O texto de Maria de Fátima Bonifácio, hoje no Público, é, talvez, o mais duro retrato de Santana Lopes que li nos últimos tempos. Tanto mais arrasador quanto não é, certamente, ditado por um ódio «de esquerda». Mas ajuda também a refutar o argumento do historiador Rui Ramos em relação à suposta ingovernabilidade do sistema a partir do momento em que o presidente dissolveu um governo com uma maioria sustentada no parlamento. Santana não caiu porque estava a enfrentar interesses ou porque estava a exigir sacrifícios. Caiu porque se instalou um consenso alargadíssimo de que era incompetente, caso contrário nenhum presidente o demitiria (quem demitiria Cavaco, nos anos noventa, usando os mesmos poderes?). E, se assim é, o presidente limitou-se a justificar a razão porque é eleito directamente: para ser a válvula de escape do sistema. Do mesmo modo, é pouco lógica, porque se apoia numa análise a posteriori ,a ideia de que Sampaio só nomeou Santana para o fazer cair depois. Como poderia Sampaio cumprir a fase B de tão maquiavelico plano se Santana tivesse ganho a confiança dos portugueses?
Publicado por celsomartins emO Santana caíu porque não tinha as necessárias condições hidromorfológicas e geológicas.
Afixado por: N. F. Thomaz em fevereiro 28, 2005 03:49 PMPara isso era preciso que Santana fosse "media friendly", e que não houvesse uma permanente pressão da comunicação social a empolar todas as asneiras de forma (não de conteúdo) de Santana (vide caso Marcelo por comparação com o apelo que Sócrates já fez para que exista contraditório agora). E depois, o pretexto "Henrique Chaves" foi, no mínimo, forçado. Não, a esquerda não consegue disfarçar a sua flta de ética e a sua sede de poder.
É a democracia, estúpidos!
Afixado por: LFP em fevereiro 28, 2005 03:57 PMCamarada e como poderia PSL ganhar a confiança dos tugas se desde o 1º minuto quase toda a comunicação social e quase todos os barões do psd lhe caíram em cima?
O caso MRS é um bom exemplo da falta de isenção da nossa comunicação social. Com psl e o seu governo foi o que se viu, agora fazem de conta que não se apercebem da súbita preocupação dos socialistas em relação ao novo programa da rtp 1.
Onde está agora a brigada do reumático da alta (?) autoridade (??) para a CS?
Onde estão agora todos os supostos “senadores” da politica nacional que tanto se indignaram no passado?
Onde está a esquerda “trauliteira “ essa grande defensora da liberdade de expressão e da “demo-cracia”?
Luis Filipe Menezes Para a presidencia do PSD, JÁ!!
Os humoristas também precisam de viver.
JÁ REPARARAM QUE OS CARTOONS ESTÃO MAIS CINZENTOS
Afixado por: ARDENTÍA em fevereiro 28, 2005 04:44 PMPSL é um incompetente sem paralelo. Uma vergonha para o país ter um primeiro ministro que gastava, por mês, 100 mil euros para pagar a 10 assessores e 14 adjuntos do seu gabinete de imprensa. Um nojo, uma sacanice. Uma puta de uma vergonha. Isto não é um despique entre esquerda e direita. É um nojo de primeiro ministro.
www.terrorismo-da-comunicacao.blogspot.com
A regeneração dos partidos
É curioso comparar a evolução do PSD com a do PS quando pensamos em regenaração partidária, como agora se diz, ou seja, renascimento das cinzas após uma grande tareia eleitoral.
O PSD de Cavaco Silva, cuja ascensão coincidiu com o almejado fim de um período de grande austeridade e um outro de vacas europeias muito gordas, durou dez anos.
No entretanto o PS foi digerindo guerras internas entre soaristas, sampaistas, guterristas e outros istas, até que Guterres ganhou as eleições em 1996. Desde a saída de Cavaco Silva, entre tabús, o PSD andou a saltitar entre liderança muito medíocre e auto-imolada de Fernando Nogueira, liderança com sabor a pouco de Marcelo Rebelo de Sousa e liderança assim-assim com Durão Barroso, calhando a este o brinde de governar por desistência de Guterres e, não esquecer, do próprio PS.
Durão Barroso fez o que pôde, bem pouco por sinal. Santana Lopes recebeu a pesada herança e acabou com o resto, deixando o partido em frangalhos.
O PS, nos últimos três anos em que esteve arredado do poder, por tudo passou, desde acusações permanentes e merecidas de má gestão, sugestões de envolvimento no escandâlo da Casa Pia e consequentes crises internas.
Teve Ferro Rodrigues como líder e suspeito, e o partido do governo chegou a manifestar publicamente, através de diversos porta-vozes, as incomensuráveis vantagens que tal facto granjeava ao PSD.
Quando Jorge Sampaio não quis dissolver a Assembleia da República por ocasião da infame saída de Durão Barroso, hoje assim reconhecida por destacadas figuras do partido e da comunicação social, o líder do PS demitiu-se, o que levou o partido do governo a exultar, ainda por cima agora que tinha a estrela Santana Lopes.
O PS soube eleger novo líder em sufrágio universal partidário e tem hoje em dia um secretário geral incontestável internamente que soube vencer por maioria absoluta as eleições. Para um partido que passou o que passou, é obra.
Entretanto o PSD agora sem Santana Lopes, que apedrejou, esfaqueou e abanou, o que faz?
Pois tem dois candidatos declarados a líder, um que já foi ministro há muitos e poucos anos e que censurava os telejornais da RTP1 (a memória é curta…) e um outro que é tão somente uma anedota. E tem também um novo tabú “a la Cavaco” que é a eventual e ainda não confirmada nem desmentida candidatura de Manuela Ferreira Leite, ou não fosse ela a mais fiel discípula e sombra do ex-primeiro desde os tempos em que pouco mais era que uma fraquíssima assistente do dito no ISE.
Os denominados barões do partido, todos bem acomodados nos seus tachões de origem cavaquista, encolhem os pézinhos, não vá alguém querer experimentar o sapatinho da Cinderela.
O PSD tem assim dois ou talvez três candidatos a líder, todos pertencentes à “tralha cavaquista” e que representam apenas metade do partido e são odiados pela outra.. O único candidato que ainda abrange em certa medida as duas facções é Menezes, mas trata-se apenas de um novo Santana Lopes de segunda categoria, sem qualidades dignas de nota. O PSD é um partido com militantes de primeira e segunda categoria, parecendo-me que os de segunda pouco hesitarão em mudar de bandeira caso constatem que o seu futuro de curto/médio prazo está ameaçado. Não é novo e já aconteceu.
A indisponibilidade de candidatos credíveis entende-se, ninguém quer estar quatro anos ou mesmo oito, se Sócrates souber fazer as coisas, a liderar um partido pseudo-unido e dificilmente regenerável. É que ninguém está a vislumbrar o que se possa ganhar com isso, e sinceramente não estou a ver os PSD’s a seguirem o exemplo de Churchill.
Porque não avançam os gurus da televisão e dos telejornais, os Marcelos, os Borges e a rapaziada do Compromisso Portugal? Os primeiros entendo, os segundos decerto acham que vão conseguir o que querem por baixo dos panos, como dizem os brasileiros. Não me admiraria!
O PS soube reconquistar a sua força e se conta com um mau desempenho da concorrência tanto melhor, são coisas que fazem parte do jogo democrático. O PSD tudo teve e tudo jogou pela janela. O PSD que todos conhecemos adoeceu a meio do segundo governo de Cavaco Silva e estrebucha há cerca de dez anos, ferido de morte. Mas é este mesmo PSD que quer Cavaco Silva em Belém. Vamos agora ter oportunidade de verificar até que ponto é uma força politica credível e auto-regenerável, embora tenha começado mal com a eleição do novo líder em congresso.
Este estado de coisas apenas nos deve tornar mais apreensivos, pois nada pior do que um governo PS com maioria absoluta e sem oposição decente e persistente, mesmo admitindo que as reforçadas posições parlamentares do PCP e do BE possam garantir uma certa vigilância.
De momento José Sócrates tem o benefício da dúvida, esperemos que não nos conduza à dúvida do benefício!
www.haquemtenhaospesmaiores.blogspot.com
se o problema foi apenas a incompetência do dr. Lopes, porquê demitir assembleia e não o governo?
por muitas voltas que se dê aquilo que os números dizem é que o eng. Sócrates foi eleito com menos de 30%, em relação ao total de eleitores inscritos. Por falar em competência porque não recordar a fuga do dr. Sampaio da câmara de Lisboa. A fuga do dr. Coelho quando caiu a ponte. A fuga do dr. Vitorino (ao que parece pagara Sisa a mais numa transacção imobiliária) etc, etc.
Isto hoje está bonito, que Santana é incompetente é um dado adqurido de Miguel Relvas a Morais Sarmento de Guilherme Silva a Marques Mendes todos dizem o mesmo.
Agora essa das fugas tem que se lhe diga se um politico entende que não tem condições para continuar num governo vide Guterres, Vitorino , Coelho, David Justino, Martins da Cruz, por ser posto em causa ou por ter sofrido uma pesada derrota eleitoral isso só revela que não está agarrado ao poleiro.
Já quanto a um presidente de Camara que seja chamado a funções mais importantes ao serviço do seu país só o Honra aceitá-las o que não deve é depois tentar regressar porque se deu mal nessas novas funções, chamem-se eles Carmona Rodrigues, Fernando Gomes , Narciso Miranda ou o que se prefila Santana Lopes.
Não tivesse Durão posto os seus interesses pessoais acima das suas responsabilidades para com quem o elegeu e certamente não teriamos eleições antecipadas.
Afixado por: a.pacheco em fevereiro 28, 2005 09:08 PMMas o Cavaco foi competente?
Afixado por: kafka em fevereiro 28, 2005 11:53 PMAi... então o Cavaco era competente... por isso não foi demitido... custa a ver a realidade, mas, a verdade vem sempre acima.
Afixado por: JC em março 1, 2005 05:23 PM