELHOR, porque o funeral é o ponto alto que vai chamar muita gente.

Serei eu hipersensível ou o discurso do Padre João soa a um vendilhão da feira???

Depois atrevam-se a dizer que a Igreja Católica não é um grande negócio...

PS - Uma pessoa conhecida foi à vigília e relatou-me que existiam 2 ou 3 pontos estrategicamente colocadas para as pessoas deixarem a sua doação à "obra"...

Afixado por: Alexandre Gil em fevereiro 15, 2005 03:18 PM

Apesar de ser de Esquerda, desagradam-me profundamente as atitudes arrogantes em relação à fé alheia (o post do Rui Tavares é, em parte, um exemplo dessa arrogância). Cada qual acredita no que quiser; é uma questão de liberdade. Contudo, acho que no caso da morte da irmã Lúcia existe claramente um aproveitamento político por parte do PSD e do CDS-PP. Sobre isso escrevi em: http://thecatscats.blogspot.com/2005/02/luto-nacional-amanh-assinala-se-um-dia.html

Afixado por: Carlos Azevedo em fevereiro 15, 2005 03:18 PM

É espantoso que se ponha em causa o decretar luto nacional quando morre uma grande figura nacional. Até o luto pela AMália Rodrigues já põem em causa. Então em que alturas se devem decretar luto nacional??... Só quando morrer o Mário Soares ou o Álvaro Cunhal??...

Maria de Lurdes Pintassilgo?? Então porque não falam do Sousa Franco, do João Amaral, etc, etc. Se por ela fariam luto nacional teriam de fazer por todos os políticos. Francamente

Afixado por: Direita em fevereiro 15, 2005 03:35 PM

Tão pobre este post, tão pobre.

Afixado por: Eu em fevereiro 15, 2005 05:43 PM


Tiro e queda. A ICAR sempre foi a grande manipuladora dos pobres de espírito.A forma como instrumentaliza os menos instruídos é deveras revoltante.Já repararam que os milagres e as nossas senhoras só acontecem e aparecem nos países católicos? Há registo de milagres em países protestantes ou anglicanos? Ah, grande Henrique VIII, que por um motivo fútil fez um grande favor à Inglaterra.

Afixado por: teresalobo em fevereiro 15, 2005 06:35 PM

a irmã lucia deu mais do que uma intervista sozinha a jornalistas. Este texto está empregnado de mentiras e parte dos maiores preconceitos anti-clericais(confundindo a clausura com prisão). Informa-te primeiro antes de escrever mentiras.

Afixado por: Jacinto em fevereiro 15, 2005 06:44 PM

és um herége, vais arder nas chamas do inferno
:-)

5*

Afixado por: borbinhas em fevereiro 15, 2005 07:55 PM

Paulo Portas e Lúcia de Jesus: Aparições de Campanha.
veja tudo em
http://galeriadoshorrores.blogspot.com

GDH

Afixado por: Galeria dos Horrores em fevereiro 15, 2005 08:21 PM

A LUCIA É UMA SANTA...VÍTIMA DO CAPITALISMO DOENTIO QUE PRINCIPALMENTE A IGREJA O ADERIU. "UM MONSTRO BANALIZADO...UM MONSTRO COTIDIANO" (FOCAULT, MICHAEL)

Afixado por: JOÃO LUIS DOS SANTOS em fevereiro 16, 2005 06:03 AM

SOCORRO...QUANTA BOBAGEM!

Afixado por: JOÃO LUIS DOS SANTOS em fevereiro 16, 2005 06:04 AM

Achei um bom artigo ou post, mas que ironicamente enfermou do mesmo estigma do seu conteúdo. Há demasiados comentários para algo que foi coerente consigo mesmo,tanto o Post , como a irmã Lúcia , é uma injustiça que lhes fazem todas estas derivações espontaneas.

Afixado por: Pedro em fevereiro 16, 2005 08:59 PM

Como disse Nicolau Saiao, talvez a irma Lucia e os pastorinhos tiveram realmente uma visao, ou talvez só um deles a teve, mas pode ser que a ENTIDADE vista nao tenha sido a Virgem Maria da Igreja Católica. Pode ser que ela tenha sido uma vítima, manipulada pela sede do ser humano pelo poder, quem sabe? Pode ser que também tenha encontrado paz interior, num lugar onde nao lhe jogariam pedras ou a chamariam de bruxa ou louca por ter tido tais visoes. Podem ser muitas "verdades" distintas, dependendo de qual ângulo se mire.

Eu também sou muito cética, questiono muitas coisas, até a existência de um Deus em que creio, mas às vezes acredito mais Nele do que no ser humano.

Que a irma Lucia consiga finalmente agora ser livre, respeitada e descansar em paz, longe da manipulacao de uma instituicao religiosa, longe da ganância de políticos-merda, longe da difamacao daqueles que nao crêem nela.

Divagacoes à parte, muito bom o post de Rui, pois apesar de eu nao concordar com tudo o que escreveu, me fez refletir muito sobre vários pontos. Como disse, sou cética e ponho em dúvida também a opiniao "objetiva" e as "afirmacoes-dogmas" de algumas pessoas.

Um abraco.

Afixado por: Liliana em fevereiro 17, 2005 12:15 AM

Então não sabemos todos que a pobre Lúcia estava prisioneira? E que todos os anos íam duas monjas de Coimbra à sede do KGB fazer reciclagem para a conseguirem guardar? O que me faz confusão é como a conseguiram segurar depois do queda do bloco vermelho. A ela e ás outras. E a elas também há-de ter provocado estranheza ver partir aquele paraíso da Razão. Com mais umas estadias em Moscovo teriam escapado do mosteiro e pedido asilo à URSS. A atracção teria sido irresístivel. Infelizmente o brilho não durou. Provavelmente terão preferido apostar na esperança n'Aquele que não termina. Tonterias.
Se a Lúcia estava prisioneira (sem julgamento)como pensamos, não podemos esquecer as outras: carmelitas, clarissas, agostinhas, franciscanas, etc (e eles também: trapistas, cartuxos, etc). São milhares! E se não podemos valer a todos, ao menos aos de Portugal. É preciso deixar de falar e começar a agir. E responder: como libertá-las? Como pô-las longe do alcance dos guardas destes terríveis gulags (estes sem base científica!!). E depressa, antes que acabem os poucos paraísos do progresso ainda existentes à face do planeta. Só conversa não chega. Libertem todas as reclusas! Acabem com estes focos de i+racionalidade. Curem esta gente, nem que seja em campos de reeducação. Ponte aérea para a China já (os de Cuba não tiveram grandes resultados). Em bloco para os conventos. Acção revolucionária já. Evitar o grande perigo (e desgraça para a humanidade) que os conventos prosperem e persistam pelos séculos enquanto a estrela perde o fulgor em poucas décadas. Libertemos aquelas pobres [nem proprietárias querem ser! (condição de que nem os revolucionários abdicam)] inúteis (vivem para rezar!) e (a ser verdadeira a crença - tonta - de que a ultrapassada, resistente e pérfida instituição que tem a cabeça em Roma só subsiste pela oração) livraremos a humanidade do cancro que a perturba há quase vinte séculos.

Afixado por: Joaquim Annaba em fevereiro 17, 2005 01:36 AM

eu só me rio dos senhores da moral (mas a moral católica unicamente, mais nenhuma, que aqueles arabes podem morrer tds a vontade ou senão serem convertidos a nossa unica e verdadeira moral) que ficam tão revoltados quando um ser humano consegue fazer aquilo que eles por mais que tentem não conseguem: racionalizar.

um bem haja ao autor do post!

Afixado por: anonymous em fevereiro 17, 2005 02:19 AM

Desde já esclareço que sou agnóstico e não baptizado. Se isso é motivo para eu não ser crente não sei mas de facto na sou crente, o que me possibilita ver as coisas com outros olhos e não com aqueles que, diria, totalmente cegos por uma dita fé. Com isto não quero dizer que não eu não respeite a fé, muito pelo contrário. Não admito é que façam dela uma bandeira para nela embrulhar as legítimas crenças das pessoas. Posto isto considero Fátima um grande embuste religioso, que cresceu ao ritmo das necessidades de um Estado Novo que cultivava o isolamento e a pequenez como forma de panaceia terrena. De facto, nesta história entristece-me ver a forma como três crianças foram um óptimo pretexto para moldar toda a mentalidade de um país, que ainda hoje impera sob a forma de um pretenso iluminismo religioso mas que no fundo não passa de puro obscurantismo. Tenho pena, de facto.
Parabéns pelo post, Rui.

Afixado por: bruno cunha em fevereiro 17, 2005 11:29 AM

Lêm-se aqui comentários de diverso teor, do sério e informado até ao irónico mas contudo responsável, passando pelo apologético ou o agnóstico. E, também, aqueles que não passam de atitudes pueris, levianas, maldosas e inconsequentes.
Também nos comentários se perspectiva um mapa do português médio - e isto permite-nos entender melhor o que facultou o êxito da manipulação, da fraude vaticanista. Insisto, contudo, em referir que essa fraude não foi perpetrada a partir duma burla artilhada por padres da região ou outros eclesiásticos deste registo. Nem as crianças eram neuróticas ou perturbadas. A fraude foi efectuada pelo Vaticano ao apoderar-se de algo e mentir macissamente sobre isso. Maria da Nazaré não esteve lá.
A seu tempo a realidade mostrará porquê.
Os textos de Formigão - nem é preciso mais - dão pistas suficientes a quem saiba ler à luz duma linguagem técnica actual.

Afixado por: nicolau saião em fevereiro 17, 2005 10:17 PM