março 15, 2004

Política tempestade

À análise política das eleições espanholas que está a ser feita aqui e em vários blogues, junto uma sensação: a de que Aznar e o PP, para além de um eleitoralismo sujo, não perceberam nada dos tempos de reacção da política mediática emotiva. Tão depressa como se abstém, participa. Tão depressa como a tempestade, varre. Tão depressa como varreu, deixa uma calmaria. A política espanhola (logo, do mundo), desde quinta-feira, pareceu-se com o clima imprevisível. Não quer dizer que não tenha explicações, e altamente racionais, tão evidentes que até cegam. A resposta emotiva dos eleitores espanhóis foi inteiramente lúcida e justa. Mas só a posteriori o compreendemos, depois da tempestade passar. Esta vitória que me deixa feliz tem um lado que me assusta

P.S. a mim mesmo, escrito no dia seguinte: André, se tens medo compra um cão. O João Pedro Henriques é que tem razão

Publicado por andrebelo em | TrackBack
Comentários

A mim também...

Afixado por: Catarina Alvarez em março 15, 2004 11:25 AM

O comportamento humano está como o clima. Cada vez mais imprevisível.
E se não conseguimos travar as alterações climáticas, tendo dados sobre as suas causas e efeitos e planos de acção definidos (embora nunca postos em prática), como poderemos prever o desfecho de assuntos que envolvam a mente e o coração de inúmeros seres humanos?

Afixado por: Luís Humberto Teixeira em março 15, 2004 12:30 PM
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