Para responder à constatação de que seria fã de Pereira Coutinho, o Homem a Dias apelidou-me de «discípulo de Louçã». Nem repara que, querendo rebaixar-me, se limita a rebaixar-se. Mas lá prova com quem aprendeu a escrever e, de uma forma um pouco menos erudita, inspira-se na mesma cartilha: «Discutir com escumalha, ainda vá. Para um simples idiota, não tenho paciência».
A frase de fino recorte literário é precedida de um exercício de negacionismo ao contrário. Se o Velho Testamento não fala dos palestinianos é porque eles não existem. Fim de conversa e por isso nem entro no polémico debate sobre a origem dos palestinianos, que divide tanta gente. Posso até nem me esforçar e ficar-me por aqui: para o Homem a Dias o guichet de inscrição para registo de nacionalidades fechou há dois mil anos. Por isso, portugueses, remetam-se à vossa condição de inexistentes. Os palestinianos dizem que existem, querem existir, exigem existir, mas se o Homem a Dias não quer e tem uma lista de testemunhas abonatórias da tese, esqueçam.
Sobre este assunto fez ponto final: fim de conversa. E só porque ele disse eu calo-me já. Se os palestinianos não podem contrariar o doméstico de Coutinho, quem sou eu para abrir a boca?
O sionismo, quando nasceu, não era isto. Mas depois vieram os homens a dias.
O pior é que o estilo desses dois «homens de letras de Matosinhos» acaba por cativar muita boa gente: é um estilo lépido (bem escrito, sem dúvida) e que arruma as adversidades com três citações e alguns insultos. Seduz muita miséria que para aí viceja. E faz-se pagar em jornais de referência (toda a gente aprecia a traulitada). Mas não acho que deva ser ignorado, como já se defendeu no Blog de Esquerda. Deve ser combatido e desmascarado - porque é um estilo vicioso, leviano, farsola; próprio de quem vê o mundo através de um anho.
Afixado por: Martelo em março 2, 2004 09:38 PMHá uma diferença gigante entre gajos de direita com nível, como o Pedro Mexia, e esses idiotas emproados que não valem um níquel.
Afixado por: Martelo em março 2, 2004 09:44 PMA diferença é que vos passa a mão pelo pêlo.
Afixado por: eduardo em março 2, 2004 09:48 PMNão: tem categoria, e humildade.
Afixado por: Martelo em março 2, 2004 09:58 PMTem categoria e humildade porque vos passa a mão pelo pêlo
Afixado por: eduardo em março 2, 2004 10:02 PME pondera os argumentos, não é mal-criado e não exibe as suas posições como verdades absolutas e incontestáveis, claro, porque «vos passa a mão pelo pêlo». E... sim, porque vos «passa a mão pelo pêlo». And so on, so on.
Afixado por: Martelo em março 2, 2004 10:10 PMeu até acho que o pessoal do Bernabé trata com muita diplomacia certos netos de Salazar !
Afixado por: zippiz em março 2, 2004 10:34 PM"eu até acho que o pessoal do Bernabé trata com muita diplomacia certos netos de Salazar!"
Será por razões lúdicas, mas de facto, é verdade.
Afixado por: Dixit em março 2, 2004 11:35 PMEle não é menos leviano a classificar o Daniel como esse é a classificar alguns dos seus críticos esporádicos, como eu. Entre fascista, betinho do PP, e, claro, profundo ignorante das matérias em discussão, criticas habituais com que remata as sua respostas com frequência, o Daniel também não recebe lições de ninguém quanto à leviandade na atribuição de defeitos a pessoas que não conhece. Eu prefiro interpretar isso como uma mera crítica interpretativa aos textos que se escrevem, no fundo, a nossa face visível nestas caixinhas, ainda que certamente enganadora. Pena que o Daniel não faça o mesmo com os outros.
Por outro lado, fica-se sem perceber, não gosta do homem ou não gosta do facto de ele gostar do JPC? Ou de o imitar?
Finalmente, ao insistente 3º post aqui no Barnabé, lá fui então ver o que o fulano escreveu que tanto enfureceu o Daniel. Qual o meu espanto quando vejo uma argumentação, ad initium tranquila, só exaltada após exaltados comentários que por aqui se fizeram.
E de ver que o Daniel terá sido um tanto ou quanto, digamos, redutor, ao insinuar que o argumento tinha 2000 e tal anos.... Há mais, e o Daniel acabou por nos obrigar, contrariados, a verificar num blog que não devia ter sido para aqui chamado, que afinal não tem assim tanta razão em disparatar.
É a vida...
Ó Alfredo, desculpe lá, mas os disparates que o homem escreveu sobre a Cruz Vermelha (e que deram origem ao tiroteio) são realmente de bradar aos céus.
Afixado por: Martelo em março 3, 2004 12:07 AMMartelo, reconheço que suei à procura do tal post, mas finalmente encontrei-o. É contraditório, fica-se sem saber se ele não gostou do muro da metade do século e gosta deste, se gosta dos dois, se de nenhum.... É um post mal feito, aparentemente contraditório. Concordo com a sua análise, obviamente.
Mas repare que a questão que me levou a fazer o comentário anterior não teve nada a ver com a "erudicção" (e isso das aspas parece contagioso) da criatura, que só li, repito, por insistência do Daniel.
Ó Daniel, esta porcaria está a ir longe de mais.
Então tu, que tanto gostas de dizer que defendes a liberdade, já obrigas o pessoal a ir ler post de outros blogs? Ainda por cima do Homem Dias. Está bem que estamos a falar do Alfredo Vieira, mas, mesmo assim... Há coisas que não se fazem.
Afixado por: Pedro Sales em março 3, 2004 01:40 AMe vocês a dar-lhe com o homem a dias... à falta de melhor... não é?
Afixado por: maria vem com as outras em março 3, 2004 02:18 AMe por melhor não quero dizer abrupto. melhor seria mesmo muito melhor. coisa da boa. discussão política "à séria"... não esta coisa de rilhar dente como quem passa o tempo... não esta coisa de quem coça pulga mesmo com coleira bolfo... é o que se pode arranjar!
Afixado por: maria vem com as outras em março 3, 2004 02:22 AMpessoal: anuncio que o barnabé vai passar a deixar o homem a dias dizer alarvidades à vontade, e que também não vai mais meter-se com o abrupto, só porque a maria nos pediu. a partir de agora vamos passar a concordar todos na blogosfera. não volta a acontecer, maria.
Afixado por: rui tavares em março 3, 2004 03:05 AMO Pedro Sales é confuso. Nem sei se lhe devo dizer qualquer coisa...
Afixado por: Alfredo Vieira em março 3, 2004 08:49 AMQue ambos escrevem bem deve ser alguma piada. Se é verdade que JPC consegue com algum sucesso copiar Paulo Francis (é esse seu verdadeiro guru, e não João Carlos Espada – veja as boutades de Paulo Francis sobre Churchill, sobre o feminismo etc., e veja como JPC as copia), porque até para copiar é preciso ser letrado, o mesmo não acontece com o seu empregado doméstico. Para esta criatura, toda a maioria é “esmagadora”, há “colunas (na net) estranhamente bem escritas”, a América tem um “misterioso complexo de culpa” seu blogue teve um “decréscimo abrupto das visitas”. Ou seja, a não ser quando copia literalmente seu mentor, o faxineiro é incapaz de utilizar um substantivo sem adjetivá-lo. Quanto às suas cópias, vejam lá se isso não é JPC puro e duro, ou seja, Paulo Francis puro e duro:
"Entre vasta polémica, estreia-se hoje nos EUA o filme de Mel Gibson sobre a morte de Jesus Cristo. Não me meto. Jesus foi um entre os muitos milhões de judeus assassinados, num exercício anterior a Ramsés II e que se prolonga animadamente até hoje. Outros judeus, discutivelmente melhores, decerto igualmente humanos, morreram pela ‘morte’ desse particular judeu e pelo que calhou sem que se ouvisse um pio de indignação. Pelo contrário. O tema fede.E o tema atinge a mais absurda irrisão quando, no centro do ‘debate’, está uma figura insignificante como Mel Gibson, filho de um católico doido, actor miserável e, a julgar por vinte minutos de «Braveheart», realizador com imensas aspas.Que o ‘filme’ estreie em paz. Como alguém já disse, o anti-semitismo não precisa de ser alimentado. A idiotia na Terra também não.”
ó Rui Tavares que em certos dias treslês... que não percebeste a maria... ou terá sido a maria que veio com as outras e não se deixou perceber? o que eu estava a querer explicar, e não terá ficado claro, é que ele há homens que interessam todos os dias e ele há homens que nem nos dias feriado. tal é o caso do homem a dias. entendidos? a questão não é da diversidade de opiniões mas a da qualidade das diversas opiniões. as opiniões do homem a dias, desse mesmo que nem nos dias feriado, são pequeninas. diminutas, por vezes a armar ao disrupto!
...embora eu perceba que na falta de melhor tem que se ir ao menos bom... ao menos interessante... ao que há! pronto. fiz-me entender? ó "sinhôures"!
entendi sim senhoura
Afixado por: rui tavares em março 3, 2004 06:01 PMvcs perdem tempo com gajos que não merecem, esse jpc e o homem-a-dias... E o Mexia não é santo nehum, não senhor, apesar da esquerda achar que sim: leiam os textos dele no Futuro Presente, o gajo é do mais fascista que há, ainda pior do que jpc e o outro!
Afixado por: Tinoco em março 3, 2004 11:44 PM