Sempre que há um atentado, há gente suficientemente estranha para o festejar. Hoje, foi a vez dele, dele, dele e dele. Que lhes saiba bem a morte de hoje e as que vêm depois por causa da de hoje e as que vêm depois por causa dessas e as que vêm depois...
Publicado por danieloliveira em | TrackBackNecrotério "a la palestina".
Mas agora é que vão ver a revolta dos mortos!
É essa a natureza das bestas, Daniel.
Afixado por: Jorge em março 22, 2004 08:15 PMCaro Daniel,
A morte nao se deve festejar (nao li os blogs que referes), mas um Mundo sem Yassin e um Mundo um bocadinho de nada melhor.
E sera um bocadinho melhor sem Sharon tambem.
Em todo o caso, nao discutindo a "estrategia", o "timming" ou a necessidade da "coisa" para a resolucao do problema Palestino, acho que o falecido nao faz ca falta nenhuma.
Afixado por: rui em março 22, 2004 08:57 PMnão faz falta, mas atentado também não fazia nenhuma.
Afixado por: Daniel Oliveira em março 22, 2004 08:59 PMPergunto-lhe:
E as mortes que antecederam esta?
Acho curioso que se critique de forma veemente a(s) morte(s) que Israel inflinge nos palestinianos; no entanto, quando, em resposta a uma, duas ou três mortes (sempre lamantáveis), os suícidas matam - indiscriminadamente - dezenas de civis, as criticas são na mesma veementes mas têm sempre um "mas". E até hoje não vi nenhum post onde fosse feita a cronologia e a contagem dos mortos civis em Israel. Bom, mas pelo menos os terroristas são lembrados!
Era bom para as mulheres e crianças israelitas que os terroristas fossem tão selectivos nas suas "justas" acções como os israelitas foram agora. Em cheio no Yassim, os meus parabens ao atirador, tenho pena pelos guarda costas, eram provavelmente gente honesta que fazia um trabalho muito arriscado.
Yassin, pior que um assassino, incitava ao assassínio.
E quem me dera que fosse eficaz esta forma de luta contra o terrorismo. É a única coisa que lamento, porque a vida de Yassim não valia zero, valia menos que zero. Era um assassino e incitador ao martírio do seu povo e de inocentes do povo israelita.
Mas como disse, a ilusão israelita de que assim conseguem ter mais segurança é confrangedora... Os líderes mundiais de direita só condenaram esta acção porque sabem que ele é inútil, pior, é altamente prejudical a todos nós e aos próprios israelitas.
Só por isso.
Caro Hugo, essa questão da contabilidade é sensível. Talvez haja mais vítimas civis palestinianas do que israelitas.
Do ponto de vista técnico foi uma operação relativamente bem sucedida porque foi cirúrgica.
Não se pode, é claro, defender isso como forma de actuação contra o terrorismo, não só por questões morais evidentes mas porque tem efeitos nulos, se não mesmo opostos aos pretendidos.
Não deixo de sentir algum alívio (e o correspondente peso na consciência) por nunca mais ter de ouvir aquela voz rouca a defender a jihad contra o ocidente e o sacrifício de inocentes por inocentes.
Afixado por: O Bom Selvagem em março 22, 2004 09:25 PMÓ Daniel, esqueceste-te de referir o blog do teu amigo Mexia...
Afixado por: rodion em março 22, 2004 09:53 PMrodion, o Mexia não escreveu sobre o assunto, os que eu linkei sim.
De resto, para quem quer fazer contabilidade já respondi noutro post: «Quem contraponha estes assassinatos aos atentados terroristas está, na prática, a pôr um Estado em pé de igualdade com um grupo terrorista. Fica registado que a comparação não foi feita por mim.»
Não só escreveu, como até exultou com a morte do homem!! Vai ver que eu (ainda) não sei linkar...
Na minha maneira de ver as coisas, exultar com a morte de alguém só pode constituir uma fortíssima declaração, seja política ou de outra ordem de valores qualquer. E eu acho que o Mexia não conhece o homem pessoalmente...
Afixado por: rodion em março 22, 2004 11:12 PMTens razão.
Afixado por: Daniel Oliveira em março 22, 2004 11:19 PMO mais lamentável de tudo isto, não é a morte de um criminoso fanático, deficiente ou não, o pior são as vidas, não se sabe quantas que a cegueira religiosa vai ceifar, num autocarro ou num café, por causa das decisões de outro fanático que tem o privilégio de ter uma poderosa máquina de guerra à disposição.
Afixado por: A. Pinto em março 22, 2004 11:48 PMJá cá faltava a colagem dos americanos...
Afixado por: Heroi do Silêncio em março 23, 2004 05:10 AM Bom Selvagem os Israelitas foram selectivos no campo de refugiados da palestina???
Nossa porque só vêm a questão de um lado??
É isso que não consigo entender. Começo a ter medo da nossa sociedade.
O erro está dos dois lados e os palestinos não têm aviões nem hélis...
Porque razão houve uma revolta/recusa dos aviadores israelitas? E foram presos.
Yassin, ao contrário do que alguns judeo-nazis imbecis aqui afirmam, era um a patriota e resistente que lutou toda a vida pela libertação da Pátria. Como sabem, pelo direito e pela moral, os ocupados têm o direito e o dever de resistir pelas armas e de abaterem quantos ocupantes nazis puderem. É o que ele fez e que milhões de seguidores inspirados pelo seu martírio continuarão a fazer até à libertação total da Palestina ! Allah u Abkbar !
Afixado por: euroliberal em março 25, 2004 10:52 AMUma terra ocupada física e militarmente por uma potência estrangeira deverá ser combatida com os meios disponiveis. Quando a Europa estava ocupada pelos Nazis também se lutou e muitas vezes de forma barbara contra essa ocupação.
A morte de um lider poderá ser mais prejudicial do que benéfica para quem o matou porque vai transforma-lo num mártir. Basta lembrar Che Guevara. Talvez o "xeque" se transforme para o seu povo numa forma de Che.
E já agora desculpem lá eu ser contra a pena de morte.
Afixado por: Nuno em março 26, 2004 05:46 PM