Vejo José Manuel Fernandes, como muitos outros comentadores conservadores nos últimos dias, fazer o elogio do PCP. Que o PCP tem verdadeiras bases sociais, que o PCP está mais simpático, que Jerónimo é um verdadeiro operário. O PCP é até mais confiável para uma aliança com. De repente, o exemplo da Coreia do Norte deixou de ter tanta importância. Como é natural, cada um tem direito à sua opinião, mas tenho a minha desconfiançazinha, uma desconfiançazitazinha, de que o PCP se tornou assim tão interessante por causa da subida do BE. Não é uma desconfiança completamente sem base Principalmente porque antes de fazer o elogio do PCP, José Manuel Fernandes lembrou o passado dos ex-maoístas e ex-trotskistas que, apesar das aparências, viajaram de uma ortodoxia para outra. José Manuel Fernandes estava a falar do BE. Mas não parecia.
Publicado por ruitavares em
"Não basta ter olhos para poder ver."
"Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara."
Conselhos comunistas para as eleições eminentes.
PS. Se usares óculos e/ou lentes de contacto, limpa-os.
A credibilidade do ex-maoista JMFernandes pode ser conferida pela semana negra do Público ( desmentido de Cavaco, dividas do futebol...)
Afixado por: zippiz em fevereiro 18, 2005 12:56 AMO Fernandes também viajou de uma ortodoxia para outra, aliás, bem pior. Ainda me lembro de em 1975 o ver a servir bicas na sede da OCMLP na Alexandre Herculano. Ó Zé Manel, vais mas é pr'ó Iraque !
Afixado por: Pedro Baptista em fevereiro 18, 2005 01:03 AM
O melhor é queixares-te ao Daniel. Com a sua, actual, experiência a choramingar devido ao "desmame" por parte da comunicação social, talvez já tenha alguma carta na manga.
Parece-me que comprou um biberão com os acessórios de aquecimento e tudo...
Agora é só esperar pelo voto do povo, e depois pode ser que encontrem a "teta" da comunicação social - ou outra...
PS. Tenham cuidado com o plagiar os queixumes, com algumas décadas, do PCP quanto à C.S.
http://www.bloco.org/index.php?option=com_bookmarks&Itemid=0&catid=1&task=view&mode=0&id=12&search=*
Afixado por: casepagam em fevereiro 18, 2005 01:11 AMÓ Rui! Ninguém esqueceu a Coreia do Norte. Mas, com o Louçã carregado de sorrisos de crianças, podemos perguntar-nos quem é afinal o "querido líder"...
Afixado por: Pedro Picoito em fevereiro 18, 2005 01:13 AMOuvi-o hoje, na SIC notícias, na sua habitual pose altiva e em tom paternalista dizer que a os jovens (que votam no bloco de esquerda, fazem-no porque nada sabem sobre a historia deste século e portanto limitam-se a votar por causa das “causas fracturastes que o bloco defende”. “não vão ao fundo, ficam-se pela espuma”. Segundo JMF os lideres do Bloco têm passados (ah o trotskismo, sempre trotskismo) pelos quais “ainda não se desculparam” e “continuam a defender velhas ortodoxias.”
Pois deixe-me dizer – lhe caro JMF, que eu que sou jovem considero o seu paternalismo balofo e o seu
menosprezo nada menos do que repugnante. Pensa você ter alguma percepção do que foi a história do século passado, Mas acha que os, marxistas, socialistas e trotskistas devem desculpar-se pelo que foi a era de Salina e a história subsequente da URSS. Ora aqui está alguém que de facto sabe muito não só da história do século passado como da do século XIX.
Haja paciência para estes supostos analistas.
Deixo o apelo para fazerem um post sobre o PNR. Eu ouvi uma notícia que envolvia o partido neofascista em acontecimentos menos aconselháveis. Mas gostaria de saber ao certo quais?
Afixado por: João Dias em fevereiro 18, 2005 03:19 AMCamaradas, o passado negro do psr/udp disfarçado de be é o apoio directo e indirecto ao terrorismo (que ainda se mantém). Disso o camarada xico não fala pois está um autentico finório. Já o disse e volto a dizer o camarada xico ainda vai ser 1º ministro num governo ps.
Afixado por: fidel em fevereiro 18, 2005 08:04 AMÉ, o JMF tem dessas coisas. Expressa-se mal e quando o faz, não sai coisa boa.
Pedir desculpa por uma convicção que evoluiu? *Cough* *Cough* Passavamos todo o tempo em penitência...
Afixado por: Hoka Hei em fevereiro 18, 2005 09:24 AMO Zé manel Fernandes e seus companheiros estão assustados com o possível resultado do BE, e vai daí toca a martelar sem foice no Bloco. Para ele o PCP já não é M-L, mas muito confiável. O que ele escrevia e escreveu do PCP no 16º e 17º congresso do PCP já está tudo esquecido. O Portas até foi buscar a " Campo Pequeno", é o desespero.
Afixado por: José Manuel Faria em fevereiro 18, 2005 09:29 AMBarnabé, falem lá sobre o que se passou realmente com a notícia do Cavaco. O jantar onde o Cavaco falou com o JMF, as duas notícias no Público, a autorização do JMF, o desmentido do Cavaco, o JMF a deixar cair as jornalistas e a limpar-se no Expresso, etc.
Afixado por: Papa em fevereiro 18, 2005 10:16 AMPois é, está com medo da maioria absoluta de Sócrates, mas não com demasiado medo, senão elogiava o Bloco também. Mas não percebo tanto desconforto pelos elogios a Jerónimo de Sousa e ao PCP!
Afixado por: miguelr em fevereiro 18, 2005 10:50 AMo referido moço de recados da direita conservadora continua a cumprir as tarefas que lhe foram destinadas. coisas de esquerdalhos reciclados. mas não o mandem para o Iraque. os xiitas ganharam nas urnas, o homem falhou previsões e não gosta nada dos ditos. antes no Público a lançar a candidatura a nada do amigalhaço P. Pereira. sempre está entre convertidos.
Afixado por: pinto ribeiro em fevereiro 18, 2005 02:18 PMA propósito e já agora, aproveito.
No debate na RTP desta terça-feira 15, ficámos a saber por que razão quer Sócrates quer Santana não quiseram debater com Francisco Louçã. Sim, porque foi por isso que Sócrates, logo à partida, disse que só aceitava dois debates: um com Santana Lopes e outro a cinco. Não tinha problemas em discutir com Santana, nem com Portas com quem se iria entreter a discutir se os deputados que o CDS presuntivamente ganharia seriam obtidos á custa do PS ou do PSD, nem com Jerónimo de Sousa como se veria se não tivesse ficado rouco de repente, mal começou o debate a cinco.
Por seu lado, Santana assegurou que ia a todos os debates mas depois, com as trocas e baldrocas que lhe são peculiares, baldou-se.
De facto era difícil qualquer um deles debater com Louçã taco a taco. Portas teve a experiência, Jerónimo também.
Louçã teve uma intervenção de grande nível Portas não perdeu a oportunidade para chamar arrogante a Louçã, seguido de perto pela mímica e os trejeitos de Santana – um par brilhante. A arrogância que a direita detecta em Louçã, não é arrogância: é rigor, é saber, é segurança, é convicção. Aliás a eficácia assertiva das posições do Bloco defendidas por Louçã, face ao manobrismo videirinho de Portas e Santana é de facto demolidora e dá direito a queixinhas.
Muito interessante foi depois ouvir o painel de jornalistas, na RTP/N a comentarem o debate. Para eles ninguém foi capaz de dizer como se resolve a crise da segurança social. No entanto Louçã disse-o com toda a clareza: com os ganhos de produtividade e com a alteração do método da contribuição das empresas- passar a ser em função do valor acrescentado e não, como até agora, em função do número de trabalhadores.
Para Sérgio Figueiredo a confrontação de Santana com os benefícios à banca não passou de demagogia de Louçã pois há uma lei que permite, não só à banca mas também às empresas, serem libertas de taxas e impostos em grandes operações nomeadamente de restruturação e fusão para não se enredarem nas mil e uma malhas da burocracia paralizante. Falta explicar por que há essa lei e que a existência da lei em nada altera o fundo da questão: o favorecimento da banca e das grandes empresas. As leis fazem-se e desfazem-se – por isso há políticas diferentes¸ por isso mesmo há eleições.
José Manuel Fernandes também veio em socorro da banca esclarecendo que as dezenas de milhões de lucros anuais se devam à real concorrência existente (quando se tratava exactamente de reduzir a concorrência, pela fusão de três entidades bancárias). O mesmo JMF, ontem, em comentário a uma laracha assassina do Paulo Portas, fez um dos ataques mais torpes que é possível imaginar ao Bloco.
Classificando o debate quase exclusivamente em função das posições de Sócrates e Santana, misturando o trigo com o joio, os nossos comentadores nada enchergam que vá além dum bloco central sem saída nem respostas, ao mesmo tempo que fingem – isso sim demagogicamente, já que a demagogia não é monopólio de alguns políticos – exigir respostas novas que eles sabem só existirem de um lado: exactamente aquele que eles fazem tudo por ignorar ou minimizar - o Bloco de Esquerda.
O Bloco vai ter o maior resultado de sempre, o que já vai sendo uma normalidade. Isto é, o Bloco em cada eleição aumenta o score. De vagar se vai ao longe. Consolidadamente, enfrentando o julgamento dos eleitores já pela quarta vez (quinta contando as últimas eleições autárquicas cujos resultados não podem ainda ser contabilizados na perspectiva em que escrevo).
O Bloco quando surgiu foi considerado por alguns como um epifenómeno da incomodidade “existencial” de alguns sectores de “esquerda privilegiada”, ou como esconderijo para prolongar mais algum tempo a agonia letal de correntes totalitárias (todas aquelas que, reivindicando-se do marxismo, se comprometeram ideologica e politicamente com a revolução) numa vã tentativa de aggiornamento; ou mesmo uma criação (quase) da comunicação social (pelos vistos muito volúvel) a precisar de algum sal para a política nacional condenada ao vazio das propostas repetitivas e em cículo vicioso determinado pelo neoiliberalismo transbordante.
Afinal, como garantiram os seus fundadores, afirmou-se, instalou-se no cenário político nacional, mas não se acomodou. O Bloco tem sido julgado a aprovado por cada vez maior núnero de portugueses.
Mudou, obrigou à mudança da política, com os seus dois, depois três deputados, mas que na realidade foram seis, graças à rotatividade que tanto incomodou os defensores da permanência como forma de responsabilização esquecendo a responsabilidade política que o próprio BE assumiu perante os eleitores.
O berloque afinal é um Bloco de Esquerda
Segundo aquelas opiniões, o Bloco, da posse do mandato dos seus eleitores, estaria apto para o manobrismo político em detrimento do compromisso eleitoral, da fidelidade ao programa sufragado, da relação de fidelidade e lealdade com os eleitores. É esta a perspectiva daqueles que em paleio exigem seriedade na política. A política vista como um somatório de espertezas e fintas, de jogo de rins (que ás vezes é preciso), num ambiente saturado da banalidade pusilânime e rotina bafienta, afeiçoamento à modernidade conservadora ou seja, melhor dizendo, à globalização imperialista e ao pensamento único.
De repente, o Bloco, de enfant gatté passou a arrogante, de plural e diversificado à beira da implosão permanente, a monolítico
Está a tornar-se incómoda a subida consistente do Bloco que significa o avanço do apoio social às suas propostas que, de fracturantes como gostavam de lhes chamar na tentativa de as colocarem no limbo, passaram a ser consideradas integradas no sistema; ou então plagiadas, como insiste o bom rapaz Jerónimo, enquanto repete maçadoramente a mensagem do PCP, inalterável há trinta anos: o PS é igual ao PSD, mas se o PS não for igual ao PSD e se vier para a esquerda porque o PCP (com mais votos) o vai obrigar a vir para a esquerda, poder-se-á dar início a um período frutífero de conquistas...de Abril – as portas que Abril abriu, etc.
O bom rapaz Jerónimo, com a sua simplicidade desarmante, mantém todas as qualificações que fizeram dele um aguerrido representante do sectarismo estrutural e essencial do seu partido, que se traduz na inqualificável tentativa de liquidação política e moral de quem à sua esquerda tem uma acção polítca que, por si mesma, desmascara e impede a credibilidade da trapaça da “maioria de esquerda” com o PS.
Acusar o Bloco de “falta de ética” porque supostamente plagiaria as ideias do PCP (sem dizer especificamnete quais), é de um cinismo refinado e de um primarismo ultramontano.
Toda a esquerda digna desse nome compartilha o imenso património das lutas e das conquistas do proletariado durante mais de século e meio.
Nunca se viu disparate tão grande, em especial vindo de uma força política que se reivindica de matriz marxista, e se chama comunista, sem querer, aliás, dar a outros o direito de o serem.
O PS não quer nada com o PCP pelas boas razões: porque o PCP não alinha com o neoliberalismo, nem com a NATO, nem com os conselhos do Presidente (Bush), nem com a Constituição do senhor Giscard d’Estaing encomendada pelos senhores da finança europeia.
Mas o PCP, no seu anti-imperialismo retórico, esquece-se que a política em Portugal, como em todo o lado, é exactamente determinada pela NATO, pelo imperialismo, pelos conselhos do Presidente (Bush), e pelos tratados que foram cerzidos no tratado Constitucional do tio Giscard.
Portanto estar a dizer aos portugueses que é possível puxar o PS para o lado da esquerda consequente, é estar a criar-lhes ilusões mortíferas.
E assim dificulta o trabalho do Bloco de Esquerda na sua luta contra a direita e por uma alternativa de esquerda moderna e socialista. Do ponto de vista estratégico, com uma política sem ambiguidades, o Bloco não fecha (o campo dos “princípios” não é para aqui chamado) as portas a entendimentos com o PS (e claro, por maioria de razão, com o PCP) favoráveis à luta pelo emprego, pelos serviços públicos fundamentais na saúde, no ensino e na segurança social, pela defesa do ambiente, pela reforma fiscal que obrigue a banca e os especuladores bolsistas a pagar impostos; ou seja a entendimentos que não ponham em causa o compromisso de honra entre o Bloco e os seus eleitores. E é essa honra, essa ética, o respeito por esse compromnisso que faz o Bloco crescer e o fará crescer ainda mais e tornar-se numa força política determinante para a unidade de acção das esquerdas, dentro da sua pluralidade.
Não é por o bom rapaz Jerónimo não entender a Europa como a grande arena para os combates democráticos de hoje e do futuro e se sentir constrangido por essa perspectiva, nem por aceitar como eventualmente democrático o regime militarista fascista da Coreia do Norte e, mais que isso, como uma forma peculiar de aproximação ao socialismo o regime da China, nem pelo seu umbiguismo inalterável, que o Bloco deixa de considerar o PCP o parceiro mais próximo de entendimento e acção conjunta na maioria das lutas mais avançadas da sociedade portuguesa.
Mas a diferenciação e a clivagem fazem-se onde têm que ser feitas e é por isso que o PCP vai ter os votos dos conformados a uma visão estática, já em desuso nos anos setenta do século passado, comum a outros partidos, e que, se não fosse assumida como história mas ultrapassada enquanto resposta ao mundo de hoje, teria impedido o Bloco de ser o partido de tantos outros, irrequietos e inconformados e arriscando propostas novas para situações novas e outras ...ainda velhas.
Porque o Bloco de Esquerda se reforça e cresce na pluralidade e na sua livre expressão como forma mais avançada de organização política e de estruturação do poder, o bom rapaz Jerónimo chama-lhe Depósito de Adidos - linguagem a fugir para o militar, como é razoável esperar de quem só porque não tinha farda não pertencia ao MFA, claro que quando o MFA fosse todo PCP ou equivalente, conforme ele se esforçou bem para que fosse (como é que se pode trabalhar com quem não pensa como nós? - é só punhaladas e traições!...).
Estou a ser injusto porque o PCP já tem mais ou menos antevistos uns ministérios onde poderá ter boa prestação caso, é claro, o PS resolva ter uma política de esquerda.
O caso mais estranho desta campanha eleitoral é o facto de o PCP ainda não ter conseguido ler o programa eleitoral do PS, porque doutra forma não andaria permanentemente com esta dúvida angustiante e dilacerante, ao mesmo tempo de esperança infinita: será que depois das eleições o PS irá ter uma política compatível com a hipótese de o PCP nela participar no Governo?
Bom, certo certo é que o PS ganhará as eleições contra o PSD.
Mas o país ganhará apenas se o Bloco puder condicionar a política do guterrismo sem Guterres vocacionada para entender-se com o PSD e o CDS/PP.
E poderá condicioná-la pela capacidade demonstrada de gerar apoios sociais alargados às suas propostas obrigando a gerar maiorias políticas que resultem em medidas e legislação de viragem.
É esta, hoje, a grande valia do Bloco: aproximar tempos novos necessários não só para chegarmos perto dos índices de desenvolvimento da UE como, mais do que isso, para não ficarmos de fora dos movimentos de fundo que já se pressentem.
Mário Tomé? É o mesmo que todos conhecemos? A personagem histórica? O mesmo de sempre?E ainda querem que votemos no BE em nome da mudança...
Caro Rui Tavares, não vejo o porquê da sua admiração. Uma das razões pelas quais o BE se formou foi porque muitos simpatizantes ou militantes do PCP estavam descontentes com o partido, em especial os que pertencem a grandes cidades e à classe média e alta. Pelo menos é bom saber que o PCP se está a aperceber disso e a melhorar a olhos vistos.
Aliás, creio até, que a única campanha decente foi a da CDU, tendo ficado muito desapontado com a do BE. Está-me a querer parecer que os bloquistas estão demasiado arrogantes e já devem achar que ocupam a mesma posição na sociedade que o PCP ou o PS...
Afixado por: André Militão em fevereiro 19, 2005 08:21 PMSerá que no Barnabé, julgam que co as eleições acaba: orçamento rectificativo/ orçamento de 2006/ fechar orçamento de 2005/, isto è que vai revolucionar Portugal, pois desta vez, as desculpas desapareceram, fica a realidad nua e crua da miseria das nossas finanças
Afixado por: Tribunus em fevereiro 20, 2005 05:32 PM"Caro" Pedro Picoito, a Mudança existe e notou-se no trabalho realizado pelo BE mas cabeças como a tua nunca irao aceitar pluralismo e evolução; respeitando o passado e crescendo com as diferenças. Só n~~ao vota Be pela mudança quem está agarrado ao sistema constituido e gosta dele... è preciso crescer e aparecer.
Caro Mário Tomé, muito obrigada por uma leitura esclarecedora e recheada de conteúdo.