Ivan, a satisfação pessoal tem-se pessoalmente. Quando é pública, passa a ser política. Quando é publicada, passa a ser activa. Lembras o passado. Pois hoje, o que digo, para estes peditórios, é isto: “sou pacifista”. Tem um efeito que nem imaginas. Pior que a “luta de classes”, pior que o mais radical do jacobinismo. Porque isto, agora que os gritos de guerra calham muito bem, é que é ser subversivo. O Paulo Varela Gomes já perdeu a "pica" e quer ir na onda? Quer fazer favores à histeria e assim se mostrar um rapaz bem comportado e tolerável? Gosto muito dele, mas que lhe faça bom proveito. Como antes, não dou esmolas à direita quando ela me as pede. Se nem à Cáritas eu as dava.
Actualização: O Ivan não percebeu. Quem eu afasto quando digo que sou pacifista é quem pede para este novo peditório a que o Paulo aderiu, seguindo a onda que responde ao grito vindo das cavernas:´«É a guerra! É a guerra». As testemunhas de Jeová e as senhoras da Cáritas, essas, já não me pedem dinheiro. Nunca mais as vi. E com o que ando a ler, já quase tenho saudades.
Publicado por danieloliveira em | TrackBackCompletamente de acordo, sobretudo com as 3 primeiras frases. Não sei de quem será a responsabilidade desta história. Se o PVG escreveu um mail e o Ivan o publicou, possivelmente quem tornou pública a opinião do PVG foi o Ivan e daí a sua "defesa" do texto. Que é muito infeliz, desculpem lá, mas não há volta a dar-lhe! É um texto MUITO INFELIZ fosse o sobre quem fosse. E, no meu modo de ver quanto mais fala mais se enterra! ... se mudássemos de assunto?
Afixado por: L.G em março 29, 2004 08:04 AMSugiro que Ivan e Varela Gomes se juntem ao Partido Labreguista (esquerda nazi-sionista e colaboracionista) que Zé Labrego está a tentar formar...
Afixado por: euroliberal em março 29, 2004 09:14 AMCalma Daniel, olha que o Cunhal foi mais tolerante com a Zita Seabra
Afixado por: Real em março 29, 2004 09:41 AMUm cabrão (PVG) ssharonesco que fala em "cabrãozada palestiniana" (sic) do que é que está a precisar nos cornos ? Não há por aí ninguém que lhe amarrote os colarinhos ?
Afixado por: euroliberal em março 29, 2004 12:40 PMO Daniel é mesmo pacifista? Ora uma destas! Ou é só uma coisa que diz para espantar os burgueses? A mim, espanta. Acho que se chegasse aqui e dissesse, “eu sou velocipedista”, não ficaria mais espantado. Ou “eu sou o Tintim” ou “eu sou o bispo de Beja”. Acho que o último pacifista convincente foi o Bertrand Russel, e mesmo esse já era considerado um bocado maluco. E se o Daniel um dia se passar dos carretos e der uma marretada a alguém? Pode acontecer, não é? O Daniel diz que é pacifista, o outro diz que o Daniel é parvo, o Daniel diz tu tem cuidadinho se não levas no focinho, a coisa descamba e o Daniel deixa de ser subversivo para subverter o nariz do outro. Para pegar no exemplo terrível do Ivan (boa, esta), imaginemos que a conversa se dava com o Hitler. Como era? Eu nem quero imaginar a cena! Bom, lá querer, até queria...
Afixado por: antonio em março 29, 2004 12:56 PMPois bem, agora estou na minha hora de almoço mas nem vou comer antes de alinhar aqui umas dúvidas, senão fico a matutar e ainda como o guardanapo. Diz o Daniel que “A satisfação pessoal, tem-se pessoalmente; quando é pública passa a ser política; quando é publicada passa a ser activa”. Ora, eu queria um esclarecimento. Quanto à satisfação pessoal ter-se pessoalmente, entendo. É o mais velho entendimento do mundo. Agora a coisa de a satisfação passar a ser política quando é pública, já fia mais fino... então, um gajo está com os seus pensamentos, tipo: “eu queria ir ao focinho a este gajo”. É uma satisfação que se mantém ao nível do pessoalmente, se bem entendo o Daniel. Dirige-se então à pessoa e diz “olha, eu vou-te ao focinho”. Como há pelo menos um interlocutor é uma satisfação pública, e tanto mais pública é quanto mais mirones estiverem a assistir. Se, por outro lado, escrever num papel “eu gostava de te ir ao focinho” a satisfação passa a ser activa e tanto mais activa é quanto mais exemplares do manifesto se distribuírem pelo público. Certo? E quando, finalmente, se vai ao focinho? É uma satisfação hiper-activa, ou passa-se para outra dimensão da satisfação? Eu peço desculpa pela linguagem bélica, que eu até estava para dar o exemplo do “olhe, eu queria um gelado de limão”, mas achei que assim era mais claro.
Afixado por: antonio em março 29, 2004 01:36 PMantónio, quando se vai ao focinho a alguém, já nem é de satisfação que estamos a falar.
Quanto ao pacifismo, o pacifismo não é um estado de alma. O pacifismo, pelo menos para mim, é acreditar que a guerra e a violência são males absolutos. Há guerras inevitáveis, mas não deixam de ser um mal por isso. Acredito que os meios transportam os fins. A guerra e a violência só pode conduzir à injustiça. Nada disto impede que haja guerras impossíveis de não travar. Um pacifista não tem de ser um mártir. Basta que seja, por princípio, contra a violência. Princípios invioláveis, é coisa impossível de cumprir. Mas significa que nunca me satisfaço com um assassinato.
Tudo bem, Daniel. Eu também sou pacifista, se ser pacifista é não gostar de guerras e violência. E apesar disso, sinto, também, que há "guerras impossíveis de não travar", o que é uma forma mais limpa (pacifista?) de dizer que há guerras necessárias, o que deixaria em posição um pouco incómoda a teoria de que tais práticas seriam males absolutos. A guerra do Iraque, por exemplo, não me parecia ser necessária, assim como não me parece ter sido necessário o assassinato do xeque Yassin. Assente isto, parece-me, então, que, segundo a sua acepção, o contrário de ser pacifista é ser psicopata ou irresponsável. Então, gostaria de pensar que também sou pacifista, sim senhor.
Afixado por: antonio em março 29, 2004 03:15 PMPor que será que este rol de comentários, e outros que aqui ocorrem, me fazem lembrar o recreio de uma escola de rapazes?
Afixado por: freelanceira em março 29, 2004 03:17 PMA ver se entendi bem. Eu sou contra o aborto. Acho-o um mal absoluto e, embora pense que, por vezes, são inevitáveis, não deixam de ser um mal por isso e que só conduzem a maiores injustiças. Também nunca me satisfaço com o assassinato de um nascituro.
Serei então um bom candidato a pacifista?
Pela comparação, é um bom candidato à liderança do CDS/PP. Mas eles é que sabem.
Afixado por: Daniel Oliveira em março 29, 2004 07:42 PMObrigado. É bom saber que tanto um alegado candidato a presidente do CDS/PP como um incorrigível pacifista acreditam em valores absolutos, superiores e anteriores à lei: o principio da não agressão. O Daniel acha que o primado da não agressão é um valor supremo, absoluto. Eu também. Apenas aplico-o a qualquer ser humano. Você, apenas a alguns: os mais crescidinhos.
Afixado por: Águalusa em março 29, 2004 08:19 PMNão, aplico-os aos seres humanos, não a todas as manifestações de vida humana. Mas confesso que já discuti isso vezes demais.
Afixado por: Daniel Oliveira em março 29, 2004 08:50 PMNunca serão as suficientes.
Afixado por: Águalusa em março 29, 2004 08:59 PMÁgua do Luso, leva os teus males absolutos para outro lado, de preferência, onde não xateiem ninguém!
Ninguém aqui se importa muito com a tua moral suprema, quase divina (a não ser os outros gajos do CDS), que te permite julgar os actos das outras pessoas de acordo com ela, sem necessidade de uma qualquer moral social!