Aqui há uns dias o PS desceu a Morais Soares, não muito longe de minha casa, oferecendo rosas ao pessoal numa acção de campanha. Jorge Coelho, o mais activo de todos, gritava "e tem que ser absoluta! tem que ser absoluta!"
Eu de Jorge Coelho espero isto. Jorge Coelho já disse várias vezes, quando perguntado sobre quais considerava ele serem os grandes erros do guterrismo, que o grande erro tinha sido não se exigir a maioria absoluta em 1999. Não se conseguiu lembrar de mais nenhum. Qual totonegócio, quais demissões na praça pública, quais recuos na taxa da alcoolemia. A absolutazinha, a absolutazona é que foi a perdição. Se o engenheiro Guterres tivesse sido mais pedinchão na campanha de 1999, tudo teria sido perfeito. O PS teria governado imaculadamente.
Antes de passar ao nosso momentozinho, faço um ponto prévio: desde logo, sinto-me desconfortável com exigências de maioria absoluta (por parte de quem quer que seja) porque toda a gente que pense um bocadinho sobre o assunto verá que estas exigências são pouco democráticas. Desde logo: a mim não me podem exigir uma maioria absoluta, nem a ti, nem a ela, nem a ele. Podem pedir-nos os votos de cada um. E pode dar-se o caso de eles todos juntos darem uma maioria absoluta. Mas por definição a maioria absoluta consegue-se; não se pede nem muito menos se exige. Tudo o mais é chantagem sobre o eleitorado.
Ora se se tratasse apenas de Jorge Coelho, eu não me preocuparia. Mas já me sinto um bocadinho mais vigarizado quando o Causa Nossa ou o País Relativo fazem o mesmo – é que tenho-os na conta de pessoas inteligentes e gostava que eles não me tivessem a mim na conta de tanso. Dou alguns exemplos dispersos. Pede-se que se dê maioria absoluta ao PS para não dar uma derradeira consolação a Santana Lopes. Fazem-se equações que soam um bocadinho a "duas-patas-mau-quatro-patas-bom", maioria absoluta-bom maioria relativa-mau. Ana Gomes tem o cuidado de escrever sempre uma MAIORIA ABSOLUTA do PS em MAIÚSCULAS e negrito, não vá à gente escapar-nos a subtileza da ideia. No País Relativo cita-se a situação alemã (com um governo de coligação com os Verdes) para se fazer o título auto-evidente "É por isso que a maioria deve ser absoluta". Vital Moreira explica-nos que um governo de maioria absoluta não governará à vista, nãp será presa fácil de todos os clientelismos, nem comprará todas as contestações à mesa do orçamento.
Ou seja: dá-se um pontapé numa pedra – maioria absoluta! – entala-se o dedo na porta – com maioria absoluta isto não tinha acontecido... – o despertador não tocou – é indispensável a maioria absoluta – o país tem oitocentos anos – mas sem quatro anos de MAIORIA ABSOLUTA vai tudo pelo cano.
Cartas na mesa. Sócrates não me entusiasma, mas tenho uma fezada de que ele será melhor primeiro-ministro do que líder de oposição. Tenho vontade de o ver no cargo, mais do que apenas vontade de expulsar Santana. Aliás, tal como escrevi aqui várias vezes, acho uma cobardia considerar que ele não passe de uma versão rosa de Santana – uma cobardia, aliás, que os factos da campanha desmentiram de forma eloquente.
Agora tenham paciência. Os defeitos de um governo PS serão amplificados – não diminuidos – pela maioria absoluta. Alguém acredita que uma maioria absoluta será mais eficaz a conter os clientelismos em pleno ano de eleições locais e com um monte de autarcas (que estiveram na primeira linha do apoio a Sócrates) a implorarem meios para a sua reeleição ao interlocutor privilegiado da classe que é Jorge Coelho? Vai ser mais fácil dizer-lhes que não? Bizarro. E alguém acredita que um governo em cujo núcleo duro estará certamente José Lello, que ainda há poucos meses mandava calar com maus modos a Helena Roseta e Ana Gomes, consiga conter o seu autoritarismo latente? Se quem se metia com o PS relativo levava, como será com o PS absoluto?
Reparem. Eu sei (eu defendo) que um governo PS será muito mais do que estas figuras. Vejo caras antigas e saudosas, como Mariano Gago, ou novas e interessantes, como João Ferrão, a perfilarem-se para o governo. É com uma ansiedade positiva que espero a obra deles. Mas diga-se de passagem que não acredito que eles trabalhem pior em maioria relativa (como aliás, já o foi no caso de Mariano Gago). Quando o ministro é bom, leva as pessoas atrás da sua visão.
Mas temos de ser minimamente sérios. Dizer-se que uma maioria absoluta se vai vigiar a si própria é tão ingénuo como achar que um rico não precisa de ser corrupto. Numa maioria absoluta, começa-se por achar que se vai ser ultra-disciplinado e respeitador, e acaba-se a vociferar contra o Tribunal de Contas e o Constitucional e o Presidente. Eu estou ideologicamente proximo do PS e longe de Cavaco, mas sei reconhecer que o que aconteceu a Cavaco nas suas maiorias absolutas é da natureza humana, e a natureza humana é das coisas a que o PS é (felizmente) pouco imune.
Finalmente, a maioria absoluta é só o nosso último Dom Sebastião. Não vai fazer "as reformas adiadas" nem resolver os problemas do país. Como não os vão resolver o choque de gestão ou tecnológico, o fiscal ou o dos valores, a paixão pela educação ou a batalha da qualidade. Como não os vai resolver nada em que nós coloquemos todas as nossas esperanças este ano para depois vermos que fracassou passado uns anos. E não vai funcionar como não funcionam as dietas-milagre ou as resoluções de Ano Novo: estamos a ansiar por que Portugal dê agora um enorme pulo em poucos anos, mercê de atitudes enérgicas, quando se calhar aquilo de que precisamos para já é de consolidar o pulo que demos nos últimos anos e que vemos agora esboroar-se a olhos vistos.
E o pior de tudo: isso vai dar ressaca. Quem forçar hoje a exigência da maioria absoluta poderá ter de vir a responder perante a frustração que inevitavelmente se gerará quando a maioria absoluta não resolver os nossos problemas. Portanto, a bem do país, não nos substituam o discurso da tanga por esta tanga de discurso.
Publicado por ruitavares emConcordo em absoluto. Não é a maioria absolta que vai resolver os problemas deste país, já que maioria absoluta implica um inevitável autoritarismo. Saímos de um agora. Vamos querer um igual (apesar das diferenças Santana/Socrates?)E quando os problemas não se resolverem, como vai ser?Porque não se percebe que o fundamental é que a esquerda fale entre si, que o PS seja obrigado a dialogar. isso é que é preciso.
Afixado por: vanessa a. em fevereiro 18, 2005 07:08 AMExcelente post!
Afixado por: Aquiq em fevereiro 18, 2005 08:32 AMEste post mostra o manifesto desespero do Bloco pelo facto de as suas absurdas pretensões irem cair em saco roto.
É da vida.
Afixado por: Pedro Sá em fevereiro 18, 2005 09:14 AMMas se ninguém parece querer fazer maioria com o PS, porque é que o PS não há-de querer fazê-la sozinho ?
Afixado por: Real em fevereiro 18, 2005 09:36 AMToda a gente sabe que o PS não vai ter maioria absoluta. Toda a gente. O próprio PS o sabe. Claro que as sondagens são convenientes e foram matematicamente feitas antes do debate a cinco. Claro. No Nónio explico melhor o meu ponto de vista
http://nonioblog.blogspot.com
Como sempre, brilhante!
Penso também que a maioria absoluta é uma outra forma de ditadura substanciada pelos votos da população e que não resolverá os maiores problemas com que o nosso país se debate actualmente e com os que se irá confrontar nos próximos anos.
Mas, se calhar, para se evitarem males maiores, de trapalhadas de Santana- Portas, que provaram, a quem ainda não tinha reparado, que querem o poder pelo poder e o resto não interessa, que mostraram a quem quiz ver que são uns meninos mal comportados a quem tem de se fazer a vontade, caso contrário fazem birra, lá levaremos nós com a tal maioria PS.
E daqui a dois anos, com a situação económica igual ou pior, a educação igual ou pior, a saúde igual ou pior, o desemprego igual ou pior, o défice publico controlado articialmente, a industria igual ou pior, ninguém votou neles. Tal como ninguém votou Guterres, nem em Durão (em Santana, felizmente não votaram), nem em Cavaco.
Vamos lá tirar de cena estes politicos incompetentes. E que tal mandá-los para as fábricas, ou para os texteis com o salário mínimo, e obriga-los a viverem dessa forma e a pagarem os estudos dos filhos, a prestaçãpo da casa, do automóvel, os médicos, os medicamentos. Enfim, obriga-los a terem uma vida como a maioria dos portugueses.
A tua crónica, é brilhante.
o medo que eles voltem generalizou-se, estas eleições já me parecem um guião para um filme do carpenter...
Afixado por: rosa em fevereiro 18, 2005 11:40 AMo medo que eles voltem generalizou-se, esta eleição parece um guião para um filme do carpenter...
Afixado por: rosa em fevereiro 18, 2005 11:41 AMPortugueses e Portuguesas,
O momento é grave. Venho apelar-vos a que assinem esta petição que exige a união de facto entre esses dois grandes gurus do trotskyismo em Portugal, Gil Garcia e Carmelinda Pereira. Sei que entendem a urgência desta iniciativa. Podem assiná-la em http://www.petitiononline.com/gilcarme/petition.html
Mas o Totonegócio foi um erro porquê?
Afixado por: Kaiser em fevereiro 18, 2005 12:58 PMA única coisa positiva que vejo na maioria absoluta é o facto de ser impossível fugir às responsabilidades de governação. Mas o PS tem esse grande defeito acompanha excelentes ministros de ministros medíocres. E os que andam a agitar bandeiras são geralmente os medíocres...
Afixado por: João Dias em fevereiro 18, 2005 01:53 PMBoa análise Rui. Também eu não acredito que uma maioria absoluta seja a solução de todos os males. O que temos visto é que ela se torna autista, orgulhosamente só e, por ser uma maioria, sem controlo pois, mesmo que delas duvidemos, nem comissões de inquérito parlamentar deixa eleger ou então, num toque mais refinado, regeita, quando lhe desagradam, as conclusões.
Por outro lado não se deve comparar o Sócrates ao Calimero Santana. O Calimero tem como visão do mundo, uma Kapital cheia de santanetes disponíveis, onde se vai lançar umas boutardes, e beber uns copos. Sócrates apesar de tudo não foi um mau Ministro do Ambiente. Poderemos, como eu, ter outras ideias acerca do que se pode fazer na actual conjuntura mas, será sempre um mal menor, enviar o Calimero e o Paulinho legionário para o caixote do lixo da história.
É que eles fedem.
A GRANDE SURPRESA PELA POSITIVA CHAMAR-SE-Á CDS-PP!
Afixado por: ATENTO em fevereiro 18, 2005 02:39 PMConcordo com os comentários do Luis Martins.
Já agora, alguém viu ou leu os comentários que o António Lobo Antunes sobre as eleições, que ouvi hoje de manhã na TSF? Também nenhum blogue conhecido lhe faz referência, o que me parece estranho.
Falta só um dia. JFS
è quase indecoroso podermos ler as suas excelentes opiniões sem ter que pagar.
Apesar disso, vejo com alguma tolerância a existência de maiorias absolutas, uma vez que o sistema dispõe de mecanismos, para além do Parlamento suscptíveis de coartar certas prepotências e abusos (TC. T. Contas, PR). Por outro lado, não há lugar á desreponsbilização nem á vitimização.
Esta e'(escrevo dum teclado sem acentos...) a ultima vez que comento neste blog. Nao se perde nada, podem dizer, mas perde-se um leitor e uma pessoa que tinha gosto em comentar aquilo que aqui se escreve.
Saudei o post do Bruno sobre a Irma Lucia: os comentarios nao ofendiam ninguem, mas acho que podiam ser incomodos (a imodestia nao paga imposto!). Nao sei as razoes pelas quais os dois comentarios nao apareceram; ate pode ter sido um erro meu, vosso, ou um problema do computador, mas nao e' a primeira vez que acontece e ficam sempre duvidas.
Voces tem o merito de ter feito um blogue vivo e estimado, mas se querem que as pessoas participem (podem nao querer, mas acho que isto perderia metade do interesse) tem que respeitar as pessoas que nele querem participar. Nao e' nada bom escrever um comentario e esperar a aprovaçao: ninguem gosta de ser controlado. O unico blog que faz isto e' um blogue de pessoas que se dizem "libertarios de esquerda". Nao deixa de ter graça, desculpem que vos diga.
Acho que a melhor soluçao era apagarem os comentarios insultuosos e imbecis, como chegaram a fazer, mesmo com os riscos de isso por vezes dar trabalho e nao ser feito a tempo. Ou darem a quem pedir um acesso directo, embora isso acabe por ser redutor e leve 'a formaçao de uma pandilha de simpatizantes incondicionais e oponentes furiosos.
Por mim nao aceito voltar esperar pela vossa aprovaçao. E' uma situaçao muito desgostante e irritante, acreditem. Se as regras se alterarem voltarei com gosto, porque gosto deste blogue.
Esta e'(escrevo dum teclado sem acentos...) a ultima vez que comento neste blog. Nao se perde nada, podem dizer, mas perde-se um leitor e uma pessoa que tinha gosto em comentar aquilo que aqui se escreve.
Saudei o post do Bruno sobre a Irma Lucia: os comentarios nao ofendiam ninguem, mas acho que podiam ser incomodos (a imodestia nao paga imposto!). Nao sei as razoes pelas quais os dois comentarios nao apareceram; ate pode ter sido um erro meu, vosso, ou um problema do computador, mas nao e' a primeira vez que acontece e ficam sempre duvidas.
Voces tem o merito de ter feito um blogue vivo e estimado, mas se querem que as pessoas participem (podem nao querer, mas acho que isto perderia metade do interesse) tem que respeitar as pessoas que nele querem participar. Nao e' nada bom escrever um comentario e esperar a aprovaçao: ninguem gosta de ser controlado. O unico blog que faz isto e' um blogue de pessoas que se dizem "libertarios de esquerda". Nao deixa de ter graça, desculpem que vos diga.
Acho que a melhor soluçao era apagarem os comentarios insultuosos e imbecis, como chegaram a fazer, mesmo com os riscos de isso por vezes dar trabalho e nao ser feito a tempo. Ou darem a quem pedir um acesso directo, embora isso acabe por ser redutor e leve 'a formaçao de uma pandilha de simpatizantes incondicionais e oponentes furiosos.
Por mim nao aceito voltar a esperar pela vossa aprovaçao. E' uma situaçao muito desgostante e irritante, acreditem. Se as regras se alterarem voltarei com gosto, porque gosto deste blogue.
Vale a pena ler o artigo do Miguel Sousa Tavares no Público de hoje. Hoje até vale a pena.
Afixado por: hm em fevereiro 18, 2005 03:20 PMÉ minha convicção que não se pode pedir maioria absoluta, nem sequer maioria relativa, a quem vai votar num partido diferente. Nem vejo a causa do seu espanto. Se não vai votar no PS como é que lhe podem pedir a si a maioria, quer relativa, quer absoluta. A si, com as convicções que lhe conheço, só lhe pode convir uma maioria relativa ou mesmo uma minoria absoluta do PS. Por outro lado, se (longe de mim tal ideia) estivesse no campo dos indecisos (ou dos não sabe/não responde) seria legítimo que lhe pedissem o voto. Ou não? Provavelmente devemos seguir as pretensões do Santana e contar com esses votos só para ele.
Há uma esquerda esclarecida e politizada que (onde é que eu já ouvi isto?) parece efectivamente fazer o jogo da direita. E não é que às vezes, mesmo sem se aplicar muito, consegue? Mais uma vez, se (como julgo) o PS não é o verdadeiro inimigo do seu BE, nem quero imaginar o que é que está reservado para os verdadeiros inimigos do Bloco... Só que, na campanha, o tempo começa a escassear.
Está quase
O Zecatelhado deseja a todos os companheiros blogonautas um santíssimo fim de semana.
Aproveita ainda para desejar a melhor das sortes ao partido ou coligação das vossas preferências.
Um abração
Zecatelhado
Acaba a campanha - a luta continua
Quando acabar o dia, também acada a campanha, mas os problemas e as dificuldades vão continuar por muito tempo, qualquer que seja o resultado.
A participação nas eleições é muito importante, principalmente se sobermos fazer escolhas certas. O sentimento clubistico ou a ideia de estar sempre do lado dos vencedores, leva-nos a opções que poderão não ser as mais certas. Ao longo da História, já vimos muitas vezes a razão estar do lado das minorias.
Acredito na democracia e também sei que o Povo não é tolo, mas com a demagogia e o populismo que por aí anda muita gente vai botar a cruzinha no quadrado errado.
Uma coisa é certa Santana e Portas vão recolher às boxes e espero que por muitos e bons anos.
Esperemos, que da parte dos novos inquilinos de S.Bento, haja uma nova postura perante as políticas económicas e sociais e também uma maior abertura ao diálogo com a esquerda de valores e projectos.
Tudo o que está dito parece-me importante, mas não vamos apanhar nada de borla. Tudo vai depender da nossa participação, do nosso trabalho e da maneira como soubermos colocar e defender os nossos direitos.
Nas democracias, os governos são os representantes do Povo, a este compete fiscalizar aqueles. Assim, cada Povo tem o governo que merece. Se formos vigilantes,cumpridores e exigentes, os governos tem de trabalhar bem ou caem, como vão cair agora.
Só intervindo e participando na vida cívica podemos fazer valer tudo aquilo porque lutamos e achamos que temos direito: emprego, direito à saúde e a uma justa reforma em vida, à justiça (justa), a uma política fiscal que não caia sempre sobre os mesmos, etc.
A luta continua Santana e Portas para a rua.
Visite este blog estrelinha ajuizada
Afixado por: vermelhofaial em fevereiro 18, 2005 05:21 PMSem qualquer tipo de presunção digo que o Rui Tavares escreveu um post digno desse nome. Profundo, claro, suficientemente conciso e sobretudo rigoroso.
Aplausos para Rui Tavares
Até costumo concordar com as suas postas, mas esta desilude-me.
Houve algum imperativo categórico da sua parte para se justificar?
Sentiu-se acossado pelos blogues que o acusaram de estar a fazer uma apologia de José Socrates, nas costas do Daniel Oliveira?
Francamente...
Afixado por: Jonh Conrard em fevereiro 18, 2005 07:13 PMDende a GALIZA, parabéns para PORTUGAL.
Afixado por: Sandave em fevereiro 21, 2005 01:13 AM