Que mais haverá a dizer quando vemos um realizador divertir-se assim à grande? Que bela profissão parece ser, e tão invejável. O homem pega num filme e põe ali tudo aquilo de que gosta: traineiras com luzinhas, gorros vermelhos à moda dos balantas de kumba ialá, música de documentários canadianos dos anos 70, uniformes azul-celeste e amarelo, um operador de câmara sikh, david bowie cantado por um brasileiro chamado pelé – e dá tudo certo. Essa é a maior. Dá tudo maravilhosamente errado: a amizade, a infância e ilusões megalomanas de aventura.
Diz a minha sobrinha Mariana – que por acaso vai fazer dez anos esta semana – "estava infinitas estrelas, tio". E é melhor ser pirata do que entrar na marinha.
Publicado por ruitavares emÉ espectacular! acho que vai ser um dos filmes do ano (se não for esquecido como o "Royal Tenenbaums", do mesmo realizador, aqui há uns anos)...
Afixado por: atomo! em março 19, 2005 12:57 PMBarretes à Kumba Ialá? Nâo percebeste que era uma homenagem ao Cousteau? O filme todo aliás!
Afixado por: dias em março 21, 2005 11:06 PM