Diz o DN que o PS pretende aprovar a ideia do «estado de necessidade desculpante» ou a figura da «suspensão provisória do processo», defendida no debate por Rosário Carneiro, mantendo o aborto ilegal e clandestino. Quando o PSD mostrou todos os sinais de desistência e aceitou um referendo para a descriminalização completa em 2006, o PS dá sinais de repetir o episódio de 1998 e de ficar no meio do caminho. Ainda vai conseguir que o aborto continue ilegal por mais 20 anos. Espero que esqueça a ideia infeliz.
Os políticos são o reflexo de uma sociedade. No meio de uma sociedade ultra-conservadora é de esperar que a classe política apresente sinais da mesma enfermidade. Não se deve ter muita esperança. Nem em 2006, nem daqui a vinte anos!
Afixado por: CMF em março 5, 2004 05:27 AMAh,como o PS é sempre tão igual,tão bem 'comportado',tão 'responsável',tão 'democrático',tão 'europeu'-por isso tem a sua Fátima Felgueiras,o seu António Saleiro,o josé luis judas,o mata carceres,o mesquita machado enfim tão normal tão do sistema de admnistração.Fiquei triste pela lambechice de alguns barnabeus pelas loas q um dia destes cantaram ao PS-não vêem q os outros tb teem cabeça para pensar...?
Afixado por: ezer em março 5, 2004 09:54 AMEste post demonstra a habitual desonestidade política do BE.
Afixado por: Pedro Sá em março 5, 2004 10:04 AMPois essa da "necessidade desculpante" do Freitas do Amaral é uma terrível "isca" que nós de esquerda não podemos morder. Porque o que nós queremos é que o aborto seja livre e transparente, que saia da clandestinidade, que passe a ser feito em hospitais e clínicas, estatais ou privados, em condições de segurança e com um preço bem afixado à porta de entrada. Para isso o aborto tem que deixar de ser crime, não apenas para a mulher que é "sujeito passivo" do aborto, mas também para o médico que é "sujeito ativo". Não é só a mulher que não deve ser julgada nem condenada, o médico também não pode ser julgado nem condenado, e isto é fundamental, caso contrário deixaria de se reprimir a mulher para se passar a reprimir, com mais eficiência, os médicos ou enfermeiros que realizam os abortos. E isso não é, de forma nenhuma, aceitável.
Afixado por: Luís Lavoura em março 5, 2004 10:32 AMTotalmente de acordo (o que é raro) com o Luis Lavoura
Afixado por: João em março 5, 2004 11:21 AMAPARIÇÕES
Cristo saiu do filme de Mel Gibson e apareceu às deputas e ministras do PSD reunidas na Quinta da Marinha e perguntou-lhes:
1) Quantas mulheres adúlteras pobres ides apedrejar durante 3 anos?
2) Quantas mulheres adúlteras ricas ides apedrejar durante 3 anos?
3) Nunca pusestes os cornos a ninguém?
4) Por que apoiastes a matança de 40 mil iraquianos e iraquianas, contra a vontade do papa?
Depois apareceu a um jesuíta e perguntou-lhe:
1) Quantas adúlteras pobres vais apedrejar durante 3 anos?
2) Quantas adúlteras ricas vais apedrejar durante 3 Anos?
3) Gostas de mulheres?
aparece aqui de tudo
Afixado por: rui tavares em março 5, 2004 02:21 PMConfesso que um dos meus problemas de identidade com o PS é o facto daquele partido ser uma espécie de albergue espanhol. Depois dá nisto. Não há uma linha de rumo coerente e é pena, porque o país precisava de uma grande força no centro-esquerda.
Afixado por: Joseph Saint-Simon em março 5, 2004 05:49 PMo "estado de necessidade desculpante" nao precisa de ser transformado em "lei" em sentido formal, já existe no código penal como uma causa de justificação da ilicitude, logo todas as mulheres que praticarem a IGV podem usar este argumento sem estar formalmente autonomizado numa lei, ele já existe.
Afixado por: golfinho em março 8, 2004 10:29 PM