março 22, 2005

Ainda Freitas

A perseguição ressentida da direita portuguesa a Freitas do Amaral começa a cheirar muito mal. Em Portugal a mudança de campo político –desde que da esquerda para a direita – é vista como um sinal de amadurecimento. Passa-se do MRPP ou do PCP para o PSD como quem começa a apreciar um bom vinho ou uma boa pintura.
Já Freitas do Amaral, que não mudou de campo político, transformou-se num terrível traidor, como se um homem conservador, que valoriza o direito internacional, não pudesse ficar horrorizado com Abu Grahib ou Guantanamo.
O pecado tomou proporções impronunciáveis quando o homem entrou para o executivo. Como se viu ontem na apresentação do programa do governo, abespinham-se os guardiães do templo ideológico porque o professor se sente melhor na companhia de uma esquerda moderada do que na deles, que não tiram a expressão «centro direita» da boca mas continuam a suspirar por um Portugal do Minho a Timor.
Agora a intolerância ganhou foros internacionais. O PPE tomou as dores dos seus filiados portugueses e vai suspender Freitas por achar inaceitável a sua presença num governo socialista. Já estamos no terreno da pura bizarria. Porque é que, por toda a Europa, partidos de centro-esquerda e centro-direita podem fazer coligações e Freitas não pode «coligar-se» unipessoalmente (é, afinal, essa a sua condição como associado do PPE) com o PS? Nos Estados Unidos é normal os democratas convidarem republicanos para a administração e vice-versa. Em Israel trabalhistas e conservadores já estiveram coligados várias vezes. Já Freitas, é um traidor.

Publicado por celsomartins em
Comentários

Estamos em Portugal, meu amigo!

Afixado por: canzoada em março 22, 2005 07:32 PM

O que de facto irrita Paulo Portas e o PP é o resultado eleitoral que publicamente demonstram não conseguir aceitar.As suas intervenções durante o debate relativo à apresentação do programa do governo foi um triste espectáculo.

Não conseguiram fazer comentários,nem criticas ao programa propriamente dito.Tudo não passou de um show de ressabiamento pessoal contra Freitas do Amaral.Quando não há argumentos...

O PP viu a sua importância polítca falsamente inflaccionada graças à coligação com o PSD (anunciada depois das eleições).Nunca foi um partido votado por uma parte representativa da população,chegou ao poder por "portas" travessas.

Agora sim, se vê relegado para o lugar que lhe pertence.Demostrando claramente que não o aceita revela-se arrogante para com a decisão tomada por uma maioria clara da população que penalizou claramente os 2 partidos no poder na anterior legislatura.

Criticar a opinião de Freitas sobre a administração Bush e a invasão do Iraque é esquecer a posição que os portugueses têm sobre esse assunto.Em tudo a posição do PP é de arrogância.

Afixado por: Sofia em março 22, 2005 07:39 PM

morte ao traidor...atam-no a um poste e queimem-no...infiel...

Afixado por: oscar pinto em março 22, 2005 08:00 PM

Até que enfim notam que Freitas não mudou de campo político. Sempre procurou apoiar o vencedor, só isso. Quanto ao CDS-PP, foi este que se afastou de Freitas e não o contrário, e agora parece que é o PPE que quer fazer o mesmo percurso. Freitas nunca foi nem vai ser de esquerda. Habituem-se!

Afixado por: Asensio em março 22, 2005 08:48 PM

Mas o Freitas não era do Centro Democrático Social (CDS)? Pois, esse mesmo que nem era do centro, nem democrático, nem social, mas adiante... Que eu saiba o Freitas nunca foi do Partido dos Parolos (PP), esse bando de yuppies à portuguesa, mais uns quantos velhotes que se deixaram ficar, e estão lá para os cantos sem utilidade nenhuma, e secretamente, devem sonhar qualquer coisa como: "ai, ai, quem me dera estar num governo do PS. Mas não se pode. É pecado."

Afixado por: j.c.t.p em março 22, 2005 08:52 PM

O problema é que o CDS é tipo máfia: once you get in, you can't never go out.

Duvido muito que a área política de F. Amaral tenha mudado, ele simplesmente mostrou desagrado pelas situações desumanas, que precederam esta invasão. Eu espero que este tipo de condenção, não seja legado somente da esquerda, a direita deve tb mostrar desagrado pelas situações desumanas a decorrer em Guantanamo.

Afixado por: João Dias em março 22, 2005 09:22 PM

O problema é outro.
É que é muito triste ver alguém vender a sua credibilidade por um prato de lentilhas.
E na sua vaidade balofa dizer que está a prestar um serviço ao país.
Na verdade, o senhor está na curva descendente da sua carreira política, quase a bater no fundo o que acontecerá quando saltar para o BE pois o PC já disse que não tinha lugar para ele.
Uma criatura que muda com muita frequência de opinião , não ´merece confiança.


Afixado por: manueldomoinho em março 22, 2005 11:33 PM

Considero lamentável as ofensas que têm sido feitas ao Prof. Freitas do Amaral e o tratamento que lhe tem sido dado. O Prof Freitas tem um elevado mérito profissional, politico e cultural. Julgo que não deveria ser ministro dos Negócios Estrangeiros dada a forma e o estilo das suas criticas aos EUA e a GWB que não são aceitáveis para essa posição. Quanto á sua mudança, não me parece, em termos de politica nacional, que tenha mudado significativamente. E está num governo de um partido que em termos nacionais é pró-europeu, relativamente conservador e com preocupações sociais. Não está num governo de um partido reformista ou liberal.

Afixado por: Pedro Vendas em março 22, 2005 11:46 PM

Já estou mais descansado. É que o pessoal tinha esfregado as mãos quando o PC considerou o não apoio a um autarca seu correlegionário por ele ter abraçado a privatização da água no seu município. Agora sim, passo a estar mais descansado, depois da atitude do PPE.

Afixado por: OLima em março 22, 2005 11:51 PM

É tudo birra, dor de cotovelo (como o próprio Freitas diz) e achincalhamento. Mas são vozes desesperadas, estas, nem há que dar valor a quem argumenta contra Freitas desta forma. Aguardem o seu trabalho neste governo e, aí sim, julguem a sua obra.

Afixado por: Dito Cujo em março 23, 2005 12:22 AM

De facto há que respeitar esta nova vivência do professor Freitas do Amaral, e o CDS não tem que lhe dar qq importância uma vez q o mesmo não faz parte do CDS, foi um fundador mas não é um militante. Em relação à suspensão no PPE aceito e compreendo, se hoje defende outros ideais não faz sentido pertencer a algo que não corresponde à sua postura e orientação política, mas o homem não vale pelos partidos políticos mas pelas suas políticas.

Afixado por: Daniel Oliveira [OUTRO] em março 23, 2005 12:32 AM

Areia para os olhos é o que P. Portas e o seu grupo parlamentar estão a fazer. Enquanto se ataca Freitas não se fala da crise no PP. Usa sempre a mesma estratégia, não é nada imaginativo!!! No PSD é um dó... no debate de um programa de governo leem o prefácio de um livro para mostrar que o outro tinha chamado fascista ao Bush. Que falta de nível!!!

Afixado por: Cecilia em março 23, 2005 01:01 AM

É de afcto lamentável e demonstra uma impressionante miopia política. Senão vejamos: Freitas do Amaral diz-se um centrista democrata cristão.Bem vistas as coisas este governo socialista, tal como o de Guterres, tem muito de centrista e algod e democrata cristão. O problema é que o centro político deslocou-se e de que amneira para a direita. Freitas do Amaral não se delocou assim tanto para a esquerda como querem fazer crer os "putos mimados bimbos betinhos" desse partido popular. Sobre a posição acerca da guerra no Iraque, o que dizer da posição dos conservadores de França, encabelados por Chirac, ou do Luxemburgo, ou mesmo dos liberais do governo belga? Passaram a ser esquerdistas? Defender o direito internacioanl e condenar Abu Grahib e Guantanamo é radicalismo "esquerdista"? Há muita coisa que não bate certo neste delírio desta direita populista. Mas este "tiro ao Freitas" até pode dar muito jeito a Sócrates. Enquanto olham para o MNE, outras medidas mais discutíevis e atacdas passam mais ao lado da aegnda mediática.

Afixado por: José Carlos em março 23, 2005 01:07 AM

camaradas comunas, xuxas e outros "artistas" da esquerda o freitas não passa de um catavento.

Afixado por: fidel em março 23, 2005 09:15 AM

Freitas do Amaral continua um Centrista, e de modo algum, ele pode ser considerado um perigoso esquerdista.

Afixado por: José Manuel Faria em março 23, 2005 09:25 AM

«Putos mimados bimbos betinhos»? Estás a falar do PP ou do BE?

Os conservadores de França? Os neo-gaulistas? Não terão herdado o anti-americanismo primário do messiânico de Gaulle?

Defender o 'direito internacional' não é radicalismo, nem de esquerda, nem de direita. É tão só estupidez - que não tem côr politica. Quanto às posições de Freitas, nem merecem comentários...

Presunção e àgua benta... Ora vejam só esta (ex)citação do camarada Freitas: «O que eles estão é cheios de inveja por este governo ter pessoas - não sou só eu - como o sr. ministro das Finanças, como o sr. ministro da Ciência e do Ensino Superior, etc. que são pessoas que os desixam esmagados.» Sem dúvida. Um académico que nem o Guterres quis como ministro das Finanças. O Mariano Gago, directamente do caixote do lixo do guterrismo. Um oportunista. Mas o que é verdadeiramente é o etc. Tanta nulidade junta é verdadeiramente esmagadora.

Afixado por: Pedro Oliveira em março 23, 2005 10:00 AM

Daniel, Daniel, porque estás tão calado??

Será por o Louçã pouco ter falado??
Ou estarás para aí amuado??

Nem o Freitas te tira do torpor??

Sim porque o governo tem "pessoas como eu"(Freitas dixit) que "esmagam" todo e qualquer resquício de oposição!!

E o Dr. Sampaio estará a contabilizar os episódios??
A saber:
-Campos e Cunha fala de mais antes sequer de ser ministro;
-Constância advoga a subida de impostos nos combustíveis, qual "porta voz de luxo" de Sócrates;
-Freitas é expulso do PPE, o que só dignifica o nosso governo na Europa.
-Será que é a Europa que está a mudar e Freitas continua a ter razão?
-Freitas, Freitas, se dizes que não mudaste mas sim o mundo à tua volta...- cuidado com o imobilismo monolítico.

E tenham muito cuidado que o Dr. Sampaio já uma vez utilizou o incontornável argumento do Octávio Machado para dissolver a Assembleia:"Vocês sabem do que é que eu estou a falar!!!"

Afixado por: gaspar sousa em março 23, 2005 11:45 AM

Daniel, Daniel, porque estás tão calado??

Será por o Louçã pouco ter falado??
Ou estarás para aí amuado??

Nem o Freitas te tira do torpor??

Sim porque o governo tem "pessoas como eu"(Freitas dixit) que "esmagam" todo e qualquer resquício de oposição!!

E o Dr. Sampaio estará a contabilizar os episódios??
A saber:
-Campos e Cunha fala de mais antes sequer de ser ministro;
-Constância advoga a subida de impostos nos combustíveis, qual "porta voz de luxo" de Sócrates;
-Freitas é expulso do PPE, o que só dignifica o nosso governo na Europa.
-Será que é a Europa que está a mudar e Freitas continua a ter razão?
-Freitas, Freitas, se dizes que não mudaste mas sim o mundo à tua volta...- cuidado com o imobilismo monolítico.

E tenham muito cuidado com os episódios porque o Dr. Sampaio já uma vez utilizou o incontornável argumento do Octávio Machado para dissolver a Assembleia:"Vocês sabem do que é que eu estou a falar!!!"

Afixado por: gaspar sousa em março 23, 2005 12:02 PM

defender o direito internacional é tao só estupidez?

acho que não vale a pena dizer mais nada...

Afixado por: oscar pinto em março 23, 2005 03:18 PM

Concordo, completamente!

Afixado por: CyBerL em março 23, 2005 03:30 PM

Eles falam, falam e falam... e não dizem nada.
Salvo a ordinarice do "melhor ministro de defesa" e os risos «alarves» da sua bancada.
Linda lição de dignidade parlamentar/ para-lamentar desta AR.
DFA é um espirito livre e superior que não deve nada a ninguém. Nem lhes devia ter respondido. Não era o "Programa de Governo" que estava em discussão???

Afixado por: BarMonteiro em março 23, 2005 04:28 PM

Só quem não conhece o prof. Mariano Gago é que poderia escrever as grosserias que escreveu.

Sejam críticos, mas educados, os tempos da catraiada PSD/PP já foram embora.

Afixado por: MBP em março 24, 2005 12:04 AM

Olha, MBP, não aceito lições de moral de quem se esconde atrás de siglas e endereços de mail imaginários.

Não estão em causa as eventuais qualidades pessoais de Mariano Gago, apenas as suas posições politicas.

Afixado por: Pedro Oliveira em março 24, 2005 04:08 PM

Ele há cada besta...
Então não é que há um barnabita que vem para aqui dizer que defender o direito internacional é uma estupidez !!! E que coloca direito internacioinal entre aspas ? O sujeitinho delira com as leituras de Hitler, Estaline e Bush... Grandes Timoneiros e inimigos jurados do direito internacional... E intitula-se "liberal" !!!!

Mas o Barnabé, cujo pluralismo aprecio, dá guarida a bushistas tão infectos como este labroste ? Freitas do Amaral é um intelectual e académico prestigiadíssimo que não se põe de cócoras perante o terrorismo bushista. É um patriota europeu, e os traidores não lhe perdoam...

Afixado por: euroliberal em março 29, 2005 02:19 AM

Pois é euroliberal, o «direito internacional», tal como está estruturado é uma estupidez. Quase tão grande como falar de «patriotas europeus», uma qualidade inesperada, mesmo para um intelectual e académico tão prestigiado como o querido Freitas. Qual é a pátria europeia que foi traida? O oportunismo rasteiro de Schroeder, ou a vigarice simpática de Chirac? Alemanha ou França? Qual destes é mais merecedor das cócoras do estrídulo Freitas?

E como é que pretendem os «internacionalistas legalistas» conciliar o «direito internacional» com a soberania nacional? Devem os estados soberanos ceder a sua soberania a um governo mundial? Ou à ONU? É esta a tua linha politica, euroliberal?

E «leituras de Hitler, Staline e Bush»? Sinceramente! Hitler, que saiba, apenas escreveu o longo bocejo que se espraia ao longo das trezentas páginas de conspiração e paranoia do Mein Kampf. Quanto a Staline, embora nunca tenha lido os seus trabalhos teoricos, pelas criticas que conheço são de muito baixa qualidade. Para trabalhos teóricos de velhos bolcheviques, fiquei-me por Lenin, Trotsky e Bukarine. O primeiro um pragmático aborrecido, o segundo um teórico inconsequente, e o terceiro um «idiota útil», na expressão imortal do primeiro.

Quanto a Bush, a única coisa que li foi um ensaio que escreveu na escola (há mais de 30 anos), e que andou pela net há uns meses atrás. Se queres alguns trabalhos da escola neo-conservadora, tenta antes Irving Kristol. Existe uma colectanea de ensaios seus publicada em Portugal.

Afixado por: Pedro Oliveira em março 29, 2005 10:20 AM


Um direito internacional, cada vez mais cogente e eficazmente aplicado pelos tribunais internacionais de Haia, é a pedra de toque do liberalismo (do verdadeiro, é claro, o euroliberalismo) nas relações internacionais. Depois do holocausto de 1939-1945 (30 milhões de europeus mortos) e da ameaça nuclear, não há espaço possível para unilateralismos baseados na força. Seria o suicídio colectivo. Hobbes deve ceder a Kant. É que o vencido de hoje pode mesmo assim destruir o vencedor. E a humilhação tipo Versailles que causou a II Guerra, aplicada hoje ao mundo islâmico segundo a proposta bushista-likudista, causaria certamente uma terceira e última guerra mundial. Bush e os neo-cons (neo-parvos, na correcta tradução francesa), são criminosos irresponsáveis que brincam com o fogo, aprendizes de feiticeiro que não dominam as consequências dos seus actos. Jamais 1.300 milhões de muçulmanos se deixarão humilhar por essa escória moral. Mesmo 5 milhões de sunitas iraquianos são suficientes para infligirem um revés aos cruzados bushistas ! Mas as consequências poderão ser trágicas para todos. Compete à Grande Europa tomar as rédeas do mundo e evitar o Apocalipse. A solução é a Paz Perpétua kantiana baseada no direito internacional. A mesma receita que que a Europa pós-45 aplicou a si própria, pondo termo a uma guerra civil de 1000 anos. A Europa sabe como ninguém o que é a guerra. Praticou-a duranre séculos até ao paroxismo assassino das duas Guerras mundiais. Teve na última 30 milhões de mortos (não 250.000 como os americanos...). Sem unidade europeia, há muito que já teríamos tido uma nova guerra de desforra dos vencidos, se continuássemos na lógica hobbesiana da lei da força. O periférico Portugal, felizmente, não sabe o que são os horrores da guerra total. Mas o centro da Europa (Alemanha e França, os grandes inimigos de 3 guerras em 70 anos, sobretudo...) sabe. Por isso a construção europeia baseada na cooperação pós-nacional e no direito internacional, não é uma bizarria ou luxo intelectual. É uma condição sine qua non de sobrevivência da Europa. E o milagre europeu, o fim do estado de natureza nas relações inter-europeias, deve ser alargado (porque hoje a segurança, como a insegurança, são globais) a todo o mundo. É essa a nobre missão da Grande Europa. Para isso devemos rearmarmo-nos, garantir a supremacia do euro a nível mundial e impor, se necessário pela força, o império da lei e do novo Contrato Social pós-nacional. A Paz Perpétua kantiana não pode ser exclusivo da Europa, só pode ser global... Apoiar Bush hoje é o mesmo que apoiar Hitler nos anos 40... Freitas a vu juste...

Afixado por: euroliberal em março 29, 2005 11:45 AM

Pedro,

Não, a paz europeia resultou e resulta sobretudo da substituição das relações de força pelas do direito no relacionamento entre as potências europeias e da integração destas num ente comum, a Grande Europa, através dos tratados constitutivos da CEE E UE. Foi obra nossa. E a paz com o bloco comunista não se deveu apenas às forças estratégicas americanas. A França e a GB tinham também misseis suficientes para dissuadir. Além de que os mísseis russos também garantiram a paz... Sem eles, um Bush aventureiro podia ter aparecido mais cedo... A guerra possível não era apenas com o bloco comunista, mas também entre França e Alemanha e respectivos aliados. A diferença é que após 1918 houve um humilhante Tratado de Versalhes que fabricou Hitler e a II Guerra Mundial. E após 45, os Pais da Europa não humilharam os vencidos, associaram-se a eles na CEE. E os vencidos transformaram-se na principal locomotiva do progresso europeu... Se tivesse havido outro Versalhes (lógica hobbesiana), teria havido necessariamente outra guerra ainda mais fratricida, para recuperar a Alsácia e Lorena (que hoje são europeias... mais que francesas ou alemãs). Os americanos pensariam da mesma forma se tivessem sentido a guerra total na sua própria terra, se tivessem tido uma Dresden, Hamburgo, Tóquio, Hiroxima e Nagasáqui...

O mundo islâmico tem a bomba atómica (PAK)e mais uma meia dúzia de países da mesma área a terão a breve prazo (é a lição de Bush: se tens a bomba - C.N. - não te atacamos, se estás indefeso e tens petróleo...). Ora, militarmente, desde 45, é impossível resolver problemas através de guerras globais. E quem vence é quem tem moral para suportar mais baixas (os árabes), não quem tem capacidade para infligir mais baixas (os camones)...Logo, Bush, se continuar a ocupar terras árabes, só poderá conseguir que qualquer Bin Laden (un herói para 1.300 milhões de muçulmanos, convém não esquecer) acabe por destruir atomicamente uma ou mais cidades anericanas, todas inclusivé. O facto de poderem morrer centenas de milhões de muçulmanos não os fará deter na sua justa vendetta. Para eles o valor primeiro é a honra (que impõe que se verta o sangue do agressor), não a sobrevivência pessoal, como para os camones. Logo, o eixo buhista-sionista caminhará para o aniquilamento a longo prazo. Israel, como estado sionista, fundamentalista, apartheidesco e anexionista de terras alheias está condenado a prazo. O enxerto sionista será rejeitado inexoravelmente. Judeus na Terra Santa só integrados num estado laico, multiconfessional e democrático (one man, one vote). A Europa tem tudo a ganhar em distanciar-se da politica suicida do eixo EEUU-Israel. Já demos para essa coisa das cruzadas há 800 anos, e o resultado não foi famoso. Mas como em tempo de guerra total não há neutros e todos acabam por "comer", devemos tomar a iniciativa e rearmarmo-nos. Somos 500 milhões, temos (unidos)a economia mais forte do mundo, a melhor moeda, podemos facilmente financiar (através de um euro dominante, como acontece hoje com o dólar) as mais fortes e numerosas FA's do mundo e ganhar biliões com a venda de armamento europeu (que pode facilmente suplantar o americano, tal como o Airbus fez à Boeing). Por que precisamos de ir a reboque de loucos dirigidos por um oligofrénico, ele mesmo comandado por uma clique de sionistas assassinos, quando podemos ser os primeiros (vamos deixar esse papel à China ?) e dirigir o mundo com muito mais juízo, em termos fraternos e com segurança para todos ?

Afinal a nossa Pátria é a Europa, é a bandeira europeia que ondeia nas nossas terras, não a bandeira americana...

Afixado por: euroliberal em março 29, 2005 04:39 PM