Pacheco Pereira, nas primeiras intervenções que realizou na SIC-Notícias, logo pelas 19:00h, deixou antever uma derrocada do seu partido, ou pelo menos do partido em que votou (apesar de não querer, segundo palavras suas).
Ouvindo as suas declarações podemos pensar que o PSD foi vítima de alguma espécie de cabala, voodoo, magia negra ou coisa que o valha. Começou por dizer que este acto eleitoral foi único para os social-democratas, porque não foi no partido que os portugueses votaram mas sim numa figura. Que a batalha eleitoral se centrou nessa mesma figura e não num programa de ideias. Que se fez o culto da personalidade. Que enfrentaram condições muito específicas nesta campanha. Que... que... que... Poderia continuar caso quisesse mas os exemplos já são suficientes para perceber que, segundo Pacheco Pereira, algo de muito mau “aconteceu” ao partido. "Aconteceu-lhes", ou seja, não tiveram culpa de nada. A tal figura foi-lhes imposta, o rumo que deram à campanha foi-lhes imposto, o culto da personalidade que prestaram à tal figura foi-lhes imposto.
Acredite nisto quem quiser. A verdade é outra. O PSD verdadeiro, pelo menos o de hoje, é este, o de Miguel Relvas e de Marco António. Foi este partido que aclamou esmagadoramente Pedro Santana Lopes no último congresso. Não acredita em nada. Não sabe nada. Queria apenas uma coisa: poder. E o caminho mais curto para o obter foi negar-se a ir a eleições depois de Durão Barroso abandonar o país. Não é em vão que se desrespeita o acto fundamental de uma democracia. O resultado está à mostra. Que sirva de lição.
Publicado por nunosousa emDe acordo Nuno. Só acho que fica tudo na mesma.
Afixado por: Vasco Melo em fevereiro 20, 2005 09:12 PM