Não és, não.
Afixado por: antonio em março 29, 2004 01:48 PMNão são voces lá no BE que exaltam as virtudes irlandesas ?
Afixado por: Real em março 29, 2004 01:49 PMEstou de acordo com o governo irlandês. É um caso típico da frase feita "A nossa liberdade termina quando começa a dos outros". Até quando é que vou ser obrigado a inalar o fumo asqueroso desses toxicodependentes (sim, não o neguem)sempre que estou em qualquer lugar público?
E até quando tem o sistema de saúde estar estupidamente sobrecarregado por um conjunto de indivíduos que sistematica e voluntariamente se carregam de alcatrão, amónia e centenas de produtos carcinogeneos comprovados?
Se se querem matar, façam-no de form a não prejudicar os outros.
Se este governo aplicar isto, é provavelmente a primeira vez que estarei de acordo com um governo de direita...
Afixado por: Kaipyra em março 29, 2004 02:05 PMOs fumadores nunca conseguem entender o incómodo que causam às restantes pessoas. Fazem-me lembrar os tipos que todos os dias apitam debaixo da minha janela logo de manhãzinha a protestar contra a velocidade a que os carros da frente avançam (não avançam). Esses senhores também não entendem que estão a incomodar. Enfim, os exemplos não acabam.
Ainda estou para entender por que carga de água a contestação à proibição de fumar em locais públicos se vai tornando uma causa de esquerda (analiso o meu esquema de pensamento e esta questão não se encaixa). Eu lamento que o respeito pela liberdade dos outros tenha de ser imposto por lei. Mas se é a única forma...
Afixado por: Miguel Pinto em março 29, 2004 02:12 PMComo o mal dos outros podemos nós bem, não é Sr. Daniel? Agora, se um trolha se sentar ao seu lado no Metro, depois de um dia de trabalho físico, isso já lhe provoca algum desconforto, não é? Ah, já me esquecia, o Dr. Daniel não anda de Metro...
Sabe porque é que tenho comido cada vez menos em restaurantes? Porque me repugna, mete-me nojo, cada vez que o babuíno da mesa ao lado acende o cigarro e começa a popuir o meu ar. Isso estraga-me completamente a refeição e o prazer da comida.
Mas concordo com o título post da seguinte forma: "Hoje, gostaria de ser Islandês".
AP
Afixado por: AP em março 29, 2004 02:14 PMÉ fodido é não se poder fumar nas casas de putas...
CC
Pronto! por causa do post do AP apetecia-me agora ser também um irlandês fumador! e bebedolas! Ai que saudades dos Pogues! Anda daí, O'Liveira, beber uma guiness!
Afixado por: antonio em março 29, 2004 02:24 PMSe o Daniel hoje fosse um fumador irlandês, saberia que a maioria dos fumadores irlandeses (já para não falar dos não-fumadores) estão de acordo com esta medida de proibir o fumo em todos os locais de trabalho.
Se além disso lesse a notícia do PÚBLICO completa, saberia também que a medida tem de facto paralelo nalguns estados americanos. É claro que estados não são países, mas alguns estados americanos são muito maiores do que muitos países. Saberia ainda que no futuro breve esta medida vai ser repetida noutros países, em particular na Noruega.
Felicitemos os irlandeses, e esperemos que em breve Portugal lhes siga os passos. O que não será difícil, dado que Portugal é o país com menor percentagem de fumadores da Europa ocidental: apenas 1/6 da população fuma.
E já é de mais.
Luís, a citação é do Público
Afixado por: Daniel Oliveira em março 29, 2004 02:27 PMDass....!!! Será que Ninguem entende que cada um tem direito de fazer com a sua vida "Saúde" o que lhe der em gana?!?!
Claro está, desde que não incomode os outros; Metam na vossa cabeça "Quadrada" que aqui cabemos todos!!
A lei devia permitir o direito ao fumo, para os donos de pubs que o quisessem.. Quanto à proibição em transportes públicos acho muito bem. Só em viagens longas se justifica a criação de zonas de fumadores..
Mas a Irlanda é pródiga em proibições, há uns anos nem o divórcio era permitido, nem sei qual é a situação actual.. e no caso do aborto, é o país que nos permite dizer "ainda há na Europa quem esteja pior que nós.."
Afixado por: Boss em março 29, 2004 02:33 PMClaro que sim!
Como não bebo álcool, acho que devia ser proíbido o seu consumo em todos os locais públicos, incluindo bares e discotecas! Estão provados os malefícios, quer para a saúde, quer para a sociedade!
Aposto que a maioria dos não fumadores tem uma Renault 4L, talvez um dos carros mais poluentes da actualidade! Mas neste caso, não há problema...
"A lei devia permitir o direito ao fumo, para os donos de pubs que o quisessem." (boss)
Parece razoável, mas o boss esquece que os pubs têm empregados, e esses empregados não estão lá propriamente porque gostem, mas sim porque têm que trabalhar para ganhar a vida, e eventualmente não encontraram outro trabalho menos desagradável. E até pode ser que todos esses empregados não se importem com o fumo, mas de hoje para amanhã um deles pode reformar-se e ter que ser contratado outro, e esse outro tem o direito de ir trabalhar para um local sem fumo.
Esuqece também que os pubs são lojas públicas, em muitos locais (aldeias) únicas. Nas grandes cidades, como no Porto onde o boss vive e em Lisboa onde eu vivo, ainda se pode escolher ir para um bar com mais ou menos fumadores; mas nas aldeias, não pode.
Afixado por: Luís Lavoura em março 29, 2004 02:44 PMPedro Assunção, os meios de transporte poluem, mas são um benefício para o bem-estar da comunidade. Quais os benefícios comunitários do tabaco?
AP
Afixado por: AP em março 29, 2004 02:47 PMQual é o beneficio de tanta intolerancia e ignorancia?!?
Afixado por: Planetas em março 29, 2004 02:50 PMMais emprego para os médicos?
Mais uma m&$#a para nos preocuparmos e ocuparmos o dia a discutir?
Planetas, se não desenvolver os seus argumentos, vamos todos pensar que o ignorante é você...
AP
Afixado por: AP em março 29, 2004 02:57 PMO fundamentalismo nunca levou a lado nenhum!
Devia ser dada a opção no caso de lugares públicos de entretenimento, mas de propriedade privada. Ninguém obriga ninguém a frequentar ou trabalhar nesses lugares.
E depois não se esqueçam dos mihões de empregos que a indústria tabaqueira proporciona. Devia-se ter mais cuidado, pois se se vai poupar na assistência médica, por outro lado, vai-se aumentar no subsídio de desemprego.
Afixado por: Rui Firmino em março 29, 2004 02:57 PMCaro AP, se se der ao trabalho de rever os comentários anteriores talvez lá encontre algo mais...
Afixado por: Planetas em março 29, 2004 03:00 PMRui Firmino, ora cá está um bom argumento! Não devemos proíbir o tabaco, uma coisa que no Ocidente mata mais do que todas as guerras, porque tal provocaria o aumento do desemprego! Fantástico!
A mesma lógica pode ser aplicada, por exemplo, à indústria do armamento! Quanto mais armas e guerras melhor, pois assim temos mais emprego!
Relembro: o tabaco é a causa directa do cancro que mais mata no Ocidente, o cancro do pulmão. E em Portugal, é a principal causa de morte.
AP
Afixado por: AP em março 29, 2004 03:01 PMNão existem AP, mas não é de benefícios que estamos a falar! É de dualidade de critérios!
Quais são, por exemplo, e usando as tuas palavras,"os benefícios comunitários" do álcool?
Então que sejam coerentes!
Andem de transportes públicos, de preferência ferroviários, ou de bicicleta!
Não preguem moralismos bacocos por um lado, para depois se transportarem em latas velhas fumegantes por outro!
Não há dúvida alguma que o acto de fumar é um abuso sobre aqueles que não o fazem. É uma imposição (agressão) sobre os outros. E eu sou contra qualquer agressão (chamem-me libertário, se quiserem). Agora, não percebo porque diabo num local público não se deve permitir o tabaco dado que ninguém é obrigado a frequentar um local de diversão (nem trabalhar num) onde o fumo seja permitido. Se esse direito, o direito a não inalar o fumo dos outros, é tão importante e premente quanto isso, se os malefícios do fumo são tão nefastos, então, naturalmente, deveria surgir no mercado dos Pubs irlandeses variadíssimos locais onde o tabaco fosse proibido (como qualquer lei num país europeu já prevê) os quais seriam frequentados pelos não fumadores ou fumadores intermitentes. Se o antitabagismo é tão unânime naquele país então, naturalmente, esses pubs acabariam por se impor. Mas não. Teve de ser à força bruta da lei. Da lei totalitária.
De todo o modo dou vivas à aplicação de um principio que devia ser sempre um primado: O principio da defesa do agredido contra o agressor. Talvez por isso a Irlanda seja o primeiro país onde se impõem uma solução deste género contra os fumadores enquanto ainda defende os direitos dos nascituros contra a agressão abortista.
Corremos o sério risco que uns senhores, autodenominados esclarecidos e preocupados com um estilo de vida saudável, no venham impor condutas e comportamentos ditos convenientes para o bem comun, isso tem fortes tendências de extrema direita!!
Afixado por: Planetas em março 29, 2004 03:09 PMPedro Assunção, é incrível como você está a ver tudo ao contrário. Deu o exemplo do álcool... Muito bem. Todas as situações em que o consumo do álcool prejudica terceiros estão previstas na Lei: desde a condução até aos distúrbios públicos, passando pela agressão conjugal, etc.. Vai ter que arranjar outro exemplo, esse foi pouco inteligente...
É uma vergonha que em países livres e civilizados mais 70% da população esteja sujeita à ditadura fascizante (LOL) da minoria fumadora! Para além do desconforto, ficam ainda com a sua saúde prejudicada. VERGONHA! ISTO TEM QUE ACABAR!
AP
Afixado por: AP em março 29, 2004 03:09 PMMentira AP!
As principais causas de morte em Portugal, são os AVCs, doenças cardíacas e outros tipos de cancro mais relacionados com a alimentação!
Se tens provas do contrário, apresenta-as, que eu depois farei o mesmo!
No entanto, o tabaco é talvez o vício mais estúpido que existe!
É que nem dá moca...
Corremos o sério risco, que uns senhores, autodenominados esclarecidos e preocupados com um estilo de vida saudável, no venham impor condutas e comportamentos ditos convenientes para o bem comun, isso tem fortes tendências de extrema direita!!
Afixado por: Planetas em março 29, 2004 03:09 PMCorremos o sério risco, que uns senhores, autodenominados esclarecidos e preocupados com um estilo de vida saudável, no venham impor condutas e comportamentos ditos convenientes para o bem comun, isso tem fortes tendências de extrema direita!!
Afixado por: Planetas em março 29, 2004 03:09 PMDuvido que esta medida tenha consequências a médio prazo nos pubs das pequenas comunidades irlandesas - que são muitas.
Também me parece que o ambiente num bar, com dezenas, ou centenas de pessoas, a beber (muito), a dançar, a transpirar, melhore sem o aroma do tabaco. A ver vamos.
E nos velórios? Fumar, partilhando o tabaco do falecido, é uma das muitas tradições da Irlanda, embora em desuso.
Porra, porque raio é que a extrema-direita ou a extrema-torta são para aqui chamadas?!? Se eu estou num restaurante ou num autocarro e o filho-da-truta do lado está a prejudicar activamente a minha saúde e a contribuir para o meu mal-estar, o que é que isso tem a ver com Esquerda ou Direita?!? Isso tem a ver com civilização e cidadania! E com o respeito do próximo!
AP
Afixado por: AP em março 29, 2004 03:19 PMAP, não me parece que seja prudente discutir situações que evidentemente são partilhadas por todos aqueles que se presen de ser minimamente racionais e educados, sob pena de menosprezar os bloguistas.
È obvio que ninguem têm o direito de incomodar os outros só pelo facto de ser um Viciado! A questão é encontrar um minimo de regras nas quais possamos todos viver sem segregação e com respeito às Liberdades, tanto individuais como colectivas!
Fico impressionado por, num blogue que claramente é de esquerda, no qual as pessoas teoricamente se deveriam preocupar com os direitos dos trabalhadores, ver tão completa indiferença para com um direito básico dos trabalhadores - o de ter um local de trabalho impoluto e não prejudicial à saúde.
Fico espantado por ver pessoas que tanto se preocuparam com o código de trabalho, e que agora não aplaudem unânimemente uma medida que, claramente, tem por objetivo proteger os trabalhadores e a sua saúde!
Eu pessoalmente não tenho muito de que me queixar. No meu trabalho praticamente ninguém fuma. Mas a minha mulher já soube o que é trabalhar - e ela não trabalhavo propriamente por desporto, mas sim para ganhar a vida - em ambientes nos quais muitos fumavam. E ficou com a saúde parcialmente arruinada com isso. Portanto, não me venham com conversas de chacha. Ser de esquerda é defender os trabalhadores. Defender os trabalhadores, implica combater o fumo nos locais de trabalho. Ponto final parágrafo.
Afixado por: Luís Lavoura em março 29, 2004 03:30 PMGrande AP!
Sempre na vanguarda do raciocínio!
Claro que sim, fui eu percebi tudo mal!
Acabemos com o tabaco, mas não acabemos com as indutrias poluidoras!
Acabemos com o tabaco, mas não com os automóveis ultrapoluentes!
Estarão estes malefícios contemplados na lei?
Todos os aspectos em o fumo do tabaco poderá perjudicar terceiros estão também previstos na lei:
Salas de espectáculos; Transportes públicos; escolas; hospitais.
Na maioria das empresas que funcionam em "open space" também!
Aqui a questão é a do exagero e da falta de ponderação das medidas antitabagistas!
Tudo gira à volta da educação das pessoas AP.
Eu não fumo quando sei que estou a incomodar outros...
Muito bem Pedro, ora mais um fumador considerado!! pena é que paguem uns pelos outros.
Afixado por: Planetas em março 29, 2004 03:33 PMJá agora dou a minha opinião,
Acho bem que se proíba de fumar nos locais de trabalho sempre que haja uma alternativa digna: um espaço decente, arejado e com o mínimo de conforto para os fumadores poderem ir fumar;
Acho que os restaurantes e bares devem decidir se se pode fumar ou não e afixar à entrada se o espaço é para fumadores, não fumadores ou espaços separados para os dois;
Acho bem que não se possa fumar em transportes públicos;
Acho que todas as campanhas morais contra o tabaco são uma forma ilegítima de pressão sobre a nossa liberdade;
Acho que as campanhas de prevenção devem ser rigorosas, estritamente informativas e nunca devem ter considerações morais;
Acho que o aumento dos impostos sobre o tabaco para níveis como os que hoje existem (cerca de 80%) é uma forma de roubo;
Acho que os impostos sobre o tabaco devem ser direccionados para a saúde e prevenção;
Nunca compreendi a compreensão que se tem com o álcool em comparação com a intolerância em relação ao tabaco;
Fumo, gosto de fumar e não quero que me obriguem a deixar de fumar;
Tento não obrigar ninguém a fumar;
Acho que as pessoas são livres de fazerem o que entenderem com a sua saúde;
Acho que ser protegido do tabaco é um direito;
Acho que fumar é um direito;
Subscrevo o Daniel...(rest my case)
Afixado por: Planetas em março 29, 2004 03:46 PMLuís Lavoura,
Acha que um trabalhador fumador deva ser preterido como candidato a um emprego em favor de um não fumador?
Afixado por: Águalusa em março 29, 2004 03:49 PMLuís Lavoura.. está a ponto de me convencer. O problema é o radicalismo da lei, de uma hora para a outra a típica nuvem de fumo dos pubs irlandeses desaparece, e provavelmente muitos clientes.. vamos começar a ver nuvens de fumo em parques.. hmm mas mesmo assim acho que se deviam criar excepções, por exemplo autorizar que se fumasse em pubs onde o dono o quisesse e os empregados não só aceitassem como fossem eles próprios comprovadamente fumadores (para não se correr o risco de ser uma aceitação para não perder o emprego).. em todo o caso, nos pequenos pubs de aldeia, suponho que seja mais ou menos como nos cafés portugueses, os donos são os empregados, fica tudo em família.. os clientes que não gostem do fumo, não consomem.
Afixado por: Boss em março 29, 2004 03:51 PMEu concordo com o o comentário do boss, e não te preocupes boss, o Assunção quando diz "Como não bebo álcool..." parte do principio que as proibições tem como necessidade estar de acordo com os seus gostos! Concordo que se proiba o fumo nos transportes públicos, mas acho que isso já acontece em portugal. Tenho andado muito de comboio e as divisões para fumadores são eficientes.
Afixado por: dias em março 29, 2004 03:52 PMEu cá acho que se deviam atacar as causas. Conversar com os fumadores, perceber porque fumam, uasr a pedagogia para os convencer a desistir e a deporem os seus cigarros.
Onde é que eu já ouvi isto? Ah, o assunto era outro!
Valha-nos a hipocrisia...
PS- A única medida efectiva para acabar com o vício do tabaco, seria aumentar o imposto. Bem sei que é socialmente injusto, mas valeria a pena.
Afixado por: Rui Firmino em março 29, 2004 04:33 PM1) Como eu estranho ver o Daniel a dissertar sobre este assunto. Como eu estranho ver o Daniel defender denodadamente as liberdades e garantias dos outros e encher-se de mas e meios mas quando a liberdade dos outros belisca a sua (ainda por cima por causa de um viciosito). Farto-me de rir. Eu também sou fumador e sinto-me naturalmente acossado enquanto vão apertando o cerco. Mas trata-se de uma reacção pessoal. Em termos meramente racionais esse cerco é completamente legitimo porque se trata de uma questão de saúde pública. Assim, fico calado. Pois, como disse muito bem ontem, se abrir a boca tomo uma atitude política e se a publico passa a ser activa. Lembra-se!?
2) Está provado que é essencialmente pelo bolso das pessoas que se combate eficazmente o consumo de tabaco. Na Noruega um maço custa 10 € e não os tomo por ladrões.
3) Uma pergunta. Concorda com a obrigação do uso de capacete pelos motociclistas e de cinto de segurança pelos automobilistas? Não poderão eles fazer o que entenderem com a sua saúde?
4) Essa história de se dirigir o dinheiro proveniente dos impostos sobre o tabaco para a saúde e prevenção é uma falácia pois a receita que se cativa para este efeito deixa de estar disponível para outras áreas. Esta ideia subjacente de que "eu quero que o dinheiro que o Estado cobra pelo meu vicio seja canalizado para o tratar" é puro egoísmo. Só lhe fica mal.
5) Finalmente, acho que seria muito mais persuasivo para certos sectores da nossa população se o estado disse-se que o dinheiro proveniente dos impostos sobre o consumo do tabaco serviriam para pagar a tropa no Iraque. Era vê-lo a si e a outros largarem o vicio em três tempos. A bem da comunidade.
Eu sou da opinião que cada um faz com o seu corpo aquilo que bem entende, seja bom ou mau para a saúde. Mas, e isto é que é o mais importante, tal liberdade de escolha não pode interferir com a liberdade dos outros. E não esqueçam que o álcool não é tão tolerado como se tem afirmado em posts anteriores. Afinal, é proibido conduzir com uma taxa de alcoolémia igual ou superior a 0,5g/l. No caso do tabaco ou do álcool a regra será, porventura, proteger as vítimas inocentes relativamente aos consumidores , pensando só depois nos direitos destes. E, porra, esta questão não tem nada a ver com a esquerda ou a direita. Tem a ver com direitos fundamentais dos cidadãos. Abraço
Afixado por: Francisco em março 29, 2004 04:44 PM"o aumento dos impostos sobre o tabaco para níveis como os que hoje existem (cerca de 80%) é uma forma de roubo" (Daniel Oliveira)
Esta opinião merece ser debatida. Para já, estes níveis de imposto não são originais: a aguardente paga um imposto também muito alto (embora eu creia que mais baixo do que o do tabaco), e a gasolina paga um imposto quase tão alto como o do tabaco. Portanto, se é um roubo, então é um roubo muito generalizado. De facto, não concordo que seja um roubo: o Estado combate certos consumos nocivos (tabaco, álcool, combustíveis) através do imposto, e isso é correto. Trata-se de desincentivar certos consumos, sem os proibir. (Trata-se também de fazer refletir sobre os fumadores os custos extra em que o serviço nacional de saúde incorre com o seu tratamento - embora se possa contra-argumentar que o fumar é bom para o orçamento de Estado, uma vez que os fumadores morrem mais novos e com isso poupam dinheiro em reformas e também em tratamentos médicos.) Agora, há uma coisa a considerar: a partir de certos níveis, o imposto equivale a uma proibição e incentiva o contrabando. De facto, em muitos países europeus já existe um enorme contrabando de tabaco, o qual é tão rentável como o contrabando das drogas ilícitas.
Não concordo, por este facto, com um aumento desmesurado do imposto sobre o tabaco. Esse aumento acaba por equivaler a uma proibição do fumar e, se não concordo com a ilegalização da marijuana, também não posso concordar com a ilegalização do tabaco. Pior, o alto nível de imposto fomenta o contrabando, o que é muito perigoso e deletério (e uma forma de contrabando associa-se geralmente a outras). Finalmente, não está provado que o aumento do imposto diminua muito substancialmente o consumo. A partir de certa altura, o vício do Estado em cobrar imposto aos fumadores torna-se tão ou mais grave do que o vício dos fumadores em fumar...
Afixado por: Luís Lavoura em março 29, 2004 04:58 PMMuito sinceramente, aplaudo (quase) sem reservas a decisão irlandesa. Trabalho na Holanda onde é proibido fumar nos locais de trabalho (com excepções para bares e afins) e ninguém se incomoda de ir fumar um cigarrinho à rua. O meu colega de gabinete tem de o fazer e a única coisa de que se queixa é do tempo que perde no trajecto. Entretanto a medida (colocada em acção este ano) já o fez diminuir o consumo de tabaco.
Quanto ao incómodo, só gostaria de lembrar uma coisa: um fumador nunca incomoda uma única pessoa. Uma única pessoa a fumar num espaço fechado pode incomodar 20 outras. Para não falar nos malefícios de saúde.
Outra coisa que acho estranho é que a maioria dos fumadores diga que se sente incomodada com o fumo das outras pessoas mas depois aja como virgem ofendida quando pensa no incómodo que terá de passar para fumar o seu próprio cigarrinho.
Concordo com a medida, mas a mim também me faz ir confusão ir a um bar e não haver fumo. Parece que falta um certo ambiente. Apesar disso, qual é o mal de sair por cinco minutos do bar para fumar cá fora? Será assim tão mau? Será que os próprios fumadores, pensando racional e objectivamente sobre o assunto, não acharão que o incómodo é menor em ir à rua (ou a uma sala específica) para fumar em vez de respirar o fumo de toda a gente num bar ou discoteca? Quem ainda não sentiu o incómodo no nariz depois de uma noite de copos?
A solução ideal talvez fosse proibir o fumo em todos os locais de trabalho (mesmo os bares e afins), sendo permitido apenas que se tivesse uma sala, com espaço suficiente, para se poder fumar. Tal espaço teria de ser, obviamente, altamente arejado e isolado do exterior (à sala). Quem não o construísse (ou tivesse já) seria proibido de ter pessoas a fumar.
Será que esta hipótese não teria em atenção os direitos de todos?
Daniel, posso estar errado, mas creio que a maioria das receitas dos impostos sobre o tabaco são direccionados para o Serviço Nacional de Saúde. Já ouvi dizer que as medidas de restrição ao tabaco não são mais duras porque o SNS precisa dessas receitas.
Afixado por: João André em março 29, 2004 05:06 PMJá agora, trazer à baila automóveis ultra-poluentes para a discussão é ser-se intelectualmente desonesto e estou em crer que o Pedro Assunção o saberá.
Gostaria de saber se ele agora anda em transportes não poluentes e se não fuma. Eu estou à vontade nesse assunto: não fumo (nunca fumei) e ando de bicicleta (apesar de ter perfeitamente dinheiro para um automóvel, nem que seja um baratinho).
Afixado por: João André em março 29, 2004 05:09 PM
Eu acho muito curiosos os argumentos proibicionistas fundados nos efeitos do tabaco sobre a saúde. Comove-me que o poder político se preocupe tanto com a saúde e o bem-estar das pessoas. É só por razões dissuasivas, claro, que o preço do tabaco atinge valores astronómicos já em alguns países europeus. É muito bom saber que em fábricas e recintos onde o amianto está por todo o lado, não se possa fumar porque faz mal à saúde; que em populações de atmosferas destruídas por fábricas que se estão nas tintas para a protecção ambiental e o ar é irrespirável, não se possa fumar; que a regulamentação e o controle das produções mais poluentes seja laxista, mas que soe um alarme ao menor cigarro acendido num recinto; que os serviços públicos se demitam das suas responsabilidades, designadamente no sector da saúde, e que se continue a legiferar em nome da saúde.
Já agora, e como a preocupação é tanta, que tal:
"A fome prejudica gravemente a saúde'
Outras variantes possíveis, em vez de 'fome': 'miséria', 'desemprego',
etc, etc, etc...
Eu cá por mim fumo em todo lado, menos em casa que a senhora não deixa
Afixado por: Real em março 29, 2004 05:31 PMCaro vv, posso estar enganado, mas creio que o amianto está proibido há já muito tempo na UE. Outras causas, bem mais antigas, para os alarmes anti-tabaco (para dizer a verdade são anti-fumo) são os perigos de incêndio em alguns desses locais (não generalizo, claro).
Mas já agora pergunto-lhe: será então bom que se possa fumar num sítio onde a saúde vá ser destruída da mesma forma? Estamos a viver num local poluído então que se fume, uma vez que isso não vai fazer muita diferença. Tabaco para os cuidados intensivos dos hospitais já!!
Um problema à vez. Também se tem falado de problemas da poluição. Talvez se pudesse voltar a falar. Barnabés, aqui fica a sugestão.
Afixado por: João André em março 29, 2004 05:49 PMEste tema é estudado e não dá azo a cretinices, a não ser para entreter alguma canalha higiénica das sociedades contemporâneas, que ainda não compreendeu que caminha inexoravelmente para uma morte agoniante.
Por ser um assunto estudado vamos aos factos.
1) malefícios à saúde do fumador não se discutem;
2) questão de "saúde pública" é aquela que envolveria os fumadores passivos. Não existe nenhum estudo que mostre que os mesmos são afectados, e já foram feitos muitos, prospectivos, e visando fumadores passivos pesados (OMS: 2000; BMJ Maio 2003);
3) a excepção são as crianças, nas quais existe maior predomínio de problemas atópicos;
Vamos por isso situar a questão no que ela de facto questiona: trata-se, apenas e só, de uma questão de liberdade individual e de paternalismo do estado sobre a saúde dos que fumam.
Algum cretino idealizou hoje que se as pessoas não fumarem viverão mais (para sempre?) e custarão menos dinheiro ao estado em serviços de saúde (outra conclusão de quem não percebe nada de epidemiologia em saúde, doença e morte).
Algum cretino semelhante decidirá amanhã quanto é que podemos pesar, quanto é que podemos beber, o que é que podemos comer, e quanto temos que andar e correr por dia.
Algum cretino semelhante decidirá o que, por "incomodar" uma franja maioritária da população, deverá ser proibido dos espaços públicos (cheiros, simples poluição visual de certas criaturas, vozes irritantes, etc..., numa crescente higienização por parte dos sociopatas anti-germens e anti-o-que-quer-que-seja-que-me-incomode).
Assim vai o mundo. Até ao "engano" da agonia final.
Numa sociedade que trata os velhos como nós, porque raio é que querem gozar os últimos oito anos de vida (em média, o tempo que um fumador morre antes de um não fumador)?
E, outra questão que me perturba: porque raio os não fumadores não aceitam juntar-se todos num espaço fumadores-free, deixando-nos fumegando em paz num pub, muito mais divertido, ali ao lado?
João André, a sua coerência é de aplaudir!
Sou fumador, tento utilizar o mais possível os transportes públicos, o escolhi um automóvel com baixos consumos e baixas emissões de poluição e só não ando de bicicleta porque não sei(xiii! agora toda a gente vai saber!).
Não concordo com a acusação de desonestiade intelectual, considero-a mais uma provocação, já que, e falo em termos pessoais, tenho alguns amigos ligados a movimentos ambientalistas, apologistas do antitabagismo radical e que depois se fazem transportar em veículos com mais de 20 anos sem nenhumas condições de segurança ambiental! Julgo que a questão aqui seria (tentar) por a descoberto algumas inconsistências de argumentos, isto porque geralmente as nossas opiniões andam de mão dada com o nosso conforto!
Continuo a achar que um tubo de escape de uma 4l de 1982, incomóda mais um peão parado numa passadeira do que um cigarro 4 mesas à frente num restaurante!
Acho ainda que o que é intelectualmente desonesto é deixar a ideia no ar de há vícios bons e vícios maus e que só o tabaco é que é o "grande satã"!
Imagine alguém que não beba, que não é o meu caso, e que tem todo o direito a frequentar bares e discotecas para beber um sumo ou apenas água, ter que aturar os bêbados a camblear, o cheiro do azedo de cerveja ou os efeitos indesejados do excesso de consumo nas instalações sanitárias!
Poderá ser um exemplo demasiado caricato, mas de vez em quando devemos tentar compreender a posição dos outros...
Como diriam os tipos da "Conversa da Treta" - "...é um supônhamos..."
joão andré,
vv chama-se Vera. Pelo menos é o que consta no BDE.:)
Afixado por: thirdbacus em março 29, 2004 06:11 PMÉ um desvario secundário à impotência perante a imbecilidade alheia que me tolhe os direitos, ou até já li algures que o tabaco é uma causa de poluição ambiental?
Afixado por: Alfredo Vieira em março 29, 2004 06:32 PMObrigado thirdbacus, foi uma leitura muito rápida, poderia realmente ter ido verificar o nome.
Perdo Assunção, leu realmente bem o meu comentário, foi mais uma provocação para tentar uma explicação mais completa que uma acusação real. Já o exemplo do abstémio que se sente incomodado pelos bêbados e pelo cheiro a álcool me parece até mais adequado que a comparação com os automóveis. Digo isto porque também eu tive, noutra altura, de utilizar automóvel para me deslocar para um anterior emprego por ausência de alternativas (facto, não por comodidade).
Mas concordo que se deveriam aumentar, brutalmente mesmo, as restrições às emissões dos automóveis. Felizmente isso já se começa a fazer e algumas alternativas começam a surgir de dia para dia.
Afixado por: João André em março 29, 2004 06:35 PMTenho 50 anos, nunca fumei, mas vou começar a fumar, porque dá-me pica chatear os cornos a uns quantos gajos que acham que isto deve ser como eles entendem que deve ser, como se houvesse apenas uma verdade, uma realidade, e todas as pessoas fossem iguais.
Afixado por: Carlos em março 29, 2004 06:43 PMAlfredo Vieira, poderei ter lido mal o seu comentário, mas fiquei com a ideia de ter dito que diz que não há provas científicas sobre os malefícios do fumo em "segunda mão". Aqui ficam alguns links interessantes para os "abstracts" de publicações científicas.
http://wos4.isiknowledge.com/CIW.cgi?SID=QGhecwrg-GkAAA07Atg&Func=Abstract&doc=1/3
http://wos4.isiknowledge.com/CIW.cgi?SID=QGhecwrg-GkAAA07Atg&Func=Abstract&doc=2/4
http://wos4.isiknowledge.com/CIW.cgi?SID=QGhecwrg-GkAAA07Atg&Func=Abstract&doc=2/12
http://wos4.isiknowledge.com/CIW.cgi?SID=QGhecwrg-GkAAA07Atg&Func=Abstract&doc=2/17
http://wos4.isiknowledge.com/CIW.cgi?SID=QGhecwrg-GkAAA07Atg&Func=Abstract&doc=2/32
Estes artigos já excluem propositadamente os que envolvem crianças. Se houver problemas em abrir os links, avisem-me, mesmo para o e-mail, que terei o maior prazer em os disponibilizar em formato html.
Não disponibilizo os links para os artigos porque incluem pagamento.
Afixado por: João André em março 29, 2004 06:50 PMTenho o vício do tabaco, mas antes de considerar o tabaco um vício considero-o um prazer.
Não me incomoda nada que existam restaurantes ou bares que proibam o tabaco. Não entro neles, é simples, assim como os não fumadores não são obrigados a entrar em locais onde se pode fumar.
Penso que há lugar para todos.
O tabaco não é a principal causa de morte no ocidente, ao contrário do que já comentaram aqui.
Ainda há pouco tempo, num estudo feito nos EUA, chegou-se à conclusão que os hamburguers das fast-food matam mais do que os cigarros.
Com a desvantagem de que os hamburguers não trazem nenhum beneficio social, ao contrário do tabaco que, com a enormidade de impostos que os fumadores pagam, muitos hospitais e muito equipamento médico foi, é e será comprado.
Ou seja, eu, como grande contribuinte do Estado, não me incomodo que existam locais onde sou proibido de fumar, mas que não comecem a abusar...
Afixado por: Heroi do Silêncio em março 29, 2004 06:58 PMJá agora Herói do Silêncio, será que me pode dizer onde encontrar o tal estudo? Estou a ver se o encontro mas o motor de busca de artigos científicos que uso não dá com ele e eu gostava de o ler, já agora tenho curiosidade.
Agradecido
Afixado por: João André em março 29, 2004 07:15 PMExmo João André
1º link: nada a ver (carcinoma de pequenas células?);
2º link: susceptibilidade genética de carcinoma pulmonar em não fumadores (?);
3º link: nada a ver, não prova nada. A não ser que injecte células displásicas nos fumadores passivos, e extrapole directamente a experiência dos ratinhos ao ser humano;
4º link: tal como o anterior, sem qualquer relação de causalidade com doença em fumadores passivos;
5º link: uma mera análise do marketing das tabaqueiras, nem uma linha sobre malefícios cientificamente provados na saúde dos fumadores passivos.
Sou a favor da proibição em locais de trabalho,devendo a empresa encontrar uma solução para os seus empregados fumadores,reservando por exemplo um espaço próprio para o fumo(com ou sem recurso a descontos nos salários dos fumadores para a manutenção do exaustor, já estou mesmo a ver).
Mas confesso que a pribição em cafés/pubs suscita-me mais dúvidas. Cá na minha zona há um café em que o dono pede que não se fume ao balcão, e eu percebo-o, aliás a questão já me tinha passado pela cabeça algumas vezes - como será estar do outro lado do balcão e levar constantemente o dia todo com soberbas baforadas dos clientes? Mesmo para um empregado fumador pode ser bastante incómodo. Bem, este propríetário encontrou uma solução salomónica - quem quiser fumar, senta-se. Claro que a ideia não agrada a todos, porque o estar ao balcão por vezes sabe bem melhor do que estar sentado, principalmente quando estamos em 'visita médica'. E depois levanta-se outra questão, mas afinal um café não é um lugar de trabalho? Imagine-se que um empregado resolva levantar a questão judicialmente? É que os cafés(pubs) fazem parte do nosso dia-a-dia, incluem-se no ramo da hotelaria, e para todos os efeitos representa uma profissão 'clássica'(corrijam-me se...), enquanto uma discoteca obdece a um regime diferente, alternativo, opcional. Acredito que proibir o tabaco em discotecas pudesse claramente criticável. Enfim, são questões que alguns comentadores(encartados) poderiam ajudar a esclarecer.
Obrigado.
Afixado por: thirdbacus em março 29, 2004 07:41 PM*pudesse ser claramente...
Afixado por: thirdbacus em março 29, 2004 07:44 PMDo primeiro link:
"Survivors exposed to second-hand smoke (28%) were more than three times as likely to report respiratory symptoms. Respiratory symptom burden contributed to diminished QOL in several domains"
Do segundo link:
"These results point toward a role of AGT polymorphisms in lung cancer susceptibility among never-smokers, in particular among subjects exposed to environmental carcinogens"
Do terceiro link:
"These studies reveal that SHS promotes tumor angiogenesis and growth"
O quarto link não será muito claro, concordo. Ainda assim a relação está lá.
Do quinto link:
"The tobacco industry developed a well coordinated, multipronged strategy to create doubt about research on exposure to SHS by trying to link it to the broader discussion of risk assessment of low doses of a number of toxins whose disease, burden may still be a matter of scientific debate, thus trying to make SHS their equivalent; and by attempting, through third party organisations and persons, to impugn the agencies using risk assessment to establish SHS as a hazard"
O quinto link serviu para mostrar que as empresas de tabaco tentaram desacreditar os estudos que apontavam o "second hand smoke" como potencial causador de doenças. Não é directamente sobre o SHS mas também não pretendia ser.
Vá a http://isi4.isiknowledge.com/portal.cgi/wos e faça uma pesquisa geral com "second hand smoke" nas palavras chave. Vai ver a quantidade de estudos. Eu é que não quis deixar o Barnabé inundado de links.
Não tenho o seu conhecimento médico (não é a minha área) mas sei ler as conclusões (de onde retirei as citações).
Afixado por: João André em março 29, 2004 07:48 PMJoão André
Eis então um link, de uma prestigiada revista médica, com direito a full text (o link é do abstract), a notas de editores, etc....
Trata-se de um estudo cujas conclusões foram tiradas recentemente (o ano passado), prospectivo (desenhado há cerca de 40 anos atrás e que permitiu o seguimento nesse período de um total de 118.000 pessoas), conduzido pela insuspeita (pormenor importante) sociedade americana de cancro (interessada em provar o contrário das conclusões do estudo, como verá).
Conhecimentos médicos não são para aqui chamados, estamos a tentar chegar apenas à verdade, ou não, do putativo mal que advém de um não fumador se encontrar exposto ao fumo do tabaco.
Os seus artigos são interessantes, mas conduzidos segundo modelos limitadíssimos, que não têm aplicação prática óbvia, e, sobretudo, relativos a pequenas alterações bioquímicas que só com boa vontade se poderá associar ao desenvolvimento de doença real.
São, numa palavra, subjectivos.
Penso que o link seguinte vai merecer-lhe crédito:
http://bmj.bmjjournals.com/cgi/content/abstract/326/7398/1057
Entretanto vou ver os seus outros links...
Afixado por: Alfredo Vieira em março 29, 2004 08:05 PMVoltando antes aos seus links prévios:
1º link: repito que o estudo tem a ver com sobreviventes do carcinoma pulmonar de pior prognóstico (o de pequenas células) e na sua qualidade de vida (curta, visto a mortalidade ser de cerca de 100% nestes casos); não se deve extrapolar que os malefícios do tabaco em doentes desses são semelhantes aos de pessoas fumadoras passivas, saudáveis;
2º link: falta definir carcinogénio ambiental (será amianto?); e falta dizer se "apontar no sentido de" significa "quer dizer que", uma diferença importante; mas é o artigo que me deixa mais dúvidas. Desconfio que lendo-o se desfazeria o mistério;
3º link: foram injectadas células cancerosas em todos os ratinhos, e depois chegou-se à conclusão que as células neoplásicas multiplicavam-se melhor quando expostas ao fumo. A questão é que se partiu da injecção de um clone de células neoplásicas, o que não me parece justo, reconheça. Nem se correlaciona com o que queremos saber, que é se os fumadores passivos desenvolvem neoplasia (neste caso), mas sem lhes injectarem células cancerígenas a priori.
4º e 5º links: nesses já nos entendemos.
Caro Daniel Oliveira, espero sinceramente que a opinião que expressa neste seu post e no comentário que aqui deixou, seja pessoal e que não exprima a posição do Bloco de Esquerda.
Pelo que me apercebo você é um defensor dos direitos das pessoas desde que esses direitos não o chateiem a si.
Quem quiser fuma e quem não quiser não fuma, é a máxima do fumador. Oxalá fosse assim, mas a verdade é que por onde um fumador fumar, as pessoas em seu redor também fumam, mesmo que seja em espaços abertos.
Acredita de facto que a separação entre zonas de fumadores e não fumadores, em restaurantes, serve de alguma coisa? Acredito que não perceba muito de física, mas deixe-me dizer-lhe que o fumo não permanece estático à volta da área dos não fumadores.
No que diz respeito à campanha que evidencia os malefícios do tabaco, esta serve para que pessoas como o Daniel, quando se virem a braços com um cancro associado ao tabaco, não virem processar o estado e as tabaqueiras, exigindo indemnizações milionárias, por falta de informação.
Eu trabalho num local onde os não fumadores são completamente ignorados no seu pedido de respeito pelo seu direito a não inalarem o fumo dos outros. O que o Daniel defende é que as pessoas, que já têm que se sujeitar a trabalhos fora da sua área de formação (acabando a servir à mesa em muitos casos), também vejam o seu direito a uma vida saudável atropelado por pessoas como você, que não dispensam o cigarrinho no fim do café ou da refeição.
Caro Pedro Assunção, dê uma olhadela nas principais causas dos AVC.
Afixado por: Gato Gaspar em março 29, 2004 08:33 PMGato Gaspar, tudo o que eu escrevo aqui escrevo a titulo pessoal.
Afixado por: Daniel Oliveira em março 29, 2004 08:42 PMO conhecimento, como a física, não é estático. O Gato Gaspar devia ler mais, e dizer menos disparates.
Mas se não se quiser dar ao trabalho, aqui fica uma novidade tranquilizadora: não vai morrer por causa do fumo dos outros. Vai morrer de outra causa qualquer.
Sem comentar o assunto novamente, quero só chamar a atenção para o post que mais comentários provocou: o tabaco. Não o Médio Oriente, não a Economia, não o Futebol, mas o tabaco. Não sei se não será um pouco sintomático de uma forma de estar individualista que nós (frequentadores do Barnabé que comentámos - e incluo-me neste grupo) temos.
Afixado por: João André em março 29, 2004 10:16 PMIndividualista ou não, aqui está a minha opinião: como fumador mundano, acho que não se deve fumar em transportes públicos quando não possam ter espaços separados, em locais de trabalho, cinemas, hospitais (óbvio!), etc. Já os bares deixam-me muitas dúvidas; um dos grandes prazeres num bar é exactamente fumar, com a companhia de um "fino" ao lado. Alguém dizia há pouco que um trabalhador precisa de paz ao fim do dia enão tem que apanhar com o fumo na cara. só que a maioria das pessoas que frequentam
os bares/pubs são exactamente fumadoras, logo nem sequer cabem nesse exemplo pernicioso. O que devia haver era espaços diferenciados para fumadores e não-f. Para que os direitos de todos pudessem ser salvaguardados. Outro comentário abominável e falso é o de que "os que apanham doenças resultantes do tabaco andam a ocupar ilegitimamente camas de hospital"; por essa ideia os drogados, os que tiveram acidentes viários por culpa própria, ou aqueles que têm problemas cardíacos e diabetes por não fazer
em desporto, terem uma alimentação saudável, etc, devem ser recusados nos hospitais. Só 10% de saudáveis é que a eles teriam direito. Pelo menos para os tarados do anti-tabagismo.
Vamos lá a ver ...
Não seria mais fácil ilegalizar-se a produção e a comercilização do tabaco? Ou não se sabe quem produz e coloca no mercado?
Ou será que se tem por tolerável a hipocrisia de que o tabaco é bom para sacar impostos, mas não para tolerar o seu consumo?
Vamos então a isso ... ilegalização e já.
Para que se não conclua que a fobia anti-tabágica é o resultado da frustação do combate à droga. E já agora : que se pare por aí. Não vá acontecer que depois dos fumadores se volte aos pretos, porque são pretos.
Sou quase ex-fumador, mas porra; nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Mas que isto é tema susceptível das maiores demagogias, disso não há dúvidas.Com muitas das posições fundadas apenas em preconceitos ideológicos.
Se fosse possível o Daniel assumir a posição contrária à que expressou, quantos não alterariam o discurso só para estarem contra ele?
Essa é que é essa. Basta ver o tom e o tipo de argumentos - a suspeita de falta de coerência - de muitos.
E disse.
E, na fase em que ainda estou, vou numa cachimbada.
Á vossa.
João André,
correndo o risco de passar por mentiroso, digo-te que li essa notícia em vários sites que costumo visitar, nomeadamente sites brasileiros.
Na altura limitei-me a ler a notícia e nunca me passou pela cabeça que a tivesse que usar como prova de alguma coisa.
Mesmo assim, dei-me ao trabalho de fazer uma busca por vários sites de jornais e revistas brasileiras.
Acontece que essa notícia já está em arquivo e para poder ter acesso a ela teria que me cadastrar nesses sites, coisa que não me apetece fazer, até porque alguns são pagos.
O melhor que consegui arranjar foi este link que, embora não diga que a obesidade mata mais do que o tabaco, diz que muito em breve o ultrapassará.
Ora como este estudo é de 2000 não me admiraria nada que neste momento já tenha mesmo ultrapassado.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=119384
Já agora, aproveito para juntar este outro link onde podes ver claramente que um obeso sai muito mais caro ao serviço de saúde do que um fumador.
Não esquecendo, como já havia dito, que o fumador contribuí muitíssimo mais para o seu tratamento, ao contrário de um obeso.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/reuters/ult112u13052.shl
Este estudo é de 2002 mas não me parece que as coisas tenham mudado.
Para terminar, permite-me que ponha aqui um pequeno excerto de um texto que vem na revista Época (brasileira) do dia 15 deste mês:
"...As mortes por obesidade cresceram em ritmo quatro vezes mais acelerado que os óbitos causados pelo tabagismo nos anos 90..."
risos+risos .... adorei esta
Exmo João André
1º link: nada a ver (carcinoma de pequenas células?);
2º link: susceptibilidade genética de carcinoma pulmonar em não fumadores (?);
3º link: nada a ver, não prova nada. A não ser que injecte células displásicas nos fumadores passivos, e extrapole directamente a experiência dos ratinhos ao ser humano;
4º link: tal como o anterior, sem qualquer relação de causalidade com doença em fumadores passivos;
5º link: uma mera análise do marketing das tabaqueiras, nem uma linha sobre malefícios cientificamente provados na saúde dos fumadores passivos.
Afixado por Alfredo Vieira em março 29, 2004 07:31 PM
GIN
Seria tão mais interessante se alguém percebesse do que é que se está a rir...
Caro Herói, obrigado pelos links. Já agora esclareço que não duvidei da afirmação sobre a obesidade. Apenas pedi um link que fosse para mais que artigos de jornais. Não o encontrou mas não vou agora duvidar da sua seriedade, até porque acredito realmente nisso, penso que a obesidade matará mais que o tabaco. Se duvidasse de alguém, duvidaria do jornalista que escrevesse o artigo, o Barnabé está farto de dar exemplos (em posts ou comentários) de notícias erradamente publicadas.
Eu apenas levanto o caso de a obesidade não ter o mesmo estatuto que o tabaco, simplesmente porque eu não sofro com a obesidade da pessoa que se senta na mesa ao lado do restaurante. A obesidade é um problema pessoal (circunscrito, quando muito, à esfera da família) e não incomoda terceiros.
O tabaco, mesmo que não seja directamente responsável por doenças mortais (ou pelo menos que tenha uma influência menor, tal como demonstra o estudo publicado no link que o Alfredo Vieira nos disponibilizou), será, no mínimo, incomodativo e, quanto a isso, penso que niguém discorda.
GIN - eu li o comentário do Alfredo Vieira, seja como for obrigado pela lembrança.
Afixado por: João André em março 30, 2004 08:51 AMÉ incrível como estes esquerdistas de trampa que frequentam este blogue são tão pouco coerentes. Defesa dos direitos dos trabalhadores sim, mas... só se não trabalharem num bar!!!
Vejamos. Um produtor de alfaces descobre que os consumidores gostam de alfaces baratas. Para produzie as alfaces com maior economia de custos, descobre que pode espalhar pesticidas sobre as alfaces mesmo enquanto os trabalhadores andam no campo. Os trabalhadores ficam intoxicados, mas isso é bom para os consumidores, que assim obtêm alfaces mais baratas.
Achais este exemplo convincente, ó esquerdistas fumadores?
Agora traduzi para a vossa situação. Vós, como consumidores de um bar, achais porreiro estar lá a fumar, sem pensar que o trabalhador do bar, que, coitado, está lá porque tem que ganhar a vida a servir finos, está ali a ser prejudicado com o vosso fumo.
Achais mal que o trabalhador agrícola apanhe com pesticida em cima para o consumidor ter alfaces mais baratas. Mas achais bem que o empregado do balcão apanhe com alcatrão nos pulmões para os clientes terem mais conforto enquanto sorvem a sua imperial!
Coerência, coerência, ó esquerdistas de papel higiénico!
Afixado por: Luís Lavoura em março 30, 2004 10:17 AMEsquerdista ainda não me tinham chamado nunca.
As pessoas que regem o seu pensamento com dados científicos devidamente integrados nas demais variáveis do dia-a-dia, essas discutíveis, estão nesta discussão num patamar diferente do de certos cretinos, que nem por terem por debaixo do nariz, em diversos comentários com variados links, a informação de que necessitam para, por uma vez, fundamentarem as bacoradas com que gostam de decorar as suas frases, deixam de tentar insultar gratuitamente quem olha esta problemática com um mínimo de objectividade.
Deviam fazer um estudo que provasse que essa corja prejudica gravemente a saúde neuronal da sociedade pensante, e que fundamentasse desse modo a sua proibição em lugares públicos e de opinião.
pelo numero de comentarios parece que o barnabe virou pipi
Afixado por: quo em março 30, 2004 12:58 PMO número de comentários deste post comparativamente com outros sobre temas bem mais preocupantes e decisivos é um bom indicador de como a questão do antitabagismo é mais uma questão moral "fundamental", no sentido do fundamentalismo.
Como fumador, não discuto os malefícios do tabaco para mim e para os não fumadores que inalam o fumo dos meus cigarros. Penitencio-me: Inteira culpa. Mas questiono: se eu fumar um maço inteiro e a seguir fôr para estrada qual a probabilidade de nessa sequência ser responsável pela morte de alguém? E se eu beber 5 Irish Wiskies e a seguir fôr para a estrada conduzir? qual a probabilidade de eu ser responsável pela morte de outros cidadãos?
Vejam as estatísticas das principais causas de morte motivadas por causas estranhas às vitimas e depois falemos.
Que tal acertarmos a pontaria para o alvo certo?
Afixado por: Joseph Saint-Simon em março 30, 2004 01:50 PMCarissímos,
Aproveitando o tema, gostaria de pedir ao pessoal que visita o meu blog que não fumem lá dentro!
Os comentários estão cheios de cinza e até já encontrei beatas no meio dos links!
Obrigado
:-)
"num País que trata os seus velhinhos como trata..."
Essa é que é essa.
Viva o Alfredo Vieira
A mim parece-me que ambos os lados deste querela tem certa razão ... no entanto é pouco racional não admitir que o tabaco prejudica a saúde ... dos que fumam ... e dos que não fumam!
Vivi em Dublin alguns meses, precisamente os que antecederam a aplicação da lei "anti-tabagista". Na altura todas as empresas eram obrigadas e disponibilizar um local para os fumadores. Trabalhei com duas fumadoras compulsivas que de 15 em 15 minutos se levantavam da secretária para ir fumar. Contabilizando o tempo que levavam a ir e vir, trabalhavam menos que eu ... bastante menos ... decidi fazer a experiência "antroplógica" de sempre que elas se levantavam para ir fumar eu levantava-me para ir ao wc. E pasme-se ... imediatamente me pediram para não sair do local de trabalho porque alguém teria de atender os telefones!!!!! Logo ali apeteceu-me ser fumadora só para poder usufruir das mesmas pausas que as minhas colegas de trabalho!
Acompanhando os noticiários e jornais nacionais fiquei a saber que a maior parte da população apoia a decisão do governo ... e até grande parte dos funcionários dos pubs com quem falei ... se a proibição é nos locais de trabalho...os pubs são o local de trabalho deles ... aliás os empregados dos pubs não podem fumar no local de trabalho, tem que sair do pub para o fazer ... portanto há aqui qualquer coisa que não faz sentido!
A Irlanda não pode ser tida como grande exemplo em questões de comportamento social, moral e cultural ... mas a verdade é que desde que voltei comecei a ver aquele país com outros olhos ...
E dei por mim a pensar: claro que há escolhas! Eu enquanto não fumadora posso ir ao restaurante X ou y, nos quais é proíbido fumar. No entanto também entendo que devo ter o direito de poder ir a qualquer outro restaurante sem ter de ficar limitada pelo facto de ser não fumadora... não é?
Patrícia
Por caridade, leia, e explique, o que raio quer dizer com o último parágrafo do seu texto? Assim como está, ninguém percebe o sentido (?) que lhe quer dar...
Alfredo,
Lamento que não tenha entendido o sentido do meu último parágrafo. Passo então a reformular:
Os fumadores podem frequentar aos locais onde se fuma e aos locais onde não se fuma.
Enquanto que os não fumadores tem que ficar limitados aos locais onde não se fuma.
Está mais claro? Ou ainda não?
Afixado por: Patrícia em abril 1, 2004 02:38 PMAlfredo,
Espero que os fumadores não queiram ficar com os pubs/bares, etc mais divertidos só para eles!
Eu sou um típico caso de convivência pacífica entre um fumador e uma não fumadora. A minha cara metade porque não conseguiu deixar de fumar passou dos cigarros "normais" para os de enrolar cujo fumo é menos "agressivo" para os não fumadores ... apesar de fumar sempre na varanda!!! :)
Patrícia
Não percebi nada.
A primeira parte da sua tentativa de explicação está toda errada: os fumadores só podem frequentar, fumando, lugares onde os fumadores podem estar (aliás, não pedimos rigorosamente mais nada para além disso), enquanto que os não fumadores podem frequentar os lugares dos não fumadores, bem como os nossos (não nos importamos).
A segunda parte também está toda mal feita. Os bares ficarão necessariamente mais divertidos com a presença de fumadores, era esse o sentido da "piada" que não percebeu.
Por fim, concluo que há caras metades para tudo. E todos.
Caro Alfredo Vieira. Não se apresse a insultar as pessoas, menosprezando as suas afirmações ou com que fundamento falam. Diga-me, com o seu discurso de iluminado, onde leu tais afirmações?
Na política nacional e nos tempos que passam, atitudes como a sua pululam. Daí que seja cada vez mais comum assistirmos a pequenos espectáculos dados por um qualquer Avelino Ferreira Torres.
Não se apresse a catalogar as pessoas. Não me conhece nem faz a mínima ideia quão vasta é a minha cultura. Devo dizer-lhe ainda que não tenho por hábito comentar textos cujo tópico não domine.
Gato Gaspar
Tive que recuar muito para ver onde o "tinha insultado".
Não insultei, apenas fiz cócegas na sua megalo-egomania (leia bem a palavra).
Tenha calma e aprecie bem o facto de, por uma vez, apesar da vasta cultura que possui, curiosamente, só ter dito disparates.
Também já referiu que costuma falar de coisas acerca das quais percebe alguma coisa. Lamento que tenha quebrado tão louvável hábito. Os meus sinceros desejos que se volte a reger por essa máxima.
Quanto às partículas que, fisicamente, se alojam nos pulmões dos fumadores passivos, eu sei que pode parecer complicado, mas entre o "alojamento" e a provocação de doença, vai uma pequena distância que, pode não compreender, mas pode esforçar-se por fazê-lo. Consulte os links, leia os diversos comentários deste post, e depois, fale fundamentadamente. Sua Exa percebe de física? Fique-se pela física. Discuta o resto sem sentenciar, pode estar errado, como neste caso.
Quanto às "causas" de AVC, deve-se estar a referir ao tabagismo. Tabagismo passivo é um conceito diferente, vá lá rever também isso tudo no aperfeiçoamento da sua erudicção...
Por fim, os Avelinos Ferreiras Torres fazem parte das criaturas execráveis que menos me assustam. São transparentes e facilmente identifícáveis.
Já os megalo-egomaníacos incapazes de reconhecerem que estão enganados, apesar de lhes escarrarmos a verdade nos seus olhos, esses são mais preocupantes. É que há muito boa gente que pode nem desconfiar do quanto podem ser ignorantes quando falam com aparente segurança daquilo que desconhecem, nem querem conhecer, e de que têm raiva de quem conhece.
Caro Alfredo Vieira. Para esclarecer um mal entendido, quando falei de AVC, não me referia à sua resposta ao meu comentário, pretendia sim corrigi-lo quando afirmava que as doenças que mais matavam em Portugal não eram as provocadas pelo tabaco (e.g. cancros associados), mas sim os Acidentes Vasculares Cerebrais.
Depois, o facto de afirmar que desconhece o quão vasta é a minha cultura não é sinónimo de afirmar que sou muito culto, seria presunção minha.
Ainda, ter conhecimentos de física não faz de mim um físico, qualquer licenciado em ciências naturais ou exactas tem noções de física.
Finalmente, não reduza a sua pesquisa bibliográfica aos comentários a posts ou à internet. Eu poderia escrever uma página de internet sobre mecânica de foguetões e, no entanto, pouco ou nada do que escrevesse estaria correcto.
Aprenda directamente com as pessoas que percebem do assunto. Experimente ir a congressos, palestras.
Sabe, caro Alfredo Vieira, você está tão cheio de si, tão certo da sua superioridade, que não tem a humildade de considerar que pode estar errado. Afirma que o meu ego é desmesurado, mas é você que se comporta como um pequeno reizinho e com palas nos olhos.
Gato Gaspar
Vamos então continuar, um post desses não merece morrer assim por dá cá aquela palha. Façamos dele um evento intemporal.
1º: A minha referência não são posts nem links nem comentários. É o British Medical Journal, vá lá ver, é para onde o conduzirá o link.
2º: Palestras? Congressos? Dados cientificamente relevantes, pela minha experiência, não morrem nesses locais, e são publicados para a saciedade. Desde Gutemberg, pelo menos.... A não ser que não valham nada, claro.
3º: Os AVC's são a 1ª causa de morte em Portugal.
4º: Os "cancros" não são a primeira causa de morte nos fumadores.
5º: Não nos tente enganar, um homem como o Gato Gaspar não aprende com pessoas. Já aprendeu tudo, e pretende ensinar as pessoas.
6º: Agradecia que voltasse ao tema, em vez de continuar nos disparates gratuitos que, embora divertidos, nada adiantam à conversa, e dificultam uma resposta mais elevada do que esta. E o tema diz respeito aos pseudo-malefícios do tabaco em fumadores passivos ("partículas" de consequências patológicas nulas à parte, evidentemente...).
Você é um indivíduo com piada, Alfredo Vieira, até diz umas coisas giras.
Passe cá uns dias mais tarde que continuarei a responder-lhe. Neste momento vim apenas assegurar-lhe que o farei.
De facto a resposta merece ser imediata, pelo que não a vou adiar.
Respondendo-lhe mais uma vez, dado que me parece que você gosta mais de escrever do que ler o que lhe é respondido.
1 - Sim, de facto os AVC são a primeira causa de morte em Portugal. No entanto o fumador inclui-se num dos grupos de maior incidência de AVC, pelo que o problema se mantém.
2 - De facto trabalho em educação, daí o meu gosto em ensinar, no entanto não há nada que me dê maior prazer do que aprender. Naturalmente que dependendo de quem me está a ensinar. Havia formas muito mais construtivas de ter tentado provar que estava errado, mas o facto é que você irrompeu de uma forma pouco diplomática.
3 - O Alfredo Vieira nunca morrerá de SIDA. Morreria talvez de uma infecção associada. No entanto de que lhe serve isso? A verdade é que foi o virus que funcionou como percursor. O mesmo se passa com a inalação de fumo em segunda mão. De que me serve saber que não é disso que morro, mas de outra coisa qualquer associada? A verdade é que se morre devido à permanente exposição. Mesmo os que não morrem, uma vez que tal exposição não constitui uma sentença de morte, ficam com graves sequelas. Considera isso justo? Considera que uma pessoa que procura uma vida o mais saudável possível venha a adoecer devido ao egoísmo alheio?
4 - Finalmente gostava que me indicasse essa referência maravilha que fala da inocuidade do fumo em segunda mão, uma vez que tudo o que leio e todas as pessoas, com conhecimento na área, com quem falo me dizem exactamente o contrário. Pode ser que o Alfredo se encontre muito à frente da ciência actual e me consiga ensinar algo de novo. Honestamente que gostaria.
Afixado por: Gato Gaspar em abril 6, 2004 09:23 PMGato Gaspar
Sabendo de antemão que sua Exa é difícil de contentar, aqui fica um estudo publicado pelo British Medical Journal (uma revista médica, e não dirigida a pessoas que gostam de "ler coisas" sobre saúde). Eu estou a par da ciência.
Já o Gato anda à frente da ciência, ao contrário do que pensa ou quer fazer pensar. Diz coisas nunca provadas a não ser pela sua excepcional intuição e pelos congressos e palestras que carecem de maior precisão (e ciência, atrevo-me a afirmar, até prova em contrário). Ou então é astrólogo, nos intervalos das aulas.
Não confunda as coisas, nem inverta os papeis, não o irá conseguir: há aqui apenas uma pessoas a afirmar o que desconhece. A confusão entre fumador (ponto 1 da sua resposta) e fumador passivo (ponto três) é tão gritante que já estou cansado de a repetir. A confusão entre "existirem partículas de fumo" nos pulmões dos fumadores passivos, e "haver doença" nos fumadores passivos por causa dessas partículas, já cansa também. Nunca falei aqui em fumadores activos, apenas nos passivos, pena sua Exa não ser professor de português. Recue um pouco para confirmar.
A sua megalo-egomania fica explicada pela sua profissão: professor de física ou de matemática. Não se deve enganar frequentemente no dia-a-dia. Aqui, porém, fora da sua água, insiste que 2+2=5.
Não é. Vá lá ler o link de uma revista prestigiada, e a seguir fundamente as suas afirmações, como outros já fizeram nesta caixa de comentários antes de si. Assim poderíamos, eventualmente, se esse realmente é o seu desejo, discutir.
Uma promessa: no dia em que se provar que o fumo passivo é prejudicial, eu passo a fumar apenas em locais para fumadores. Espero que isso não o incomode, Gato Gaspar. E que não se oponha a esses sítios.
Para já, só não fumo junto de crianças. Isto para dizer que o inconsciente, aqui, não sou eu e os fumadores que se regem por essa máxima.
Já agora à boa maneira nazi , matem-se os fumadores todos e o problema fica resolvido. Ah , mas não se esqueçam de fechar a Tabaqueira.
Afixado por: JP em outubro 11, 2004 04:41 PM