E pessoas sem uma perna? As pessoas sem uma perna também são excluidas. E, não esquecer, daniel, que também existe altura mínima, 1 metro e 65 centimetros, para os homens, se não estou em erro. Também tens que mostrar a tua indignação e defender os direitos dos homens com menos de 1,65 metros! Fascistas!
Afixado por: maradona em abril 5, 2004 06:40 PMBom, a ver vamos é como as forças de segurança se portam com a prova de fogo que se avizinha lá para Junho.. If u gotta live, live with a smile! :)
Afixado por: Pecola em abril 5, 2004 06:43 PMTalvez se um dia, a sangrar, tiveres que ser socorrido por um policia que, conjecture-se, também ficou a sangrar na mesma luta, talvez nesse dia tu penses na lógica da medida.
(A tua cartilha é tão repetitiva e tão previsivel)
E atenção, isto não é nenhum tipo de
preconceito. Não te lembras quando antigamente, não sei se ainda hoje, presumo que sim, se pedia uma micro para o acesso à faculdade?
Não consegues mesmo entender ou fazes-te simplesmente de parvo?
O circulo é tão circular que tu, sim, começas a raiar o preconceito. Não se aplica ao caso concreto, em que a lógica é da batata e dispensa mais explicações,é um facto, mas não te esqueças que muitas vezes só o tratamento desigual permite atingir um estado de igualdade.
Afixado por: Afixe em abril 5, 2004 06:43 PMPois é maradona, raramente concordo contigo mas tens razão.
E os baixinhos? O Bloco, perdão, o Barnabé não os defende?
E se o Vitorino ou o Magques Mendes quisessem ir para a guerra? Pois é, não podiam...
Eu sabia que alguém viria em defesa deste disparate. Eu sabia. Eu sabia.
Afixado por: Daniel Oliveira em abril 5, 2004 06:46 PMAcabei de vir de um Centro de Aconselhamento e Diagnostico de HIV de Lisboa (ha 2). Ate agora so tenho uma palavra: perfeito.
Nao me pediram identificacao. Deram-me um numero de codigo.
Fui atendido em 5 minutos por uma psicologa clinica que durante uma hora esteve a falar comigo. Ela nao sabe o meu nome.
La fiz a analise.
Tudo limpo, arejado, simples, com bom gosto, gratis.
Vou escrever isto em letras garrafais: O RISCO ASSOCIADO A SEXO ORAL E MAIOR DO QUE A MAIORIA DAS PESSOAS INFORMADAS JULGA. 5 a 10%, o que MUITO. MUITISSIMO. Eu pensava que andava entre 0.1 e 1%.
Afixado por: Jean Luc em abril 5, 2004 07:10 PMO José Patrício tinha 1,55 metros de altura, um QI de 65 (idiota chapado), era esquizofrénico e, frequentemente, vitima de ataques epilépticos.
Tudo deficiencias que tinham nascido com José e, portanto, para os quais este não tinha qualquer “culpa” ou responsabilidade.
Acontece que o José vivia num país governado por Barnabés e, por via disso, tinha chegado a piloto aviador à conta de um estatuto especial para estudantes “especiais”.
No entanto, o José tinha um problema. Nenhuma companhia aérea o contratava. Até que Daniel, o ministro da solidariedade do país dos Barnabés, resolveu o problema colocando-o ao comando de um dos Falcons ao serviço ao Estado. Daniel, por uma questão de coerência, desde esse dia fez questão de ser transportado, nas suas frequentes deslocações aos diversos foruns mundiais, em voos pilotados pelo Patricio.
Desde essa altura, o País dos Barnabés, em uníssono sensibilizado pela atitude de grande coragem e altruísmo do ministro Daniel, acabou com todas os entraves do mercado de trabalho a qualquer deficiente e hoje temos policias anões, educadores de infância com patologias pedofilas, condutores de autocarros cegos, guardas prisionais psicopatas e transfusões de sangue para todos. Tudo na maior harmonia.
Ainda hoje, as permanentemente floridas campas de Daniel e de José, mortos num trágico e inexplicável acidente de viação (consta que a mando da CIA, que teria sabotado os calços que o José usava para chegar aos pedais) são testemunhas do elevado apreço e eterna gratidão dos excluídos e descriminados deste mundo.
Obrigado Daniel
Afixado por: Agualusa em abril 5, 2004 07:33 PMOk,
Explique-me lá em que é ser portador de HIV pode impedir alguém de ser polícia. E no SEF, ainda estou mais curioso?
Afixado por: Daniel Oliveira em abril 5, 2004 07:38 PMDaniel
Não me parece que estejas em condições de pedir explicações a quem quer que seja. Estes teus posts curtos nunca explicam nada; não vejo como podes exigir aos outros que se expliquem. Eu cá, não me darei a esse trabalho... a menos que...
Afixado por: maradona em abril 5, 2004 07:44 PMDaniel,
Um HIV positivo, é um doente crónico, com saúde débil e uma esperança de vida reduzida. Além do mais, admito que essa mesma esperança de vida poderá ainda ser mais reduzida com o normal desempenho da função de policia. Se essas, per si, não são razões válidas para uma triagem (como o são a aptidão física e intelectual) então, ou andamos aqui a brincar às Madres Teresas de Calcutá ou, para si, a instituição policial não é mais é uma instituição inútil onde os critérios de racionalidade e eficiência na gestão dos recursos humanos serão completamente secundários.
Isto vindo de quem é tão "racional" nos critérios que devam permitir a supressão de vidas humanas através da prática do aborto (muitas vezes até exteriores à própria condição do nascituro)é absolutamente hilário.
Até admito que a instituição policial esteja a cometer um erro de avaliação e, eventualmente, não existirem factores suficientemente gravosos que impeçam um seropositivo de ser um bom policia. Mas isso, julgo, compete mais a eles julgar que a nós. Eles, melhor do que ninguém, é que sabem o que deve ser um bom candidato a policia, e, no meu entender, devem ter a liberdade de escolher fundamentados critérios de selecção.
Afixado por: Agualusa em abril 5, 2004 08:20 PMNão, um portador de HIV positivo, não é um doente crónico, com saúde débil e uma esperança de vida reduzida. Isso é uma pessoa com SIDA.Um seropositivo está infectado mas um virus que pode estar e permanecer latente. Apenas quando as doenças oportunistas se manifestam (quando e se se manifestam) ele é uma pessoa com SIDA, doente crónico, com saúde débil e uma esperança de vida reduzida.
E, já agora, maradona, não tens de explicar nada. A não ser que... o quê? As pessoas com HIV positivo têm as mais diversas profissões. Compreendo que um médico ou uma enfermeira não tenha condições de trabalhar sendo portadora de HIV positivo. Agora um polícia porquê? Que contacto intimo ou de risco tem? Não entendo.
Afixado por: Daniel Oliveira em abril 5, 2004 08:39 PMNão sei de é disparate. A GNR como qualquer polícia ou exército tem em exercícios em que exige contacto físico às veses violento, Tipo Boxe, Judo etc. Se portadores de HIV não são admitidos em muitos desportos que façam prever o perigo de sangramento e contacto com feridas expostas, não será lógico alí também o ser? Ou será preferível manter a ignorância sobre o assunto e posteriormente dewscobrir-se que alguém era portador do SIDA e deixar em pânico todos aqueles que com ele contactaram de perto nesses exercícios?
Afixado por: Reaça em abril 5, 2004 08:42 PMEntão um portador de HIV não pode ser motorista.
Afixado por: Daniel Oliveira em abril 5, 2004 08:49 PMUm tipo para ser motorista tem que praticar boxe ou outras artes marciais ? É nova para mim. Só se forem os dos Autocarros para a Cova da Moura :)
Afixado por: Reaça em abril 5, 2004 08:53 PMPode ter acidentes e fracturas expostas. Já agora, sempre gostava de saber onde é que os polícias praticam boxe. Acho que anda a ver filmes a mais. Nem tiro praticam, coitados.
Afixado por: Daniel Oliveira em abril 5, 2004 08:56 PMDaniel
"A não ser" que tivesses explicado por que é que as razões apontadas pelas entidades responsaveis pelos recursos humanos dessas instituições discriminavam os portadores de HIV eram abstrusas, a reações que tiveste foram perfeitamente justificadas.
Sou a favor da discriminação; acho que as pessoas devem ser discriminadas: por isto ou por aquilo, deve-se lutar pelas melhores pessoas nos melhores sitios.
O teu post parecia um libelo contra a discriminação em sentido lato. Acho que as pessoas reagiram a isso.
Agora se existem razões para um portador de HIV ser discriminado negativamente num concurso para a GNR PSP etc, isso já é uma questão que não alcanço... podem existir, ou podem não existir... não faço a puta da ideia...
Mas já estou a aprender.....
Afixado por: maradona em abril 5, 2004 09:50 PMNesta altura da discussão, assim verdinha como está, ninguém me convenceu da razoabilidade dos regulamentos denunciados pelo Daniel, que consideram à partida inaptos os candidatos à GNR e PSP que forem HIV positivos... mas apenas por enquanto, que podem existir razões que o pessoal por enquanto não vê. estes assuntos são muito, muito complicados... e demasiado importantes para posts curtos, Daniel!
Afixado por: maradona em abril 5, 2004 09:57 PMDaniel,
Para profissões de risco - militares, polícias, bombeiros, enfermeiros,pugilistas...- talvez não seja tão problemática a ideia, agora o assustador é que conheço pelo menos um caso(sinal de que existem muitos outros) em que foi exigido um teste de HIV para um emprego perfeitamente banal -trabalhar num café. Bom, mas talvez não seja tão banal assim, se pensarmos que a qualquer momento o empregado pode sangrar de um dedo, etc. Creio que o importante é ficarem esclarecidos para que empregos estes testes podem ser exigidos, para que não se venha a verificar uma situação de puro livre arbítrio patronal. E convenhamos que a coisa anda longe de estar publicamente clarificada, talvez por medo de se abrir a caixa de pandora dos ficheiros clínicos pessoais(uma vez admitida uma excepção muitas outras se colocarão em fila). O assunto é complicado no que está para além do sector militar.
Afixado por: thirdbacus em abril 5, 2004 10:27 PMNo Direito costuma-se dizer: para casos iguais, soluções iguais; a contrario, para casos diferentes, soluções diferentes. Dito isto, concordo absolutamente com o Agualusa, nos comentários atrás. Está tudo dito. Não vale a pena repetir. O Daniel devia por vezes aprofundar certas questões, não só para os frequentadores do Barnabé, mas sobretudo para si mesmo. É que há questões que se à 1ª vista parecem descriminatórias, mas se se olhar de perto têm toda a razão de ser.
Afixado por: João Pedro em abril 5, 2004 10:56 PMPeço desculpa pela imprecisão: Muitos seropositivos não são AINDA doentes crónicos. Mas os que não são doentes, a prazo, sê-lo-ão (poderá ser a curto ou a longo prazo). O que não invalida o que disse sobre os eventuais inconvenientes desse facto para a entidade empregadora, em especial, uma entidade que por regra emprega para toda a vida activa do trabalhador.
Quanto ao risco de contaminação é difícil avaliar e poderá ser para estes casos insignificante (muito embora convenha nunca esquecer que um seropositivo constitui sempre um risco letal para os outros). No entanto, sobre isto digo o mesmo que disse sobre os outros aspectos: A instituição policial é que sabe, melhor do que ninguém, das linhas com que se cose.
É claro que gostaria muito mais que os seropositivos pudessem ser admitidos na Policia. Tal significaria que o risco que eles constituem para a população e os colegas é considerado insignificante e que seriam elementos potencialmente tão úteis como quaisquer outros. Finalmente, seria menos um obstáculo dos muitos que os seropositivos, infelizmente, têm que superar para seguirem suas vidas em frente. Esta forma de exclusão para os seropositivos (mais uma!) é lamentável mas não necessariamente condenável. Outros interesses, nomeadamente o público, poderão sobrepor-lhes de forma justificada. A exclusão dos leprosos também, em tempos, foi tida como necessária para confinar a doença e para a protecção das populações, apesar do fardo pesadíssimo suportado pelas suas vítimas. Era lamentável mas não condenável.
Thridbacus pôs o dedo na ferida: a caixa de pandora dos ficheiros clínicos pessoais.
Confesso que os direitos de confidencialidade são, para mim, uma enorme fonte de tormentosas dúvidas.
Compreendo que a confidencialidade é importante não só como instrumento que ajuda a aproximação do portador do vírus ao sistema que o rastreará e o tratará, como também evita todas as formas de descriminação que, inevitavelmente e injustificadamente, são alvo, pela via do preconceito e da ignorância, por boa parte da comunidade.
Por outro lado, entendo que as pessoas devem ter o direito de conhecer quais os riscos que os rodeiam por via de comportamentos irresponsáveis de portadores deste vírus. Que o digam as milhares de mulheres de meia idade homogâmicas que, subitamente, se viram contaminadas pelos seus companheiros, frequentadores de prostitutas. Isto, para mim, também é intolerável.
Já agora uma pergunta para quem souber, na sequência da discussão. Quem por qualquer razão tiver problemas de infertelidade e necessitar de recorrer a Fertilização In Vitro também é exigido aos dois (marido e mulher) o teste HIV. Porquê ?
Afixado por: Reaça em abril 6, 2004 12:45 AMAgualusa,
Atenção que levanto questões puramente no plano teórico. É que no caso a que se refere o post, estamos perante uma inconstitucionalidade. A lei, ao que consta, não prevê (ainda) este género de discriminações. Portanto, mais uma vez estaremos perante um expediente do estado para contornar as suas próprias leis. Recorde-se que foi similar a questão dos inquéritos a meninos da primária sobre as suas origens étnicas, recentemente aqui debatida.
Quanto á caixa de pandora. Lá está, quando o Agualusa coloca, ainda que de modo remoto, a hipótese dos ficheiros clínicos poderem eventualmente ser usados para informar uma mulher sobre o estado de saúde do marido, entramos na esfera de todas as possibilidades de cruzamentos de dados, culminado mesmo no limite, na manipulação/alteração mal intencionada desses dados. No fundo, os ficheiros clínicos poderiam tornar simplesmente obsoleto o sigilo a que os médicos estão obrigados ante os seus pacientes. São tantos os inconvenientes que ninguém se atreve a abrir o tacho. Pelos vistos a solução mais fácil vai sendo a introdução sorrateira e contínua de medidas discriminatórias que passam quase despercebidas aos cidadãos ou perante as quais os cidadãos optem à partida por um silêncio cúmplice. Ou seja, vai-se instalando uma doce hipocrisia. Há uns anos decidiu-se que ficavam impedidos de dar sangue todos os que tenham vivido em África(no fundo o alvo eram os africanos residentes em Portugal, apesar da medida afectar também muitos portugueses brancos). Agora, discriminam-se ilegalmente seropositivos candidatos às forças de segurança. E sabe-se lá que outras medidas mais já terão sido adoptadas à socapa. Como digo, as dúvidas são muitas, e ninguém pode dar-se ao luxo de ter certezas. O que não se pode aceitar são jogos de sombra por parte do estado. O estado tem o dever de assumir posições claras, e trazer a debate questões melindrosas como estas.
Afixado por: thirdbacus em abril 6, 2004 01:30 AMDaniel, agora foi excesso de zelo da tua parte.
Afixado por: Major Alvega em abril 6, 2004 02:37 AMTenho que concordar que a medida faz sentido. Se é inconstitucional deve-se ter isso em atenção: ou se muda a constituição nesse aspecto ou se começam a aceitar os candidatos seropositivos.
E entendo que esta segunda hipótese não faz sentido. Como já foi dito aqui, os polícias têm profissões que são de risco. Admito que a maioria nunca se veja numa situação de poder sangrar na sequência do desempenho das suas funções, mas a verdade é que isso é bem possível. Já vi casos desses e qualquer um de nós imagina uma situação em que um polícia, enviado para controlar uma multidão, leva, por puro acaso, uma cotovelada e começa a sangrar do nariz. Imaginemos que o polícia é seropositivo, isos não constituirá um risco para as pessoas por cuja integridade física ele(a) é suposto zelar?
As probabilidades podem ser baixas, mas existem e não se pode arriscar que alguém que deve proteger possa ser ele(a) próprio(a) um risco.
Afixado por: João André em abril 6, 2004 09:15 AMThirdbacus,
Estou de acordo consigo.
É sempre muito perigoso descriminar pessoas mesmo quando por razões de saúde publica ou outras de interesse público. Mas, por vezes, tem mesmo que se encarar o problema de frente e abrirem-se excepções. Sob pena de aparecerem as tais doces hipocrisias ou, pior, de surgirem posteriores surtos descriminatórios de consequências muito mais nefastas e abrangentes.
Meus Senhores, por acaso sabem o que são luvas, que se colocam quando se socorre/trata de alguém??
Se o polícia fica ferido já não socorre ninguém a não ser "a ele mesmo" os outros e esses levam luvas.
Quando discordarem coloquem razões válidas, pf.
Mas a Lei saíu agora? Tem de ser, visto que na Constituição é referido que não pode haver descriminação.
Agora entendo porque o CDS quer mudar a CONSTITUIÇÃO...!!!!
No tempo da Ditadura tb as enfermeiras e hospedeiras não podiam casar...
Se uma pessoa sem uma perna fica livre da tropa como quer ir para a policia/GNR??
É grave o que estão a fazer, aos poucos vão fazendo renascer o que existia em 1933!!!
Descriminar por ser seropositivo é muito perigoso e baseia-se em teorias discutíveis.
Para lançar a dúvida recomendo a leitura de um artigo de um Professor da Universidade de Berkeley:
http://www.virusmyth.net/aids/data/pddrchemical.pdf
Também se pode consultar o sítio: http://www.virusmyth.com